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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

O Paippalādasaṃhitā do Atharvaveda

The Paippalādasaṃhitā of 
the Atharvaveda

Selva, U. (2019): The Paippalādasaṃhitā of the Atharvaveda: a new critical edition of the three 'new' Anuvākas of Kāṇḍa 17 with English translation and commentary. Tese apresentada na Universidade Leiden.

Sinopse  
No final da década de 1950, vários manuscritos foram descobertos em Odisha. Eles continham uma das mais antigas coleções de textos védicos, o Atharvaveda, datado do final do segundo milênio a.C., em uma recensão, o Paippalāda, que se acreditava ter sobrevivido apenas em um manuscrito da Caxemira bastante corrompido. 


Dada a importância e a antiguidade do texto, essa descoberta despertou o entusiasmo de indólogos, historiadores, antropólogos e linguistas ansiosos para mergulhar no novo material. Isso, no entanto, dependia da produção de uma edição filologicamente confiável do texto. A dissertação de Selva representa um passo adiante nessa direção: ela se concentra no 17º livro da coleção, que contém uma variedade de material em poesia e prosa: feitiços mágicos para exorcizar demônios que ameaçam mulheres e crianças, maldições contra inimigos e remédios contra pesadelos. 


Uma secção ilustra uma observância ritual que consiste na imitação do comportamento de um touro, prática que remonta a modelos culturais indo-europeus pré-históricos e que foi reelaborada pelos Pāśupatas, a mais antiga seita ascética conhecida dedicada ao deus Śiva. A edição inclui um aparato crítico, uma tradução e um comentário que discutem problemas filológicos e tentativas de interpretação.

INDEX


Descarregar a tese em: The Paippalādasaṃhitā

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

O Chumbo e Magia na Índia e Mundo Clássico

Pertinenze magiche del piombo tra mondo indiano e mondo classico

Linguistica storica e filologia 
(quinta  edizione)

Quando:  19 Novembro
Onde: Milão e On-line

O departamento de Filologia Clássica, Papirologia e Linguística Histórica da Universidade Católica de Milão organiça à quinta edição da série de palestras e conferências "Linguística Histórica e Filologia", que será realizada entre outubro de 2025 e março de 2026 de jeito hibrido (presencial e on-line)


A próxima palestra será proferida pela professorRosa Ronzitti da Universidade de Genova, no dia 19 novembro (14h30 às 16h30) sobre o tema: "Pertinência mágica do chumbo nos mundos indiano e  clássico"


Para participar é preciso inscrever-se antecipadamente enviando um e-mail a riccardo.ginevra@unicatt.it, especificando a modalidade presencialmente ou online. Os participantes online receberão um enlace do Microsoft Teams.


terça-feira, 29 de julho de 2025

Fronteiras Rituais na Tardo-Antiguidade

Ritual Boundaries

Sanzo, J.E. (2024): Ritual Boundaries. Magic and Differentiation in Late Antique Christianity. Christianity in Late Antiquity. University of California Press. Oakland  ISBN: 978-0-520-39918-1  DOI: 10.1525/luminos.182

Sinopse   
Em Ritual Boundaries Joseph E. Sanzo transforma a nossa compreensão de como os primeiros cristãos vivenciavam a religião na prática por meio do estudo de objetos mágicos, como amuletos e grimórios.


Contra a visão predominante da antiguidade tardia como uma época em que apenas as chamadas elites estavam interessadas em diferenciação religiosa e ritual, as evidências apresentadas aqui revelam que o desejo de distinguir entre membros de dentro e de fora da religião e dos rituais permeia diversos estratos sociais. 


O exame de Sanzo sobre a magia também oferece uma visão única da receção bíblica inicial, expondo um mundo textual no qual a leitura das escrituras era multissensorial e multitradicional. Ao abordarem doenças, lutas demoníacas e conflitos interpessoais, os povos do Mediterrâneo agiram de maneiras que desafiam as nossas fronteiras conceituais entre cristãos e não-cristãos; elites e não-elites; palavras, materiais e imagens. 



Sanzo nos ajuda a repensar como os primeiros cristãos imaginavam semelhanças e diferenças entre textos, tradições, grupos e rituais nas suas vidas quotidianas.

