L’Archéologie et la
Mythologie Celtique
Waddell, J. (2022): L’Archéologie et la Mythologie Celtique. Sidestone Press. Leiden ISBN: 978-94-6426-059-5
Arqueología, Etnohistoria e Etnología
Waddell, J. (2022): L’Archéologie et la Mythologie Celtique. Sidestone Press. Leiden ISBN: 978-94-6426-059-5
INDEX
Varia
Acabo de saber do falecimento, o passado dia 13 de novembro, de Claude Lecouteux, professor emérito de estudos germânicos na Universidade da Sorbona e reconhecido especialista em folclore e mitologia medieval. Formado como filólogo especializado em línguas germânicas Lecouteux dedicou a sua obra a analisar diversos temas do folclore e a literatura europeia a partir dos textos medievais, desde as sagas islandesas a literatura alemã e francesa amostrando uma profunda erudição e conhecimento dificilmente superáveis.
Pessoalmente descobri a obra de Lecouteux por puro acaso, quando sendo ainda estudante topei um dos seus livros "Anões e Elfos na Idade Media" em um livraria (Índice) agora já fechada. No entanto folheava o livro topar surpressivamente a referência à obra de Dumézil (outro autor fundamental naqueles anos formativos), no meio do estudo de estes seres míticos, e que definisse a própria obra como uma contribuição a mitologia menor da 3 Função, já me indicou que este autor não era um especialista mais em literatura medieval, senão que a sua visão ia muito além do convencional. Aquele foi um livro que devorei e a primeira de muitas leituras que me abriram um muito extenso campo de estudo e novas possibilidades.
Parte da extensa obra de Lecouteux, foto P. Lajoye
Alguns aportes seus como o seu artigo sob a estrutura das lendas melusínicas e sobre tudo o seu "Demos y Génios comarcais na Idade Media" (livro que tenho muito desgastado pelo uso e consulta repetidos) tem sido influências importante, mesmo diria que fundamentais, na minha própria pesquisa, como por exemplo nos meus estudos sob os ritos jurídicos de toma de pose do território. Foi tenho que dizer o autor que. junto a minha estância de estudos na Alemanha, me abriu de facto os olhos ao mundo do Folklore Jurídico e a Rechtsrchäologie. Mesmo chegara faz alguns a anos a enviar-lhe um dos meus artigos sobre este tema, que ele recebera com grande amabilidade e interesse.
Em resume, vai-se um grande pesquisador que deixa após si um importante legado, formado por mais de 100 artigos e 31 livros (seu curriculum aqui), que oferecem contribuitos fundamentais e são uma autêntica mina de informação.
Uma grande perda para o mundo académico e especialmente para esta pequena sub-tribo que somos os mitólogos, sic tibi terrae levis
INDEX
Préfaces
Partie I
Partie II
Partie III
Selva, U. (2019): The Paippalādasaṃhitā of the Atharvaveda: a new critical edition of the three 'new' Anuvākas of Kāṇḍa 17 with English translation and commentary. Tese apresentada na Universidade Leiden.
Kropej, M. (2012): Supernatural beings from Slovenian myth and folktales. Studia mythologica Slavica Supplementum Vol. 6. Narodna in univerzitetna knjižnica, Ljubljana. ISBN: 978-961-254-428-7 DOI: 10.3986/9789610503385
INDEX
Dexiamos aqui a palestra proferida pelo antropólogo Ivan Tacey (Universidade de Plymouth) dentro do ciclo de palestras organiçado por Radical Anthropology o dia 25 de março, e que teve por titulo Cosmopolítica serpentina: análise transcultural da Serpente Arco-Íris
Da Amazónia à Austrália, cobras-arco-íris enroscam-se no coração das cosmologias dos povos indígenas, personificando forças de criação, destruição e renovação. Conhecidas como nagas, dragões ou serpentes-arco-íris, essas entidades ctónicas estão intimamente ligadas à água, ao sangue, às mulheres e ao poder indomável.
Entre os caçadores-coletores Batek da Malásia, bem como em outras comunidades indígenas do Sudeste Asiático, acredita-se que a violação de tabus -especialmente aqueles ligados ao sangue- incite a ira desses seres, que supostamente desencadeiam inundações catastróficas capazes de aniquilar assentamentos inteiros.
Com base em trabalho de campo etnográfico de longo prazo na Malásia, Ivan Tacey examina o papel das serpentes-arco-íris nos mitos de criação, rituais e paisagens cosmológicas Batek, comparando essas tradições com narrativas e práticas semelhantes da Amazónia e da Austrália, oferecendo uma análise cosmopolítica.