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domingo, 14 de setembro de 2025

Studia Mythologica Slavica Nº 28 - 2025

Studia Mythologica Slavica 

Nº 28 - 2025

INDEX

Enhancing Oral Tradition in Fiji for the Study 
of Archaeological Remains. The Case of the 
Hillforts in the Nadroga-Navosa Province p.7
Loredana Lancini, Hervé Duval-Gatignol, 
Patrick Nunn, Rita Compatangelo-Soussignan, 
Elia Nakoro, Nikolau Tokainavatu

The Moorish Tradition in Portuguese 
Archaeology p..29 
Alexandra Vieira

Graves of Saints on the Mountains of 
the Southern Urals: Traditional 
Beliefs and Modern Perception p. 51
Ainur I. Tuzbekov, Albert T. Akhatov

Gender Metamorphosis of Dives
in the Qajar Era Illustrations: A Mythological
and Sociological Analysis p. 67
Nahid Jafari Dehkordi, Elaheh Panjehbashi

Balkan Wolf/Dog in Folklore Interpretations
 in the Mythology of Nature by 
 N. Nodilo through T. R. Đorđević to 
Lj. Radenković and P. Plas p. 101
Suzana Marjanić

Afterlife Beliefs and Dream Encounters 
with the Dead among. Adherents of Alternative 
Spiritualities in Bosnia and Herzegovina p. 119
Tina Ivnik

Forest Spirits and Their Functions in
the Traditions of Estonians, Estonian 
Russians and Belarusians p.143
Mare Kõiva, Elena Boganeva, 
Ilya Butov

If I don't celebrate my glory, who will?: 
The meanings and functions of glory 
for Serbs in Nova Gorica in the context 
of (trans)migration experience and 
identity formation p.163
Sara Vukotić

"Isn't that a little scary?" - experiencing 
contact with the dead p. 185
Eva Poklukar

Book reviews

Silences of fear p. 209
Jelena Marković


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terça-feira, 20 de agosto de 2024

Fadas e outros seres sobrenaturais - Livro

The Exeter Companion to Fairies, Nereids, Trolls and other Social Supernatural Beings

Young, S. & Ermacora, D. (eds.) (2024): The Exeter Companion to Fairies, Nereids, Trolls and other Social Supernatural Beings. European Traditions. University of Exeter Press. Exeter.  ISBN: 9781804131060 DOI: 10.47788/RPLR2812

Sinopse  
Durante séculos, os europeus acreditaram em um reino sobrenatural paralelo habitado por esses seres que viviam muito como os humanos em suas próprias comunidades. Esse mundo "sobrenatural social" espelhava o nosso com casamentos de trolls, batalhas de duendes, piqueniques de nereidas, migrações de anões e coisas desse tipo. 


Acreditava-se que os seres sobrenaturais sociais interagiam com o mundo humano de maneiras profundas: eles provocavam tempestades, garantiam boas colheitas e curavam (e, com muita frequência, causavam) doenças. bO volume mergulha no rico folclore e tradições orais em torno da sociedade sobrenatural em toda a Europa; na verdade, ele é pioneiro no termo "sobrenatural social" como uma categoria de folclore. 


Reunindo dezoito especialistas, este é o primeiro olhar abrangente em toda a Europa sobre essas crenças e práticas. Por meio de estudos aprofundados, o volume explora como diversas culturas, da Irlanda à Ucrânia, e da Noruega à Grécia, imaginaram seus vizinhos sobrenaturais e como essas sociedades paralelas refletiam preocupações e desejos humanos. Nossos autores empregam material antigo, medieval, moderno e, em alguns casos, contemporâneo para extrair as "pessoas ocultas" de fontes obscuras e, muitas vezes, esquecidas.


O livro ressuscita histórias e tradições cativantes. Para qualquer um fascinado pelo folclore, magia e mitologia europeus, ele fornece uma rica fonte de pesquisa com bibliografias atualizadas para uma dúzia de países europeus. Será útil para folcloristas, historiadores, etnólogos, sociólogos e também para o leitor em geral interessado nas crenças sobrenaturais das sociedades europeias tradicionais.
  

