sábado, 27 de junho de 2026

Humor Negro (33)

 


Desta vez, coube à França, mas a Béllgica e a Alemanha não ficaram de lado...

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Apontamento 189: Voz da Revolta

 

Não vale a pena esperar do grande capital uma genuína dedicação às causas da Democracia e, muito menos, humanidade e respeito pelos mais desfavorecidos.

O exemplo mais recente de completo desprezo veio, mais uma vez do FMI, na pessoa que dá pelo nome de Jean-François Dauphin.

A ignorância sobre a História do país, do qual ousa falar despudoradamente, associa-se, obviamente, a um analfabetismo funcional ao usar o adjectivo generoso num contexto completamente errado.

Se os seus defeitos culturais ficaram evidenciados, esperava-se, pelo menos, que tivesse mantido o mínimo respeito pelas pessoas a quem se refere de forma ofensiva, afirmando que as reformas mais baixas e de viuvez são demasiado generosas.

Peço a uma mão divina, caridosa, que ponha aquela criatura a viver, pelo menos durante um mês, apenas com uma pensão daquelas que julga generosa.

É com estes exemplares repletos de falta de humanidade que se mina a Democracia nos seus alicerces fundamentais, a saber, atacando uma sociedade solidária de defesa dos cidadãos e do estado social.

Mas, pelos vistos, nem vergonha tem para se pronunciar sem freio nos dentes.

Post de HMJ


Da leitura 66



 "... O neo-realismo, vinculando a literatura a uma acção virtualmente transformadora, mas que os homens não souberam exercer no devido plano prático, criou apenas uma curiosa alienação (termo que lhe é excessivamente grato), um cómodo processo de fuga. Para utilizar uma expressão dos domínios da psicanálise, os neo-realistas realizaram uma conversão. Converteram em má literatura o que deveria ter sido uma boa acção social. ..."

Herberto Helder, in Relance sobre a poesia de Edmundo de Bettencourt (colecção Poetas de Hoje, 1963).

Atenuantes

 
Temos que perceber, e de certo modo desculpar, que a falta de mundo dos carlos alexandres se deve ao facto de terem sido criados na província. Assim, as suas indumentárias rústicas e a sua pequenez de horizontes mentais.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Recuperado de um moleskine (49)

 


Inha

Vem de longe o cheiro
de casas campestres e nogueiras altas,
o aroma limpo da aguardente branca
misturado com maçãs no cimo
de roupeiros velhos, o perfume todo
de coisas sem idade ou da infância
sumida lá no fundo
e sussurrando.

Qlz.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Ideias fixas 106

 
Entre as vuvuzelas e os martelinhos de plástico, hoje, que venha o diabo e escolha.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Rentabilidade




É sabido que, para produzir um litro de vinho há que usar 1,3 a 1,5 quilos de uvas, consoante a casta.
Ora, segundo o jornal francês Le Monde, o leite fia de mais fino e, para fabricar 600 gramas de manteiga, são necessários cerca de 10 litros de leite. A menos que  a autora do artigo (Zazie Tavitian) se tenha esquecido do almece, do requeijão ou do queijo fresco que, eventualmente, tenham ficado pelo caminho...

domingo, 21 de junho de 2026

Estado da Natura 17

 

Apresenta-se da quarta (?) geração, a mais nova das 3 representantes para florir, inteiramente e em breve.

sábado, 20 de junho de 2026

Arcaísmos (XIV)

 

Na sequência do tema, mais nove arcaísmos e seu respectivo significado:

1. Despear - tolher-se dos pés.
2. Dioso - antigo; velho.
3. Donoso - galante; donairoso.
4. Ensaes - sentina ou porão do navio.
5. Entejar - aborrecer.
6. Erazeje - herança.
7. Escançado - afortunado; feliz. Bem reputado.
8. Estaao - estalagem. Residência.
9. Estrenger - permitir; conceder.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Desabafo (109)

 
É conveniente ter atenção para com os cavernícolas e com os puritanos, porque é de lá que vêm, normalmente, os inquisidores, os pides e os carlos alexandres.

