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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Revivalismo Ligeiro CCCXLIII



Apesar de tudo, sempre os acho preferíveis aos carreiras, toys, emanueis, barreiros, canários e quejandos...

terça-feira, 11 de julho de 2023

Retro (115)

 


Outros tempos... Altíssimos.

Nada se recolhe do passado, senão memórias esbatidas, talvez algumas curtas palavras mas, o mais das vezes, só o silêncio ocupa entretanto os espaços já vazios e libertos para sempre.

quarta-feira, 12 de abril de 2023

terça-feira, 14 de abril de 2020

domingo, 20 de outubro de 2019

Bibliofilia 141


Polémica para a época, esta Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica foi publicada, em Novembro de 1965, por Fernando Ribeiro de Mello (1941-1992), sob a chancela da editora Afrodite, com prefácio, selecção e notas de Natália Correia (1923-1993) e ilustrada por Cruzeiro Seixas (1920). A obra acabou apreendida pela Censura estadonovista e os responsáveis da edição foram julgados em tribunal. Até vir a ser reeditado, o livro saía normalmente caro em leilões, por haver poucos exemplares "sobreviventes"...

O meu exemplar comprei-o em finais dos anos 80 por Esc. 2.800$00 e tem uma dedicatória do editor Ribeiro de Mello (para Fernanda Botelho?).
Num leilão de José Manuel Rodrigues, em 1993, foi vendido outro exemplar (lote 260) por Esc. 8.500$00. Em Julho de 2006, o Boletim Bibliográfico de Luís Burnay incluía a mesma obra, brochada, sob o lote 32, ao preço de 68 euros.
Presentemente, exemplares desta primeira edição, de 1965, vendem-se bastante mais baratos.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Retro (99)


Livros há com pedigree. Pela sua rareza, estão normalmente adornados com ex-libris, anotações ou marcas de posse manuscritas e, por aí, ficamos a saber o nome dos seus anteriores proprietários ou as mãos por que passaram. Outras vezes, e sendo edições normais ou modestas, no interior da obra existem rastos e pequenos sinais que permitem identificar alguém que, com elas, tivesse tido contacto.
Foi o caso recente. Num conjunto de revistas que comprei, no interior de uma delas, inesperadamente, fui-me deparar com um postal de 1965, vindo de Sófia (Bulgária) e enviado para Lisboa, em Novembro desse ano já longínquo da Guerra Fria... Assim fiquei a saber o nome do muito provável anterior possuidor das revistas, que comprei no alfarrabista.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

( Adenda a ) Mercearias Finas 107 : a terceira prova


Perdido. Decantado, e apesar do pequeno depósito, o vinagrinho não deixava enganar a deterioração inexorável, mas também é verdade que 50 anos de idade, num vinho mediano, ainda para mais branco, são quase sempre mortais - já só merecem a certidão do óbito.

De nada valeu ao sr. conde d'Águeda (Manuel José Homem de Mello), no contra-rótulo, ter mandado estampar os pergaminhos e medalhas de ouro, para que o seu Quinta d'Aguieira, branco de 1965, não se estampasse, também, com o tempo e a sua provecta idade.
Irá para vinagre, que nem tudo se perde!...

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Mercearias Finas 107 : relíquias...


Pelo segundo Outono consecutivo me resolvi a dar volta à adega. Desta vez, fia mais fino o risco, porque de vinhos brancos se trata e, como se sabe, eles são mais frágeis e de vida mais curta do que os tintos. Será pouco espectável que a sua abertura me traga alguma boa surpresa, depois de decantados. Embora duas das garrafas ainda tenham néctar pelo ombro do gargalo e as Caves Borlido tenham classificado o seu produto de: Vinho Velho. O que significa que foi engarrafado já estabilizado, mas não terá decerto, no entanto, a longevidade das colheitas do Bussaco. Que será de esperar de vinhos brancos tão anosos, cujo mais jovem tem a provecta idade de 50 anos? O que for, se verá...
Deixo, assim, a descrição cronológica das relíquias, para que conste, e memória futura:
- Borlido Garrafeira, Branco Velho de 1946, 12º (custou, no início dos anos 70, Escudos 50$50).
- Casal da Azenha, Branco 1957, de A. B. da Silva Chitas, com 12,5º (adquiri-o por 45$50).
- Messias, Garrafeira Particular, colheita de 1963, 11,5º.
- Quinta d'Aguieira (Conde d'Águeda - Manuel José Homem de Mello), Branco 1965.
Ficam as fotografias dos exemplares, logo à saída da adega, e depois dos rótulos terem sido ligeiramente desempoeirados do tempo e da pátina. Darei conta oportuna, se for conveniente, dos seus estados de saúde, ou de alma.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Letras, 1965


Faculdade de Letras, 1965, Lisboa. Entre a crise académica de 1962 e, a mais grave, em 1968-69, decorre um período menos perturbado, muito embora os universitários não tenham desistido das suas razões, nem da sua luta pela independência associativa e académica face ao poder político. Era reitor da Clássica, na altura, Inocêncio Galvão Telles.
Este jornal Letras 65, da Comissão pró-associação, de carácter não-periódico, faz-se eco das reinvindicações estudantis. A colaboração é rica e diversificada. Alguns artigos são de nítido cariz político: "O significado do ataque às associações", por Medeiros Ferreira, "Uma reforma da Universidade", de Margarida Losa, ou "... e que  faz depois tanta gente?", de Eduarda Dionísio; "Letras 65" informa também que, no ano lectivo de 1962-63, entraram para a Faculdade de Letras de Lisboa 641 alunos, frequentaram-na 2.873, e concluiram os cursos: 59 alunos.
As contribuições literárias do Jornal são vastas. Em poesia, Fiama, Gastão Cruz, Almeida Faria, António Torrado, Herberto Helder e há, ainda, um poema inédito de Sophia sobre Lorca ("Túmulo de Lorca"). Do Jornal constam também depoimentos de Cardoso Pires, Abelaira, Sophia e Luis Francisco Rebello - autores premiados, por livros, no ano anterior de 1964. Registe-se também a colaboração de Alice Vassalo Pereira (Alice Vieira), Eduardo Prado Coelho e Lauro António; bem como respostas de Professores (Delfim Santos, Peral Ribeiro...) a um inquérito sobre o tema "Exames".
Optamos por reproduzir, em imagem, o texto literário de Herberto Helder, intitulado "Um pequeno lugar", inédito na altura, que não sei se terá tido, posteriormente, inclusão em livro.

para MR, cordialmente.