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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Madrider Mitteilungen Nº 66 - 2025

MADRIDER MITTEILUNGEN

Nº 66 - 2025

INDEX
   
O Monumento Pré-histórico da Praia 
das Maçãs (Sintra). Resultados Preliminares 
dos Trabalhos Arqueológicos na Câmara 
Ocidental  pp. 14-51
Catarina Costeira, Eduardo Porfirio, 
Linda Melo
 
Excavaciones arqueológicas en la parcela 
de la Nueva Biblioteca. Una gran construcción 
muraria en el asentamiento de la Edad del 
Cobre de Valencina de la Concepción (Sevilla) 
pp. 52-93
Juan Manuel Vargas Jiménez, Alfredo Mederos Martín, 
Thomas X. Schuhmacher, Charles Bashore Acero, 
Pina López Torres

Bell Beaker Footed Bowls in the Iberian Peninsula
A Trial Inventory apropos a Find from 
the Lapa do Fumo Cave (Sesimbra, Portugal) 
 pp. 94-123
João Luís Cardoso, 
Marco António Andrade, 
Rui Gil
 
Siete Arroyos. A new Bronze Age funerary 
site in the lower Guadalquivir valley, 
Spain  pp. 124-153
Martin Bartelheim, Döbereiner Chala Aldana, 
Marta Díaz-Zorita Bonilla, Marius Knödel

El oppidum del Cerro del Gollino 
(Corral de Almaguer, Toledo) Estudio del 
material recuperado en la campaña 
de excavación de 2024 pp. 154-195
Pablo Sánchez de Oro, Manuel Fernández-Götz, 
Victor Morcillo, Lourdes Prados Torreira, 
Luis Berrocal-Rangel

Wer die Lanze trägt zu den römischen Lanzenreliefs 
des hispanischen Nordostens pp. 196-252
Thomas G. Schattner

Revealing the Hidden Urban Landscape of Munigua
Insights from the 2024 Ground-Penetrating 
Radar Survey and Its Implications for 
Roman and Post-Roman Occupation pp. 254-275
Alexander Hoer, Fabian Gapp, 
Franziska Wanka

Un-typisch "Verbildlichungen" von 
Bildträgern römischer Zeit am Beispiel 
der Iberischen Halbinsel  pp. 276-298
Sarah Al Jarad

La ciudad de Florentia Iliberritana (Granada) 
en el siglo IV d. C. a partir del registro 
arqueológico del yacimiento de 
Los Mondragones  pp. 300-332
Ángel Rodriguez Aguilera, 
Macarena Bustamante Álvarez

Sevilla y las ciudades del Bajo Guadalquivir 
entre la Tardoantigüedad y el Emirato  pp. 334-360
Fernando Amores Carredano, Ana Mateos-Orozco

The Gardens of Madīnat al-Zahrāʼ (Córdoba, Spain)
Results of a Non-invasive Investigation  pp. 362-389
Felix Arnold, Dirk Blaschta, 
Tomasz Herbich, Dominik Lengyel, 
Alberto J. Montejo Córdoba

El palacio fortificado del Castillejo de 
Monteagudo (Murcia), siglo XII. Cien años 
después de su descubrimiento pp. 390-502
Julio Navarro Palazón, Felix Arnold, 
Pedro Jiménez-Castillo

Ḫatam, Barzaḫ, and the Hereafter
Considerations for an Iconographic Analysis 
of the Eight-Fold Marīnid Zillīǧ pp. 504-527
Maria Antonieta Emparan Fernandez

Peter Witte in memoriam (1933–2024)
  pp. 528-533
Michael Koch

Theodor Hauschild in memoriam (1929–2024)
 pp. 534-539
Carlos Fabião


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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Complutum Nº 36/2 - 2025

COMPLUTUM 

Nº 36/2 - 2025
    

INDEX

Las primeras etapas del arte rupestre paleolítico 
en el sur de Iberia. Región de Málaga pp. 371-402
Pedro Cantalejo Duartea, 
Luis-Efrén Fernández Rodríguez, et alii

Las pinturas rupestres levantinas del Rincón 
de la Zorra, en la Hoz de la Vieja (Teruel, 
Aragón)  pp. 403-422
Juan F. Ruiz López, José Royo Lasarte, 
Camila Muñoz Soto, Fernando Galve Juan, 
Juan Carlos Gordillo Azuara, Jesús Español Luengo

