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sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Hibridação e Redes na Cultura da Ânfora Globular

SEPARATION,
 HYBRIDISATION, 
& NETWORKS

Müller, J. (2023): Separation, Hybridisation and Networks. Globular Amphora sedentary pastoralists ca. 3200-2700 BCE. Sidestone Press. Leiden ISBN: 9789464270488 DOI: 10.59641/a0e4613c


Sinopse  
Por volta de 3.000 A.C., ocorreu um ponto de viragem na Europa onde sociedades regionais de longa data entraram num processo de transformação. O resultado foi um mundo no que novas redes de comunicação globais aproximaram diferentes regiões. 


A partir de 3200/3100 A.C , o fenómeno da Ânfora Globular (GA) foi o pioneiro na Europa Oriental e Central. Devido ao enfoque na subsistência pastoral, em comparação com sistemas económicos mais agrários, novas práticas rituais formaram-se à luz de uma forma de povoamento mais flexível. Observasse assim inicialmente a separação simbólica manifestada através da cultura da “Ânfora Globular” numa área entre o Baixo Vístula e o Médio Elba. As redes de comunicação configuraram-se rapidamente no Ocidente (a Rede Elba) e no Oriente (a Rede Vístula-Podolia). A monopolização da prática de enterros duplos de gado conectou padrões regionais de mobilidade nas terras baixas entre o Elba e o Dniester.


Com o auxílio de análises espaciais dos sistemas de símbolos (Zeichensysteme) das Ânforas Globulares produzidas localmente/microrregionalmente, é desenvolvido uma aproximação ao grau de similaridade do hábito GA em diferentes regiões. A modelagem bayesiana e as visualizações espaciais das datas radiométricas indicam sequências temporais e mudanças sincrónicas dentro duma recém-desenvolvida conectividade global do âmbito da Cultura da Ânfora Globular. As análises genéticas atestam o caráter indígena dos indivíduos GA na Europa Central. As análises de tecnologia isotópica e cerâmica fornecem evidências de um raio de mobilidade de até 50 km para os grupos locais.



Na fase principal da AG, as redes do Elba e Vístula-Podólia aparecem separadas. No Ocidente, as áreas principais situam-se na Boémia/Morávia, na área do Médio Elba-Saale-Havel e nas áreas do Noroeste do Báltico; no leste, estão ao longo do Vístula, na Podolia-Volhynia e na área de Siret.


As redes de GA estão principalmente ligadas simbioticamente aos grupos agrícolas locais e regionais. A GA está, entre outras coisas, fortemente envolvida na formação do fenómeno multicultural da Cerâmica Cordada. O seu fim em 2.600 A.C está ligado a processos de mudança que também afetaram a mudança da mercadoria com fio para o fenómeno Campaniforme. Somente nas áreas orientais, onde existia uma forte influência recíproca com elementos da Estepe, o GA ainda pode ser encontrado até c. 2.400 a.C.



O surgimento das redes GA é descrito como uma separação social com base em desarmonias sociais dentro das sociedades da Cultura do Vaso de Funil, o que também é visível através de uma redução do impacto humano nos arquivos paleoecológicos. Uma nova conectividade de grupos diversificados desenvolveu-se como uma forma de mecanismo de nivelamento, que no longo prazo fez parte da transformação de toda a pré-história europeia por volta de 3000 A.C.

INDEX


Descarregar o livro em: Separation, Hybridisation & Networks

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Uma olhada a Ganadaria do Neolítico Estépico



Num artigo publicado no último número de Antiquity revela-se a complexidade das praticas bandeiras da cultura de Cucuteni-Tripolye. O estudo analisa os restos faunístico do conhecido mega-site ucraniano de Maidanetske, e em base aos restos de isótopos estáveis, identificava uma varias práticas de pastoreio e a sua possível relação com a estrutura social e espacial dos assentamentos de esta cultura.


Maidanetske como outro assentamento da Cultura de Tripilia reflecte padrões de utilização dos animais que indicam uma explotação intensiva do gado como produtor de carne e leite, assim como instrumento de tração como indicam as patologias documentadas relacionadas com este tipo de atividade. Igualmente o gado também cumpria um papel relevante no mundo simbólico e social do tripilianos, sendo representado em figurinhas ceramicas, ou servido de oferenda funerária, como evidencia a presença de crânio colocados em sepulturas de Cucuteni-Tripolye, ou também como parte de banquetes cerimoniais como indicaria algum deposito intencional de restos de bovídeos.

