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terça-feira, 14 de abril de 2026

Construções Defensivas Pré-romanas - Webinar

Construcciones defensivas de época prerromana en la Península Ibérica

Quando: 22-23 de Abril
Onde: On-line

O Instituto de Patrimonio Cultural de Espanha organiza os dias 22-23 de este mês um wedinar sob o título "Construções defensivas pré-romana na Península Ibérica. Uma análise desde a arqueologia"


O curso tem como objetivo analisar, estudar e compreender a arquitetura defensiva pré-romana na Península Ibérica através de exemplos paradigmáticos bem preservados. Especificamente, focaremos em estudos arqueológicos. 


O curso conclui com mecanismos para a valorização e conservação deste património fortificado, tomando como referência o já mencionado Plano Nacional de Arquitetura Defensiva. Este documento tem sido fundamental para o estabelecimento de critérios, métodos e técnicas de conservação, bem como mecanismos de colaboração entre as administrações públicas.


A participação neste curso é gratuita, mas está sujeita a inscrição prévia no seguinte link, Os participantes selecionados receberão um link/convite para acessar as conferências virtualmente. O número máximo de participantes é 400. O período de inscrição estará aberto até 17 de abril de 2026, ou antes, caso as vagas disponíveis sejam preenchidas.

Programa


+INFO sobre isto em:  Construcciones Defensivas Prerromanas

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Madrider Mitteilungen Nº 66 - 2025

MADRIDER MITTEILUNGEN

Nº 66 - 2025

INDEX
   
O Monumento Pré-histórico da Praia 
das Maçãs (Sintra). Resultados Preliminares 
dos Trabalhos Arqueológicos na Câmara 
Ocidental  pp. 14-51
Catarina Costeira, Eduardo Porfirio, 
Linda Melo
 
Excavaciones arqueológicas en la parcela 
de la Nueva Biblioteca. Una gran construcción 
muraria en el asentamiento de la Edad del 
Cobre de Valencina de la Concepción (Sevilla) 
pp. 52-93
Juan Manuel Vargas Jiménez, Alfredo Mederos Martín, 
Thomas X. Schuhmacher, Charles Bashore Acero, 
Pina López Torres

Bell Beaker Footed Bowls in the Iberian Peninsula
A Trial Inventory apropos a Find from 
the Lapa do Fumo Cave (Sesimbra, Portugal) 
 pp. 94-123
João Luís Cardoso, 
Marco António Andrade, 
Rui Gil
 
Siete Arroyos. A new Bronze Age funerary 
site in the lower Guadalquivir valley, 
Spain  pp. 124-153
Martin Bartelheim, Döbereiner Chala Aldana, 
Marta Díaz-Zorita Bonilla, Marius Knödel

El oppidum del Cerro del Gollino 
(Corral de Almaguer, Toledo) Estudio del 
material recuperado en la campaña 
de excavación de 2024 pp. 154-195
Pablo Sánchez de Oro, Manuel Fernández-Götz, 
Victor Morcillo, Lourdes Prados Torreira, 
Luis Berrocal-Rangel

Wer die Lanze trägt zu den römischen Lanzenreliefs 
des hispanischen Nordostens pp. 196-252
Thomas G. Schattner

Revealing the Hidden Urban Landscape of Munigua
Insights from the 2024 Ground-Penetrating 
Radar Survey and Its Implications for 
Roman and Post-Roman Occupation pp. 254-275
Alexander Hoer, Fabian Gapp, 
Franziska Wanka

Un-typisch "Verbildlichungen" von 
Bildträgern römischer Zeit am Beispiel 
der Iberischen Halbinsel  pp. 276-298
Sarah Al Jarad

La ciudad de Florentia Iliberritana (Granada) 
en el siglo IV d. C. a partir del registro 
arqueológico del yacimiento de 
Los Mondragones  pp. 300-332
Ángel Rodriguez Aguilera, 
Macarena Bustamante Álvarez

Sevilla y las ciudades del Bajo Guadalquivir 
entre la Tardoantigüedad y el Emirato  pp. 334-360
Fernando Amores Carredano, Ana Mateos-Orozco

The Gardens of Madīnat al-Zahrāʼ (Córdoba, Spain)
Results of a Non-invasive Investigation  pp. 362-389
Felix Arnold, Dirk Blaschta, 
Tomasz Herbich, Dominik Lengyel, 
Alberto J. Montejo Córdoba

El palacio fortificado del Castillejo de 
Monteagudo (Murcia), siglo XII. Cien años 
después de su descubrimiento pp. 390-502
Julio Navarro Palazón, Felix Arnold, 
Pedro Jiménez-Castillo

Ḫatam, Barzaḫ, and the Hereafter
Considerations for an Iconographic Analysis 
of the Eight-Fold Marīnid Zillīǧ pp. 504-527
Maria Antonieta Emparan Fernandez

Peter Witte in memoriam (1933–2024)
  pp. 528-533
Michael Koch

Theodor Hauschild in memoriam (1929–2024)
 pp. 534-539
Carlos Fabião


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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Zephyrus Nº 95 - 2025

ZEPHYRUS 

Nº 95 - 2025
  
INDEX
  
Improntas de manos en el arte rupestre 
esquemático del Abrigo de los Batanes 
(Alcaraz, Albacete) pp. 11-32
Miguel Ángel Mateo Saura

Pintura rupestre esquemática en Valdepeñas 
de la Sierra, Guadalajara: Una puesta 
al día del Abrigo de los Hombres 
 pp. 33-54
M.ª Ángeles Lancharro Gutiérrez,
 Domingo J. Puerto Pérez

Comunidad, memoria y paisaje. Prácticas 
rituales junto al oppidum de Peñarrubia 
(Elche de la Sierra, Albacete) durante
 los ss. III-I a. C.  pp. 55-82
Susana González Reyero, 
María Isabel Moreno Padilla, 
Miriam Alba Luzón