Iberia y su relación con el Mediterráneo del 
IV al II milenio ANE: una revisión minimalista 
pp. 423-448
Borja Legarra Herrero

Sistemas de fortificación calcolíticos en 
la cuenca baja del río Almanzora: Almizaraque, 
Zájara, Campos y Puente de Santa Bárbara 
(Almería, sureste de la península ibérica) 
pp. 449-488
Alfredo Mederos Martín, 
Pedro González Quintero

El Tholos de Peñarroyo I (Benalup-Casas Viejas, 
Cádiz). Dataciones absolutas, estudio 
arquitectónico y aproximación a 
sus evidencias materiales pp. 489-504
María Lazarich González, 
Vicente Castañeda Fernández, 
Antonio Ramos Gil, 
Juan Valentín Fernández de la Gala

El Rippenvase de la cista 2 de Los Torcales 6, 
Beas, Huelva. Propuesta cronológica 
para esta clase de vasos pp. 505-539
Rafael Ortiz Temprado

Tarteso: pasado, presente y futuro de 
una construcción histórica pp. 541-558
Esther Rodríguez González

Hacia una definición de la secuencia 
“iberorromana” de Plaza de Armas 
de Sevilleja (Espeluy-Bailén): nuevas propuestas 
interpretativas para un asentamiento excepcional
 del Alto Guadalquivir (Jaén) pp. 559-580
Juan José López Martínez, Luis Arboledas Martínez, 
Juan Jesús Padilla Fernández, José Carlos Ortega Díez, 
Andrés María Adroher Auroux, et alii

Qui portat lanceam. Sobre la hermenéutica 
de la lanza en las estelas de lanzas del 
nordeste hispánico pp. 581-626
Thomas G. Schattner

Arte rupestre troglodita y al aire libre 
en el asentamiento canario-amazige de 
Birbique (Agaete, isla de Gran Canaria). 
Discusión y propuesta sobre 
sus cronologías pp. 627-650
Pedro Javier Sosa-Alonso
   

Noticias y Reseñas

J. Robles Moreno, J. Fenoll Cascales (2024): 
La escultura y arquitectura ibérica de 
El Cigarralejo. El paisaje monumental de 
una necrópolis contestana. Murcia, Monografías 
del Museo de Arte Ibérico de 
El Cigarralejo 7. pp. 651-654
Teresa Chapa Brunet

Ruiz-Gálvez Priego, M. (2024): Pensar el paisaje, 
imaginar el mundo. Fundamentos para 
la Arqueología del Paisaje. Madrid, 
La Ergástula. pp. 655-657
Enrique Cerrillo-Cuenca

J. Moratalla Jávega, T. Chapa Brunet, J. 
García Cardiel, G. Segura Herrero (2024): 
Esculturas ibéricas del área sacra de Las Agualejas 
(Monforte del Cid, Alicante). Alicante, 
Museo Arqueológico de Alicante.  
pp. 659-662
Diego Suárez Martínez

Crónica científica del “Seminario NeoNet 2025: 
Conexiones en el sur de Europa durante el Neolítico”. 
Universidad de Alcalá (Alcalá de Henares, Madrid). 
15 y 16 de mayo de 2025 pp. 663-665
Estíbaliz Espada-Martín, Urko Santamaría-Díaz, 
Néstor Lozano-López, Izaro Quevedo-Semperena


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segunda-feira, 4 de setembro de 2023

As Lanças na Terra? ... uma hipótese


Faz alguns anos que este Archeoten que escreve pranteara que o conhecido fenómeno dos depósitos de armas durante a proto-história europeia podia ser explicado, ao menos em parte (isto é nos casos que estão formados por armas que se atiram ou possam ser atiradas) como parte de um ritual profusamente testemunhado na documentação antiga e medieval europeia, o lançamento de um arma para delimitar ou tomar posse de um território ou extensão de terra. 

