Mostrar mensagens com a etiqueta árvores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta árvores. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Da leitura 60

 

É o jornalista de Le Monde, Harry Bellet (1980) que o refere, e eu traduzo: "Último dos simbolistas ou no grupo dos primeiros pintores abstractos, quem era Piet Mondrian (1872-1944)? Ele detestava a cor verde porque lhe lembrava demasiado a natureza, mas pintava árvores como ninguém, e flores durante quase toda a sua vida, cuja venda lhe assegurava a sua subsistência. Era aparentemente austero, mas também um excelente dançarino e amador de jazz...".
Ao inverso, lá diz o provérbio: "Se não fossem os gostos, que seria do amarelo." Na verdade, podemos procurar em vão, na obra do holandês Mondrian, alguma árvore em que o verde surja, mas não encontramos nunca essa cor. Achamos o cinzemto, aparece o vermelho, mas verde é que não há...



sábado, 1 de novembro de 2014

Apontamento 58: Jardins urbanos



Nos últimos tempos, tenho acompanhado com algum interesse uma tendência na promoção de jardins urbanos que, afora a intenção imobiliária subjacente a determinadas notícias, sempre os considerei como complemento essencial da vivência citadina.

De facto, os que viveram, como eu, durante uma parte considerável da sua formação humana – a infância e a adolescência – numa casa com jardins e horta, dificilmente se libertam do apelo telúrico de meter as mãos na terra, mesma que reduzidas ao tamanho de um vaso.

Com efeito, a partir do momento em que fui obrigada a viver em apartamentos, nunca dispensei os jardins urbanos, por uma questão de vivência que dispensa modernices.

Nas varandas outrabandistas e nos terraços citadinos foram crescendo oliveiras, limoeiros, abetos, pinheiros e loureiros.



Mesmo assim, ainda se arranja espaço para ofertas generosas de pés de alfaces, tomates, e pimentos, como o “pequenitates” que surgiu já um pouco serôdio. Com os últimos dias de sol, lá se desenvolveram três pimentos, dando ares da sua graça.



Logo de manhã, gosto de olhar para as flores da imagem acima, ver o crescimento dos pimentitos, e, sobretudo, apreciar o verde que me tapa o desagradável do cimento que certas criaturas espalham à nossa volta. É uma forma de dissimular o mau gosto dos patos-bravos e reconquistar um espaço desprezado pela ignorância e o mau gosto.

 Post de HMJ, dedicado a MR