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terça-feira, 19 de novembro de 2024

Adagiário CCCLXXIII

 

Sapo que salta, água não falta.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Contra a Corrente: Abater o ABACATE !

 


Seja permitida uma opinião pessoal: o abacate, "coqueluche" recente de gentinha, embora de cheiro bastante duvidoso próximo da água do bacalhau demolhado, nunca entrou na minha área de preferência. Até, porque não gosto, de todo, modas que não têm sustentabilidade.

Não costumo comprar, por uma questão de saúde mental, bananas da América do Sul - pretensamente biológica - havendo, à porta, bananas da Madeira e dos Açores.

Com efeito, ficava bem ao Governo em Exercício limitar a produção de abacates, destinados a meia dúzia de clientes, salvaguardando, isso sim, os pomares de citrinos do Algarve. 

Oxalá que o Governo em Gestão tome a última medida a salvaguardar a produção nacional contra as espécies invasoras, sem igual, nem futuro !

Prefiro laranja a esta mal-cheirosa papa.

Poste de HMJ 

sábado, 10 de outubro de 2015

Curiosidades 48


Muita gente saberá que a água cobre 70% do planeta. O que nem todos saberão é que da água doce consumida, apenas 10% é utilizada para uso doméstico. A agricultura gasta cerca de 65%, enquanto a indústria se encarrega de consumir os restantes 25% de água doce.
Para produzir 1 quilo de tomates, são precisos  200 litros de água e, para chegarmos a um quilo de carne consumível (porco ou novilho) são necessários 15.400 litros do precioso líquido - números espantosos, inimagináveis!
E a China que, por causa da poluição e pelas secas frequentes, tem escassez de água potável, importa grandes quantidades do Alasca... Lá chegará o tempo, daqui por uns séculos, que não o nosso de agora, em que teremos de trazer água congelada de Marte e Plutão, provavelmente.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Água de nenhures

Olivença, Outubro de 2012. Água em geração espontânea e sem origem aparente. O impossível acontece pela imaginação do Homem. A torneira é apenas um acessório, enquanto a Água será sempre uma evidência. Estranha, na circunstância.

com agradecimentos a H. N., e parabéns!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A AR, a água e o crime perfeito


O caso é singular e, embora de lana-caprina aparentemente, foi ainda ontem notícia nos jornais. Como agora todos se apressam, por excesso de zelo e para mostrar preocupação, em dar bons exemplos na poupança de gastos, um dos grupos parlamentares da Assembleia da República propôs ao hemiciclo que se passasse a usar água da torneira, no Parlamento, em vez de água engarrafada, como até ali.
A proposta foi, no entanto, chumbada pela maioria dos deputados. A fundamentação da recusa tem lógica, pelos números comparados. A água gasta, para beber, na AR, custa engarrafada 259,20 euros por mês. Se fosse usada água da torneira ficaria a custar, mensalmente, 2.730,00 euros, segundo as estimativas. Dá para acreditar?
Para mim, dá. Aqui há pouco mais de 5 anos, tive na mão um contrato de fornecimento de água para beber, engarrafada, a uma PME. O preço, por litro, não chegava a 0,10 euros, e ainda havia bónus, consoante o consumo. É uma incongruência, mas não consigo descortinar o busílis. Parece um crime perfeito...

sábado, 7 de janeiro de 2012

A força das águas


Em finais dos anos 60 (Novembro de 1967, creio) experimentei, pela primeira vez, a grande força das águas, ao ter de atravessar a Av. Fontes Pereira de Melo, em Lisboa. A avenida parecia o leito de um rio enfurecido, fortíssimo e caudaloso, pelas grandes chuvas que tinham caído. Consegui fazer a travessia, mas a muito custo.
Depois, recordo as duas únicas vezes em que senti verdadeiro medo. Nos anos 70, no alto mar de Esposende, mês de Agosto e de madrugada, a bordo de uma frágil traineira. Cheguei a terra completamente ensopado em água salgada e a tremer de frio (e medo?). Da segunda vez, em finais dos anos 80 (1988?), numa simples travessia fluvial (Cais do Sodré-Cacilhas), em que o cacilheiro em que eu seguia andou à deriva durante mais de meia hora. Dentro do pequeno barco, só se ouviam rezas e choros. Quando conseguimos, finalmente, aportar a Cacilhas, esperavam-nos bombeiros, 2 ambulâncias e muitos populares curiosos, alguns deles, familiares dos passageiros, aflitos. E, mesmo assim, tivemos de saltar do barco para o cais, porque o cacilheiro não parava quieto, pela fúria do Tejo...
Ora, o meu amigo AVP, em retribuição da dedicácia que lhe fiz, no poste sobre as naus portugueses dos decobrimentos, teve a amabilidade de me enviar um vídeo, onde é bem visível a ira das águas e as vicissitudes por que passam, tantas vezes, os homens do mar. Pelo testemunho impressionante que representa, aqui fica.