ponta de lança de Dozom em base a foto e debuxos de J. Suarez Otero

Daquela eu sugeri isso como mera possibilidade, em base a esses exemplos etno-históricos, tomando como base o facto de que as outras duas hipóteses tradicionais destes depositos armamentisticos (a votiva e a funerária) também foram formuladas em base, a sua presença em fontes de época histórica (tanto clássicas como medievais), Em realidade, não tinha daquela muita convicção de poder afinar mais a aplicabilidade arqueológica como modelo interpretativo desta sugerência, mas para a minha grata surpresa no 2014 o nosso colega José Suarez Otero num magnífico artigo sobre a ponta de lança Dozon mostrou como, a partir de uma detalhada análise tipológica e do contexto geográfico, podia sustentar a hipótese delimitadora para esta peça concreto.

a colina de Velem-Szent Vid e o lugar onde apareceram as pontas de lança

Comento isto para explicar porque inevitalmente ao ler ontem no último número da revista Archeologické Rozhledy o artigo do arqueólogo János Gábor Tarbay sobre duas lanças topadas topadas no sito fortificado de Velem-Szent Vid (Hungria), a minha mente levou-me inevitavelmente de novo a pensar nas minhas pesquisas anteriores sobre os rituais bélico-jurídicos. Estas duas pontas de lança apareceram durante as escavações do jazigo cravadas verticalmente no pavimento do chão de uma casa do período hallstáttico.

as duas pontas de lança de Velem-Szent Vid (sem escala)

A interpretação que oferece o autor do artigo para este peculiar achado é a seguinte: "Provavelmente eram montadas em poços e podiam ser expostas dentro de uma casa ou numa área habitada. As duas armas podem constituir um tesouro duplo reversível que acabou por ser abandonado num único ponto. Alternativamente, eles poderiam ser vistos como um conjunto de troféus saqueados de inimigos derrotados, servindo como um lembrete de uma batalha triunfante". Sem deixar de considerar esta como uma hipótese factível, gostar-me-ia amostrar que sejam possíveis outras interpretações como parte de alguma atividade ritual já seja fundacional do edificio ou de outro tipo em base a hipótese intuitiva que eu mesmo asinalara faz anos.

fotografia do achado in situ das duas pontas de lança de Velem-Szent Vid

Desde logo, o facto que as lanças foram depositadas verticalmente penetrando no pavimento, em vez de ser pousadas horizontalmente, não pode ser mero resultado do acaso, senão que parece uma ação deliberada dentro dos próprios tramites da deposição. Um caso talvez acaido, como analogia, é o do que refere Servio sobre o ritual prévio a fundação de um acampamento romano. Cita o gramático latino um texto perdido de Varrão no que se diz que o general (dux) encarregado do comando do exército devia, previamente a construção, atirar ele mesmo uma lança sobre o prédio do solo inimigo onde se houvesse de situar a fortificação, convertendo assim ficticiamente aquele terreno em "território romano". Texto que já puséramos em relação no nosso contributo do 2018 com os rituais de toma de posse-apropiação territorial. 

Marco Terencio Varrão, gravado de  André Thevet, 1584

Parece lógico que nos trâmites anteriores a construção de um "assentamento" se incluísse um ato de apropriação do térreo, máxime se como neste caso, estava situado em território alheio e inimigo. Embora pode que este caráter "alheio" poda ser levado mais ala da pura hostilidade bélica. No nosso último artigo sobre o tema vimos, de facto, como no "Livro da Colonização" de Islandia (Landnámabók) estes ritos de atirar armas se vinculavam a uma necessidade mais profunda ainda que a da mera apropriação fáctica dum prédio, como era a de converter esse território novo, e até daquela inabitado; a priori inóspito e hostil em habitável e placido para o colono,"domesticando-o", em certa forma a terra, ao fazê-la passar, em termos levi-straussianos, da "Natureza" a "Cultura", através dum ato mimético de conquista.

um dos manuscritos do Landnámabók, 1ª metade do século XIV

Poderia ser isto valido para o caso da possível fundação ou refeição de um edifício, igual que dum assentamento em geral?. Pelo momento, não é que o elenco de possíveis paralelos para sustentar esta hipótese para o caso de Velem-Szent Vid, seja abundante precisamente. De facto o único caso que até onde sei pudera, de forma intuitiva, relacionar-se com algo similar é o de uma ponta de lança do Bronze Final topada justo debaixo das fiadas dos muros do Castro de Penalba (Campolameiro, Pontevedra), pelo que até agora não diremos que isto seja mais que uma especulação, sugerente e possível, e mesmo digna de ter em conta ao melhor, mas especulação ao cabo.

muralhas do castro de Penalba e ponta de lança tipo Hio topada durante as excavações

Por suposto há outros paralelos e interpretações mais exóticas, como o ritual matrimonial dos Nbembu da África que incluía entre outras coisas o cravar o futuro marido duas pontas de seta no lar do pai da noiva; forma de toma de posse agora não territorial senão parental (comparável ao doriktetos aner/giné -"homem/mulher ganhados pela lança"- dos textos homéricos??).  