Comic Relief (168)

 


A ocupação do espaço.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Antevisão

 

Razão tinha a Revolução Francesa com o seu tríptico premonitório: "Fraternidade, Liberdade e Igualdade". Ou não fosse para todos semelhante a sentença final: pena de morte.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Em tempo

 

Deixei passar o centenário do nascimento do poeta José Gomes Ferreira (9 de Junho de 1900) e, para me penitenciar, aqui deixo a imagem das capas de um encarte publicitário em que a A. P. E. com a parceria da Carris celebrou o acontecimento, na altura própria.

(Só lamento que a caricatura do Poeta seja tão má [o autor nem sequer assinou o desenho...] e com um apêndice nasal que não tem nada a ver com o de JGF.)

terça-feira, 16 de junho de 2026

Adagiário CCCXCIV



Se os desejos fossem cavalos até os mendigos podiam montar.

Provérbio inglês. 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Filatelia 156

 


Uma boa parte dos meus conhecimentos de cultura geral devo-os ao facto de ser filatelista desde os 9 anos de idade. E também porque grande número de países privilegiavam temas nacionais difundindo personagens que se impuseram pela sua vida, descobertas ou importância histórica.
Nesse aspecto a França distinguiu-se não só por isso, mas também esteticamente pela beleza dos seus selos gravados a talhe-doce. Vamos dar conta de uma série de 1955 dedicada a inventores notáveis franceses nascidos nos séculos XVIII e XIX. Seguem as taxas, nomes e invenções de cada um:

5 Ff. - Philippe Lebon (1767-1804) , Gás de Iluminação.
10 Ff. - Barthélemy Thimonier (1793-1859), Máquina de Costura.
12 Ff. - Nicolas Appert (1749-1841), Conservas Alimentares.
18 Ff. - Henri Sainte-Claire Deville (1818-1881) - Alumínio.
25 Ff. - Pierre-Émile Martin (1824-1915) - Aço.
30 Ff. - Hilaire Chardonnet (1839-1924) - Seda Artificial.

domingo, 14 de junho de 2026

A palermice do dia

 


Palavras para quê?

sábado, 13 de junho de 2026

Estado da natura 16

 

As hortênsias da varanda a sul estão um mimo crescente.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

David Hockney (1937-2026)



Era um dos meus 3 ou 4 pintores vivos preferidos. Refiro-me a David Hockney que faleceu ontem, aos 88 anos. Tivemos o privilégio, HMJ e eu, de visitarmos uma magnífica exposição do notável pintor inglês na cidade de Colónia (Alemanha), no ano de 2012.




Máxima ou mínima ?

  


Cada fruta é doce a seu modo.


quinta-feira, 11 de junho de 2026

Curiosidades 118

 

Há nomes estranhos, outros que, só por parvoíce ou crueldade, se poderiam pôr a uma criança. E há nomes de terras extravagantes produto de excentridades mentais ou espíritos perversos. Lembrei-me disso ao referir a palavra Alcongosta num poste anterior. Também não sei dizer qual será mais usada de nome a nossa mais bonita praça lisboeta: se do Comércio, ou Terreiro do Paço, que eu utilizo com mais frequência.
Ao que parece a nomeação aristocrática ganha quase sempre mais favor, como será o caso do Príncipe Real, que já terá sido Largo  da Patriacal da Queimada, nome que lhe terá vindo de um incêndio que lá terá deflagrado em Março de 1769, no edifício onde se albergavam os serviços do Patriarcado. Quanto ao príncipe, terá sido Luís Filipe que era filho do rei D. Carlos. 
No referente a fogo, temos ainda a Travessa da Queimada, no Bairrro Alto. O olisipógrafo Vieira da Silva atribui o topónimo a uma fidalga do século XVI, que se chamava Ana Queimada e lá morava. Comprovadamente, um nome que vem de longe e se conservou...

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Do que fui lendo por aí... 76



Do antelóquio de O Capitão Pedro de Faria e Sousa aos que lerem:

" A inteligência é um dom divino que o Criador reparte entre os mortais como lhe apraz, dando a uns mais e a outros menos, sem que êles por si o possam adquirir.Por isso nuns o vemos grande, mediano em outros, pouco em muitos e em alguns tão escasso que mal se lhes conhece. E certo é que, se eles a pudessem adquirir por si, prefeririam o maior ao menor, porque o homem ama sempre o que é bom e, como disse Aristóteles na sua Metafísica, deseja normalmente saber. De não poder-se adquirir por si, disseram os poetas antigos que neles falava Deus: e diziam assim por sentirem que procediam com mais inteligência que os mais dos homens. Nestes a inteligência não se revela por outro meio que o das suas obras; e se estas forem boas, medianas ou más, será bom ou mediano ou mau aquêle entendimento."

