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domingo, 8 de março de 2026

Mercearias Finas 216

 

Devia ser por esta altura do ano que aparecia, por essa minha cidade de província, e no antigamente, o ciclista de cornetim a anunciar os peixes de rio, que trazia no cesto. Eu não os apreciava por aí além... Tinham pouco sabor e muita espinha. E, tirando a lampreia, pouco dava por eles. Bastou-me, depois, uma muge do Guadiana, que comprei em Mértola, barata é certo mas desenxabida de todo, e que HMJ cozinhou o melhor que pode.
No mercado, ontem, a banca da Ângela não estava no seu melhor, mas não tão pobre como nos dias da tempestade ("... não vás ao mar, Tóino..."). Por desforço profissional, ela quis mostrar-me dois magníficos sáveis do Mondego que deviam estar pejados (rica açorda!), mas custavam 29,80 euros o quilo. Para não vir de mãos a abanar, trouxe uns choquinhos com tinta, que estavam frescos e em conta.

domingo, 6 de julho de 2025

Mercearias Finas 210

 


Calhou termos de ir ao mercado, de manhã, buscar uma garoupa que estava encomendada, para o almoço. A banca da Ângela estava repleta de bom peixe, onde imperavam uns bonitos salmonetes. Mas havia também peixe-espada nas suas duas variedades: branco e preto. Que me foi sugerido e declinei: "Temos o frigorífico cheio, já não cabe mais nada!"
E depois acrescentei: "Não como peixe-espada desde os anos 70. Saturei." Explicando que, em Coimbra, tinha as refeições contratadas ao mês, por 600$00 e, por causa dos preços, tive que gramar carapaus e peixe-espada branco, 3 a 4 vezes por semana, porque eram peixes mais baratos. De carapau ainda recuperei, agora de peixe-espada bastou. Para nunca mais!


A nossa garoupa a caminho do forno...
E, como hoje é o Dia Nacional do Vinho, irá ser acompanhada por um Alvarinho Deu La Deu 2024.