Desde logo não podemos assegurar tampouco que esta peculiar forma de "caçar" ritualmente a noiva a jeito de Paleo-Cupido, fora tampouco a que este detrás da parelha de pontas de lança de Velem-Szent Vid, por muito que uma lança também aparecera, por exemplo, mas de jeito totalmente diverso durante o ritual matrimonial romano (a celebre hasta caelibaris). 

Uma parelha de lanças metaforicamente vinculadas a uma parelha fundacional de uma familiar e a morada onde esta residirá é desde logo uma associação bem possível, mas que não deixa de estar nesse plano hipotético da imaginação histórica. Seja como for, o que é curioso é, de certo, comprovar como se repete, mas também se diversifica, a combinatória destes rituais jurídicos ao longo do tempo e do espaço. 

Por certo, sobre tudo isto tenho pendente uma atualização. in progress desde faz mais tempo do que gostaria, do meu artigo de 2018 na que incluo novo material. Talvez, seja tempo de deixar de procrastinar, colher o teclado e voltar de novo a atirar ainda um pouco mais longe a lança. 


Bibliografia: 

Alvárez Nuñez, A. (1986): Castro de Penalba, Campo Lameiro (Pontevedra): Campaña 1983-1986. Arqueoloxia Memorias. Junta de Galiza. Santiago de Compostela PDF

Suarez Otero J. (2014): "Unha punta de lanza do Bronce Final en Dozón (Pontevedra), Armas e ritos no Bronce Atlántico do Norocste Ibérico" Boletin Auriense N" 44 pp. 183-216

Tarbay, J. G. (2023): "Late Bronze Age spears in the ‘floor’ from Velem-Szent Vid, Hungary" Archeologické Rozhledy, 74/4 pp. 479–504  DOI: 10.35686/AR.2022.23

Tenreiro Bermúdez, M. (2005): Arrojar la lanza: Un ritual jurídico en una crónica castellana del s. XV y sus paralelos" Anuario Brigantino Nº 28  pp. 65-76  PDF

Tenreiro Bermúdez, M. (2007): "La lanza en la tierra: Rituales jurídicos de toma de posesión de la Antiguedad a la Edad Media" in: Pasado y Presente de los Estudios Celtas. Actas del I Congreso del Instituto de Estudios Celtas de la RAH, Etnoarqueologia de los Celtas de la Peninsula Iberica. Instituto de Estudios Celtas (RAH) y Fundacion Ortegalia, Ortigueira, 2007 pp. 365-387  PDF

Tenreiro Bermúdez, M. (2018): "A langa na água: subsídios célticos: germanos e indo-europeus para o estudo dum gesto ritual" in: Actas das IV, V e VI Jornadas de Letras Galego-Portuguesas. Dts, Academia Galega da Lingua Portuguesa e Universita di Bologna. Montealegre. pp. 117-157
  
Turner, V. (1967): The Forest of Symbols. Aspects of Ndembu Ritual. Cornell University Press. Ithaca


domingo, 9 de abril de 2023

Algo sobre a Lança Sagrada


Aqui abaixo temos o pormenor de uma obra de arte religiosso medieval uma xilogravura colorida à mão mostrando o Cristo e as Armas de Paixão, impressa na Alemanha por volta de 1465-1470 e agora no Art Institute de Chicago

Por suposto em esta representação das Armas da Paixão o modelo da Lança da Paixão não podia ser outro que a Heilige Lanze, hoje no Museu Histórico de Viena é que foi durante um bom tempo parte das insígnias oficiais do Imperador do Sacro Império Romano Germânico junto com o Manto (Heilige Mantel) e o Orde (Reichsapfel literalmente "maça do Império") 

Os reis de correntes levavam na mão a espada o imperador por regula geral (entenda-se que isto era um autentico armatoste) a santa lança -faltaria mais!- ai estão alguma que uma outra imagem de algum imperador portando orgulhosamente a lança sagrada  no trono imperial como por exemplo o Enrique II

Em realidade a Heilige Lanze é certamente uma "relíquia" mas arqueológica, pois era um lança de época carolíngia, obviamente com sucessivas reparações e refeições (mais ai se ve ainda bem essa cruzeta tão típica das lança de esse período) que foi sucessivamente identificada com relíquia cristã com distintas atribuições: lança de Teodósio, de São Maurício e finalmente com a Lança de Longinos própria como queda refletido na xilogravura de acima.

