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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Na Escuridão Visível - Livro

Darkness Visible

Armit, I. & Lindsey Büster, L. (eda.) (2022): Darkness Visible: The Sculptor’s Cave, Covesea, from the Bronze Age to the Picts. Society of Antiquaries of Scotland. Ebinburgo.  ISBN: 9781908332233 DOI: 10.9750/9781908332233

Sinopse  
A Caverna do Escultor é um dos sítios pré-históricos mais enigmáticos da Grã-Bretanha. Escavado nas décadas de 1920 e 1970, uma nova análise do arquivo revelou uma história complexa de atividades funerárias e rituais da Idade do Bronze Tardia até a Idade do Ferro Romana. 


Usando métodos inovadores e novas técnicas, este volume reexamina os resultados de escavações anteriores e coloca o sítio em seu contexto britânico e europeu mais amplo.

INDEX


Descarregar o livro em: Darkness Visible

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Escócia na Europa Altomedieval - Livro

SCOTLAND IN EARLY MEDIEVAL EUROPE

Blackwell, A.E.  (2019): Scotland in Early Medieval Europe. Sidestone Press. Leiden. ISBN: 978-90-8890-751-7

Sinopse   
Este volume editado explora como (o que é hoje) a Escócia pode ser comparada, contrastada ou conectada com outras partes da Europa medieval. Longe de uma 'idade das trevas', a Escócia da Idade Média (300-900 D.C) era um cadinho de diferentes línguas e culturas, o mundo dos pictos, escoceses, britânicos e anglo-saxões. 




Embora durante muito tempo considerados periféricos em relação à Europa continental, as pessoas na Escócia da Idade Média dominavam tecnologias complexas e faziam parte de redes intelectuais sofisticadas. Este volume interdisciplinar inclui contribuições centradas na arqueologia, nos artefactos, na história da arte e na história, e considera temas que ligam a Escócia a processos e fenómenos-chave que acontecem noutras partes da Europa. 




Os tópicos explorados incluem a transição da Idade do Ferro para as sociedades da Idade Média e o desenvolvimento de centros de poder seculares, a intervenção da Idade Média em paisagens pré-históricas e a gestão dos recursos necessários para construir reinos.

INDEX

Introduction
Alice Blackwell

Peripheral vision: Scotland in Early 
Medieval Europe
Ewan Campbell

‘A bright crowd of chancels’: whither early 
church archaeology in Scotland?
Sally M Foster

The 5–6th century Early Medieval Pictish power centre
 at Rhynie, north-east Scotland, and its European context
Meggen Gondek & Gordon Noble

Norrie’s Law, Gaulcross and beyond: widening the 
context of hacksilver hoarding in Scotland
Alice Blackwell & Martin Goldberg

An Early Medieval and prehistoric nexus: 
the Strathearn Environs and Royal Forteviot project
Ewan Campbell, Stephen Driscoll, 
Meggen Gondek & Adrian Maldonado

Political transition at Portmahomack: 
the European context
Martin Carver

Early Medieval burial in European context: 
log coffins in Scotland
Adrian Maldonado

Medieval European land assessment, 
Fortriu, and the dabhach
Alasdair Ross

Ideas of origins and ethnicity in Early 
Medieval Scotland
Nicholas Evans


Descarregar o livro em:  Scotland in Medieval Europe

terça-feira, 23 de abril de 2024

Arqueologia dos Reinos Pictos - Palestra

The Development of the Pictish Kingdoms in Northern Britain c.AD300-900

2024 Kathleen Hughes Memorial Lecture

Quando: 25 Abril
Onde: Cambridge e On-line
  
  
A proxima quinta-feira dia 25 de abril decorrera a Kathleen Hughes Memorial Lecture do 2024, organizada pelo departamento de Anglo-Saxão, Nórdico & Céltico da Universidade de Cambridge, e que este ano será proferida pelo arqueólogo Gordon Noble, professor na Universidade de Aberdeen e tera por título O Desenvolvimento dos Reinos Pictos no Norte da Grã-Bretanha c.AD300-900.





