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segunda-feira, 19 de maio de 2025

Villae, Santuarios e Assentamentos na Britânia

Villas, Sanctuaries and Settlement in the Romano-British Countryside

Henig, M., Soffe, G., Adcock, K., & King, A. (2023): Villas, Sanctuaries and Settlement in the Romano-British Countryside. New Perspectives and Controversies. Archaeopress Roman Archaeology Vol. 95. Archaeopress. Oxford. 

Sinopse   
Villae, Santuários e Povoamentos na Zona Rural Romano-Britânica teve a sua gênese numa conferência realizada no Museu Britânico em 2009 e reúne uma série de artigos sobre edifícios que foram categorizados como "villae", principalmente na Grã-Bretanha Romana, da Ilha de Wight a Shropshire.


Trata-se do primeiro levantamento desse tipo em quase meio século. Embora algumas dessas estruturas fossem de fato casas de campo e centros de propriedades agrícolas, como a sua designação como villae implica, outras são aqui mostradas como centros administrativos ou industriais, pavilhões de caça ou santuários religiosos, ou uma combinação de mais de uma dessas funções. 


A arte associada a essas estruturas de prestígio e a sua relevância para sua função também são consideradas.

INDEX


+INFO sobre o livro em: Villas, Sanctuaries & Settlents

terça-feira, 4 de junho de 2024

Miscelânea sob o Mundo Rural Romano

Miscellany on the Rural World in the Roman Period

Studies on the Rural World in the Roman Period 

Nº 12 - 2023 

INDEX

Evolució de l’espai periurbà de la ciutat de Baetulo 
entre el segle II a. de la n. e. al segle VI d. de la n. e  
p.7
Clara Forn

Un nou mirall de l’officina plumbaria de Quintus Licinius Tutinus procedent de la vil·la romana dels Pompeu o de Can Ring 
(Besalú, Girona) p.19
Joan Frigola, Joaquim Tremoleda, Pere Castanyer

Le Vistre de la Fontaine, une rivière comme reflet du 
paysage et de la gestion du risque fluvial en périphérie 
de Nîmes entre l’âge du Fer et l’Antiquité p. 33
M. Scrinzi, C. Flaux, H. Djerbi, C. Vaschalde, M. Tilier, 
E. Doyen, A. Malignas, avec la collaboration de N. Caballero

Las aguas y su culto en época romana. Ejemplos del 
ámbito rural en el noreste de la Península Ibérica p. 87
Ana Costa Solé

Landscape and territory in the northeast of the Iberian 
Peninsula in the Roman period. The property of the 
Roman villa of Pla de l’Horta (Sarrià de Ter, Girona, Spain): characteristics, farming and forest resources p.109
Ana Costa Solé, David Vivó Codina, Lluís Palahí Grimal

Elements per al coneixement de la monetització de 
la vil·la romana del Collet (Calonge i Sant Antoni, 
Baix Empordà) p.131
Marc Bouzas, Josep Burch, David Vivó

Résultats préliminaires de deux fouilles récentes en 
contexte de villae suburbaines: Lescar (Pyrénées‑Atlantiques) 
et Saint‑Paul‑Lès‑Dax (Landes) p.147
Pierre Dumas‑Lattaque



Descarregar a revista em:  SRW Nº 12 - 2023

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Ficheiro Epigráficor Nº 238


FICHEIRO EPIGRÁFICO Nº 238 - 2022 



Acaba de sair do prelo o último número da revista Ficheiro Epigráfico, suplemento da revista Conímbriga, editada pelo Instituto de Arqueologia da Universidade de Coimbra. Neste número dá-se notícia de 3 novas inscripções, 

reprodução de instrumental médico romano

Um grafito sobre um fragmento de recipiente de almacenagem (dolium) prccedente de uma villa romana., a segunda uma pequena peça de instrumental medico utilizada para procedimentos otorrinológicos, e que  o valor não apenas de aportar informação sobre a cirurgia romana, senão sobre os próprio facultativos que a exerciam, como em este caso no qual poderíamos estar ante uma mulher exercendo o oficio médico, com indica o seu nome o cognome em da posedora da peça (Parda) em genitivo Pardae ("de Parda").

