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sábado, 5 de novembro de 2022

Cinema


No seu Prosimetron, MR lembra que é hoje que se celebra o Dia do Cinema, destacando O Leopardo, de Luchino Visconti, como seu filme predilecto. Eu apadrinharia este seu gosto, até porque as minhas opções seriam maioritariamente europeias (Rohmer, Bergman, Truffaut, Rosselini, Visconti, Risi, Scolla, Fellini...), com predominância inequívoca de realizadores italianos.
E, dentro destes, privilegiaria dois deles e dois filmes: Rossellini e "A Tomada do Poder por Luís XIV" (1966), pela pouco notada economia de meios ao tratar um tema tão denso. E "8 1/2" (1963), de Fellini, pela sua desmesura barroca genial.
Deste último deixo, neste Dia do Cinema, um pequeno tributo em vídeo, para o lembrar.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Cotações no mercado


Se há escritores que não perdem, após a morte, a sua popularidade e cujas obras se vão continuando a imprimir e vender, como os livros de Simenon, por exemplo, outros há em que a crítica começa logo a questionar a qualidade da sua ficção, a seguir ao falecimento do autor, como foi o caso de John Updike. Ou mesmo em vida, como parece estar a acontecer, agora, com a avaliação que se tem feito  das últimas obras de J. M. Coetzee.
Na Inglaterra, a perda de interesse pela obra de Françoise Sagan (1935-2004) tem sido progressiva (o TLS regista-a) e raros, dos seus livros, têm sido reeditados, encontrando-se esgotados na sua maioria, talvez porque esse clima fluído e leve da ficção da escritora francesa, que lembra a atmosfera cinematográfica de um Rohmer ou de um Truffaut dos anos 60/70 ( certeiro, oTLS dixit), se tenha perdido para sempre, nos dias de hoje.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Adagiário CLXVIII


"Qui a deux femmes perd son âme, qui a deux maisons perd sa raison."

(Quem tem duas mulheres perde a sua alma, quem tem duas casas perde a sua razão.)

Nota: este provérbio, seja ele originário da região de Champagne, ou - como alguns referem - uma criação de Éric Rohmer (1920-2010), o certo é que foi usado, pelo cineasta francês, como epígrafe do seu filme "Les Nuits de la Pleine Lune" (1984).

sábado, 15 de janeiro de 2011

Rohmer




Fez, há poucos dias, um ano que faleceu Éric Rohmer (4/4/1920-11/1/2o10), pseudónimo de Jean-Marie Maurice Schérer. O seu pseudónimo foi escolhido, como homenagem a Erich von Stroheim, realizador de cinema, e a Sax Rohmer, escritor policial. Rohmer era católico, e isso é notório nos seus filmes, ou nalguns deles, pelo menos. Foi dos meus realizadores europeus de referência, com Bergman, Risi, Fellini, Truffaut, e tantos outros, numa época (feliz) em que o cinema europeu não era asfixiado pelo americano. Onde a acção trepidante faz esquecer, muitas vezes, a pobreza dos diálogos e de pensamento. Diálogos, aliás, que nos filmes de Éric Rohmer, tinham uma importância nobre e fundamental.
Para quem goste, a RTP2, passa às 22,4ohrs de hoje, respectivamente: "Os Amores de Astrea e de Celadon", seguindo-se "O Joelho de Claire". Bom proveito!, a quem quiser rever.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Memória 9 : Éric Rohmer



Importante cineasta europeu, Eric Rohmer (1920-2010) realizou "A minha noite em casa de Maud" e "O Joelho de Claire", entre muitos outros filmes em que as palavras e os diálogos tinham um lugar nobre e imprescindível.

Escreveu também "Seis contos morais", em cujo prefácio diz : " A angústia das minhas seis personagens em busca de história reproduz a angústia do próprio autor perante a sua própria impotência criadora, que o processo quase mecânico de invenção aqui utilizado - a variação acerca de um tema - só imperfeitamente dissimula."