INDEX

1. Introducing the Social Supernatural 
Simon Young & Davide Ermacora

2. Ireland: The Tribes of the Gods and the People of the Hills 
John Carey

3. The Isle of Man: ‘They Call Them the Good People’ 
Stephen Miller

4. England: Small Fairies Are Beautiful Fairies
 Jeremy Harte

5. Iceland: The Elves of Strandir 
Matthias Egeler

6. Scandinavia: My Neighbour the Troll 
Tommy Kuusela

7. The Netherlands: Witte Wieven and Other White Apparitions 
Yseult de Blécourt

8. Iberia: Moors, Gentiles and Encantadas 
José Manuel Pedrosa

9. France: Humanlike Societies and Spaces among the Fées 
Andrea Maraschi

10. German-Speaking Europe: Moosweiblein, Wichtel and Nixen 
Janin Pisarek & Florian Schaefer

11. Hungarians: Heavenly and Earthly Fairy Societies 
Éva Pócs

12. Western Balkans: ‘A Vila Like a Vila’ 
Dorian Jurić

13. Greece (and Italy): The Nereids, ‘Those from Outside’ 
Tommaso Braccini

14. The Balts: Laume.s and Laime.s 
Francis Young & Saulė Kubiliūtė

15. Ukraine: Courtship Rituals and Legends of the Bohyni 
Natalie Kononenko



+INFO sobre o livro em: Fairies, Nereids, Trolls and other

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Arqueologia e Tradição Oral - Livro

Arqueologia e Tradição Oral

Vieira, A. (coord.) (2023): Arqueologia e Tradição Oral. CITCEM. Porto. ISBN: 978‑989‑8970‑66‑4 DOI: 10.21747/978-989-8970-66-4/arq


Sinopse  
Este livro resulta de três encontros científicos, nomeadamente de duas sessões das Oficinas de Investigação promovidas pelo CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, nos anos de 2018-19 e 2020-21.



Nessas três sessões, arqueólogos e antropólogos, portugueses e espanhóis compartilharam as suas perspetivas e conhecimentos sobre a forma como a tradição oral pode ser considerada um valioso instrumento para a compreensão e interpretação dos vestígios arqueológicos. 



Os autores suscitaram o debate de ideias, refletindo sobre como as histórias transmitidas oralmente ao longo de gerações podem complementar e contextualizar as descobertas arqueológicas, oferecendo uma visão mais completa e rica das nossas paisagens.

INDEX

Introdução p. 5
Alexandra Vieira

Prefácio p. 7
Lara Bacelar Alves

O Alto do Talégre (Albergaria-a-Velha, Aveiro) um posto 
de comunicação entre a memória oral
e a arqueologia  p. 11
António Manuel S. P. Silva, Paulo A. P. Lemos, 
Sara Almeida e Silva

Arqueologia e tradição oral em Cascais p. 39
José d’Encarnação

Além das materialidades: a tradição oral, os sítios 
arqueológicos e a memória coletiva  p. 49
Lois Ladra

Podomorfos do noroeste português na imagética popular  
p. 67
José Moreira, Ana M. S. Bettencourt

Penedos na Paisagem. A oralidade e a força da pedra sagrada 
p. 95
Álvaro Campelo

Mouros, topónimos e lendas: algumas achegas para o seu estudo 
p. 125
Alexandra Vieira

Historias do inframundo: o subsolo no imaxinario colectivo 
p. 157
Beatriz Comendador-Rey

Memoria popolare e serendipita’ archeologiche. 
La leggenda di Monte Barro  p. 179
Fabio Carminati, Andrea Mariani



Descarregar o livro em: Arqueologia e Tradição Oral

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Mitologia Popular Galega - Palestra

Mitologia Popular Galega

Quando: 23 Junho
Onde: Ortigueira


A próxima terça feira dia 23 de Junho, coincidindo com o Santo João, o Archeoten que isto escreve estará em Ortigueira (A Corunha) convidado dentro das V Jornadas de Etnografia organizadas pela Fundação Ortegalia para dar um palestra intitulada Mitologia Popular Galega.


Na que falaremos brevemente de um dos seres míticos principais do imaginário popular galego das suas lendas e trataremos de passo algumas das tradições relacionadas com a própria noite de São João e os seus rituais, as suas funções, origens, variantes.


Os que andeis por Ortigueira, quedais convidados a achegar-vos ao Museu Ortegalia para escutar-nos, a palestra decorrera a partir das 6 da tarde, e estais igualmente convidados ao foleom de Sao João que se celebrara nesta vila do Ortegal a partir das 9 da noite.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Espadas, Águas e Mouros - duas Lendas


Dentro do projeto Palavras de Pedra do Instituto de Ensino Secundario Marco do Camballóm de Vila de Cruzes (Pontevedra) com o que colaboramos, realizou-se uma interessante labor de recolha etnografica levada a cabo pelos proprios alumnos do centro através do Clube de Lingua. Tarefas deste tipo são dum enorme interesse tanto desde o ponto de vista de uma tradição oral ao que quedam cada ano menos dias de vida, senao também desde o punto de vista didatico, de difussão e concienciamente sobre a importancia dum patrimonio inmaterial em perigo evidente de extinção.


