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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Recomendado : cento e nove

 

Não é todas as semanas que recomendo artigos da ípsilon, mas abro, hoje, uma excepção para apadrinhar um trabalho de Isabel Lucas (com 5 páginas) sobre Georges Simenon, a propósito da saída de 3 romans durs, em edição portuguesa recente. Não trazendo propriamente novidades, relembra o essencial sobre o grande escritor.
Nele se fala também de Liège e do Maas (Meuse/Mosa) que só me trazem boas recordações. Fica o aviso.



sexta-feira, 1 de agosto de 2025

As palavras do dia (59)

 

O escritor argentino César Aira (1949) acrescenta na entrevista: "A literatura actual foi reduzida a entretenimento, boas intenções e mediocridade."
Eu faria um aditamento realista: à força de quererem tornar a arte acessível ao "povo", desceram a fasquia ao nível do chinelo democrático.

quinta-feira, 3 de abril de 2025

Suplementos literários

 
Lembro-me bem que, nos anos 50/70 do século passado, cada jornal que se prezasse tinha um suplemento literário semanal. À quinta-feira o "Diário de Notícias", o "Popular" e o "Lisboa", à quarta "A Capital" e por aí fora... A página literária do Diário de Notícias, orientada por Natércia Freire, era uma instituição, e contribuía, através das recensões isentas de João Gaspar Simões, para criar um critério de qualidade na leitura do país. A norte, n'O Comércio do Porto, Óscar Lopes desempenhou o mesmo papel crítico e pedagógico. Actividades que permitiam a grande parte do que se editava que tivesse um mínimo de qualidade literária. Também o jornal Público, que foi lançado em 1990, publicava, ao sábado, um bom suplemento cultural (Mil Folhas), que veio vindo a definhar tal como a qualidade geral do diário. Hoje em dia, à sexta-feira, o jornal insere apenas uma ou duas recensões a obras incaracterísticas no suplemento ípsilon.



Entretanto, a ocupar este vazio, começaram a aparecer uns blogues foleiros e manhosos, orientados por umas mulherzinhas cerzideiras e mercenárias que passam o tempo entre livros e tachos e que, pagas muito provavelmente por editoras pouco preocupadas com a qualidade dos produtos que editam, lhes fornecem títulos a metro e as fazem publicitar a mediocridade dos seus livros e obras para vender aos incautos leitores.

sábado, 30 de dezembro de 2023

Antologia 17



O mérito da entrevista no suplemento ípsilon do jornal  Público, de ontem (29/12/2023), é sem dúvida do poeta Manuel de Freitas (1972), mas não deixa de ser atribuível também à boa e inteligente arquitectura das perguntas do entrevistador - Luís Miguel Queirós (1962). O tema fundamental debatido é a poesia portuguesa. Dos sublinhados que fiz, ao ler este trabalho, vou transcrever uma pequena selecção que reflecte opiniões subjectivas, mas algumas das quais não deixaria de subscrever eu próprio, pessoalmente. Aqui vai a "antologia", com algumas respostas parciais de Manuel de Freitas:

"Ou seja, estive 11 anos a procurar editor. Tentei os que já conhecia pessoalmente, mas também outros que admirava - a & etc., a frenesi, a Assírio & Alvim, com o Manuel Hermínio Monteiro - e, ninguém mostrou interesse suficiente."
...
"O caso de Nuno Júdice é paradigmático. A (minha) antologia (Poetas sem Qualidades, 2002) era contra essa poesia autocomplacente, bonitinha, com uma retórica a toda a prova, mas que pouco ou nada tinha para dizer."
...
"A Fiama (Hasse Pais Brandão), por exemplo, não acho que seja uma má poeta, mas aquilo não era o que eu queria escrever. (...) Acho que hoje há muito pouca autocrítica. A pressa de publicação e reconhecimento está a ser perniciosa para alguns poetas."
...
"Quando tinha 17 anos, Ruy Belo era um dos meus poetas. Depois comecei a ver ali muitos truques retóricos e a achar aquilo um pouco maçador. (...) Claro que há também poetas que foram subvalorizados, como o Assis Pacheco, que é, sem dúvida, um dos grandes poetas portugueses do século XX."
...
"Nunca dependeu de mim escrever um poema, e mesmo os livros vão surgindo de coisas que preciso de resolver, de memórias que preciso de resgatar."

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Miscelânea (11)


Aqui há uns bons anos, um jornal inglês de esquerda, perguntava na capa, com a imagem de Gerhard Schröder (1944), pouco antes de eleições germânicas, se o leitor era capaz de comprar um carro em segunda mão a este alemão. O dito ex-chanceler ganha, hoje, a vida na Gazprom, e muito bem.
Eu creio que, nessa altura, os reclames apresentavam ainda para bom exemplo indivíduos compostos, às vezes de gravata e fato, sérios, limpos e bonitos. Hoje o paradigma mudou radicalmente de estilo. Quanto mais sujo, descomposto e feio, melhor.