figurinha ceràmica de touro, Cucuteni-Tripolye Medio, Museu de Moldova
O recente estudo proporciona novos dados sobre esta importância do gado em esta cultura neolítica Por um lado a proporção baixa de isótopos de carbono nos ossos tanto de caprinos como bovídeos indicam que estes se alimentavam em zonas abertas e não em florestas densas (o qual suporia uma maior acumulação de carbono no organismo), pelo que junto como o registo botânico amostra um processo de desflorestação para criar pastagem e vinculado a isto uma explotaçáo de tipo extensivo

Em esta desflorestação de zonas boscosa influíam assim além da ganadaria também a ampla explotaçáo agrícola do solo, e usos secundários das árvores para a construção de cabanas do assentamento e como combustível. O qual encaixa também com a localização dos assentamentos de Tripilya em zonas vinculadas as chairas aluviais dos rios da região. Embora um segundo cumulo de evidencias tanto no procedentes dos registos de isótopos de nitrogénio amostram que junto a este padrão ganadeiro existia outra forma de explotaçáo intensiva em pastagem que recebiam aportes de este elemento através do estrumo. Trabalhos anteriores demonstraram que rebanhos de ovinos que pastam intensamente como parte de grandes rebanhos multiespécies em pastagens espacialmente restritas.

chaira aluvial a beira do rio Dnieper, Ucrania

Os dados aportados por o artigo por tanto mostram a complexidade das técnicas de manejo e explotaçáo do meio da cultura tripiliana durante a sua fase de maior esplendor, com um sistema mixto de ganadaria que combina a pastagem extensiva em zonas abertas junto com pastagem intensiva em áreas limitadas, lotes de térreo acoutados, e submetidas intencionalmente a processos de fertilização.

O artigo se debruça também sobre as consequências que isto pode ter para entender as dinâmicas sociais e intercomunitárias, pranteando como a necessidade de espaços amplos para a gandaria extensiva e o limitado espaço entre os assentamentos tripilianos, sugere com muita probabilidade o estabelecimento de relações entre estas comunidades para gestionar o passo dos animais e os direitos de pastagem nos territórios de um e outra coumunidade. 

".. exigiu negociações intracomunitárias para garantir o acesso a pastagens de alta qualidade para animais valiosos, como as vacas leiteiras, sugerindo que as pastagens também podem ter desempenhado funções socialmente integradoras."

Algo que os afeiçoados a etnografia que tenham lido e estudado sobre os mecanismo de transumância e transterminância soara lhes resultara muito familiar. Igualmente as altas densidades humanas dos macro-assentamentos da cultura de Tripillya da que Maidanetske e um dos exemplos mais visíveis e evidentes junto com alguns elementos da  e organização planimétrica (como o agrupamento em bairros das casas) ou da arquitetura como a a presença de grande edifícios interpretados por Hofmann como casas comunais para atividade rituais e de agregação (assembleaias, cerimonias, banquetes)

reconstrução de uma "macro-estrutura" ou "casa comunal" da cultura de Cucuteni-Tripolye

Tudo isto sugerem igualmente o celebre ethos comunitário estaria conectado com a explotaçáo de tipo comunal do gado. Novamente aqui o exemplo etnográfico sugere analogias muito pertinente como sucede com o caso dos sistemas bem conhecidos de manejo comunal do gado de todo assentamento.


Sistemas como a vezeira conhecidos por estudos como o de Jorge Dias pelo qual que obrigava por turno a cada um dos vizinhos a fazer de pastor do rebanho comunal formado pela acumulação das reses de todos os membros da comunidade, ou os sistema de pastoreio estacionai como as conhecidas "alçadas" asturianas ou de branda -inverneira do contexto português e galego, em que uma parte da população tem um ritmo de vida itinerante entres lugares de pastoreio estacional no entanto outra parte da população queda fixada a um assentamentos permanente. 

Um terceiro grupo de animais estudado no artigo é o caso dos porcos. Em este sentido a proporção alta de nitrogénio no gado porcino mostra que ao contrário do que sucede em assentamentos neolíticos do VI Milénio os porcos de Maidaneske não se alimentavam em semiliberdade controlada em zona de floresta senão que eram submetidos a uma cria intensiva ao igual que parte dos bovídeos e ovicaprideos. De facto as elevadas submetidos de este elemento sugerem que ocasionalmente os porcos poderiam pastariam nos campos após a recolhida da colheita e sobre tudo se alimentariam dos excedentes e refugalhos da alimentação humana.