A Espada de Brandomés

Em certa forma que na escola se implique a meninos hoje na conservaçao e posta em valor da tradição oral não deixa de ser outra forma de volver a "criar uma memoria" que antes se fazia doutro jeito e noutros ambitos (familiar, domestico, vezinhal. Dentro desta recoleta etnográfica levada ao cabo em comum pelos Equipos de Normalização Linguística dos colégios de Vila de Cruzes, Cerdeirinhas-Pilonho e Merça, ademais do IES Marco do Cambalhóm, recolheram-se duas lendas nas que aparecia uma espada que acabara no rio.



Uma das versões conta como a espada foi votada ao rio Ulha após a morte de um guerreiro no lugar de Brandomés, na outra versão recolhida especula-se sobre o lugar onde foi arrojada as aguas a espada e onde poderia estar, diz assim a lenda

"Em Brandomés hai no rio unha espada metida no rio, dim que o mais probrable é que estea em sitios donde a corriente nom estea... como, por exemplo um desses três sitios é o Pozo dos Peres (noutro momento fala do lugar d´O Tesouro) Pensam que a espada como pasou tanto tempo xa nom está alí, xa que sospeitan que a levarom, pero outros tamém pensam que como pasou tanto tempo a espada pode estar a algúns metros baixo a terra polas follas que se forom xuntando durante tantos anos que pasarom desde que a tirarom ao rio."


Artur entre os Mouros

Obviamente a muitos não escapara a similitude desta lenda coa do famoso episodio do ciclo artúrico no que a Dama do Lago recupera a espada Escalibur que cedera ao rei, episodio que tem cativado a imaginação de varias gerações de escritores europeus. A Matéria da Bretanha é conhecida na literatura medieval galega, onde este ciclo chegou de forma tempera e teve uma intensa receção não só na escrita senão na própria vida cotia. Quem se tope na documentação medieval algum que outro cavaleiro batizado Lançarote, entendera bem esta popularidade do ciclo arturiano nas nossas terras, que converteu o nome do cavaleiro mítico num dos antropónimos "de moda" na época


Mas ao mesmo tempo, destas semelhanças artúricas a lenda da espada de Brandomés tem outros elementos próprio do nosso contexto, a espada disse estava feita de ouro o qual enlaça com o conhecido folclore dos mouros cujos objetos soem ser por definição todos sempre de Ouro. Estas figuras míticas omnipresentes na nossa tradição popular soem de cote presentar-se como lutando uns contra os outros em guerras;  uma forma de explicar as poderosas defensas dos castros dos que se lhes atribui a construção junto com outros restos arqueológicos vários (sobre tudo megálitos).


Neste sentido não seria raro que a morte do Guerreiro de Brandomés fosse de feito entendida como algo teve ocorrido "no tempo dos Mouros", recurrente expressão dum passado mítico, e não há duvida de que a própria espada se situa nesse contexto de "tesouros" dos mouros, deixados nesse passado essencial. De certo o lugar de Brandomés guarda outras tradições sobre tesouros da mouramia

"O tesouro em Brandomés está no cabo da agra de Vales, alí hai un castro, e nesse castro está o tesouro, (ouro). Outro tesouro hai-no indo cara a Milhorãs, pero dixéron-me que a esse tesouro xa lhe levaram o ouro e que só lhe queda cobre"

"Num pozo chamado Pozo dos Peres decíam que había unha campana de ouro"

"Indo cara o rio, en Brandomés, hai um trozo de térreo que está cerrado por um valo e aí é donde encerrabam aos cavalos os do ...? e alí hai unhas poucas pedras que lle quedam, xa que co paso do tempo se foi deteriorando e xa case nom queda nada. Alí dim que hai persoas enterradas e que hai ouro, moito ouro"


As armas nas Águas

Outro elemento que junto a esta dimensão mítica vinculada aos mouros joga nesta lenda de Brandomés e a própria localização da lenda no rio Ulha. Este rio é bem conhecido desde um ponto de vista arqueológico por ser que mais depósitos aquáticos de armas acumula no Noroeste da Península Ibérica só superado -obviamente- no contexto peninsular pelo multitudinário achádego da ria de Huelva, um dos mais grandes da Europa Atlântica.