Gordon Noble é um dos principais especialistas na atualidade na arqueologia do período picto na Escócia e tem desenvolvido importantes projetos de pesquisa e escavação.  A palestra decorrera as 17 h. (horario inglês) e pode ser seguido presencialmente ou bem on-line a través de Zoom após registo no seguinte enlace


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domingo, 15 de outubro de 2023

A Genética dos Pictos



Um artigo recente publicado na revista Plos Genetic vem por primeira vez a apresentar um estudo da genética picta e das suas relações com populações do resto da Grã-Bretanha. O estudo enmarca a genética de esta população que formou um reino no norte da Ilha de Bretanha durante a Alta Idade Media, dentro do pool genético da Idade do Ferro, embora assinalando alguns contrastes regionais como o existente entre a Escócia continental e a Ilhas Orkney


Para isto analisou-se um conjunto de mostras genómicas datadas entre os séculos V-VII. Estas mostras genómicas apresentam afinidades com populações atuais do oeste da Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e Nortúmbria, e em menor medida com o Leste de Escócia, Inglaterra e o arquipélago orcadiano. Os pictos orcadianos da Era pré-Viking evidenciam um alto grau de afinidade com a moderna Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e nas ilhas Orkney, demonstrando uma continuidade genética substancial em Orkney nos últimos aproximadamente 2.000 anos, as diferencia que se perceve nas populações orcadianas na Idade do Ferro possivelmente deva ser atribuído a forte deriva genética favorecida pela reduzida população das Orcadas.


A profunda mudança cultural desde a conquista romana ao início do período medieval, teve no plano genética um influxo genético mínimo, Vários episódios de migração A longa distância através da Eurásia ocidental detetam-se durante a Antiguidade Tardia (ca. 300-800 DC), antes e depois do colapso do Império Romano Ocidental. Na Grã-Bretanha, anglos, saxões e outros povos de língua germânica, provavelmente originários da Escandinávia, dos Países Baixos e de partes da Alemanha.


Estas novas grupos estabeleceram-se predominantemente no sudeste e centro da Grã-Bretanha onde há evidências  de extensa mistura genética com populações locais com ascendência genética da Idade do Ferro. O mesmo pode dizer-se das zonas como o Danelaw que sofreram a colonização viking, ou dos gaélicos durante a monarquia de Dal Riada na Escócia, mas a diversidade genética resultado de estas última vagas populacionais e ainda pouco conhecida.


Além das origens do pictos um dos objetivos principais do estudo é testar a tradicional atribuição de um sistema de parentesco e sucessão matrilinear aos pictos, que se baseia no dito por algumas fontes medievais irlandesas e Beda o Venerável. Fontes que pranteiam problemas, especialmente Beda que parece circunscrever este forma de descendência para casos de conflito pela sucessão. 


A questão da suposta matrilinearidade ou não dos pictos tem uma questão recorrente nos estudos sobre a época picta ainda que não se possa negar que nisto durante muito tempo tem primado uma conceção evolucionista da evolução das formas de descendência hoje ultrapassada dentro da antropologia.


Embora isto seja certo, a possibilidade de a existência de um sistema matrilinear entre esta população seguia sendo uma possibilidade, pelo qual a paleo-genética apresenta um grande potencial em quanto que permite reconstruir o parentesco dentro de grupo proto-histórico e histórico. O estudo centrou-se no estudo de dois cemitério de época picta situados respetiva no sul e norte: Lundin Links (Fife) e Balintore. (Ross), para tentar definir diferenças na mobilidade feminina atribuíveis a formas de residência pós-marital vinculadas a matrilocalidade (endogamia feminina) em cemitérios de alto status. e assim poder compreender os sistemas de descendência da elite picta.

Os indivíduos estudados amostram uma alta diversidade no seu genoma mitocondrial o qual contradiz a imputada matrilocalidade dos pictos. Em um sistema matrilocal e matrilinear a baixa mobilidade post-marital tente a diminuir progressivamente a diversidade do ADN mitocondrial.

“Setenta por cento das sociedades matrilocais estão associadas a um sistema matrilinear. Na medida em que o tratamento funerário nos pode informar sobre a organização social da vida, é improvável que a comunidade de Lundin Links seguisse um sistema de herança matrilinear. Esta interpretação desafia argumentos mais antigos para a sucessão matrilinear entre os governantes pictos. No entanto, embora alguns indivíduos enterrados em Lundin Links possam ter tido um estatuto social elevado, a relação entre as pessoas enterradas em monumentos como estes e a elite superior dos pictos é incerta. O cemitério evidencia uma grande diversidade de práticas culturais, espelhadas na alta diversidade mitocondrial, sugerindo níveis relativamente altos de mobilidade dentro da estrutura social picta neste nível da sociedade.”

O artigo por tanto parece que nega -pelo momento a suposta matrilocalidade e possivelmente também matrilinealidade dos pictos, e pranteia como mais factível  explicar o texto de Beda como reflexo de um sistema ambilinear ou cognaticio, possivelmente com predomínio da linha paterna.  

Artigo:

Morez A, Britton K, Noble G, Günther T, Götherstrom A, Rodrıguez-Varela R, et alii. (2023): "Imputed genomes and haplotype-based analyses of the Picts of early medieval Scotland reveal fine scale relatedness between Iron Age, early medieval and the modern people of the UK" PLoS Genetics 19/4: e1010360  DOI: 10.1371/journal.pgen.1010360