Temos assim em conjunto um sistema económico complexo que combina uma economia muito produtiva capaz de manter um< população muito densa as que encaixa o abjetivo de proto-urbano, ou segundo Chapman mesmo com a denominação de "urbanismo de baixa densidade"; com 3 estratégias de ganadaria evolucionadas diferenciadas que incluem duas formas complementarias (intensiva-extensiva) para bovídeos e ovicaprídeos e uma forma menos móvel para a cria do porcino. 

reconstrução do macro-sitio proto-urbano de Tripolye de Maidanetske

Um sistema sistema tremendamente complexo capaz de gestionar o médio e as relações em um território amplo, ao mesmo tempo que paralelamente no Oriente Próximo se da a evolução ao urbanismo, mas que ao contrario que em este caso mantêm um forte peso do formas de vida e uma ideologia profundamente comunitária, que evita ou ao menos ladearia os efeitos da desigualdade social.  
  

Artigo

Makarewicz, C., Hofmann, R., Videiko, M., & Müller, J. (2022). "Community negotiation and pasture partitioning at the Trypillia settlement of Maidanetske" Antiquity Nº 96/388 pp. 831-847. DOI:10.15184/aqy.2022.32  

Bibliografia complementaria:

Dias, J. (1981): Rio de Onor: Comunitarismo agro-pastoril. Presença. Lisboa. 

Dias, J. (1983): Vilarinho da Furna, Uma Aldeia comunitária. Imprensa Nacional Casa da Moeda. Lisboa. 

Chapman, J., Michail Yu. M., Bisserka, V., Gaydarska, N. & Burdo, D. (2014): "Architectural differentiation on a Trypillia mega-site: preliminary report on the excavation of a mega-structure at Nebelivka, Ukraine" Journal of Neolithic Archaeology Nº 16  pp. 135-156  DOI: 10.12766/jna.2014.4

Gaydarska, b., Nebbia, M. & Chapman, J. (2020) Trypillia Megasites in Context: Independent Urban. Development in Chalcolithic Eastern Europe" Cambridge Archaeological Journal, 30/1 pp.  97-121. DOI: 10.1017/S0959774319000301

Hofmann, R.; ,Müller, J., Shatilo, L.,et alii (2019): "Governing Tripolye: Integrative architecture in Tripolye settlements" PLoS ONE Nº 14/9: e0222243  DOI: 10.1371/journal.pone.0222243   


quinta-feira, 29 de junho de 2023

Agropastoralismo e Linguagens na Eurasia

Agropastoralism & Languages across Eurasia

Hudson, M. & Robbeets, M. (2023): Agropastoralism and Languages across Eurasia. Expansion, exchange, environment. BAR International Series 3126. Cambridge. ISBN: 79781407360751

Sinopse
Os ensaios recolhidos neste volume exploram questões relacionadas com a dispersão humana e intercâmbio entre os vários ambientes da Eurásia. A primeira parte foca-se no Neolítico e como a agricultura levou as sociedades humanas a novos nichos adaptativos. Esse processo envolveu a expansão populacional e linguística, mas também pode se expressar através da exploração do meio ambiente de novas maneiras. 


Na segunda parte, a ênfase muda para o intercâmbio entre o leste e o oeste na Eurásia na Idade do Bronze e na Idade Média. Os capítulos do livro discutem tópicos tão variados quanto o cultivo de plantas Jōmon, empréstimos linguísticos entre grupos agropastoris, a disseminação de ouro e prataria pelas estepes e os costumes relacionados coas festas no norte medieval da China. 



O volume será de interesse para arqueólogos e linguistas históricos, especialmente aqueles que trabalham sobre as mudanças sociais a longo prazo na Eurásia.

INDEX

Contributors  p. ix

1. Introduction  p. 1
Mark Hudson and Martine Robbeets 

Part I: Agropastoralism and Expanding Human Niches

2. The Utilisation of Domesticated Plants and Secondary 
Vegetation in the Japanese Islands in the Jōmon Period p. 9
Seiji Nakayama 

3. When Did We Choose the Way to the Anthropocene? 
An Examination of the Jōmon Period p. 19
Takamune Kawashima  

4. Prehistoric Interaction Between Transeurasian and 
Non-Transeurasian Speakers p. 25
Martine Robbeets  

5. Ancient Agricultural Borrowings between Sino-Tibetan ~
and Transeurasian Languages  p. 41
Bingcong Deng  

6. Amuric-Tungusic language contact and the Amuric 
homeland p. 53
Martijn G.T.M. Knapen  

7. Sino-Tibetan, Yeniseian and Na-Dene p. 71
David Bradley  

Part II: Eurasian East-West Exchange in the Bronze and Middle Ages

8. By Steppe Highway or Mountain Corridors? Exploring 
the Archaeolinguistic Arguments for the Provenance  
of Western Eurasian Crops  and Livestock 
in Central and East Asia p. 85
Rasmus G. Bjørn 

