Mostrar mensagens com a etiqueta 1001 Noites. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1001 Noites. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ressurgimentos


O TLS (The Times Literary Supplement) da semana passada (nº 5677) dá conta de um renovado interesse pela literatura Oriental, manifestado pela publicação de alguns estudos e por uma nova tradução de "As Mil e uma Noites" cuja primeira versão, francesa, no Ocidente, data de 1706 e foi feita por Antoine Galland. A influência e fascínio que a obra provocou, na Europa intelectual, foi grande. De Rilke a Rimsky-Korsakov, de Goethe a Wordsworth, de Weber a Henry Fielding, os vestígios da sua leitura são abundantes. Os contos foram coligidos, da transmissão popular, pela primeira vez, na Pérsia, mas quase imediatamente tiveram, também, uma versão em árabe. A colectânea tinha o título original de: Kitab alf laylah wa-laylah.
Lembro-me que, na minha infância e adolescência, vi muitos filmes baseados na obra, ou efabulados sobre as figuras principais das "Mil e uma Noites", bem como livros infantis sobre Sindbad, Ali-Babá, Xerazade, Aladino...Houve até uma tradução portuguesa, em fascículos, creio que da Editorial Aster. Depois, terá havido um certo apagamento. Provavelmente, a Primavera Árabe e o Irão na agenda política do dia, terão contribuído para este reinteresse pelas "Mil e uma Noites", no Ocidente.
Mais dia, menos dia, e com a globalização, que tudo apressa, é de supor que este revivalismo também chegue a Portugal.