Manuel Faria e Sousa, in Ásia Portuguesa (pg. 15).

P. S.: em jeito complementar posso referir que a obra, em 6 volumes, me custou, em finais do século XX, Esc. 4.500$00. O alfarrabista In-Libris tinha, recentemente, um conjunto semelhante para venda pelo valor de 230 euros.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Cerejas

 

Desta vez não vieram de Resende (Viseu), mas da improvavelmente nomeada aldeia de Alcongosta, do concelho do Fundão. Embora as cerejas tenham descido de preço, ainda estão caras: 7,80 euros o quilo. E dos cerca de 4 quilos trabalhados, ainda se deitaram fora 380 gramas de caroços, inúteis para o serviço e fabrico da compota que, felizmente, ficou muito boa.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Últimas aquisições (67)

 


Esteticamente muito apelativos, os dois livrinhos foram comprados há pouco tempo, novos. O de António Maria Lisboa (1928-1953) reúne a obra completa do poeta e o de Wenceslau de Morais (1854-1929) aborda, com ilustrações, cópia das originais, temas alusivos ao chá, no Oriente. Edições com preços equilibrados.

domingo, 7 de junho de 2026

sábado, 6 de junho de 2026

Mercearias Finas 218

 

O postal é já antigo, mas o tema ainda é actual. Quanto aos mexilhões, os melhores que comi, à Espanhola, foi no Rio Grande, ao Cais do Sodré, durante anos. Hoje não, que o restaurante perdeu completamente a sua qualidade e boa cozinha original.
Da sugestão da imagem, trocaria a cerveja belga, por um branco fresco de Bucelas ou um Alvarinho, que vai muito melhor para companhia.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Uma fotografia, de vez em quando... 210


 
Bem poderia ser um colar de finas pérolas... mas é apenas uma teia de aranha matinal orvalhada, fotografada por um autor não identificado. Mas talentoso.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Citações DXXXV

 

A minha tristeza é no fundo religiosa. É por isso que ela é incurável.

E. M. Cioran (1911-1995), in Cahiers / 1957-1972 (pg. 250).

terça-feira, 2 de junho de 2026

Estado da natura 15

 

O aspecto das oliveirinhas das varandas a leste e a sul pressagiam safras generosas. Quem sabe se a ultrapassar recordes passados?
A ver vamos lá mais para o fim do ano.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Abusos para além da complexidade dos números !



Aproveitando o lamento do “duas ou três coisas”,sobre a complexidade das informações nas facturas relativas às empresas de luz, água, telemóveis, etc, que, certamente, a maioria dos consumidores ignora, acrescento um recurso da EPAL completamente inaceitável.

A EPAL, para além de ter uma tarifa substancialmente superior às suas congéneres da área do Sul do Tejo, i.e., três vezes mais, costuma avisar, com um dia de antecedência a leitura do contador, muitas vezes ainda dentro de casa.

Ora, a empresa pública continua, apesar de reclamações insistentes da minha parte, a solicitar a colocação de “um papelinho” na porta com a leitura, em caso de ausência na habitação.

Já alguém naqueles andares da EPAL avaliou o completo ataque à segurança desta medida, apesar de denúncia sistemáticas da minha parte ? Haverá melhor, para um eventual assalto a uma habitação, do que um aviso, na porta de entrada, informando que o proprietário se encontra ausente ?

Não restam dúvidas de que, no conjunto da nossa vida colectiva – educação, saúde, serviços públicos – substituíram-se as regras de bom senso, educação cívica e democrática, de pessoas bem formadas,  por umas “parlermices” sem nexos, sem orientação nem proveito.

Infelizmente, com ganho para umas pretensas literacias espúrias para alimentar um exército de ignorantes, promovidos a “doutores” de ciências nulas e ocultas. 

Pena é que não se promova um ensino democrático, orientado para o desenvolvimentos do pensamento, com autonomia, valores cívicos e democráticos, para capacitar  os cidadãos a resistir a esta inovação de ocultação e menorização da população. 

