Mostrar mensagens com a etiqueta 1871. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1871. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Filatelia CLIII


A carta, em imagem, pertencia a um arquivo de um estabelecimento comercial importante de Guimarães (Francisco Martins Fernandes), situado na rua de Camões, e que vendia tecidos e atoalhados.
Nessa altura (1871), os Correios portugueses gozavam de excelente fama de eficácia, profissionalismo e rapidez nas entregas de correspondência e encomendas, que veio a perder-se apenas em finais do século XX.
No que diz respeito à celeridade, podemos ver os carimbos: esta carta foi posta nos correios de Lisboa a 24 de Fevereiro de 1871, chegou ao Porto no dia seguinte (25/2) e foi entregue, nesse mesmo dia, em Guimarães, no armazém de FMF. Ou seja, apenas um dia para cobrir os cerca de 480 quilómetros do percurso.
Isto é que era trabalhar como deve ser!
E não como hoje...      

terça-feira, 30 de março de 2021

Filatelia CXLII

 


O estudo de marcas postais e cartofilia, do ponto de vista filatélico, é uma das temáticas mais fascinantes do coleccionismo. Permitindo, através de uma investigação apurada, concluir alguns factos muito diversos. Esta carta, em imagens, circulada há pouco mais de 150 anos (21 de Março de 1871), entre o Porto e Guimarães, atesta-nos a eficiência e rapidez dos serviços de Correio portugueses, na altura. Expedida da cidade Invicta, a 21/3/1871, por Jozé Martins Fernandes, foi recebida, no mesmo dia, na Cidade Berço, pelo irmão, Francisco Martins Fernandes, comerciante de solas e cabedais, na Rua Nova do Muro (hoje, Rua Egas Moniz ou Rua Nova apenas, creio).



Franqueada, a carta, com a taxa de 25 réis, selo da série de D. Luís, fita direita (1870-76), carmim rosa (nº 40, de catálogo), com o denteado de 12 e 1/2, foi batida com o carimbo numerado 46 (Porto) de barras interrompidas. O teor da carta, entre os dois irmãos, é de natureza comercial. E relata o ajuste de negócios na compra de sola, com um representante da família Cálem (hoje, mais dedicada ao Vinho do Porto), produto esse que oscilava de preço, em 1871, por entre 210 e 230 réis, com prazo de pagamento de 4 meses.



sábado, 9 de maio de 2015

Mercearias (muito) Finas 102


Registe-se, a título de curiosidade e para memória futura, que, na passada quinta-feira, 7 de Maio de 2015, nos salões da casa leiloeira Sotheby's, em Londres, foi vendido um Vintage bicentenário, pela quantia de 5.000 libras, o equivalente a 6.800 euros. Tratava-se do celebrado Vinho do Porto Ferreirinha de 1815, cognominado Waterloo, por pertencer à colheita do ano em que Napoleão foi definitivamente derrotado, em terras, hoje, da Bélgica, e na batalha de nome homónimo.
As caves da Sogrape-Ferreirinha albergam ainda no seu interior, em Vila Nova de Gaia, mais 49 garrafas deste precioso néctar. Pobre de mim!, que o mais antigo Vinho do Porto, que bebi (em 1979), decantado que foi, pertencia a uma reserva particular de 1871. Mas era boníssimo, também...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Perenidade


"Não é verdade, leitor de bom senso, que n'este momento historico só ha logar para o humorismo? Esta decadencia tornou-se um hábito, quasi um bem-estar, para muitos uma industria. Parlamentos, ministerios, ecclesiasticos, politicos, exploradores, estão de pedra e cal na corrupção. O aspero Veillot não bastaria; Proudhon ou Vacherot seriam insufficientes. Contra este mundo é necessario resuscitar as gargalhadas historicas do tempo de Manuel Mendes Enxundia. E mais uma vez se põe a galhofa ao serviço da justiça!"

Parecem de hoje, estas palavras, mas são de Junho de 1871, tendo portanto 140 anos. Foram escritas por Eça de Queiroz (1845-1900), cujo aniversário de nascimento passa hoje.