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quinta-feira, 12 de março de 2020

Resistência


Não há nada como ser um sobrevivente da Asiática de 1957, para criar uma certa distância saudável. E para manter a tramontana a funcionar e em ordem.
Deus nos valha!

sexta-feira, 31 de maio de 2019

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Mercearias Finas 107 : relíquias...


Pelo segundo Outono consecutivo me resolvi a dar volta à adega. Desta vez, fia mais fino o risco, porque de vinhos brancos se trata e, como se sabe, eles são mais frágeis e de vida mais curta do que os tintos. Será pouco espectável que a sua abertura me traga alguma boa surpresa, depois de decantados. Embora duas das garrafas ainda tenham néctar pelo ombro do gargalo e as Caves Borlido tenham classificado o seu produto de: Vinho Velho. O que significa que foi engarrafado já estabilizado, mas não terá decerto, no entanto, a longevidade das colheitas do Bussaco. Que será de esperar de vinhos brancos tão anosos, cujo mais jovem tem a provecta idade de 50 anos? O que for, se verá...
Deixo, assim, a descrição cronológica das relíquias, para que conste, e memória futura:
- Borlido Garrafeira, Branco Velho de 1946, 12º (custou, no início dos anos 70, Escudos 50$50).
- Casal da Azenha, Branco 1957, de A. B. da Silva Chitas, com 12,5º (adquiri-o por 45$50).
- Messias, Garrafeira Particular, colheita de 1963, 11,5º.
- Quinta d'Aguieira (Conde d'Águeda - Manuel José Homem de Mello), Branco 1965.
Ficam as fotografias dos exemplares, logo à saída da adega, e depois dos rótulos terem sido ligeiramente desempoeirados do tempo e da pátina. Darei conta oportuna, se for conveniente, dos seus estados de saúde, ou de alma.


domingo, 21 de setembro de 2014

As tarefas menores e necessárias


Acabada, a meio da tarde, a leitura do primeiro volume de "Guerra e Paz", de Leão Tolstoi, dediquei-me, durante quase vinte minutos, à abertura das 456 páginas do segundo livro. Tarefa levada a cabo com a macia, mas incisiva faca talhada da carapaça de uma tartaruga santomense.
Consegui não rasgar nenhuma das folhas, do papel amarelecido pelo tempo, deste volume editado pela Inquérito, comprado com os outros dois, por Esc. 150$00, na Casa das Novidades, em Guimarães, há já 57 anos. A leitura, deste segundo livro, iniciá-la-ei em breve.
A adesão a um projecto tem que ser acompanhada de disciplina e vontade. E, mesmo que não retire especial prazer da leitura de "Guerra e Paz", creio que, quando completar a leitura dos três volumes, a que me comprometi, retirarei alguma satisfação do dever e objectivo cumpridos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

...e, se chover, há sempre alternativas...


...à beira-mar, há mais de 50 anos.