Ao alvo disto não podia escapar-se a ideia de que algum achádego/os casual/is no passado poderiam ter contribuído a génese e recriação mítica, através de uma lenda que explica-se a origem da espada lá depositada no fundo do rio.


Neste sentido a lenda não deixa de ter um sedutor pouso que mistura a literatura tradicional e a arqueologia, o Imaginário e a Historia, a realidade e a ficção, e que por outro lado desde um ponto de vista pedagógico é boa não apenas para pensar, imaginar, muitas coisas senão também para falar e aprender de outras muitas. E nesta parte da História foi onde empeça a minha modesta colaboração neste interessante projeto, quando o Séchu Sende escritor e mestre do IES Marco de Cambalhóm se pujo em contacto comigo.


Sabiam do meu interesse pelo tema dos depósitos de armas no Bronze Final e queriam consultar-me sobre este tipo de rituais. Ao mesmo tempo que este Archeoten., que aqui escreve, também foi envolvidas uma velha amiga Beatriz Comendador professora de Arqueologia na Faculdade de Historia de Ourense, o divulgador do património Manuel Gago (que de passo recolheu isto no seu blogue), o etnógrafo Antonio Reigosa, e o especialista em esgrima antiga Denis Fernández Cabrera. Em certa forma pediusse-nos a cada um que aportáramos os nossos pontos de vista, conhecimentos e visões tomando como escusa e marco a tradição sobre a espada (podeis ver um bocadinho disto aqui)


Espadas e Lendas?

Uma das perguntas que se me fizeram daquela na entrevista que os alunos me enviaram era se conhecia algum outro tipo de lendas em Galiza ou no resto da Europa. Tenho que reconhecer que a rareza da lenda me obrigou a olhar para a Idade Media: à própria lenda arturiana e alguma pouco conhecida versão da gesta de Roldão na que a espada do herói acaba rota e arrojada ao rio após a morte de aquele, mas fui incapaz de topar algo semelhante no que conheço da tradição galega e europeia atual.



A Espada de Germade

Embora a minha surpresa foi maior quando uns dias depois de enviado o texto coas respostas desse-me a conhecer numa conversa como Judit Goméz Ferández arquiveira e atual guia do Museu Etnográfico do Monte Caxado (A Pontes) outra lenda sobre mouros na que aparecia também uma espada, neste caso não afundida senão emergida das águas dum rio. A lenda procede do Lugar de Momám (Concelho de Germade, Lugo), e diz assim:

“Pena do encanto: Disse que unha rapaza aparecia ali polas manhãs dando de comer a uns pitinhas e um rapaz achegóuse-lhe. Ela díxo-lhe que estava encantada e para desencanta-la tinha que ir ali o dia de Sam Xoám e colher unha pedrinha e tira-la ó rio.

Ela aparecia em forma de serpe e para desencantala debía-lhe de cortar a cabeça duma soa vez cum sabre que aí aparecia. O rapaz prometeu axuda-la se despois ela casaba com el. O dia de Sam Xoám o rapaz foi à Pena do Encanto. E ó tirar a pedra ó rio, apareceu o sabre. Despois apareceu a serpe. Pero como era enorme, o rapaz tivo medo. A rapaza, moi triste, marchou ó mar convertida em serpe para sempre”

No caso desta lenda a espada fantástica apresenta-se como um meio para conseguir o "desencantamento" da mulher sobrenatural, num tema muito recorrente no foclore galego segundo o qual a transição da moura desde o seu mundo a condição humana dá-se através de um ato de violência, nalgum casos uma mera ferida feita com algo cortante (navalha, cutelo).


Noutros casos precisa-se da morte do monstro no que a mulher se transforma para que renasça após ela convertida já numa mulher normal, nesta ultima variante inscreve-se o decapitamento que embargantes precisa neste caso da ajuda magica de uma espada especial conferida pelos próprios mouros



Um não pode evitar em certa forma imaginar comparando estas duas espadas sobrenaturais, e as suas idas e voltas desde as águas se noutra época de ter-se levado a cabo a elaboração literária como sucedera no caso de Excalibur, não poderiam estas duas lendas ter dado lugar a um episódio muito similar ao do ciclo arturiano, com a nossa própria Moura - Dama do Lago/Rio. De certo isto da que pensar sobre as relações entre o folclore e a literatura escrita, e de como cecais como acontecera a um Homero, não se terão perdido, esgazado em anacos, ou simplesmente esquecido tanto ciclos lendários pelo caminho sem chegar a ter passado ao papel


