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domingo, 23 de novembro de 2025

Archaeologia Lituana Nº 25 - 2024

Archaeologia Lituana 

Nº 25 - 2024  
  

INDEX

Preface p. 10

Articles

From Valletta to Faro: Archaeological 
Heritage and Communities  p.12
Justina Poškienė

Counting in Action: On Early Baltic
 Computational Practises and Their Possible 
Near Eastern Influence  p. 36
Dominykas Barusevičius 

Use of Spatial Analysis in the Mining
 Field in the Udorka Valley.
Introduction to Geoarchaeological
 Search for Flint Workshops at Site 24
 in Poręba Dzierżna
(Małopolska Province, Southern Poland) p. 52
Hubert Binnebesel, Magdalena Sudoł-Procyk

 Anthropological Collection p. 66
Mantas Daubaras, Džiugas Brazaitis,
 Dainius Haroldas Pauža, Vega Kriaučiūnienė, 
Justina Kozakaitė.
Lost & Found: Jurgis Žilinskas

Humans and Horses in the Late Roman 
Period – Late Migration Period
(3rd–7th Centuries) in Lithuania: 
Origins and Social Context p. 100
Laurynas Kurila, Giedrė Piličiauskienė. 

The Earliest Development of the Vilnius 
Franciscan Church and Monastery Area p. 156
Irma Kaplūnaitė, Rytis Jonaitis, 
Vida Indrulėnaitė-Šimanauskienė, 
Vitalija Veževičienė

Burials in the Territory of the Vilnius 
Kalnų (Hill) Park p. 177
Darius Kontrimas

Exploration Technology of Archaeological 
Objects by the Method of Drilling p. 206
Viktor Vietrov

Ground Penetrating Radar Survey of the 
Lithuanian Partof Medzhybizh Castle p. 221
Viktor Vietrov, Kseniia M. Bondar

The Cronicle of Scientific Life

Review of the Scientific Activity of the 
Department of Archaeology (2024) p. 242


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quarta-feira, 30 de julho de 2025

Cambridge Archaeological Journal Nº 35/3 - 2025

Cambridge Archaeological Journal

 Nº 35/3 - 2025 
  

INDEX

‘Out-of-time’ Objects: Commemorating and Forgetting 
Traditions through Bronze Age Metalwork in Southern 
Britain pp. 401-417
Matthew G. Knight

Transdisciplinary Theoretical Approaches to 
Migration Studies in Archaeology pp. 418-434
Anders Högberg, Kristian Brink, 
Torbjörn Brorsson, Helena Malmström

Social and Genetic Relations in Neolithic Ireland: 
Re-evaluating Kinship pp. 435-455
Neil Carlin, Jessica Smyth, 
Catherine J. Frieman, 
Daniela Hofmann, Penny Bickle, 
Kerri Cleary, Susan Greaney,
Rachel Pope

More Error than Minority: Gendered Burial Practices 
Align with Peptide-based Sex Identification in Early
 Bronze Age Burials in Central Europe pp. 456-471
Katharina Rebay-Salisbury, Margit Berner, 
Karin Wiltschke-Schrotta, Ana Mercedes Herrero Corral, 
Michael Wolf, Fabian Kanz

The Ties That Bind: Computational, Cross-cultural 
Analyses of Knots Reveal Their Cultural Evolutionary
 History and Significance pp. 472-488
Roope O. Kaaronen, Allison K. Henrich, 
Mikael A. Manninen, Matthew J. Walsh, 
Isobel Wisher, Jussi T. Eronen, 
Felix Riede

A Queer Feminist Perspective on the Early Neolithic 
Urfa Region: The Ecstatic Agency of the Phallus pp. 489-503
Emre Deniz Yurttaş

Relationality, Immanence, Hierarchy: The Nature 
and Culture of Being(s) at Göbekli Tepe pp. 504-521
Marc Verhoeven