É certo que eu tenho grandes dúvidas que os jovens comprem o jornal Público, pelas capas, habitualmente inestéticas, do suplemento ípsilon, mas os directores devem achar que sim, para persistirem no método, de forma teimosa, para não dizer: autista. Pela minha parte, devo confessar que, do anexo hebdomadário, leio apenas, normalmente, a antepenúltima e penúltima página com os artigos de António Guerreiro e Ana Cristina Leonardo. O resto parece-me palha quase sempre, e da pior.

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Citações CDLXXVIII


... o problema não são os medíocres, mas sim o espaço que ocupam.

Ana Cristina Leonardo (1959), in ípsilon de 27/10/2023.


Nota: creio que a jornalista se referia a José Rodrigues dos Santos.

sexta-feira, 31 de março de 2023

Divagações 186



A ípsilon, que já foi um dos suplementos preferidos do meu jornal (já nem é), terá sido objecto, nas palavras do director do diário (ípsilon, tempos de mudança), de alterações (?). Não dei por muito, apenas os articulistas António Guerreiro e Ana Cristina Leonardo passaram das últimas para as primeiras páginas (2 e 3) do referido suplemento. Ou seja, e como se dizia antigamente: vira o disco e toca o mesmo...

Achei porém curiosa a citação que a cronista ACL, e a propósito do cepticismo e distanciamento da idade, refere de uma frase conhecida e realista do realizador, norte-americano de origem polaca, Billy Wilder (1906-2002) que eu não resisto a citar no original: They say Wilder is out of touch with his times. Frankly, I regard it as a compliment. Who the hell wants to be in touch with these times.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Desabafo (68)



Já não nos bastava o choramingas do mãezinha caxineiro, e agora vem este artista também a lacrimejar... 
Lá vai Veneza afundar-se ainda mais!


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

As palavras do dia (45)



Entre a pesporrência provinciana da citação d'el bimbo, em baixo, e o início da crónica de António Guerreiro, em cima, vai a distância entre a mediocridade demagógica e a reflexão esclarecida. 

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Desabafo (64)



Legenda comum sugerida por um conservador reaccionário, para estas 2 imagens da ípsilon de hoje:

Quanto mais palermas parecermos, mais atenção concitaremos, por parte dos bimbos bem-pensantes.


Será este tipo de iconografia um bom e caridoso exemplo da democratização da arte, tornando-a acessível  ao entendimento de qualquer bicho-careta?



sexta-feira, 24 de abril de 2020

As palavras do dia (39)


Se há coisas que proliferam, por aí, são os equívocos sobre poesia. Confunde-se e mete-se, normalmente no mesmo saco, a grande Poesia com a pequena, as quadras populares e os versinhos que as crianças fazem na escola e, às vezes, continuam a fazer na vida adulta... E, depois, ainda há os poetastros, de ambos os sexos, que vão publicando edições de autor e poluindo a net com blogues de pretensa e pretensiosa, luxuriante poesia. A que se juntam as arreitadas comentadeiras efusivas batendo palmas histéricas, verdadeiras santanetes desmioladas sem o mínimo de sentido crítico, capaz. É um fartar, vilanagem!...
Ora, hoje, António Guerreiro, na ípsilon, com a ajuda competente de Paul Valéry, põe o dedo na ferida, a propósito de um poetastro, que por sorte (dele) também é eurodeputado, que resolveu fazer umas rimas indigentes, apesar do motivo merecer outra sorte e  dignidade literária...

sexta-feira, 14 de junho de 2019

As palavras do dia (36)


Estou à vontade, até porque já falo dos malefícios do turismo intensivo há muito tempo. Quando, na altura, alguns me consideraram uma espécie de velho do Restelo xenófobo, que não era nem sou.
Agora, já quase todos rosnam contra eles, até o mec, repimpado em Colares, lhes dedicou uma crónica raivosa, há dias no Público, esconjurando estes turistas low cost que fazem perder a alma das cidades.
Mas o que mais me preocupa é que, se os edis de Barcelona ou de Bruges vão tomando medidas restritivas contra estas hordas chungas, o Medina lisboeta parece continuar a sorrir para elas, alarvemente, sem nada fazer. Depois, que não se queixe se perder as eleições, como merece...
Entretanto, leia-se acima o texto de António Guerreiro, na ípsilon do jornal Público de hoje, que põe o dedo nesta nossa ferida que vai alastrando como peste dos nossos dias.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

As palavras do dia (35)


Vale a pena ler na íntegra esta crónica de António Guerreiro, na ípsilon, do jornal Público, de hoje.
E, depois, perguntarmo-nos, criticamente e caso a caso, da bondade de muitas fundações que por aí proliferam, sob a máscara da generosidade humana dos seus criadores...