INDEX

Preface p. IX

Introduction  p. 1

Part II. the discursive boundaries of rituals and groups

1. Ritual Boundaries in Late Antique Lived Religion  p. 27

2. Religious Boundaries in Late Antique Lived Religion  p. 42

Part II. the discursive boundaries of texts and traditions

3. Words, Images, Materials, and Gestures  p. 65

4. From Torture to Triumph: The Crucifixion 
of Jesus in Early Christian
Lived Religion  p. 89

Conclusions  p. 109

Notes  p. 115

References  p. 147


Descarregar o livro em: Ritual Boundaries

terça-feira, 24 de junho de 2025

Antropologia da Magia e a Bruxaria - Livro

Rethinking the Anthropology 
of Magic & Witchcraft

Stevens, Ph. Jr. (2023): Rethinking the Anthropology of Magic and Witchcraft. Inherently Human. Routledge. Londres & Nova York.  ISBN: 9781003358022 DOI: 10.4324/9781003358022

Sinopse   
Este livro apresenta aos alunos a antropologia da magia e da feitiçaria, termos muito utilizados, mas sem definições amplamente aceites. 


Adota uma nova abordagem a esta área dentro da antropologia da religião, demonstrando que as bases para estas crenças e supostas práticas são inerentes à cognição e psicologia humanas, até mesmo instintivas, e provavelmente enraizadas na nossa biologia evolutiva. 


Ela mostra como a magia e o pensamento mágico são elementos regulares na vida diária das pessoas e que a compreensão dos componentes do complexo de feitiçaria oferece aportações surpreendentemente importantes sobre os padrões de pensamento e o comportamento social. O livro analisa os muitos significados de “magia” e “bruxaria” e apresenta os melhores significados antropológicos dos termos. 

Os componentes destas crenças são intemporais e universais; este facto, e os recentes avanços nas ciências do cérebro, sugerem que os princípios da magia são derivados de processos básicos do pensamento humano, e os atributos da bruxa derivam de medos e fantasias de base neurobiológica. 


A propensão para tais crenças teve provavelmente significado adaptativo no desenvolvimento evolutivo da espécie humana; são inerentemente humanos.

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+INFO sobre o livro em:  Anthropology of Magic & Witchraft

sábado, 18 de janeiro de 2025

Magia e Bruxas no Mundo Antigo - Livro

Magia y brujería en
el Mundo Antiguo

Martínez García, J.J. & Gómez Marín, J. (2024): Magia y brujería en el Mundo Antiguo. Archaeopress. Oxford ISBN: 978-1-80327-871-1 DOI: 10.32028/9781803278711

Sinopse 
O volume analisa a magia e a bruxaria nos seus diferentes aspetos e formas no mundo antigo a partir de uma perspetiva internacional e multidisciplinar. Os estudos de caso vêm do Egito, do mundo grego e romano e da Antiguidade Tardia, e até mesmo cobrem a receção da magia antiga no mundo moderno. 


De uma perspetiva arqueológica, as contribuições estudam a magia por meio de objetos quotidianos, com foco no período ibérico e no período romano na colónia de Clunia Sulpicia. Um capítulo posterior investiga como a magia transforma a paisagem. Por outro lado, disciplinas como história e filologia são empregadas para explorar exemplos específicos do uso da magia e a sua evolução em diferentes períodos, desde os tempos egípcios até a Antiguidade Tardia. 


No geral, o volume demonstra como a magia está presente, se adapta e é remodelada ao longo dos séculos, mantendo as suas fórmulas, estruturas, atos e palavras básicas com o objetivo de transformar a realidade.

INDEX

Prólogo p.iii
Javier Gómez Marín &
 José Javier Martínez García

La cara en pedazos: valor simbólico la fragmentación 
de la imagen del rostro en la cultura ibérica p.1
José Fenoll Cascales, Jesús Robles Moreno
 & Rosa María Gualda Bernal

Medea and uterine magic treatments and 
control through pharmakos p.15
Maria Regina Candido

Sobre las defixiones y figurillas mágicas greco-romanas 
con ousía: de la “magia imaginada” al registro
 arqueológico p. 25
Paula Arbeloa Borbón

Magia erógica en época grecorromana: 
las gemas mágicas como caso de estudio p. 51
Rodrigo Carreño Muñiz