Womb Politics: The Pregnant Body and 
Archaeologies of Absence pp. 522-535
Marianne Hem Eriksen, Katherine Marie Olley, 
Brad Marshall, Emma Tollefsen

From Monumental Realism to Denatured Beast: 
The Transformation of the Elk Image in Rock Art 
of the Altai Mountains (Mongolia) and 
its Cultural Implications pp. 536-557
Esther Jacobson-Tepfer

Ochre and Identity: An Exploration of Perinatal 
Mortality, Personhood and Social Acknowledgement 
at Khok Phanom Di, Central Thailand pp. 558-569
Sarah Elizabeth Paris


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quarta-feira, 9 de abril de 2025

O Neolítico Inicial do Norte de Europa - Livro

The Early Neolithic 
of northern Europe

Hofmann, D., Cummings, V., Bjørnevad-Ahlqvist, M. & Iversen, R. (2025): The Early Neolithic of northern Europe. New approaches to migration, movement and social connection. Sidestone Press. Leiden. ISBN: 9789464263268  DOI: 10.59641/xx278aj

Sinopse  
Na Grã-Bretanha, Irlanda e Escandinávia Meridional, o Neolítico Inicial é caracterizado por construções monumentais (por exemplo, cercados com calçadas, dólmens) e por tradições específicas de prática deposicional. 




Alguns aspectos dessas práticas são semelhantes em ambas as regiões, por exemplo, as formas e o uso de monumentos, suas sequências gerais de desenvolvimento e as tradições de deposição (tipos de objetos e seu tratamento, locais escolhidos e assim por diante). Apesar dessas semelhanças, no entanto, houve pouco trabalho comparativo explícito, em grande parte também por causa de paradigmas de pesquisa que tendiam a enfatizar peculiaridades locais e regionais em detrimento de semelhanças generalizadas.



Dada a crescente evidência de mobilidade pessoal e de grupo nos últimos anos, isso levanta a questão de se tais similaridades são o resultado de convergência acidental com base num modo de vida "neolítico" amplamente compartilhado, ou melhor, o resultado de contatos, sejam diretos ou como parte de uma rede de interação em larga escala, mas frouxa. 




Os artigos neste volume fornecem estudos de caso iniciais para abordar esta questão. Estudos de caso regionais da Grã-Bretanha, Irlanda, sul da Escandinávia, norte da França e norte da Alemanha formam a base para refletir sobre as similaridades e diferenças de locais e materiais com aqueles de áreas adjacentes, e sobre as formas e ritmos que qualquer contato potencial pode ter assumido. 


Os autores baseiam-se em estudos arqueológicos de categorias de materiais específicos ou padrões locacionais, bem como em evidências de ADN Antigo ou modelagem de datas do século XIV. Os artigos também oferecem reflexões teóricas sobre as modalidades de contatos e conexões neste momento, definindo questões e prioridades mais direcionadas para desenvolver ainda mais esta linha de pesquisa no futuro.

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sábado, 28 de dezembro de 2024

Transmissões desde a Estepe - Livro

Steppe Transmissions

Preda-Bălănică, B. & Ahola, M. (eds) (2023): Steppe Transmissions. The Yamnaya Impact on Prehistoric Europe Vol. 4. Archaeolingua Series Maior 45. Archaeolingua. Budapeste. ISBN: 978 615 5766 62 6

Sinopse  
Este volume, o quarto da série Impacto Yamnaya na Europa Pré-histórica', representa as atas da sessão 196: "Nenhum homem viaja sozinho, ele se leva tudo consigo: a transmissão e/ou transformação Yamnaya durante o 3º milénio A.C." Europa realizada no Encontro Virtual da EAA de Budapeste em 2020. 


