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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ponto de situação


Eis o ponto de situação, sucintamente:
a) as agências de ratos continuam a fatiar a CEE, roendo gradualmente, um a um, os países para destruir o euro. Os líderes (?) europeus, refastelados, continuam a dormitar, sossegadamente...
b) em Portugal, foi hoje assinado o acordo de concertação social. Eu chamar-lhe-ia de "desconcertação". A CGTP, avisadamente, não o subscreveu. O eng. Proença assinou. Estamos praticamente com leis de trabalho do período post-primavera marcelista. E "riase la gente", como dizia Gongora...
c) O sr. Alexandre ganhou um prémio da revista "Exame", pela excelência do seu "sítio do costume". Os seus assalariados guarda-costas intelectuais, engajados, Raspoutine Barreto e poeta Moura, devem bater palmas...
d) O sr. Belmiro engendrou uma negociata continental com a EDP para, estrategicamente, os clientes de energia, portugueses, que teriam custos controlados até 2015, se assinarem o novo contrato, os perderem em 2013. Os chineses, disfarçadamente, devem estar a rir-se, e o cego pagode luso deve estar a babar-se com a caridade capitalista dos 10% de desconto, assinando freneticamente os novos contratos...
e) Os "Indignados", como eu tinha previsto, deixaram de se fazer ouvir e não têm sido notícia. Nem já aparecem nos telejornais, a fazer declarações. Não dão sinal de si. Devem ter recolhido a casa dos pais, por causa do frio deste Inverno. Ou, então, teriam passado à clandestinidade? Vamos ter fé, quando vier o sol da Primavera, eles desibernam... 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As ratazanas


São estas as ratazanas-mores que farejam os caixotes dos países, à noite, em busca de lixo, para se alimentarem e engordarem os seus parasitas avençados. Graças ao "sistema" conseguiram, plasticamente, adquirir feição humana, para não assustarem os seus clientes. Da esquerda para a direita, começando pelo asiático para acabar no caucasiano, são:
1. pela "Chapa zero & do Pobre" (Standard & Poor's), Deven Shama.
2. por "Dos mal humorados" (Moody's), coçando o acne, Raymond MacDaniel.
3. pelo "Pêlo de Furão" (Fitch), Steven Joynt.
Foi este último que, como se fora petróleo, considerou Portugal como área de lixo para prospectar, hoje!
Por que esperais, ó "Indignados" e elementos do "Occupy", para a desratização universal?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Revoadas, massificação e mimetismo


Já aqui me referi ("Às revoadas", 30/10/11) à intensificação obsessiva de visitas sobre um poste, antigo, neste meu Blogue. Parecem vespas sobre tijelas de marmelada acabada de fazer. O penúltimo poste que sofreu estes vôos kamikaze foi o de "Vergílio Ferreira sobre a Arte". Durante cerca de uma semana, as visitas foram mais que muitas. De há três dias a esta parte, a massificação dos vôos sobre o poste cessou, subitamente. Estes fogachos apagam sempre depressa...
Mas, desde 4 de Novembro, voltou a haver novo objectivo para as revoadas obsessivas sobre outro poste: "Memória 55 : Guy Fawkes", aqui colocado em 13/4/2011. Pensei: os ingleses celebram o "Gunpowder Plot" a 5 de Novembro - data da execução do revolucionário que quis matar James I e fazer explodir o Parlamento inglês -, e  vieram satisfazer a curiosidade sobre esta figura histórica, ao Arpose. O enxame destas visitas, desta vez e em quase três dias, já vai em mais de 40. Pasme-se!
No entanto, parece que me enganei. A sanha obsessiva sobre o poste deve ter sido provocada pelo facto dos "Occupy/Indignados" terem passado a usar máscaras de Guy Fawkes nas suas manifestações e aduares. O gosto massificado da imitação e mimetismo é imenso, a criatividade é minima.
Agora imagine-se o quanto estará a facturar, e fora do Carnaval, a fábrica que produz estas máscaras!?...
O sistema é flexível e absorve tudo. E até consegue e sabe ganhar dinheiro à custa destes movimentos lúdicos massificados e miméticos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Quien no puede dar en el asno, da en la albarda"