A conhecida estela funerária de Julia Saturnina  medicae · optimae, Merida (MNAR)


Assunto este da dedicação medica de alguma mulher que se bem não de tudo desconhecido para a Antiguidade, sim é certo que não esta muito sobrado de dados, sobre tudo arqueológicos (textuais algo mais há (uma revisão do tema aqui)


O rio Vouga a seu paso pela antiga freguesia de Lamas do Vouga (Águeda, Aveiro)

Finalmente também se apresenta uma pequena ara sem dedicante consagrada ao deus Vaccus (*Vaccos) divindade que segundo os autores poderia corresponder-se, ou estar associada com o atual rio Vouga, Vaccua na Antiguidade. Em esta contribuição assim mesmo se discute sobre as possíveis implicações que a omissão do oferente pudera ter para conhecer a natureza e local do culto da divindade


INDEX


822 - Fragmento de dolium com grafito da villa do Monte da Cegonha, Selmes, Vidigueira (Conventus Pacensis) 
André Donas Botto, José d'Encarnação, Marco Valente 

 823 - Árula votiva do Castro de Goujoim, Armamar 
 José d'Encarnação, José Carlos Santos 


 824 - Una nueva sonda médica con inscripción 
 Marc Mayer Olivé 




 Ir ao número da revista: FE

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

SPAL Nº 23 - 2014


SPAL Nº 23 - 2014


INDEX

The temporality of Perdigões enclosures: absolute chronology of the structures and social practices pp. 11-26
Valera, A.C., Silva, A.M. & Márquez Romero, J.E

Dataciones radiocarbónicas de contextos calcolíticos al aire libre en la cuenca media del Arlanzón (Burgos, España)  pp. 27-48
Eduardo Carmona Ballestero, E

Las relaciones de solidaridad y reciprocidad en la protohistoria final europea  pp. 49-63
Torres Martínez, J.F

Confectio Gari Pompeiani. Procedimiento experimental para la elaboración de salsas de pescado romanas  pp. 65-82
García Vargas, E., Bernal Casasola, D., Palacios Macías, V., Roldán Gómez, A.M., Rodríguez Alcántara, A & Sánchez García, J.

Los molinos del yacimiento del Cerro de la Cruz (Almedinilla, Córdoba): clasificación y análisis de los ejemplares de epoca ibérica y emiral   pp. 83-118
Quesada Sanz, F., Eduardo Kavanagh de Prado, E. & Lanz Domínguez, M.


Noticiario

Materiales inéditos del Calcolítico procedentes de La Pestaña (Badajoz)  pp. 121-136
Enríquez Navascués. J.J & Palomo Lechón, S.

Un depósito ritual tardo-púnico de pequeños vasos frente a la Playa des Codolar (Ibiza)   pp. 137-146
Ramon Torres, J

A propósito de dos nuevos amuletos de Bes procedentes de Chipiona y Rota (Cádiz)   pp. 147-165
Gómez Peña, A & Rodríguez Mellado, J.

Un relieve funerario hallado en Contributa Iulia Ugultunia  pp. 167-178
Mateos Cruz, P. & Pizzo, A.

La decorazione scultorea delle villae romane in Baetica  pp. 179-190
Napolitano, M.C

Inscripción romana del yacimiento de Gibalbín (Cádiz) con indicación de su condición de municipio pp. 191-196
González Fernández, J.


Recensiones

L. García Sanjuán, J.M. Vargas Jiménez, V. Hurtado Pérez, T. Ruiz Moreno y R. Cruz-Auñón Briones (eds.). El Asentamiento Prehistórico de Valencina de la Concepción (Sevilla). Investigación y Tutela en el 150 aniversario del descubrimiento de La Pastora. Sevilla, Universidad de Sevilla. Secretariado de Publicaciones, 2013
Bernabeu Aubán, J.

Annalisa Marzano, Harvesting the sea. The exploitation of Marine Resources in the Roman Mediterranean, Oxford Studies on the Roman Economy, Oxford, Oxford University Press, 2013
Bernal Casasola, D.


Ir ao numero da revista:  SPAL

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Villae, habitat e sociedade - Entrevista


No século II dC as villae servem para amostrar o status 

 Entrevista à professora Annalisa Marzano (Universidade de Reading)

Annalisa Marzano, professora na Universidade de Reading (Reino Unido), centrou boa parte dos seus estudos na economia rural e o sistema da vila no mundo romano. É autora, entre outras, do livro Roman vilas incentral Italy. A social and economic history. foi a professora convidada do seminário internacional de Arqueologia Clássica, que teve local o ICAC nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, com o título "Habitat rural e transformação da paisagem à Antiguidade"


É uma experiente em villae.
Bem, me interessou estudar a economia das vilas e a sua função social. Isto é, estudar as vilas como estrutura produtiva e desde o ponto de vista social, e como isto altera para o longo do tempo.

A função social das vilas!
Sim, por exemplo os relacionamentos entre proprietários e vizinhos, entre proprietários e cidades... Temos que pensar que a vila também se usa para receber amigos e clientes. É um local para os negócios, os banquetes, os banhos... No século II dC a vila tem uma função social muito concreta.

São locais para falar.
Plínio o Jovem, autor do século II dC, explica até que ponto a vila é um local de encontro. Local de encontro fosse cidade. Mas há um vínculo forte entre os proprietários e os nobres de cidade que fazem parte do conselho autárquico. Também há um relacionamento forte com a cidade, já que os proprietários mais ricos são benfeitores: restauram templos, edifícios públicos ou fazem outros tipos de doações, e a mudança a cidade dedica-os estátuas em honra seu.