No fundo isto de que os reis portem como arma insígnia do poder temporal uma lança intuo que vem de uma inveterada tradição germânica que estudara faz tempo de passada em um artigo ("Tácito, Germania 13.1. Armas, Jóvenes y Ritos de Paso. Valores Simbólicos de la Guerra en un Ritual Germano") e com algum caso de época franca de nomeamento como sucessor de algum príncipe pela entrega de uma lança.

Houve um tempo em que mesmo lhe dera a volta a fazer um artigo conectando com isto a uma serie de moedas suevas nas que aparecia uma lança (na cruz) e as vezes uma ponta de lança na outra faze no meio a legenda correspondente. Tinha daquela a intuição de que aqui havia não apenas uma imitação da iconografia clássica do imperador vitorioso mas também possivelmente um fusão com a tradição germânica da lança como elemento simbólico, mas como muitos outros projetos esse artigo quedou em stand by sine die, que lhe vamos fazer um a parte de "obra" tem "vida" e esta te leva não sempre por onde projetaras antes, e ai segue congelado. 

Algum dia terei que voltar sobre este pequeno tema -e outros- de Rechstarchäologie.


quarta-feira, 23 de março de 2016

A Lança na Água, a Espada na Pedra - Resumo


Achegamos aqui um pequeno resumo da que será nossa palestra nas próximas Jornadas de Letras Galego-Portuguesas que terão lugar em Pitões das Júnias os dias 2 e 3 de abril



Resumo: 
A pressente intervenção centrar-se-ão no estudo de una serie de rituais relacionados com as armas e a guerra que podemos topar testemunhados entre os celtas e germanos de época histórica e nos que porém, consideramos, posem aportar ao esclarecimento de alguns fatos arqueológicos como é o caso dos depósitos rituais de armas durante o Bronze Final e a Idade do Ferro.



Isso permite ao nosso entender, partindo da base da continuidade diacrónica de certos elementos a um nível institucional e de mentalidade; propor uma série de analogias etno-históricas que puderam botar lume sobre alguns elementos destas culturas durante a sua proto-história


Para isso partiremos de uma série de dados contidos em três tipos de fontes:

1) As literárias: tanta de época medieval; célticas ou germânicas, assim como algumas fontes clássicas.



2) O registo arqueológico: derivado dos depósitos aquáticos e terrestres de armas da Idade do Bronze e Idade do Ferro, assim como de algumas evidencias materiais não atendidas até o momento e que foram reconsideradas recentemente.


3) As linguísticas, centradas em alguns restos toponímicos de época antiga, bem como alguns outros posteriores.


Elo amostra, ao nosso entender, a utilidade de uma aproximação interdisciplinar, que inclua distintos tipos de fontes, desde as procedentes da etnografia, à história do direito e das instituições, ou linguísticas, amais dos dados propriamente arqueológicos, para obter una compreensão muito mais aprofundada de determinados fenómenos durante à proto-história europeia e peninsular.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Armamento Lateniense em Alsacia e Lorena

L´ARMENT LATÉNIEN EN ALSACE ET EN LORRAINE

Reich, G., L'armement laténien en Alsace et en Lorraine: objets, pratiques et contextes de découverte. Mémoire de Master 2 - Archéologie du Territoire, Université de Strasbourg, Strasbourg, 2011, Vol. 1 - Texte 246 pp.


Sinopse
O tema desenvolvido no âmbito desta tese concerne às armas de guerra da Segunda Idade do Ferro, na Alsácia e Lorena. Ele inclui armamento si, mas também o tratamento que lhe é reservado e os contextos da sua descoberta como objetos arqueológicos. Pelo tanto este tópico leva associadas várias questões.


