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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

segunda-feira, 27 de maio de 2019

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Aznavour



Não, não é este Que c'est triste Venise, ou La Bohème, nem muito menos La Mamma, para mim a canção mais emblemática de Charles Aznavour (1924-2018), que faleceu, hoje, em França. Creio ser, entre tantas de que gosto do seu repertório, o Il faut savoir, por várias razões pessoais de juventude.
Foi por Agosto de 1964 que eu soube que o seu apelido de infância era, na verdade, Aznavourian  que, como quase todos os apelidos arménios, terminava em ian. Os progroms turcos sobre os arménios provocaram um êxodo maciço do povo, sobretudo para França. Foi o caso dos seus pais. Como, também, dos pais de quem me contou a história, nessa altura.
Depois, há nomes e figuras que, colados à nossa adolescência, quando desaparecem de cena vão corroendo, inevitavelmente, a nossa fantasiosa crença e utopia inconsciente sobre a imortalidade humana, própria. Charles Aznavour, para mim, era um desses nomes. Feito de boas memórias.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

sexta-feira, 17 de março de 2017

Memória (113)

De 1964, ou de 1965 (?), lembro-me bem, no entanto, do refrão desta canção italiana que teve um grande sucesso, na altura. A música continental europeia estava já a passar o testemunho às Ilhas Britânicas, mais concretamente a The Beatles, que souberam abrir, de algum modo contra a tradição romântica da época, um novo caminho na música ligeira da Europa.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Impromptu (11)


Os nascimentos criam, entre os seres humanos, uma sequência cronológica de tempo que a morte raramente respeita. Quando alguém desaparece para sempre, e disso temos notícia, a memória, quase automaticamente, responde com um inventário sucinto de imagens e algumas legendas passadas, tudo isto em poucos segundos. E recolhe, logo a seguir, de novo ao presente.
Em anos de juventude passei cerca de um mês e meio na Alemanha. Não se tratava de emigração compulsiva, mas também não era uma viagem turística. Esta vilegiatura destinava-se simplesmente a melhor me familiarizar e a praticar a língua germânica. Foi um tempo rico em experiências, novidades e de abertura para um outro mundo. No entanto, guardo dessa altura, alguns desagrados: a falta do café nacional e bom, a água engarrafada alemã, que era sempre de picos - não se comercializava a água lisa - e as sistemáticas batatas cozidas das refeições. Que, à restante gastronomia alemã, habituei-me eu bem, e dela gostava.
Mas devo confessar, também, que havia uma alegria extrema, da minha parte, nas poucas vezes que ouvia falar o português, ocasionalmente, nas ruas. E quando ia à Embaixada do Brasil visitar um amigo português que lá trabalhava. Que me servia, com gentileza, um bónus excepcional: um cafezinho forte, na boa e saudosa tradição portuguesa.