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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Integração de nómadas e sedentários na Ásia

Integration of Nomadic Tribes and Sedentary peoples in the History 
of Inner Asia

Yildirim, E., Yildirim, K., Lkhagvajav, T. (eds.) (2025): Integration of Nomadic Tribes and Sedentary peoples in the History of Inner Asia. İstanbul Aydin University. Istanbul. 

Sinopse  
Este volume, que reúne os trabalhos do simpósio internacional intitulado “Integração das Tribos Nómadas e das Populações Sedentárias na História da Ásia Interior”. 


O simpósio constitui um contributo significativo para o debate académico em curso, ao proporcionar uma plataforma rigorosa para o exame das interacções multidimensionais e de longo prazo entre as comunidades pastoris nómadas e as sociedades agrícolas sedentárias em toda a Ásia Interior. 


Através de perspetivas históricas, arqueológicas, linguísticas e socioculturais, os estudos aqui apresentados iluminam a complexa dinâmica de coexistência, adaptação, conflito e integração que moldou o percurso civilizacional da região.

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Descarregar o livro em: Intregation Nomads Inner Asia

quarta-feira, 5 de julho de 2023

A Arte de não ser Gobernados

The Art of not being Governed


Scott, J.C. (2009): The Art of not being governed : an anarchist history of upland Southeast Asia. Yale Agrarian Studies. Yale University Press.  ISBN: 978-0-300-15228-9


Sinopse
Por dois mil anos, os grupos díspares que agora residem em Zomia (uma região montanhosa do tamanho da Europa que consiste em porções de sete países asiáticos) fugiram dos projetos das sociedades estatais organizadas que os cercam - escravidão, recrutamento, impostos, corvéas trabalho, epidemias e guerras. 




Este livro, essencialmente uma "história anarquista", é o primeiro exame da vasta literatura sobre a formação do estado cujo autor avalia por que as pessoas permaneceriam deliberadamente e reativamente sem estado. Entre as estratégias empregadas pelo povo de Zomia para permanecer apátrida estão a dispersão física em terrenos acidentados; práticas agrícolas que melhoram a mobilidade; identidades étnicas flexíveis; devoção a líderes proféticos e milenares; e a manutenção de uma cultura amplamente oral que lhes permite reinventar suas histórias e genealogias enquanto se movem entre e ao redor dos estados. 




Em linguagem acessível, James Scott, reconhecido mundialmente como uma eminente autoridade em estudos do Sudeste Asiático, camponeses e agrários, conta a história dos povos de Zomia e sua improvável odisseia em busca de autodeterminação. Ele redefine nossas visões sobre política asiática, história, demografia e até mesmo nossas ideias fundamentais sobre o que constitui a civilização, e nos desafia com uma abordagem radicalmente diferente da história que apresenta eventos da perspectiva de povos sem Estado e redefine a criação de estado como uma forma de "colonialismo interno". 




Essa nova perspectiva requer uma reavaliação radical das narrativas civilizacionais dos estados das terras baixas. O trabalho de Scott em Zomia representa uma nova maneira de pensar em estudos de área que serão aplicáveis ​​a outras comunidades fugitivas, fugitivas e abandonadas, sejam ciganos, cossacos, tribos fugindo de invasores, de escravos, beduinos ou os bosquímanos san.


INDEX

1. Hills, Valleys, and States: An Introduction to Zomia  
p. 1

2. State Space: Zones of Governance and Appropriation  
p. 40

3. Concentrating Manpower and Grain: 
Slavery and Irrigated Rice p. 64

4. Civilization and the Unruly  p. 98

5. Keeping the State at a Distance: 
The Peopling of the Hills  p. 127

6. State Evasion, State Prevention: The Culture 
and Agriculture of Escape  p. 178

6. 1/2 Orality, Writing, and Texts  p. 220

7. Ethnogenesis: A Radical Constructionist Case  
p. 238

8. Prophets of Renewal  p. 283

9. Conclusion  p. 324

Notes  p. 339

Glossary  p. 407

Index   p. 415


Descarregar o livro em: Art of not been governed

sábado, 15 de abril de 2023

A Estepe Euroasiática até os Xiongnu

METAL ROAD TO EASTERN EURASIAN STEPPE

      

Yang, J., Huiqiu Shao, H., & Ling Pan, L. (2020): The Metal Road of the Eastern Eurasian Steppe. The Formation of the Xiongnu Confederation and the Silk Road. Springer. Singapure. ISBN: 978-981-32-9154-6


Sinopse: 
O livro oferece a primeira exploração sistemática das interações culturais entre a zona Norte da China e a Estepe da Eurásia, lançando uma nova luz sobre o processo de formação da Confederação Xiongnu e da Rota da Seda. 

a poetisa Cai Wenji cavalgando entre os xiongnu, período Song

Fornece evidências críticas de que os grupos étnicos Rong, Di e Hu desempenharam um papel histórico importante na formação da relação entre a cultura das Planícies Centrais e a cultura nômade do norte da Ásia. 

uma estatua de um dos "cavalos celestiais" procedentes da Fergana durante a dinastia Han, Museu de Gansu

A obra oferece um grande panorama de dois mil anos de interações culturais entre a Zona Norte da China e a Estepe da Eurásia, com mais de trezentas figuras e fotografias coloridas.