Post de HMJ


Antologia 27

 

Os livros antigos pagam liberalmente a quem os atura. Não ha velhice mais dadivosa e agradecida do que a d'elles. Sentam-se comnosco á sombra de arvores, suas coevas, e contam-nos coisas que viram os plantadores das arvores. Nos silencios das noites giadas dos nossos janeiros, elles, que os contam aos centos, aconchegam-se de nós e conversam com o mesmo affecto das tardes estivas, embora o frio lhes esteja orvalhando os pergaminhos das capas. Optimos amigos que nem quando nos adormecem se agastam, e até soffrem ser ouvidos sem ser escutados!

Camilo Castelo Branco (1825-1890), in prefácio de Cavar em Ruinas.

Adagiário CCCXCIII

 


Galinha pedrês, não a comas, não a vendas, não a dês.

domingo, 31 de maio de 2026

Uma louvável iniciativa 70

 

Com edições fac-similadas inferiores a 1.000 exemplares (normalmente, 987), a M. Moleiro Editor lança no mercado livreiro, ciclicamente, títulos de originais únicos e preciosos elaborados com preocupação de grande qualidade gráfica e textual.



Desta vez, o encarte publicitário faz referência, entre outros, ao Livro de Horas de Jean de Montauban, ao Pergaminho Vindel ("Cantigas de Amigo de Martin Codax") e ao Roman de la Rose, do rei Francisco I. Embora caras, estas obras serão uma mais valia para quem as possa consultar.



sábado, 30 de maio de 2026

Pinacoteca Pessoal 222

 


A temática popular e/ou campestre é predominante na obra de José Malhoa (1855-1933), muito embora a pintura À Beira-Mar (ou: "A praia das Maçãs"), de 1918, priveligie um casal burguês e seja dos quadros de que eu mais gosto do pintor. Pertence ao acervo do Museu do Chiado, enquanto o auto-retrato de Malhoa, que encima o poste, integre o Museu Soares dos Reis, no Porto.



quinta-feira, 28 de maio de 2026

Humor Negro (32)

 

Por muito que procurasse, não consegui descobrir senão quatro indivíduos desbarretados, na multidão. Perante a espada desembainhada de Gomes da Costa - mas que falta de respeito!...

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Fazer o mal e a caramunha


 
A imagem e o título do jornal ilustram bem a pequenina "justiça" à portuguesa e a lesmice preguiçosa do ministério público laxista que, depois da demora imensa a "trabalhar" o processo, ainda pede dispensa para o presumível infractor...
Só falta preguiçarem mais um tempo, e deixarem morrer o ex-banqueiro.

Estilos



Embora na margem dos aforismos, a diferença de 14 anos que os separa na data do nascimento e os países distintos (Áustria e Espanha) talvez ajudem a explicar o estilo de Karl Kraus (1874-1936) e o tom de Ramón Gómez de la Serna (1888-1963). Mais cáustico o primeiro, o segundo mais lírico, nas suas greguerías originais.
Aqui deixo quatro citações de Karl Kraus retiradas da obra Aforismos (VS., 2023):
- A cultura acaba com os bárbaros a evadirem-se dela. (pg. 245)
- O bibliófilo tem aproximadamente a mesma relação com a literatura que o filatelista tem com a geografia. (pg. 306)
- Psicanálise: um coelho que é engolido pela jibóia só quis averiguar o que passava no interior desta. (pg. 310)
- O austríaco deixa que lhe tirem qualquer estado, a não ser o estado de espírito. (pg. 368)

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Decadência de um jornal

 

Desde a direcção do inefável arquitecto Fernandes, que o jornal Público tem vindo a piorar de qualidade. Já não é de referência, é apenas um diário vulgar, pouco diferente do "correio da manha" e outros pasquins que por aí abundam, bem merecedores da sargeta.
Também, depois de Vicente Jorge Silva (1945-2020), director e jornalista de grande qualidade, os directores que se lhe seguiram, pela sua mediocridade natural, só desajudaram ao produto...
Esta vulgaridade manifesta-se, entre outos aspectos, pela escolha negativa de fotos que prejudicam a imagem de pessoas que a direcção, pouco isenta, quer manifestamente sujar, de uma forma primária, inteligível embora para o vulgo rasteiro.
A imagem acima, publicada no Domingo (24/5), certamente com o beneplácito da direcção do jornal (D. Pontes) e sugerindo uma saudação nazi de um político conhecido, ilustra bem a "isenção" do critério que preside à mentalidade primária e suja desta gentinha.
Só quem for ingénuo é que pode pensar que a escolha da fotografia foi inocente e não propositada...

