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terça-feira, 1 de julho de 2025

Masculinidade, Violência e Corpo no Rigveda

Strong arms and drinking strength

Whitaker, J.L. (2011): Strong arms and drinking strength: masculinity, violence, and the body in ancient India. Oxford University Press. Oxford. ISBN: 978-0-19-975570-7

Sinopse  
Whitaker examina a construção poética ritualizada da identidade masculina no Rgveda, o texto sânscrito mais antigo da Índia, argumentando que um aspeto importante da vida védica primitiva era a promoção e a personificação sustentadas do que significa ser um verdadeiro homem. 


O Rgveda contém mais de mil hinos, dirigidos principalmente a três deuses: o fogo ritual deificado, Agni; o deus da guerra, Indra; e Soma, que nada mais é do que a personificação da bebida sagrada soma. Os hinos eram cantados em rituais de fogo que duravam o dia todo, nos quais poetas-sacerdotes preparavam a bebida sagrada para fortalecer Indra. A imagem dominante de Indra é a de um homem ariano altamente glamourizado, violento e poderoso; os três deuses representam os ideais de masculinidade.



Whitaker constata que os poetas-sacerdotes rgvédicos empregavam uma gama fascinante de estratégias poéticas e performáticas — algumas explícitas, outras muito subtis — para construir a sua ideologia masculina, justificando-a como a forma mais válida de vida para os homens. Os poetas-sacerdotes naturalizaram essa ideologia, codificando-a na percepção que o homem tem do seu corpo e do seu eu físico. 



A retórica e as práticas rituais rgvédicas, portanto, codificam papéis masculinos específicos, especialmente o papel do homem como guerreiro, ao mesmo tempo em que os inserem numa complexa rede de relações sociais, económicas e políticas. Este é o primeiro livro em inglês a examinar a relação entre os deuses rgvédicos, as práticas rituais e as identidades e expectativas impostas aos homens na Índia antiga.
   

INDEX

Introduction p.  3

1. Manhood and Masculinity p. 35

2. Brave Men and Manliness  p. 59

3. Mighty Champions and Slaying 
the Dragon p. 109

4. Strong Arms and Drinking 
Strength p. 133

Conclusion p. 161

Notes p. 167

Bibliography p. 203


Disponível em: Strong arms & drinking strength

sexta-feira, 3 de maio de 2024

A Ilha dos Homens Menstruantes - Livro

The Island of Menstruating Men

Hoghin, I. (1970): The Island of Menstruating Men, Religion In Wogeo, New Guinea. Chandler Publishing. Londres e Toronto. ISBN: 0-8102-0386-3

    
Sinopse 
Ian Hogbin pertenceu à era heroica da antropologia. Ele foi membro da brilhante geração do período entre guerras que incluí a Raymond Firth, Leo Fortune, Margaret Mead, Gregory Bateson e Hortense Powdermaker, todos eles pioneiros na pesquisa de campo na região insular do Pacífico Sul. 




A Ilha dos Homens Menstruantes foi uma exploração pioneira do género no arquipélago de Wogeo quando publicada pela primeira vez. Hoje continua a ser um importante e completo estudo de uma religião melanésia, examinando-a em relação a outras facetas da cultura –mitologia, crenças sobre doença e morte, crescimento e maturidade, magia, estrutura social e moralidade. 




É um exame articulado e perspicaz do significado da tradição e da integração da cultura. É também um relato cativante do etnocentrismo e da justificação dos Wogeo para o mesmo, exemplificando, em miniatura, o que parece ser um dos grandes problemas da espécie humana.
   

INDEX


Descarregar o livro em:  The Island of Menstruating Men

sábado, 27 de abril de 2024

Identidades Multiplas na Pré-história - Livro

Multiple identities in Prehistory 

Bistáková, A.,  Březinová, G. P. & Ramsl C. (Eds.) (2020): Multiple identities in Prehistory, early History and Presence. Archaeologica Slovaca Monographiae Communicationes Vol. XXIV. Academiae Scientiarum Slovacae. Nitra. ISBN: 978-80-8196-035-2
   
Sinopse  
O termo “identidade” tornou-se fundamental na arqueologia após décadas de discussão sobre etnicidade. A identidade pode ser localizada na interface entre os indivíduos humanos e a sociedade, descrevendo um processo permanente de devir na construção da pertença social. A identidade de um indivíduo descreve o seu estado atual de auto-identificação; como tal, nunca é estável, mas está permanentemente num estado de fluxo



