"... O neo-realismo, vinculando a literatura a uma acção virtualmente transformadora, mas que os homens não souberam exercer no devido plano prático, criou apenas uma curiosa alienação (termo que lhe é excessivamente grato), um cómodo processo de fuga. Para utilizar uma expressão dos domínios da psicanálise, os neo-realistas realizaram uma conversão. Converteram em má literatura o que deveria ter sido uma boa acção social. ..."
Herberto Helder, in Relance sobre a poesia de Edmundo de Bettencourt (colecção Poetas de Hoje, 1963).
Este excerto é mortal. Mas a literatura neorrealista fez o seu caminho de «ação social» alertando os leitores para a vida de muitos portugueses. E acho que neste campo foi eficaz.
ResponderEliminarBom dia!
A perspectiva de HH também me parece excessivamente radical.
ResponderEliminarBoa tarde.