Mostrar mensagens com a etiqueta 1966. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1966. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

sábado, 17 de junho de 2023

terça-feira, 22 de agosto de 2017

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Pessoal e intransmissível


As palavras têm uma origem própria, uma semântica. Mas no plano pessoal e mais íntimo podem também possuir uma (segunda) paternidade: daquele ou daquela a quem as ouvimos pela primeira vez - se nos lembrarmos disso. Finalmente, depois de muito gastas e mecanicamente usadas, podem ressurgir ou renascer, com novo vigor, por um acontecimento fortuito.
Por vezes, acontece que uma simples palavra ganha presença, destaque e um carácter novo, pela posição que ocupa num poema. Adquire perspectiva, mais ampla, dimensão diferente e autónoma. Distancia-se do contexto e significação com que a utilizávamos no dia a dia, anteriormente. Ganha vida.
Lembrei-me, hoje, disso ao preencher, nas palavras cruzadas, os quatro rectângulos do vocábulo lume. Aqui há 50 anos atrás, em autógrafo de Eugénio de Andrade (1923-2005), ao lê-la, essa palavra ganhou uma nitidez independente e uma força nova, imprevísivel antes, para mim. E assim continua...



Nota: Eugénio de Andrade nasceu a 19 de Janeiro de 1923, na Póvoa de Atalaia (Fundão).

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Memória (102)


Setembro era a fronteira de águas, entre o mar da Póvoa e o rio Ave.
A memória, porém, há-de ser sempre ingrata, pouco lógica e desapiedada, com os anos. Não perdoa o desaparecimento físico, nem tem em conta a diferença da pujança juvenil com a debilidade gradual dos corpos mais próximos e amigos - a marcha do tempo, inexorável, infinita.

sábado, 29 de agosto de 2015

arte menor (23)


Poema-colagem (4)