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sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Um CD por mês (8)


Pela sua intensidade, eu creio que os recitais de órgão devem ser ouvidos com parcimónia e espaçados, para melhor serem apreciados. E a época natalícia é uma estação propícia à audição.
Daqueles compositores que melhor cultivaram essa arte musical julgo que apenas Dietrich Buxtehude (1637-1707), pela variedade das suas composições, se aproxima de Bach.
Foi ao registo integral  da obra para órgão de Buxtehude que René Saorgin (1928-2015) se abalançou de 1967 a 1970, em órgãos de boa qualidade e em igrejas da Holanda, Alemanha e Suiça.
A edição num conjunto de 5 CD foi posta à venda pela Harmonia Mundi, em 1993. E eu tê-la-ei comprado na Valentim de Carvalho, ao Rossio, nos finais do século XX. É magnífica.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Um CD por mês (4)


Quando eu era criança pensava que o Órgão era o instrumento musical mais próximo da voz de Deus.
O seu troar, no interior das igrejas, infundia-me, simultaneamente, prazer e respeito. Posteriormente vim a travar conhecimento com a música de Bach e Buxtehude.
Em Agosto ou Setembro de 1963, comprei em Bona (Alemanha), dois singles com Fugas de Bach, da Telefunken, interpretadas por Anton Nowakowski (1897-1969) e gravadas num órgão de uma igreja da Dinamarca. Ouvi estas gravações dezenas e dezenas de vezes, sempre com muito gosto.


Só mais tarde vim a escutar execuções de Albert Schweitzer e, pelo início dos anos 80, as magníficas interpretações do holandês Ton Koopman (1944). Talvez tenha ouvido, pelo caminho, também Karl Richter. Mas é de Koopman, meu preferido organista, hoje em dia, a gravação do Archiv Produktion que adquiri por volta de 1986 e cuja capa de CD abre, em imagem, este poste.


As obras musicais de Bach, incluídas neste CD, supõe-se que terão sido escritas por volta de 1720.