sábado, 23 de maio de 2026

Estado da natura 14

 

Na sua 4ª (?) geração, a roseira da varanda a sul, que costumava brindar-nos, anualmente, com 3 rosas simultâneas, desta vez presenteou-nos apenas com 1, mas esplendorosa, sem dúvida. Provavelmente vai ficando cansada de produzir tanta beleza...

sexta-feira, 22 de maio de 2026

100 +, 21



Recentemente, o jornal inglês The Guardian pediu, a diversas celebridades e escritores, um apanhado daquelas obras de ficção que consideravam mais importantes, de leitura. Das 100 mais votadas, verifiquei que já tinha lido 21, e cerca de 1/5 pareceu-me uma boa percentagem. Aqui deixo a relação das minhas conhecidas:

1. Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Marques.
2. The Go-between - L. P. Hartley.
3. The Talented Mr. Ripley - Patricia Highsmith.
4. A Farwell to Arms - Ernest Hemingway.
5. The End of the Affait - Graham Green.
6. Buddenbrooks - Thomas Mann.
7. Go to tell on the Mountains - James Baldwin.
8. Austerlitz - W. G. Sebald.
9. The Rings of Saturn - W. G. Sebald.
10. Disgrace - J. M. Coetzee.
11. Orlando - Virginia Woolf.
12. The Metamorphosis - Franz Kafka.
13. The Leopard - Tomasi di Lampedusa.
14. The Magic Mountain - Thomas Mann.
15. Heart of Darkness - Joseph Conrad.
16. The Brothers Karamazov - Fiodor Dostoievsky.
17. The Portrait of a Lady - Henry James.
18. Moby Dick - Herman Mellville.
19. Mrs. Dalloway - Virginia Woolf.
20. The Great Gatsby - F. Scott Fitzgerald.
21. Guerra e Paz - L. Tolstoi.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

2 ideias a fingir de máximas

 
A repetição é um dos sinais mais visíveis da velhice, a menos que seja por coerência filosófica.

Os sonhos e os pesadelos são a ficção abortada de quem não nasceu para escrever ou pintar.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Arcaísmos (XIII)

 

Da letra C vamos seleccionar mais nove arcaísmos da obra já anteriormente referida. Seguem:

1. Cabro - Bode.
2. Camba - Pequeno moinho.
3. Cardeo - de cor roxo.
4. Cenóbios - Ermos; mosteiros.
5. Coita - Pobreza.
6. Consela - Pequeno cofre; pixide.
7. Cortinha - Pedaço de terra; belga.
8. Cunca - Tijela.
9. Cuytello - Pequena navalha.

terça-feira, 19 de maio de 2026

Desabafo (108)


Já não nos faltava mais nada para além do lobby dos psicólogos de trazer por casa, dos auto-promovidos comentadores televisivos e chefs de cozinha modernaços e foleiros, chegou-nos agora uma ministra do trabalho, de paupérrimas feições, em conúbio casamenteiro com um administrador do Novo Banco.
De tráfico de influências, acho que já chega!

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Bibliofilia 232

 
Em associação algo insólita, a Impressão Régia, sob o patrocínio de António Lourenço de Caminha (?-1831), editou em conjunto uma obra histórica sobre Coimbra, de António Coelho Gasco (1595-1666), e obras poéticas inéditas de António de Abreu, que teria sido amigo de Camões, na Índia, e cujos frontispícios dos livros se apresentam em imagem. O exemplar que possuo, desencadernado mas em bom estado, foi impresso em 1807, na sua segunda edição, sendo a original de 1805.
Creio que depois dessas datas os títulos não mais foram reeditados.



Não sendo frequentes as obras, são consideradas raras por alguns alfarrabistas. O meu exemplar, de 1807, foi comprado no início do século XXI por 40 euros. No entretanto, a Bestnet vendeu um da edição original por 100 euros e a Livraria Alfarrabista Liliana Queiroz, da segunda impressão, outro por 350 euros.

Citações DXXXIV

 

Este mundo é uma comédia para aqueles que pensam, uma tragédia para os que sentem.