Olhando para as evidências arqueológicas, podemos detetar padrões de comportamento e ação baseados num conjunto de padrões específicos do grupo, o habitus que atua na criação da cultura material dum grupo. Os enterros representam os restos de rituais mortuários e são, portanto, bons indicadores de identidade. A replicação do comportamento mortuário, tal como uma posição corporal específica ou a disposição dos bens funerários, sugere que as pessoas partilhavam atividades, crenças e, portanto, identidades, uma vez que o conhecimento sobre ritos funerários específicos e o simbolismo da morte não é facilmente acessível a membros que não pertencem ao grupo. Em este sentido os enterros combinam evidências sobre os indivíduos e a presença a seus grupos sociais





No presente projeto, procurou evidências de diferentes subgrupos dentro do grande grupo das sepulturas com esqueletos antropologicamente masculinos. É importante ressaltar que a sua atribuição como "homem" não significa automaticamente que os indivíduos enterrados foram vistos como "homens" nos tempos antigos. Até à data, a discussão da identidade masculina na Idade do Ferro tem sido dominada pelo conceito de identidade guerreira. No entanto, apenas uma fração dos corpos masculinos são apresentados como guerreiros nas suas sepulturas. Esta obra explora as identidades masculinas alternativas. Por exemplo, que papéis foram desempenhados nestas “sociedades guerreiras” por homens enterrados sem armas?



Os homens desarmados com anéis feitos de metais preciosos tinham papéis iguais ou diferentes? Em primeiro lugar, serão analisadas diferentes identidades em fases da vida, tais como “identidade de menino”, “identidade de adulto” e “identidade do velho”. Também analisarm casos muito especificos como a “identidade do pobre” e outras “identidades especiais” podem ser observadas nos cemitérios do período La Tène. 



Um caso especial é a “identidade druida”, como a que se aprecia nalgumas sepulturas como a de Pottenbrunn e Dürrnberg, onde foram encontrados restos de instrumentos médicos ou cirúrgicos especiais. Devemos também mencionar “identidades de artesãos”, onde ferramentas podem nos permitir identificar profissões dos sujeitos enterrados. O objetivo é avaliar sepulturas masculinas nos cemitérios da Idade do Ferro na Europa Central para observar as diferentes identidades em jogo. 



No entanto, uma visão geral da literatura revela que a investigação sobre a masculinidade ficou frequentemente anclada no contexto do feminismo ficando oculta nesta área, também por causa de uma (para chamar de forma diplomática) “investigação tendencialmente conservadora” sobre este tema. No entanto nas últimas décadas, a masculinidade deixou de ser uma categoria não marcada e invisível, e empeçou a receber um lugar de destaque na investigação sobre o género.
   

INDEX

The story of the SASPRO project: An introduction 
to the identities workshops  p. 7
Peter C. Ramsl

Weibliche Beigaben in männlichen Gräbern und männliche Ausstattungen für die Frau?. Zur personalen Identität und Geschlechterrolle im Bestattungskontext p. 15
Ines Beilke-Voigt

Changing femininities and masculinities between the Neolithic 
and Early Roman Period in Hungary: A review p. 31
Vajk Szeverényi, Judit Pásztókai-Szeőke,  
Zsuzsanna Siklósi &Viktória Kiss

A gender archaeology approach to selected features 
of neolithic burials p. 49
Michaela Mandák Niklová & Peter Mandák

Costume and identity. A costume analysis of Early 
Bronze Age Nitra culture p. 65
Zuzana Zetochová

Marginal identities in Iron Age Veneto. A case study 
based on micro-scale contextual analysis and 
burial taphonomy p. 81
Elisa Perego, Veronica Tamorri & 
Rafael Scopacasa

Alles Krieger oder was?. Waffengräber der frühen 
Eisenzeit aus Mittelitalien p. 97
Christoph Baur

The “archaeological” and “biological” sex of an individual 
why do they sometimes differ? p. 117
Renáta Přichystalová & Kateřina Boberová

An Englishman in ČSSR p. 131
John Collis


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quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Masculidades Latenienses - Livro

Diversity of Male Identities

Ramsl, P. C. (2020): Diversity of Male Identities in Early and Middle La Tène Period Cemeteries in Central Europe. Archaeologica Slovaca Monographiae Vol. Tomus XXXII. Instituti Archaeologici Nitriensis Academiae Scientiarum Slovacae. Nitra.  ISBN: 978-80-8196-040-6


Sinopes
O discurso sobre as identidades masculinas na Idade do Ferro tem sido até agora dominado por pensamentos sobre os guerreiros. identidade. No entanto, apenas uma fração dos corpos masculinos é exposta como guerreiros nas suas sepulturas. Este projeto irá explorar identidades masculinas alternativas.  Que papéis os homens desempenhavam na sociedade?.