A área do estudo serão as armas que constituem a panóplia do guerreiro celta Quais são aquelas que constituem equipamentos de qualidade excecional e como se pode definir a riqueza do armamento? Quais são as tendências e tecno-morfológicas e crono-tipológicas globais? Isso usado essas armas? Quem usava essas armas. O estudo dos contextos, conhecidos pela literatura arqueológica, permite abordar assim mesmo outras questões.


Que contextos são conhecidos para estes objetos na área de estudo? Percebesse um tratamento especial das armas antes do seu abandono? Que fácies culturais se amostram entorno das armas, o seu tratamento e contextos de deposição? Que tipo de mobiliário é associado à panóplia guerreira? 


Podemos ver uma evolução cronológica de artefactos associados assim como do seu tratamento acorde com o mobiliário da região considerada? Em que condições esse mobiliário foi descoberto?


 INDEX



Descarregar a tese em:  Academia.edu

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Celtismo Peninsular e Centroeuropeu


A próxima quarta-feira dia 29 de maio, celebrara-se na Casa de Galiza em Madrid uma Mesa Redonda que terá por titulo O Celtismo Ibérico e a sua relação com o Centroeuropeu.



Na mesa redonda intervirão Thomas G. Schattner, diretor científico do Instituto Arqueológico Alemão; Armando Coelho Ferreira da Silva, professor da Faculdade de Arte da Universidade de Porto, o Jesus Javier de Hoz Bravo, professor da Departamento de Filologia da Universidade Complutense, o que isto escreve Marcial Tenreiro, Professor de História Antiga da UNED, junto com Martín Almagro Gorbea, Antiquário da Real Academia da História, quem moderará a Mesa.



Deixamos-vos aqui debaixo o resumo da nossa intervenção na Mesa Redonda que levara por titulo: La Lanza en el agua, la espada en la piedra. Un ritual entre celtas y germanos


Resumo
Esta intervenção terá como foco o estudo diacrónico de uma série de rituais relacionados com as armas e a guerra que encontramos atestado entre os celtas e germanos de época histórica e que, porém, consideramos podem votar alguma luz sobre o estudo de depósitos rituais de armas durante o Bronze Final e Idade do Ferro. Se sinalará de passo a utilidade uma aproximação interdisciplinar, que incluía distintos tipos de fontes, desde a etnografia à história do direito, ademais das propriamente arqueológicas para obter uma compreensão mais profunda destes fenómenos durante a proto-história europeia e peninsular


+INFO no site da:   Casa de Galicia

sábado, 23 de março de 2013

As Armas nas Águas - Livro

Les armes dans les eaux

Testart, A. (ed.), Les armes dans les eaux. Questions d'interprétation en archéologie. Errance, Paris 2013 488pp. ISBN 978-2-87772-516-3


Sinopse
Entre os povos da Idade do Ferro, é uma tradição de sacrificar as armas às divindades aquáticas. A Evidência, pode topar-se na abundância de armas em lagos, rios e pântanos. Na lenda do rei Artur, Excalibur de volta para as mãos deusa do Lago. Mas esta bela construção intelectual ensinada em nossas escolas, nunca teve um fundo de verdade?.


Há dois anos atrás em Bibracte, arqueólogos e etnólogos têm confrontado os seus pontos de vistas. Estas são as opiniões partilhadas sobre a interpretação destes depósitos misteriosos: são oferendas voluntárias para as divindades das águas? Perda ocasional ou naufrágio? Restos de batalhas? Este livro é o primeiro dedicado à análise sistemática de todas as hipóteses que podem explicar este fenómeno recorrente na história, desde o Neolítico até os dias de hoje.


Fazendo uma discussão razoada dos diversos argumentos que podem se avançar a favor ou em contra das distintas hipóteses. A leitura destes fascinantes textos descobrir também que a verdade não é sempre uma e que há que ter muito cuidado como o que for topado com o que acreditamos saber.


INDEX




Postagem relacionada: A Lança na água a espada na pedra ...

sábado, 23 de abril de 2011

A Lança na Água a Espada na Pedra ... a Palestra



Aqui tedes o video da minha comunicação A Lança na Água a Espada na Pedra, apresentada no III Congresso Internacional de Estudos Celtas. Os Celtas da Europa Atlantica, Narom, o dia 16 de Abril de 2011

Presentação:

 
Esta é uma versão acurtada da presentação powert point original, ... o resto e muto mais na publicação


Descarrega a presentação no meu:  Academia.edu