sexta-feira, 1 de março de 2019

Do mau gosto, como corrente editorial maioritária e dominante


Já por aqui me tenho feito eco das capas indigentes que as editoras portuguesas produzem para os livros que publicam. Basta parar em frente da montra da Bertrand, ao Chiado, para ver a feira de horrores de capas e capas. Já não bastava, para pouparem, as editoras terem dispensado os revisores competentes. Livros há, que são um amontoado de gralhas...
O uso aleatório de bancos de imagens, normalmente fotográficos, utilizados nas capas, revela um mau gosto estético generalizado, por parte dos conselhos editoriais que geram estes abortos impressos.
António Guerreiro, na ípsilon do jornal Público de hoje, põe o dedo na ferida. De forma responsável e capaz. É só lê-lo, com atenção.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Do palavrão, como inefável banalidade


Devo confessar, embora com alguma relutância e pudor, que em tempos de ingénua meninice, e por volta dos 11/12 anos, na ânsia de ser homem mais depressa, comecei a fumar, a escarrar para o chão e a dizer palavrões - passou-me depressa, felizmente, excepto o vício do fumo, que ainda hoje tenho.
Assisti, com bonomia, nos anos 80, instalada que foi e consolidada a liberdade e democracia, a alguns publicistas (bragas, cardosos, pimentas...) portugueses, em busca de fácil notoriedade, a usarem, a torto e a direito, uma linguagem que eles julgavam desbragada, para chamar a atenção dos puritanos leitores...
Esqueciam-se, porventura, das cantigas de escárnio e maldizer, do Cancioneiro Geral, de Lobo de Carvalho, de Bocage, Botto, do "merda" de Álvaro de Campos, de tantos outros, no entretanto português. Porque eles não eram, de maneira nenhuma, pioneiros. Depois, chegou a vez dos autores de alguns blogues vituperarem pessoas e coisas, de forma soez. Por exorcismo, catarse ou exibicionismo, quem sabe?
Pelo que li, hoje, na ípsilon, chegou a vez das senhoras donas romancistas (?). E de uma jovem que se platinou recentemente (o seu look, anteriormente, era bem mais modesto...). Que se desbrague à solta e lhe faça bom proveito! (Não será isso, de certeza, que a fará ombrear com Sade ou Miller, em qualidade - e nós já estamos habituados.)

sábado, 17 de novembro de 2018

No tempo em que


Sou do tempo em que havia críticos sérios e competentes. Óscar Lopes, Gaspar Simões, Mário Sacramento, por exemplo, cada um à sua maneira, dizia o que pensava, subordinado apenas a um critério estético de qualidade. Não faziam favores nem fretes, não recebiam subvenções das editoras, não se curvavam a amiguismos - em suma, tinham a consciência limpa de julgar, com isenção, os livros que iam saindo. A sua palavra era uma garantia segura, que nos prometia, à partida, uma boa leitura.
Hoje, não. Há revistas que, como os folhetos das grandes superfícies, tentam é vender os seus produtos, neste caso, as suas publicações, há críticos nitidamente enfeudados, há por aí uns blogues que se auto-intitulam de blogues literários (?) administrados por umas costureiras de retalhos, que dizem sempre bem das obras de que falam e ainda têm tempo para produzir receitas culinárias pindéricas, normalmente vegans, ou de nouvelle cuisine de paróquia interior. É a nova crítica...
Às vezes, porém, a excepção vem confirmar a regra, e eu sou surpreendido por um critério isento, na apreciação crítica de um livro. Na ípsilon, de ontem, Mário Santos, sobre uma obra de um  autor muito badalado, escreveu assim: "...o autor conseguiu fundir numa única obra, e com indesmentível e insuperável eficácia, as melhores qualidades de uma historieta de aventuras do Major Alvega e as de uma novela cor-de-rosa de Corín Tellado (que só agora li para poder comparar). Com uma única desvantagem: a ausência das vinhetas da banda desenhada."
A quem me ler, aqui, lanço um repto ou adivinha. De quem falaria Mário Santos: de Paulo Coelho? De Rodrigues dos Santos? De Rosa Montero? De John Fante? De Modiano? De Margarida Rebelo Pinto? Do valterzinho mãe? De Dan Brown?
Prometo a solução, oportunamente...

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

2 citações de uma entrevista, sobre poesia e não só


A propósito do lançamento do livro da sua obra poética completa, presente, Para comigo, Joaquim Manuel Magalhães (1945) deu uma entrevista à ípsilon, em que aborda, de forma exemplar, alguns assuntos, para além de poesia. Pensada e com algumas reflexões de grande pertinência, a entrevista, até porque as respostas foram dadas por escrito, as suas palavras merecem ser lidas com atenção.
Que não de maior relevância, aqui deixo dois pequenos excertos, recomendando vivamente, a leitura integral da referida entrevista de Joaquim Manuel Magalhães.