Nos ultimos anos emergeram na pesquisa o tema das "Identidades especiais", isto é aquelas com uma afiliação pouco clara, como por exemplo um homem com um anel ou implementos femininos ou uma mulher portando armas, que também a ideia de múltiplas identidades "masculinas". Este projeto analisará tais casos tendo como pano de fundo os modelos tradicionais, mas aplicando também métodos do campo da análise de género.


Um grande avanço de que desfrutamos é o enorme conjunto de sepulturas e cemitérios do período La Téne na área de Eslováquia, Leste da Áustria e Morávia. Após décadas de discussão sobre etnicidade, o termo “identidade” tornou-se fundamental para a arqueologia. 




A identidade localiza-se na interface entre o ser humano e a sociedade, amostra-se como um permanente processo de "vir a ser" para a construção de uma pertença social. A identidade é o estado atual da vida de um indivíduo auto-identificação e, portanto, nunca é estável, mas permanentemente em estado de fluxo.

INDEX


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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Transformar ao Guerreiro

Transforming Warriors

Peter Haldén and Peter Jackson (2016): Transforming Warriors: The ritual organization of military force. Routledge. Londres.  ISBN: 978-1-138-64283-6


Sinopse  
Este volume oferece um estudo interdisciplinar de como diferentes culturas procuraram transformar indivíduos em guerreiros. A guerra muda as pessoas, no entanto, uma questão menos explorada é como as diferentes sociedades querem que as pessoas mudem à medida que se transformam em guerreiros.


Quando as sociedades entram em guerra, reconhecem que uma fronteira está a ser ultrapassada. Espera-se que os participantes façam coisas que de outra forma seriam proibidas, ou pelo menos regidas por regras diferentes. Este volume analisa como diferentes culturas conceituaram as transformações de um indivíduo que passa de uma existência em tempo de paz para uma existência em tempo de guerra para se tornar um guerreiro ativo. Apesar das suas diferenças, todas as sociedades enfrentam a mesma questão: quanto da paz interna do indivíduo deve e pode ser retida no estado de guerra? 

O livro explora casos como os furiosos nórdicos, os samurais japoneses e os cavaleiros europeus, bem como os soldados modernos na Alemanha, Libéria e Suécia. Mostra que as sociedades arcaicas e modernas são mais semelhantes do que normalmente pensamos: ambos os tipos de sociedades usam mitos, símbolos e rituais para criar guerreiros. Assim, este volume procura redefinir as teorias da modernização e da secularização. 

Mostra que as organizações militares precisam levar a sério os mitos, símbolos e rituais para criar unidades eficazes. Este livro será de muito interesse para estudantes de estudos militares, estudos de guerra, sociologia, religião e relações internacionais em geral.  
     

INDEX

1. Introduction. Symbolic and Mythological Perspectives 
on War and Peace join the Archaic with the Modern
Peter Haldén and Peter Jackson

2. A Portrait of the Warrior as a Beast: Hunter, Man, and 
Animal in Sophocles Trachiniae and Schwarzenegger’s Predator
 Johan Tralau

3. Cycles of the Wolf: Unmasking the Young Warrior in Europe’s Past
Peter Jackson

4. "Laughing I shall die!" The Total Transformations of Berserks 
and Ulfhednar in Old Norse Society
 Andreas Nordberg & Frederik Wallenstein

5. Professionalization of Transformation: From Knights 
to Officers in the Renaissance
Gorm Harste

6. Transformation into Manhood: Sex, Violence and the Making of Warriors, Women and Victims in Early Modern Europe
Maria Sjöberg