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+INFO sobre o livro em:  Metal Road to Steppe

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

Complexidade, Interação e Poder na Estepe

COMPLEXITY OF INTERACTION ALONG THE EURASIAN STEPPE

Bemmann, J. (2015):  Complexity of interaction along the Eurasian steppe zone in the first millennium CE. Bonn Contribution Asian Archaeology Vol. 7

Sinopse
O volume reúne contribuições para uma conferência de mesmo título realizada de 9 a 11 de fevereiro de 2012, em Bonn com foco em arqueologia, tendo em mente questões relativas à mobilidade e comunicação ou – dito de outra forma – padrões de intercâmbio na Eurásia. O objetivo tentava romper uma inércia da pesquisa euro-asiática ainda é dominada por abordagens centradas mas no local, o que torna complicado com frequência estabelecer visões as amplas e gerais da região.

praca de ouro repressentando um cavalo do periodo Xiongnu

Como consequência, o campo amplia-se a dois aspetos que haviam sido quase negligenciados até então, como são o das comunicações de longo alcance oeste-leste na zona de estepe Eurásia além do termo genérico “Rotas da Seda”. As fontes escritas raramente lançam luz sobre o tipo de interação entre comunidades politicas nas estepes, o qual faz esta questão alvo de frequentes controvérsias científicas.

fragmento de tapeçaria do kurgan  n° 31 de Noin-Ula

As contribuições subdividense em quatro seções: 1)  primeira“Impérios Nômades – Modos de Análise”, 2) “Xiongnu, o Império Han e o Koiné Oriental”, 3) “Asia Central profunda dos turcos ao os mongois”, e 4) “Interação Nômade com o Ocidente Romano e Bizantino”


A variedade de estudos reunidos neste volume não deixa dúvidas quanto à dinâmica e diversidade das interações, processos e transformações desenvolvidas na zona das estepes eurasianas. Essas mudanças não podem ser estudadas sob esquemas comuns de interpretação que são frequentemente inseparáveis ​​de clichês superados.  
      

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Citas, entre a Europa e Ásia

As origens da mistura genética entre europeus e asiáticos

Um grupo de pesquisadores liderado pola Universitat Autònoma de Barcelona (UAB), descobriram a primeira evidência científica de mistura genética entre europeus e asiáticos nos restos fósseis de antigos guerreiros citas que viverão há mais de 2.000 anos na região do Altai em Mongólia. Ao contrário do que se pensava anteriormente, os resultados publicados na revista PLoS ONE indicam que esta mistura não foi devida a uma migração para o leste dos europeus, mas a uma expansão demográfica das populações locais da Ásia Central, graças as melhoras tecnológicas que a cultura cita trouxera com eles.

O Altai é uma cadeia montanhosa da Ásia Central que ocupa polo o oeste territórios dos atuais Rússia e Cazaquistão e da Mongólia e China, pelo este. Historicamente, as estepes da Ásia Central tem sido um corredor natural para as populações asiáticas e europeias, da qual é resulta a grande diversidade das população da região hoje em dia. Em tempos antigos, no entanto, o Montanhas do Altai, localizadas no meio das estepes, representarão uma importante barreira para a convivência e mistura das populações que viviam a ambos lado, assim eles viveram isoladas durante milénios: os europeus, no lado ocidental e os asiáticos do lado oriental.

A cordilheira do Altai e estepa asiática

A pesquisa realizada polos investigadores do Institut Català de Paleontologia Miquel Crusafont da UAB, e do Instituto de Biologia Evolutiva (UPF-CSIC) lança uma nova luz sobre quando e como ocorreu essa mistura genética euro-asiática.


Os pesquisadores do Laboratório palaeo-genêtica da UAB analisaram o ADN mitocondrial (herdado da mãe, que permite traçar nossos ancestrais pola linha materna) extraído dos ossos e dentes de 19 esqueletos da Idade do Bronze (séculos X-VII aC) e da Idade do Ferro (séculos VII-II AC) procedentes das montanhas Altai mongol. Os restos foram extraídos de uns túmulos descobertos há sete anos, nos que foram descobertos os corpos de corpos de vários guerreiros escitas, no que representou a primeira evidência desta cultura no leste da Ásia.