Hécate ctonia: origen y evolución de 
la diosa de las brujas p.73
Arianne Novella Martínez

Ars Visio. Representaciones espectrales 
en el arte griego y romano  p. 85
Arturo Sánchez Sanz

La magia en objetos cotidianos. Los amuletos 
de la Colonia Clunia Sulpicia p.99
Gustavo Camacho Vélez, 
Mónica Gorostiza González 
& Clara Valladolid Esteban

De superstitio a herejía: la percepción de la nigromancia 
en las mentalidades pagana y cristiana p.131
Nina Mejuto García

Amuletos y filacterias: procesos de sincretismo 
en el Occidente tardoantiguo (ss. V-VIII) p.149
Andrés Mánguez Tomás

Magia, adivinación, conjuros, pociones y curaciones 
milagrosas en la Hispania visigoda p.167
José Ángel Castillo Lozano

La tradición oracular en Oxirrinco como hilo 
conductor entre Serapis y Filóxeno p.185
José Javier Martínez García


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sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

MATERIA MAGICA, Arqueologia da Magia Romana

MATERIA MAGICA

Wilburn, A.T. (2015): Materia Magica: The Archaeology of Magic in Roman Egypt, Cyprus, and Spain. New Texts from Ancient Cultures. The University of Michigan Press. Ann Arbor  ISBN: 9780472117796

Sinopse 
Este novo estudo baseia-se em objetos escavados ou descobertos no final do século XIX ou início do século XX em três sítios do Mediterrâneo. Através de três estudos de caso, a Matéria Mágica identifica formas específicas de magia que, de outra forma, seriam desconhecidas. Isola os praticantes de magia e examina se a magia poderia ser utilizada como forma de resistência contra-cultural. 






Andrew T. Wilburn descobre magia em objetos da vida quotidiana antiga, sugerindo que os indivíduos recorriam frequentemente à magia, especialmente em crises. As formas locais de magia podem ter sido diferentes, e Wilburn propõe que a única forma de encontrar feiticeiros de pequenas cidades é através de um exame cuidadoso das provas arqueológicas. 


Estudando os vestígios de feitiços realizados por praticantes, o trabalho une a análise das palavras escritas em artefactos e a forma física desses objetos. Situa estes itens dentro dos seus contextos, para estudar como e por que razão foram utilizados. A Matéria Mágica aborda a magia como um esforço material, no qual os feitiços falados, as ações rituais e os objetos físicos desempenham papéis vitais na execução de um rito.


A Matéria Mágica desenvolve um novo método para identificar e interpretar os vestígios materiais da prática mágica avaliando artefactos dentro dos seus contextos arqueológicos. Wilburn sugere que as escavações realizadas nos últimos séculos podem render lições importantes sobre o passado e articula as formas como podemos abordar os dados problemáticos.

INDEX

Introduction p. 1

Chapter 1. Finding Magic in the Archaeological 
Record p.12

Chapter 2. Materia Magica p. 54

Chapter 3. Identifying the Remains of Magic
 in the Village of Karanis p. 95

Chapter 4. Practitioners and Craft at Amathous, 
Cyprus p. 169

Chapter 5. Three Curses from Empúries 
and Their Social Implications p. 219

Chapter 6. The Archaeology of Magic 
p. 254

Appendixes p. 273

Appendix 1. The Excavations at Karanis 
p. 275

Appendix 2. Bones from Karanis Areas
 262 and 265 p. 284

Bibliography p. 287

Index p. 327

Plates  p. 272


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terça-feira, 24 de dezembro de 2024

A Figura da Bruxa - Livro

The Witch Figure

Newall, V. (ed.) (1975): The Witch Figure. Folklore Essays by a Group of Scholars in England Honouring the 75th Birthday of Katharine M Briggs. Routledge. Londres. ISBN: 0-415-32556-0

Sinopse  
Katharine Briggs gozou de uma reputação incontestável no mundo dos estudos do folclore. O tema deste volume, a figura da bruxa como intermediária malévola na crença popular, foi escolhido para reflectir aquele aspecto dos estudos de Briggs exemplificado no seu estudo sobre a feitiçaria, Pale Hecate’s Team.