7. Japanese Warrior Transformations: Bushidō as the 
Continuation of Death by other Means
Dan Öberg

8. Mystical and Modern Transformations in the Liberian Civil War
 Ilmari Käikhö

9. Transformation into Nature: Swedish Army Ranger 
Rites of Passage
Jan Angstrom

10. From Total to Minimal Transformation: 
German Oaths of Loyalty 1871-2014
Peter Haldén

11. The Warrior on the Edge of Tomorrow
Christopher Coker

12. The Haunted Road: Failed Transformations and the 
Return from War or, A Historical Sociology of War Veterans
Gorm Harste

13. Conclusions. The Transformations of the Future
Peter Haldén


+INFO sobre o livro em:  Transforming Warriors

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Guerreiros e Homens

Warriors and other Men

Skogstrand, L. (2016): Warriors and other Men. Notions of Masculinity from the Late Bronze Age to the Early Iron Age in Scandinavia. Archaeopress. Oxford.  ISBN: 9781784914172


Sinopse
O que é considerado masculino não é algo dado e inato aos homens, mas determinado por ideias e ideais culturais construídos através de práticas performativas – hoje e no passado. Este livro questiona se a arqueologia androcêntrica nos ensinou alguma coisa sobre os homens pré-históricos e suas masculinidades. 


Partindo de amplas discussões sobre teoria feminista e estudos críticos sobre homens, este estudo examina como as noções de masculinidade são expressas em enterros de cremação desde o final da Idade do Bronze até o final do Período Romano (1100 a.C. - 400 d.C.) no leste da Noruega e em Funen, na Dinamarca. . Argumenta-se que as noções de masculinidade estavam profundamente interligadas com a sociedade, e quando aspectos centrais como os sistemas de guerra, a diferenciação de tarefas ou a tecnologia mudaram, o mesmo aconteceu com o género e as ideias de masculinidade e vice-versa. 


No Bronze Final, uma idealização e sexualização do corpo masculino relacionada com a estética guerreira foi provavelmente essencial para o desempenho da masculinidade. No início do período romano, a masculinidade tornou-se limitada pelo que não era –o pouco masculino. As capacidades guerreiras foram os ideais de masculinidade mais proeminentes e os conceitos de falta de masculinidade estruturaram a sociedade, destacando as divergências entre homens e mulheres. 


No Período Romano Tardio, a sociedade tornou-se mais complexa e múltipla, masculinidades contemporâneas possivelmente complementares associadas à classe ascendente de camponeses livres, papéis específicos e diferenças regionais desenvolveram-se e o guerreiro perdeu a posição dominante como ideal masculino.

INDEX

1. Introduction 

2 Feminist Theory and the Conceptualisation of Gender 

3 The Archaeology of Masculinity 

4. The Social Archaeology of Burials 

5. Analysis Methods and Variables 

6. The Late Bronze Age in Funen, Denmark 

7. The Late Bronze Age and Early Iron Age in Eastern Norway 

8. The Cemetery at Møllegårdsmarken in Funen, Denmark 

9. The Changes of Warriors and Other Men; 
Changing Masculinities
  


+INFO sobre o livro em: Warriors and other Men

quinta-feira, 27 de abril de 2023

Arqueologias do Género e Violência - Livro


Archaeologies of Gender 
and Violence

     

Jensen, B. & Matić, U. (2017): Archaeologies of Gender and Violence. Oxbow Books, Oxford. ISBN: 9781785706882


Sinopse: 
Uroš Matić e Bo Jensen reuniram uma equipe de pesquisadores jovens e seniores de diversos países neste primeiro volume que visa explorar a complexa interseção entre a arqueologia, o gênero e a violência. 


Os artigos vão desde discussões teóricas sobre as abordagens anteriores do gênero e violência e a necessidade ética de abordar essas questões hoje, a estudos de caso que tratam do gênero e violência desde a Europa pré-histórica até o início da Idade Média, mas também incluindo estudos sobre o antigo Egito, Pérsia e Peru. 


Os colaboradores lidam com as representações de violência e seu contexto de gênero na iconografia e nos textos junto com evidências bio-arqueológicas de violência e trauma num contexto de gênero. O volume é rico em exemplos e abordagens e inclui capítulos de abertura e fechamento elaborados por destacados pesquisadores no Área, assim como estados da questão que contribuem a aprofundar na linha do volume.


INDEX


+INFO sobre o livro em: Archaeologies Gender & Violence