Dava-se ademais um segundo elemento interessante, que Judit me comentou pois aquela lenda da espada de Germade fora recolhida dentro dum projeto muito similar ao dentro do qual se aparesceu agora a lenda da Espada de Vila de Cruzes:  dentro de uma Campanha de Fomento da Leitura entre o lunado de 2ª etapa de EXB (curso 1993-94) do Colégio Público de Germade, que fora coordenado pelas professoras Modesta Novo Muinelo e Águeda Fraga Pita. Daquela os meninos,  entre eles a própria Judit, foram protagonistas e participaram, como agora os rapazes de Vila de Cruzes recolhendo de boca dos seus pais e avos a tradição oral, e entre ela a nossa lenda. daquilo saira um livro "Xermade meu pobo" onde está recolhida a lenda.


Em certa forma cumpria-se um percorrido, que como as idas e vindas de uma outra espada entre a água e a terra, fechava o círculo de uma lenda a outra de uma geração a outra dum lugar a outro, tão alongados no mapa. Qual será agora o percorrido disto?, como continuara a história nos rapazes de Vila de Cruzes? ... na rede estes dias a espada/s, uma e outra, como levadas pelas águas doutro nova corrente, andam "de postagem" em postagem e de "me gosta" em "partilhado" pelas redes sociais, pelos jornais, oferecendo novas vias de difusão e transmissão à tradição oral.


 Algumas Referências   
  
- AAVV: Xermade, o meu pobo. Xunta de Galicia, Santiago, 1994
- Alonso Romero, F., "A Moura constructora de Megalitos"Anuar. Brig. nº 21, 1998 pp. 11-28
- Cuba, X.R., Reigosa, A, Miranda, X., Diccionario dos seres míticos galegos. Xerais, 1999
- Llinares, M., Os Mouros no Imaxinario Popular. Univ de Santiago, 1990
- Tenreiro, M., "Os Mouros: notas sobre a penmanencia do mito no folklore" Anuar. Brig. nº 25, 2002 pp. 39-62
- Tenreiro, M., “A lenda melusínica no folclore galego: Apuntamentos sobre o culto e o popular” en Romero Portilla, P. Y García Hurtado, M-R (eds.): De Culturas, lenguas y tradiciones. II Simposio de Estudio Humanísitcos. UDC, Coruña, 2007 pp. 263-279


+INFO no blogue de: Palavras de Pedra

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mitologia da Peninsula Ibérica - Galiza

Nesta sexta-feira dia 21 emitir-se-á em Canal História o capítulo dedicado a Galiza da minissérie documentário Mitologia da Península Ibérica na que se faz um revejo as crenças e o imaginário popular de diferentes povos da Península ibérica (Galiza, Astúrias, Euskadi e Navarra) achegando-se às figuras míticas da sua tradição oral.

No documentário faz-se um repasso às diferentes figuras sobrenaturais do folclore galego tanto as personagens claramente míticos como os mouros, os homens e mulheres marinhas, xacios, a Santa Companha, o nubeiro, etc, como aqueles mas reais como as meigas, ou os vedoiros, assim como lugares e santuários como São André de Teixido, com todas as suas crenças relacionadas com as animas e o além

A série conta com o assessoramento do nosso colega -e bom amigo- Berto Alvárez Peña um dos mais importante etnógrafos asturianos da atualidade, e com a participação de especialistas em etnografia de cada uma dos áreas tratadas, no caso da Galiza entre eles o -Archeoten.- que estas linhas escreve tem a sorte de fazer parte nos que no documentário saímos

Assim que já saberdes caros leitores do Archaeoethnologica aqueles que por casualidade tenhais Canal Historia quedais convidados a ter uma cita dentro de dois dias com este desmelhorado etnografo que vos escreve (e que aqui acima vedes) e um bom feixe mouros, mouras trasnos e outros seres da nossa mitologia popular. Esperamos-vos

O capítulo correspondente a Galiza da série emitir-se-á as 18:30 da sexta-feira, dia 21 e posteriormente será reemitido o mesmo dia em horário noturno as 2:30, e logo ao dia seguinte, sabado, às 10:30. Um pouco antes podereis assim mesmo ver o cápitulo adicado a Euskadi e Navarra