Desde o campo influíam na cidade.
Com o Império fazer carreira política é mais limitado que em tempo da República, porque todo depende do relacionamento com o imperador. A Roma as elites já não podem construir, por exemplo, porque a construção é monopólio do imperador. De forma que a sua influência fica fragmentada e já não está focalizada a Roma. Nas zonas rurais da Itália central é o momento que começam a emergir proprietários que ajudam, mediam...

Fazem política!
Aliás a vila acontece também o local onde expressar a carreira política. encontramos inscrições que dizem "eu fui cônsul, governador...". São inscrições que antes estavam na casa de cidade, mas ao século II já as encontramos nas vilas, onde também abundam as suas estátuas. Estátuas que são cópias das estátuas feitas em honra seu ao foro da cidade para honorários e como signo de gratidão.

A vila faz de escaparate.
Converte-se no palco onde o proprietário, que está orgulhoso, pode ensinar toda a carreira política. Este uso social também fica refletido no feito com que tanto as termas como as salas das comidas são maiores: há o precisado de um espaço mais amplo para atender e convidar mais pessoas.

Que importância tem as casas de cidade? São de uma importância menor respeito do período republicano, em que era chave para promonionares se queria entrar ao sistema eleitoral. As vilas emergem com a função nova de mostrar o status.

Mas contínua tendo uma dimensão económica, não?
Sim, e não se trata de agricultura tradicional e autossuficiente Isto é, não encontramos os cultivos típicos da oliveira e a vinha, senão uma exploração de todo o tipo de recursos agrários e naturais. Se criam pavões, furões.. Faz-se produção de mel... Todo o tipo de produtos um pouco de luxo, para os banquetes. Também há produção de cal, de enxofre...

A vila sempre se entende como local residencial e de produção?
Sim, exceto em algumas vilas no meio imediato de Roma, que são simplesmente palácios com o seu jardim.

Como se distribuem as vilas na zona centro-itálica?
Há uma ocupação intensa, sobretudo das zonas com um chão mais bom. Como que há a serrania dos Apeninos, à medida que subimos diminuem as vilas. Concentram-se ao longo dos rios navegáveis, muito interessantes como via de comunicação e transporte de mercadorias. O Tíber, por exemplo, é usado para levar o vinho até Roma. Também se fazem muitas vilas ao lado das vias, e com o tempo os proprietários melhoram a via e fazem caminhos secundários. Como passa aqui, aquelas grandes artérias de comunicação por onde hoje em dia passam as autoestradas e os comboios

As vilas começam a decair no século III dC?
Atenção! Faz-se uma associação entre a chamada crise de produção e o declive na feição decorativa das vilas, que parecem mais rústicas e pobres. Em época tardo-republicana na Itália fazia-se muito veio porque exportava-se muito. Era símbolo de status e vendia-se à Gália a mudança de escravos! Mas com o Império as províncias também se puseram a fazer vinho, e se pensa que isto comportou uma crise de produção na Itália e o abandono de muitas vilas.

E não é assim?
Se analisamo-lo bem, através da arqueologia, a epigrafia e os textos, vemos que o que passa é que há uma concentração de produção. Os proprietários, que passam de ter uma vila a ter umas quantas, decidem manter uma como residência e as outras continuam produzindo mas só vivem os locatores.

Quem consome, se já não se exporta?
Era um consumo regional e para fornecer Roma. Em período imperial a Roma vivia um milhão de pessoas! Há uma grande necessidade alimentária.

Este modelo de vilas, até quando dura?
O modelo de vila que explode o em torno perdura, transformado, até o século Vd.C. No século VI é quando há propriamente abandonos, e já começarão a se configurar os povos medievais.

Após dois dias em um seminário a l ICAC, que valoração faz?
foi uma experiência fantástica e Tarragona é uma cidade muito bonita. O ICAC é um ponto de referência muito importante quanto à investigação arqueológica e é bom que os seminários estejam frequentados pelos estudantes.

Virão colaborações com o ICAC?
vejo muitas possibilidades, porque os pontos em comum são muitos: O uso da paisagem, a economia da vila... Ademais, o meu objeto de estudo não é só Itália, senão todo mundo romano. Acabo de publicar um artigo sobre a urbanização à península Ibéria em período romano a partir da metodologia do "rank-size analysis", que põe em relacionamento o crescimento económico e a população das cidades. Como de grandes podem ser as cidades a partir dos recursos que têm ao seu arredor? À península tinha muitas cidades, mas pequenas.

                                (Extraido de Icac.net)


Postagem relacionada:  Habitat rural e Paisagem na Antiguidade