Kurgan da região do Altai

Os resultados obtidos demonstram que durante a Idade do Ferro, no tempo em que a cultura cita se estendia polas montanhas de Altai, a população da região tinha uma mistura perfeita de linhagens europeias e asiáticas no DNA mitocondrial ou sequências. A descoberta é muito relevante, tendo em conta que as populações anteriores não mostravam sinais de nenhuma mistura de linhagens: o ADN analisado nos túmulos localizados na Rússia e Cazaquistão pertencem a linhagens europeias, enquanto o ADN da parte oriental, na Mongólia, contêm linhagens asiáticas.

frequência espacial das linhagens euro-asiáticas

"Os resultados fornecem uma informação excecionalmente valiosa sobre como e quando apareceu a diversidade populacional que encontramos hoje nas estepes centro asiáticas e aponta a possibilidade de que isto ocorre-se no Altai há 2.000 anos, entre as populações locais de ambos os lados da cordilheira, coincidindo com a expansão da cultura cita, que veio do oeste", explica Assumpció Malgosa, professora de Antropologia Biológica na UAB e coordenador da pesquisa.



Estudos realizados até agora sobre mostras de ADN antigo do Altai já indicaram que os citas foram a primeira grande população em amostrar mistura entre europeus e asiáticos. No entanto, apenas as populações estudadas foram as da parte ocidental das estepes da Eurásia, o que sugeria que essa mistura foi devida a migrações populacionais da Europa para o leste.

rede de sequências do haplogrupo M   .

Esta pesquisa é a primeira a fornecer provas científicas desta mistura de populações no lado oriental do Altai, e indica que o contacto entre as linhagens europeias e asiáticas ocorreu antes da idade de ferro, quando as populações estavam presentes em ambos lados da montanha. O estudo sugere que a população asiática adotou a cultura cita, mais avançada tecnologicamente e socialmente, e isso fixo-os aumentar demograficamente, favorecendo sua expansão e contacto com os europeus.



Essa ideia pranteia uma nova hipótese sobre a origem da atual diversidade populacional na Ásia Central e permite uma melhor compreensão do processo demográfico que ocorreu detrás dela.


As tumbas congeladas dos guerreiros escitas
    
Entre 2005 e 2007, investigadores da UAB, junto com pesquisadores franceses e mongóis, participaram em um projeto europeu destinado cujo objetivo era escavar tumbas citas na vertente mongola da cordilheira do Altai da Mongólia.

menino escita no peitoral de Tolstaja Mogina s, IV a.C 
Nas três campanhas de escavações realizadas mais de 20 túmulos foram escavados. Muitos estavam congelados e continham os restos humanos mumificados dos enterrados junto cós seus cavalos e pertenças. Esta é a primeira vez que sepulturas de guerreiros citas tinham sido descobertas na Mongólia, uma vez que todos os outros túmulos desta cultura foram localizados na face ocidental do Altai.


Os citas eram um povo Indo-europeu dedicado ao pastoreio nómada e criação de cavalos. Eles cruzaram as estepes euro-asiáticas do Mar Cáspio até atingir as montanhas de Altai durante os séculos VII e II aC. Os escitas são conhecidos graças os escritos do historiador grego Heródoto.

Fonte: UAB News

Referência 
Mercedes González-Ruiz, Cristina Santos, Xavier Jordana, Marc Simón, Carles Lalueza-Fox, Elena Gigli, Maria Pilar Aluja, Assumpció Malgosa,"Tracing the origin of the east-west population admixture in the Altai region (Central Asia)" PLoS ONE  7/11: e48904
DOI: 10.1371/journal.pone.0048904


A Princesa do Gelo - A tumba de Pazyrik


Documentário sobre o celebre enterramento da chamada Donçela do Gelo ou Senhora de Altai encontrada pola arqueóloga Natalia Polosmak 1993 em Ukok (Pazyrik, Sibéria) perto da fronteira chinesa. Esta descoberta excecional permitiu conhecer materialmente o ritual funerário e o enxoval de um membro da elite escita arredor do século V a.C.



Após o enterro a sepultura tinha sido inundada pela chuva que congelada durante o inverno, conservou em permafrost permanentemente tudo o contido da câmara mortuária. A jovem defunta de Ukok fora enterrada segundo um ritual tipicamente escita num sepulcro feito com troncos junto com 6 cavalos que foram sacrificados e um importante enxoval formado por objetos de ouro, bronze, madeira e seda. 



O seu corpo mostrava tatuagens com diversos motivos estilizados que recordavam aos presentes na arte das estepes, figuras de cervos e outros animais imaginarios ou reais pressentes na paisagem e na mitologia dos povos das estepes



A tumba da "Princesa" de Ukok, proporciona uma fascinante olhada a cultura material e as crenças sobre a morte das povoações escíticas que conhecemos em paralelo pelo etnográfico oferecido por Heródoto



O documentário passa revista ao achádego arqueológico e as suas circunstancias, ao processo da pesquisa assim como as polémicas xurdidas em torno a origem e reconstrução étnica (oriental vs europeia) e destino final da Dama dos Gelos no contexto político e social da queda da URSS