Horace Walpole (1717-1797), in Carta para sir Horace Man.

sábado, 16 de maio de 2026

Apontamento 188: Sapiência versus Ignorância

 

 

A própria capa do livro sugere um mundo outro, de estética e funcionalidade entre a luz e a sombra.

O título promete para os que ainda navegam “nas margens do saber”, para usar as palavras de um investigador também referência dessas matérias marginais.

O início da leitura convoca um ambiente cultural, luminoso, da cultura clássica para o Humanismo, revelando o caminho do suporte material do texto para a sua fixação final em códice e livro, destinados ao uso do promissor leitor.

O efeito da leitura, de um texto com a marca da sapiência, tem o benefício de nos levar para outras margens.

Assim, vieram as regras de retórica para orientar a presente exposição: opção pela ordem ascendente ou descendente? Sequencialmente surgiram, obviamente, o ensinamento do Padre António Vieira que, através da construção dos seus sermões, se tornou o mestre para ensinar a elaborar um texto com cabeça, tronco e membros.

Deixando, pois, e para os leitores atentos, a curva luminosa do supremo bem da Sapiência, entramos na curva descendente, com acentuado declive, pelos anos 80, no ensinamento das línguas e culturas clássicas, no ensino oficial. O desenvolvimento do pensamento racional e lógico das matérias em causa parecia complicar com o enorme esforço inerente ao efeito final de “arrumar uma cabeça carente”

Entre os meus amigos ainda contei um Professor de Latim e Grego que, na sua casa e para apoio das suas aulas, tinha uma máquina de escrever com alfabeto grego. Que sensação de ignorância de não o poder acompanhar nessa caminhada.

O minguar da oferta do estudo das línguas e culturas clássicas acentuou-se, como é evidente para quem ainda não se relegou, por completo, a uma caminhada, cada vez mais ignorante, incivilizada, imoral e desumana.

Renegar a cultura, o saber e a HUMANIDADE, terá os efeitos nefastos que começámos a observar num quotidiano degradante sem limites.

Post de HMJ

 

 

Estado da natura 13

 



Por esta altura, há ainda 11 brotos, no limoeiro da varanda a sul.
Até quando?


sexta-feira, 15 de maio de 2026

Schubert / Young






Perguntar, não ofende (12)

 

Quem seria este Cavaco, alveitar, referido pelo autor da obra no subtítulo do Livro III?

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Os prolegómenos das lesmas

 

12 anos para iniciar o julgamento do ex-PM: ah ganda juizes do MP!... (no intervalo terão estado a fazer renda de bilros ou a coçar a barriga?)
E não lhes descontam no ordenado este excesso de zelo pegajoso?

terça-feira, 12 de maio de 2026

Ideias fixas 105

 Os serviços públicos estão a poupar imenso nos telefones - só muito raramente atendem os utentes.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Livros em leilão

 
A Vicente Leilões leva a efeito em almoeda, até 21 de Maio de 2026, um conjunto muito interessante e valioso de livros de que eu destacaria uma primeira edição de Camilo (Amor de Perdição, lote 23, estimativa: 2.800 euros) e a edição original de, de A. Nobre (lote 127, base inicial: 2.000 euros).



Mas não deixa de ser curiosa também a edição primeira (1923) de Regresso ao Paraíso que Teixeira de Pascoaes (1877-1952) dedicou a Fernando Pessoa, livro que contém um postal manuscrito do poeta de Marânus, para Campos de Figueiredo (1899-1965), com uma quadra inesperada, que passo a reproduzir:



Memória 160

 


Este jovem, Armand Joseph Desire Roulin (1871-1945), filho  do chefe de correio de Arles e que teria cerca de 17 anos de idade, quando Vincent van Gogh o imortalizou por ter pintado o seu retrato, acabou por ficar na memória da arte. Do modelo e amigo do pintor holandês acabaram por restar 2 retratos, sendo que este em imagem integra o acervo do Museu Folkwang, de Essen (Alemanha).
O espaço imaginário que o retratado ocupa na imaginação de quem o vê, acaba por ser semelhante ao lugar de uma Mona Lisa ou da Bela Fornarina (Margherita Luti) pintada por Rafael. Eis o que uma obra prima consegue, perpetuando a existência virtual e referências existênciais do modelo retratado, para sempre. Ao menos, no espaço da cultura.