Neste livro publicado no 1973, os seus colaboradores baseiam-se nas disciplinas de arqueologia, religião comparada, sociologia e literatura e incluem: Carmen Blacker, H.R. Ellis Davidson, Margaret Dean-Smith, L.V. Grinsell, Christina Hole, Venetia Newall, Geoffrey Parrinder, Anne Ross, Jacqueline Simpson, Beatrice White, John Widdowson.
   

INDEX

Editor's Preface
Katharine M. Briggs: An Appreciation
Ruth Michaelis-Jena

1. Animal Witchcraft in Japan
Carmen Blacker

2. Hostile Magic in the Icelandic Sagas
H. R. Ellis Davidson

3. The Ominous Wood
Margaret Dean-Smith

4. Witchcraft at some Prehistoric Sites
L. V. Grinsell

5. Some Instances of Image-Magic in Great Britain
Christina Hole

6. The Jew as a Witch Figure
Venetia Newall

7. The Witch as Victim
Geoffrey Parrinder

8. The Divine Hag of the Pagan Celts
Anne Ross

9. Olaf Tryggvason versus the Powers of Darkness
Jacqueline Simpson

10. Cain’s Kin
Beatrice White

11. The Witch as a Frightening and Threatening Figure
John Widdowson

Publications by Katharine M. Briggs


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quarta-feira, 10 de julho de 2024

Poetas, Heróis e Dragões - Livro

Poets, Heroes, and their Dragons

Russell, J. R. (2020): Poets, Heroes, and their Dragons. Armenian and Iranian Studies Vol. 2. Brill. 2 vols. ISBN: 978-90-04-20782  DOI: 10.1163/9789004460737

Sinopse  
O presente volume é uma coleção de artigos publicados pelo Professor James R. Russell da Universidade de Harvard, em vários jornais nas últimas décadas. James Russell foi um dos pioneiros no campo dos Estudos Arménios e Iranianos, onde demonstrou a importância da civilização iraniana para a Arménia pré-cristã.


A conexão entre as duas civilizações tem sido parte do trabalho incansável do Professor Russell, e esta publicação mostra a imensa importância de seu trabalho para os Estudos Arménios e Iranianos. 
     

INDEX


Disponível em:  Poets, Heroes, & their Dragons

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Objetos Apotropáicos na Antiga Grecia

Apotropaia and Phylakteria

Spathi, M.G., Chidiroglou, M. & Wallensten, J. (2024): Apotropaia and Phylakteria: Confronting Evil in Ancient Greece. Archaeopress. Oxford. ISBN: 9781803277493  DOI: 10.32028/9781803277493

   
Sinopse  
A crença na existência de forças do mal fazia parte da antiga vida quotidiana e era um fenómeno profundamente enraizado no pensamento popular do mundo grego. O medo de tais poderes malévolos gerou a necessidade de proteção e encontramos vestígios claros destas preocupações tanto em fontes textuais como arqueológicas. 





Desde os primórdios da literatura, há menção a fantasmas e outros seres demoníacos que precisavam de apaziguamento, e a formas de repelir o mal, como o uso de baskania e antibaskania (apotropaia). 





Repetidamente, encontramos rituais de carácter apotropaico ou profiláctico realizados no âmbito da vida quotidiana e familiar, como por exemplo por ocasião de um nascimento, casamento ou morte no oikos (a limpeza da casa e do agregado familiar, libações e sacrifícios em honra dos ancestrais oikos) e outras práticas que focavam na proteção da comunidade como um todo, ou seja, o ritual Pharmakos. 







A arqueologia revela uma abundância de objetos materiais que se acredita terem o poder de atrair forças benevolentes e afastar forças do mal. Vestígios de práticas rituais necessárias para garantir a prosperidade e evitar desastres pessoais manifestam-se hoje na forma de amuletos, certas pedras semipreciosas que se acredita protegerem mulheres e crianças, contas para olhos encontradas em grande número em muitos conjuntos arqueológicos, possivelmente vários tipos de terracota estatuetas, como grotescos femininos nus e vários personagens itifálicos, para citar alguns. 




Além disso, símbolos e certos motivos iconográficos, como o falo, a mão aberta, o Gorgoneion, imagens da tripla Hécate e Hermes, foram sujeitos a uma série de interpretações diferentes em relação ao poder apotropaico

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