"Nunca fiz uma leitura provinciana da nossa poesia, por isso me espanto com as cotoveladas que os poetas dão uns aos outros por causa do seu lugarzinho efémero."
...
"Traduzir é perder tempo, dá muito trabalho, a maior parte das vezes as coisas ficam tortas em português e percebemos logo que não resultam bem e não pode ser de outra forma."

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Divagações 129


Intimamente, creio que ninguém gosta de estar sozinho, embora o provérbio popular sugira uma possibilidade contrária.
Andam nomes nas estantes e nas letras supervalorizados de forma escandalosa, bem como há autores que qualquer conselho editorial criterioso recusaria editar. Mas os livros lá aparecem editados, as entrevistas multiplicam-se com baboseiras incipientes, ditos "para entre família", apelos à simpatia, explicação de lágrimas para despertar a compaixão no leitor, numa exposição patética e infantil, por parte desses escribas que não estão, talvez, preocupados em fazer arte, mas ir vendendo o mais possível...
Tenho os meus ódios de estimação, muito embora grande parte deles não resulte de uma mera embirração caprichosa, mas da constatação do logro de qualidade artística a que os assiste. E a que a falta de sentido crítico nacional e centenário, o compadrio despudorado, o mercenarismo militante, a cegueira racional e a falta de gosto reinante dá guarida, e favorece. Vox clamantis in deserto me sinto, às vezes, ou aquele rapaz atrevido, da fábula, que gritou: o rei vai nu!
Por uma vez, e hoje, no entanto, senti a beatificação tranquila da razão, embora tardia. Senti que não estava sozinho, mas acompanhado. E com argumentos sólidos, através de uma recensão, na ípsilon.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

As palavras do dia (33)


A crónica de António Guerreiro, publicada hoje na ípsilon (jornal Público), deve ser lida na íntegra.
É um brilhante exercício de desmistificação do parolismo nacional, de desmontagem dos beatérios bem-pensantes do politicamente correcto, mas também uma crónica cheia de humor, e escrita com inteligência e rigor. 
Imperdível, em suma.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Os adoradores do Sol e os tuque-tuques


É vê-los, com pele de lagosta, em acarneiradas filas intermináveis, para visitar os Jerónimos, salivando ao Sol, em bichas serpenteando, para comer pastéis de Belém, ou acotovelando-se, como sardinhas em lata, para promíscua e trepidantemente, irem suando e sacolejando no 28, ou subirem no elevador de Sta. Justa, na simplória epifania dos simples e alumbrados.
Porque todos aceitaram, numa maciça inexistência  de vontade própria, o mesmo itinerário proposto pelas agências de viagem ou, em raríssimos casos, leram pela mesma cartilha de lugares comuns, a visitar, obedientemente.
Serão 20 milhões - dizem - os turistas, neste ano da graça de 2017, em Portugal. Em breve, nem a mais ínfima cidade de província escapará a estas hordas barulhentas em trajes quase menores, que hão-de alastrar, irremediavelmente, por todo o país, quando Lisboa e o Porto estiverem saturados e superlotados, e já não couber mais gentinha. E, depois, ainda temos de suportar os tuque-tuques de múltiplas empresas unipessoais, (disfarçadas de modernas startups, subsidiadas pelo crédito mal parado e antecipado (oh! bolha!..) de bancos muito ousados e amigos) , na sua chinfrineira perigosa pelas ruelas da cidade.



Com a sua habitual elegância, António Guerreiro aborda esta epidemia, pelo abstracto e erudito, na sua crónica semanal, hoje, na ípsilon do jornal Público. Da pequena citação, que vou fazer, aconselharia os nossos Edis-mores, das principais cidades portuguesas, a pespegá-la, bem visível e em várias línguas, no 28 e nos Jerónimos, bem como nos locais, sempre os mesmos, visitados pelos suspeitos do costume. Ora aqui vai a citação:
"É por isso muito plausível que possamos saborear em Hamburgo o melhor pastel de nata de sempre, e comamos a melhor pizza italiana em Berlim, num restaurante turco. Para partir, já não precisamos de sair; esta é a conclusão a que temos de chegar, sobretudo quando vivemos numa cidade com grande densidade de turismo."


Uma última alternativa, caso esta gente seja iletrada ou teimosa, seria metê-los à força num barco, com rumo aos Farilhões, ou em direcção às Desertas, para irem ver as cagarras. Para o caso, tanto faz. Porque eles vão continuar a ser felizes e a contar aos amigos estas surpreendentes excursões. Depois das férias, para os enciumar. É assim que a bolha continua a crescer, num boca a boca de litania progressiva. Até um dia, que oxalá não seja demasiado funesto!...