9. Central-Western Asian and European Cultural Influences on Gold 
and Silver Wares Discovered in China on the Eurasian Steppe p. 97
Jingming Zhang 

10. West Eurasian cultural impacts on the Liao dynasty: 
an archaeological analysis p.113
Hui Wang  

11. Image analysis of drinking scenes in banquet murals 
in Liao Dynasty tombs  p. 127
Jie Zhang  

12. Rice: from medicine to food in Roman and medieval Italy 
p. 141
Claudio Pelloli  

Index p.153


+INFO sobre o livro: Agropastoralism & Languages

segunda-feira, 24 de abril de 2023

A Neolitização do Mediterrâneo Ocidental - Livro

TIMES OF NEOLITHIC TRANSITION

   

García-Puchol, O, Salazar-García, D. C. (2017): Times of Neolithic Transition along the Western Mediterranean. Springer. ISBN:  978-3-319-52937-0  DOI: 10.1007/978-3-319-52939-4


Sinopse: 
O estudo da transição neolítica constitui um tema importante na pesquisa pré-histórica. O processo de mudança econômica, do forrageamento à agricultura, envolveu uma das principais transformações nos padrões de comportamento humano. 


Este volume centra-se na investigação do processo de neolitização na periferia de uma das principais vias de expansão do Neolítico na Europa: a região do Mediterrâneo Ocidental. Avanços recentes em datação por radiocarbono, modelos matemáticos e computacionais, análise arqueométrica e técnicas biomoleculares, juntamente com novas descobertas arqueológicas, fornecem novas perspetivas sobre esta questão.


A obra está organizado em cinco seções: 1) novas descobertas e novas ideias sobre o Neolítico Mediterrâneo 2) reconstrução temporal e modelo dos processos de cambio; 3) interação coa paisagem: agricultura e pastoreio; 4) meios de subsistência e dieta das primeiras comunidades agrícolas; 5) mecanismos de dispersão humana e transmissão cultural

O volume também fornecerá novos dados empíricos para ajudar os leitores a avaliar diferentes estruturas teóricas e narrativas que fundamentam os modelos propostos para explicar a expansão da agricultura do Oriente Médio para a Europa.


INDEX


+INFO sobre o livro em: Times of Neolithic Transition

domingo, 23 de junho de 2013

Através do Lume e do tempo


O pastor impregnado de Baco, celebrará as suas festas as Parilia: mantende-vos então, lobos, longe dos estábulos; ele após ter bebido, acenderá montões de leviana palha levantados de acordo com o ritual e saltará acima das sagradas chamas (Tibulo, II.5.87-90)



Beltain "fogo de Bel", fogo benéfico, é sabido que era um fogo que os druidas faziam para a sua magia e os seus grandes encantamentos.. .e juntavam as tropas para as proteger contra as epidemias a cada ano entre estes dois fogos. E eles logo faziam passar as tropas entre ambos lumes (Glosario de Cormac, cit Le Roux & Guyonvar´ch, 1995: 103)


No noroeste da Escócia, ainda se acendiam os fogos de Beltane nas postimerias do século XVIII, os pastores de várias granjas acostumavam a reunir lenha seca e dançar três vezes olhando ao sul ao redor da pira flamejante ...o povo achava que ao anoitecer e durante a noite saíam as bruxas para fazer os seus feitiços contra o gado e roubar o leite das vacas. ... Quando se tinha consumido (a fogueira), a gente espalhava as cinzas por todas partes e até que a noite estava muito escura continuavam correndo e gritando: "lume, queimar às bruxas!" (Frazer, 1944: 697)



E. Carre Aldão, dizia já faz muito que a noite da véspera de São João se acendem grandes lumeradas, fogueira, cacharelas ...que, segundo se acha, têm a virtude de afastar os malefícios e preservar de determinadas doenças aos que as salvam, fazendo-o alguns, para o que se afastam os demais, em "pelico" (em couros), e devendo saltar determinado numero de vezes, ímpares sempre, uma vez de um lado e outra do outro... Antes em algumas freguesias passavam o gado de toda a classe acima dos restos da fogueira para livrá-los de danos e malefícios ... (Caro Baroja, 1992: 180)



Em San Pedro Manrique província de Soria celebra-se um rito particular com a fogueira de São João. Para a véspera de São João, a câmara municipal tem preparada uma quantidade de lenha para fazer a fogueira, que se leva em frente à porta da igreja da Virgem de La Peña 


... Então saem outros vizinhos que se descalçam e sobem os pantalões até média perna e que, devagar, bem sós, bem levando sobre as costas a outros, pisam acima dos tições. Antigamente também havia mulheres que, por voto ou por simples religiosidade, passavam acima dos tições, e não se perdeu a prática entre meninos e rapazes. ...A véspera do São Pedro repete-se o rito, embora com menor importância e devoção ... (Caro Baroja, 1992: 186)


E depois desta curta viagem ao longo do tempo e da geografia europeia, deixámos-vos aqui embaixo um inesperado -ou não- paralelo do ritual sampedrenho, galego, céltico, romano ... Indo-europeio (?!). Desde o Archaeoethnologica, bom São João e...Luuumeeee!!