A sessão foi coorganizada pelos editores deste volume. junto com o Todor Valchev do Museu Histórico Regional de Yambol (Bulgária) e Piotr Włodarczak do Instituto de Arqueologia e Etnologia da filial de Cracóvia da Academia Polonesa de Ciências (Polónia). A sessão teve como objetivo focar em abordagens arqueológicas sob a cultura material e as práticas rituais, para explorar como as transmissões das estepes desenrolaram-se durante o 3º milénio A.C. 


O volume apresenta o trabalho de 25 pesquisadores de vários países europeus, Japão e Estados Unidos, reunidos em 11 artigos. Os temas discutidos cobrem uma grande parte do continente europeu, das estepes do Baixo Don no leste ao norte da Europa Central no oeste, e um tempo extensão de aproximadamente dois milénios. 


A pesquisa apresentada abre novas perspetivas sobre traços microrregionais, particularidades regionais e complexidades suprarregionais das transmissões desde estepe no 4º e 3º milénios A.C.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Paisagens do Medo na Pré-história



Um artigo recente no Journal of Royal Society bem a debruçar-se sob o esquivo problema da paleo-demografia e os padrões que a determinariam, focando-se num aspeto que raramente tem sido considerado ao respeito como condicionante para as sociedades da pré-historia: A guerra. 

Os autores observam que esta elisão da guerra como fator que influi nas variações da demografia tem se baseado numa aproximação simplista a questão considerando unicamente os efeitos diretos do conflito. Esta aproximação parte de que a tanto a pesquisa etnográfica, arqueológica, como a analogia com períodos históricos, com um registo mais amplo de processos demográficos como a Idade Moderna, amostram uma incidência muito limitada da mortalidade bélica direta sob o conjunto da população. 


Apenas uma pequena parte de combatente e mais limitada de vítimas colaterais são resultado, e estas perdas populacionais têm escassa pervivència, pois ao igual que sucede após outros fenómenos catastróficos de maior incidência (epidemias, crises de subsistência) a população recupera rapidamente os seus níveis prévios de crescimento.

O ênfase nas vítimas diretas da contenda teria opacado outros efeitos indiretos sobre as populações, como os derivados do deslocamento da gente que foge de lugares afetados pelos combates. A fugida das zonas exposta leva aparelhado o seu despovoamento, mas também ao invés contribui a saturação demográfica sob as zonas de refúgio recetoras dos refugiados. Em sociedades pouco complexas e de baixo nível tecnológico, esse súbito aumento demográfico pode afetar a capacidade de sustentação agrícola das zonas refugio.

Os autores observam uma correlação, em casos históricos e etnográficos, entre deslocamentos por guerras e o aumento da mortalidade e degradação das condições de vida das populações deslocadas. Isto não afeta apenas a primeira geração que se deslocou senão que ´pode ser perdurável no tempo afetando a seus descendentes. 


Igualmente se a guerra é persistente numa área determinada isto da lugar a paisagens concreta, caraterizados pelos assentamentos em zonas pouco acessíveis e singelos de defender (como os povoados fortificados no topo de colinas por exemplo) no entanto aquelas zonas mais acessíveis e expostas aos ataques ficam permanentemente despovoadas, constituindo um "non-mans-land"





Este padrão dual é o que se tem denominado como "Paisagens do Medo", e pode ser correlacionado com padrões de assentamento localizáveis no registo arqueológico, tanto em época pré- como proto-histórica; sendo que os autores têm localizado este fenómeno em assentamentos do Holoceno-Meio, correspondendo com a chamada crise do Neolítico, durante a qual parece dar-se um aumento da violência em zonas da Centro-Europa, tal vez relacionado com algum evento climático ou com um colapso do sistema produtivo.  Os autores observam que este tipo de fenómeno de configuração de paisagens duais pode chegar a afetar a áreas muito amplas, de entorno a uns 500 km. 


Igualmente, os autores consideram no seu estudo outros efeitos além dos demográficos, sob o sistema de valores e a ideologia, da guerra continuada. Os povos expostos à ameaça de ataques desenrolam atitudes violentas, e uma inclinação a guerra, que pode favorecer uma deriva a valores fortemente patriarcais (mais não sempre, veja-se por contra os casos matrilocalidade e matrilinearidade entre povos "guerreiros" estudados por Divale) vinculados a figura do guerreiro varão. 