Os "Indignados", ao que parece, já começaram também a aparecer no Uganda. Sinal dos tempos.
Perante a opressão e ataques soezes, os seres humanos acabam por reagir, mais ou menos, da mesma maneira. Foi assim que, quando a nefanda Moody's começou a denegrir Portugal, baixando-lhe a nota, nos insurgimos, aqui no Arpose, e apontamos o facto cobarde de nem sequer darem a cara, acobertando-se no escuro das suas tocas. Com extrema dificuldade conseguimos postar a cara de um dos seus elementos: Antonio Tomas, trintão macilento, de ar linfáctico e enfezado. Mas a fotografia até era pouco nítida, parecendo que o rapaz também sofria de acne.
Pois a jornalista Isabelle Talès, do Le Monde, queixa-se do mesmo ("Triple aïe", em 21/10/2011). Os ratos da Moody's não dão a cara. No caso da França, eles dão a notícia, mas não aparecem rostos, apenas surge o logotipo da Agência de ratos, ou o arranha-céus onde está sediada. Já é um ponto: fica-se a saber onde moram estes murganhos.
Ora, os espanhóis têm um provérbio (título deste poste) que, traduzido para português, diz: "Quem não pode bater no asno, bate na albarda". E aqui deixo um conselho de insurgimento objectivo aos erráticos "Indignados" do mundo que acampam nas praças principais das cidades. Que se dirijam às sedes destas agências de ratos e, na impossibilidade de dar  umas bengaladas valentes nos musaranhos, escavaquem aquilo tudo, destruam totalmente essas tocas nefandas. Será uma jornada mais limpa, objectiva e útil para bem da Humanidade.

sábado, 15 de outubro de 2011

Os bisnetos de Stéphane Hessel e o mimetismo folclórico


Num protesto à escala global, hoje, haverá concentrações de "Indignados" em vários países do mundo dito livre e democrático. Estes ajuntamentos situar-se-ão, na sua quase totalidade, nas praças principais das cidades. Com as respectivas coberturas mediáticas, dos 5 minutos de fama e aparição nos telejornais.
Não imaginaria o nonagenário Stéphane Hessel (1917) que, um pequeno discurso, pronunciado em Glières, a 17/3/2009, mais tarde publicado em livro ("Indignez-vous!", aqui referido em 6/3/11), que foi best-seller em muitos países, cuja exiguidade ideológica é flagrante e motivos gastos e usados, não imaginaria Hessel, repito, que iria servir para classificar estes movimentos sem objectivo preciso e em locais errados como destino. Se os acampamentos da Primavera Árabe (Tunísia, Egipto...) tinham razão sustentada na sua luta contra as ditaduras, os restantes mostram, na maioria dos casos, um desnorte acentuado, o sentido lúdico de festa e um desejo curto de fama mediática, sem mais.
Apenas a juventude americana foi capaz de discernir, com objectividade, o nó do problema: e acampou em Wall Street!. Este facto foi ocultado e silenciado, mais de 10 dias, pelos media internacionais, o que é sintomático, e só começou a ser noticiado quando era vergonhoso não o fazer, e a Net já o tinha difundido, amplamente, pelos 4 cantos do mundo. Os nossos "Indignados" europeus vão para as praças das cidades... em vez de acamparem e se concentrarem nos corações dos impérios económico-financeiros, ou cercarem as delegações das Agências de ratos (rating agencies), de quem a maioria dos Políticos são meros bonifrates.
Assim os "Indignados" exerceriam uma pressão física importante sobre aqueles que têm provocado uma asfixia social e psicológica dos cidadãos de tantos países. Ganhariam assim uma legitimidade objectiva que eu poderia compreender e apoiar. Até lá não entenderei, estes aduares folclóricos nas praças principais das cidades europeias.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

As agências de ratos

Não tenhamos ilusões, não nos valerá de muito fazermos o trabalho de casa e que nos compete, reduzirmos a despesa de Estado, sermos alunos bem comportados e bons, aumentarmos a receita mesmo que à custa de tragédias sociais e humanas. Porque as agências de ratos (Moody's, Standard & Poor's, Fitch e outros Musaranhos) continuarão a baixar-nos a nota, como aqueles antigos e traumatizados professores sádicos que se compraziam em torturar e estender ao comprido, os alunos nervosos, nos exames. O seu ("Dos mal-humorados", dos "Chapa zero & do Pobre", do "Pêlo do Furão") objectivo é outro: fatiar a Europa e destruir o Euro.
Ou talvez nem tenham um objectivo tão preciso. Estes trintões que ganham muito bem (que, no dizer de Paul Krugman, são adictos ao álcool e à cocaína), não terão tido, certamente, infâncias felizes. Querem recuperar. E, agora já tarde, como meninos tontos e perversos, divertem-se a desmontar os seus brinquedos serôdios (Países vulneráveis) e a estragá-los, com prazer infantil.
Nem todos terão a coragem, com o risco inerente, que teve o BES, ao cortar-lhes a avença. Mas não entendo que os países vítimas destes ratos parasitas lhes continuem a pagar as sevícias com que são atingidos por estes parasitas. Há aqui um masoquismo que eu não consigo compreender. E é uma pena, que os "Indignados" europeus que fazem os seus aduares nas capitais europeias e assustam os Governos em dificuldade, não acampem antes junto das delegações das Agências de rating (que as há, na Europa) e façam umas "esperas" festivas a estes senhoritos sanguessugas. Umas pauladas ou bengaladas valentes nestes parasitas eram muitíssimo bem empregues. E mostrariam a criatividade da juventude europeia. Em vez da nulidade tonta das suas acções inúteis para os 2 minutos de fama na Tv.