Postagem relacionada:  Boa Noite e bom lume

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

As Origens do Agro-Pastoreio

MUDANÇA GLOBAL
Simbolos e Tecnologias nos Origens do Agro-Pastoralismo no Vale do Tejo

Quando: 21 Fevereiro
Onde: Lisboa

O Museu Nacional de Arqueologia e o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo organizam uma exposição conjunta que se inaugurara manha, dia 21, no local do Museu Nacional de Arqueologia pelas 17 horas.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Investigando a Etnoarqueologia da agricultura


Reseaching non-industrial farming
a multidisciplinary approach

Quando: 27 agosto - 2 setembro
Onde:  Santo Adriano, Asturias


O CSIC baixo a coordenação das arqueologas Leonor Peña Chocarro (EEHAR) e Marta Moreno García (IH-CCHS), organiza este verão uma escola de verão sobre a agricultura tradicional e as suas técnicas. O curso tem 15 praças disponíveis e o prazo de solicitude esta aberto ate o 15 deste mês, a continuação oferecemos-vos a descrição deste interessante curso junto com o programa, ponentes e outras informações

Tendo como precedente a experiência prévia da organização 2 cursos de verão no enquadramento do projeto europeu EARTH (ESF), esta iniciativa tem como objetivo proporcionar aos participantes as ferramentas necessárias para o estudo da agricultura pré industrial e a criança de animais no seu próprio contexto social e cultural.

Este ênfase nas feições socioculturais que permitem aos estudantes a aprofundar nos processos históricos que deram pé ao desenvolvimento da agricultura, desde as suas origens, e a preservação de um rico patrimônio cultural e biológico em algumas partes da Europa.A grande diversidade curricular do professorado e dos estudantes analisar diferentes planos destas questões (cultivos, chãos, animais, paisagens, técnicas, etc.) desde uma grande variedade de perspetivas, tais como as da arqueologia (bio-arqueologia, arqueologia da paisagem, análise funcional), a antropologia, história, geografia, agronomia ou a da genética das plantas genéricos, o que enriquece significativamente os conteúdos da escola e a formação dos participantes.


A escola concebe-se como um laboratório experimental no qual o ensino divide em três módulos: conferências, demonstrações e trabalho de laboratório e trabalho de campo. Os temas de discussão estão relacionados com feições essenciais da agricultura tradicional e criança de animais, como as técnicas e práticas agrícolas e ganadeiras, a evolução dos cultivos, as mudanças na paisagem, a etnografia, etc. As práticas de laboratório completam este conhecimento teórico, aumentando o entendimento das metodologias utilizadas nos diferentes campos de estudo relacionados com o estudo da agricultura não industrial.


O estudante tem também a oportunidade de participar nas atividades agrícolas tradicionais através da colaboração ativa com agricultores locais fazendo desta iniciativa de uma experiência única para a formação de futuros especialistas nestas áreas.


 Convocatoria:



+INFO no site do:  Centro de Ciencias Sociais (CSIC)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Territórios de Fronteira - Palestras


Irá decorrer às 18 horas do próximo dia 10 de Janeiro de 2012 novo ciclo Territórios de Fronteira co-organizado pelo Grupo de Estudos em Evolução Humana (GEEVH), pelo Museu Nacional de Arqueologia (MNA) e pelo Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Universidade do Algarve (NAP).


O ciclo inclui palestras de:

Estudo de macrorestos paleobotânicos: as análises antracológicas do Cabeço da Amoreira (Concheiros de Muge)
Patrícia Monteiro
Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia da Univ. do Algarve

Artefactos em matéria óssea do Paleolítico Superior em Portugal
Marina Évora
Núcleo de Arqueologia e Paleoecologia, FCHS – Univ. do Algarve Fundação para a Ciência e a Tecnologia / UNIARQ

A arte rupestre das comunidades agro-pastoris: do naturalismo ao esquematismo
Andrea Martins
Univ. do Algarve; Fundação para a Ciência e Tecnologia


quarta-feira, 28 de abril de 2010