Isto se tem argumentado já para alguns povos ameríndios como os jibaros ou as yanomos, descritos como inatamente belicosos por autores como Chagnon, mas dos que a sua predisposição a guerra se tem explicado ultimamente não como um elemento autogéneo senão uma reação cultural a pressão constante que supuseram os ataques dos colonos brasileiros. 


Esse ethos guerreiro pode igualmente favorecer a escalada bélica, ou mesmo influir na hierarquização política e o expansionismo militar, convertendo-se assim o grupo agredido em agressor e o invadido em invasor. Neste sentido os autores recordam as teorias que enfatizam o papel da guerra na transição cara o Estado na linha da célebre "Teoria da Circunscrição" de Robert Carneiro. 


Outro possível efeito cultural que os autores destacam é a influência da instabilidade bélica na mudança da  cultura material. O deslocamento de grupos de população pode levar estilos e tipologias materiais a área distintas da sua origem, mas igualmente os períodos de crise e mobilidade extrema podem favorecer dentro do próprio grupo um câmbio de costumes, padrões e estilos, no entanto, os períodos de estabilidade favoreceriam um maior continuidade cultural em geral.
    

Artigo

Kondor, D., Bennett, J.S., Gronenborn, D. & Turchin, P. (2024): "Landscape of fear: indirect effects of conflict can account for large-scale population declines in non-state societies" Journal of Royal Society Nº   21/ 217  pp.   DOI: 10.1098/rsif.2024.0210

Bibliografia complementar

Divale, W. (1974): "Migration, External Warfare, and Matrilocal Residence" Cross-Cultural Research Nº 9/2 pp. 75-133  DOI: 10.1177/106939717400900201

Kondor, D., Bennett, J.S., Gronenborn, D. et al. (2023): "Explaining population booms and busts in Mid-Holocene Europe". Science Reports Nº 13, 9310   DOI: 10.1038/s41598-023-35920-z

Turchin P, Korotayev AV (20060: "Population dynamics and internal warfare: a reconsideration" Social Evolution History Nº 5 pp. 112–147 PDF


Postagem relacionada: Castros, Poleis e aldeias na Tessália

domingo, 18 de agosto de 2024

Expansões, Competição e Conquista

EXPANSIONS

Kristinsson, A. (2012): Expansions: Competition and Conquest in Europe since the Bronze Age. Reykjavíkur Akademían. Reykiavik. ISBN: 978-9979-9922-1-9

Sinopse  
As sociedades por vezes expandem-se através do crescimento populacional, das conquistas militares e das migrações. Porque é que isto acontece e de que forma as sociedades em expansão são diferentes das outras? 




Exemplos de tais episódios são muitos na história europeia e incluem a Grécia Arcaica, os bárbaros germânicos e a modernização da Europa dos séculos XIX e XX, para citar apenas alguns. Este trabalho é uma tentativa de construir um modelo que explique estas e outras expansões.





O volume pretende ser uma investigação sob fenómenos recorrentes na história mundial, embora este seja quase exclusivamente preocupado com a Europa. Esses fenómenos são denominados "ciclos de expansão" e são episódios caracterizados por exércitos populares (geralmente expressos como 'camponeses-guerreiros'), crescimento populacional, intensificação na agricultura, expansão política e, por último, mas não menos importante, tendências igualitárias e democráticas. 


Exemplos disso incluem a expansão grega no período 'Arcaico', a expansão gaulesa de meados do primeiro milénio a.C., a expansão germânica do período de migração, a expansão viking e a expansão europeia moderna. O livro visa desvendar os mecanismos sociopolíticos que estão por trás desses ciclos de expansão e explicar por que e como eles ocorreram.

INDEX


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