Nuevas perspectivas sobre la adopción de 
modelos romanos en la arquitectura 
doméstica de la Citerior pp. 83-109
Javier Gómez Marín, Alberto Romero Molero

Aproximación cerámica y estructural a un 
lagar romano del territorio vascón en 
Los Bañales (Uncastillo, Zaragoza)  
pp. 111-138
Luka García de la Barrera,
 Javier Larequi Fontaneda

Varia

Dos estatuas romanas de Neptuno 
en la Baetica  pp. 141-155
José Beltrán Fortes, 
María Luisa Loza Azuaga

Notas Críticas

Precisiones a Nuevas propuestas para viejas 
excavaciones: acerca de las cabañas de la Edad 
del Bronce del Sector A de Los Tolmos 
(Caracena, Soria), y sobre el origen de 
la facies Proto-Cogotas I  pp. 159-170
José Javier Fernández Moreno


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quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Oxford Journal of Archaeology Nº 44/3 - 2025

Oxford Journal of Archaeology 

Nº 44/3 - 2025

INDEX

Boat-shaped objects of lead from Late Bronze Age 
Hala Sultan Tekke, Cyprus and the Uluburun 
shipwreck. pp. 228-247
Peter M. Fischer, Tzveta V. Manolova

House societies in the South-Eastern Iberian Iron Age. 
New proposals for social structure pp.  248-269
Raquel San Quirico García

Fraught with high tragedy: a contextual and 
chronological reconsideration of the Maiden 
Castle Iron Age war cemetery (England)  
pp. 270-295
Martin Smith, Miles Russell,  
Paul Cheetham

From fabric groups to clay recipes: linking 
archaeological context and clay studies across 
the Legio X Fretensis kilnworks Jerusalem. 
pp. 296-324 
Elizabeth A. Murphy,  Anastasia Shapiro, 
Haim Goldfus,  Benjamin Arubas

Hinterland origins: a bath-study of the birth of 
a lost migration period ceramic technology 
in Scandinavia, AD. 350-450 pp. 325-350
Per Ditlef Fredriksen,  Anders Lindahl 
  

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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Journal of Urban Archaeology Nº 11 - 2025

Archaeological Perspectives 
on Urban Sustainability

Journal of Urban Archaeology 
Nº 11 - 2025

INDEX

Archaeological Perspectives on Urban 
Sustainability: Issues and Reflections
Roland Fletcher & Manuel Fernández-Götz

Sustainable Giant-Sites? Resilience and Continuance 
in Large Low Occupation Density Settlements
Kirrily White & Roland Fletcher

Time, Sustainability and ‘Collapse’ in the Iberian 
Copper Age Mega-Sites
Leonardo García Sanjuán & Francisco Sánchez Díaz

An Agroecological Perspective on Early Urban 
Forms and their Sustainability in Western Eurasia
Amy Bogaard

Persistence as Sustainability? Exploring Urban 
Longevity in Southwest Asia and Egypt
Dan Lawrence, Israel Hinojosa-Balino, 
& Francesca Chelazzi

Were the Oppida Sustainable? Examining 
the Persistence and Provisioning of Late Iron Age
 Agglomerations in Temperate Europe
Manuel Fernández-Götz, Tom Moore, 
& Ian Ralston

Urbanism and Sustainability: Life with Water
Michael Leadbetter & Ruby-Anne Birin

‘Wildland-urban Interfaces’ from 
an Archaeological Perspective
Patrick Roberts, Sebastian Los, 
William C. Carleton, Ricarda Winkelmann, 
& S. Yoshi Maezumi


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terça-feira, 1 de outubro de 2024

Uma Biografia do Poder - Livro

A Biography of Power

Moore, T. (2020): A Biography of Power: Research and Excavations at the Iron Age 'oppidum' of Bagendon, Gloucestershire (1979-2017). Archaeopress. Oxford.   ISBN: 9781789695342

Sinopse  
Uma Biografia do Poder explora a natureza mutável do poder e da identidade desde a Idade do Ferro até ao período romano na Grã-Bretanha.


Apresentando os resultados detalhados de escavações e integrando uma série de estudos especializados abrangentes, o livro fornece novas aportações sobre as origens e a natureza de um dos oppida menos conhecidos, mas talvez mais significativos, do final da Idade do Ferro na Grã-Bretanha: Bagendon em Gloucestershire.


Combinando os resultados de uma pesquisa geofísica de grande escala com a análise de escavações históricas e novas, este volume reavalia a ocupação da Idade do Ferro em Bagendon. Revela evidências de diversas atividades artesanais e complexas redes de intercâmbio regional que viam gado e pessoas a viajar para Bagendon vindos do oeste do Severn. 


Os resultados da escavação de dois recintos morfologicamente invulgares, semelhantes a banjos, e de um dos diques anteriormente não examinados, revelaram que o Bagendon oppidum tinha origens anteriores e funções mais complexas do que se imaginava anteriormente. O volume também fornece novas aportações sobre a natureza da Idade do Ferro e da paisagem romana em que Bagendon estava situada. O detalhe da descoberta de duas villas romanas, até então desconhecidas, em Bagendon demonstra o significado contínuo desta paisagem na antiga província romana.


Este volume redefine Bagendon como uma paisagem de poder, oferecendo importantes insights sobre a natureza mutável das sociedades desde a Idade Média do Ferro até ao período romano. Exige uma reavaliação radical de como definimos os complexos oppida e a sua importância sócio-política na viragem do primeiro milénio AC.

INDEX


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domingo, 18 de agosto de 2024

Excavaçóes no Oppidum de Manching - Livro

Baubefunde und Siedlungsentwicklung der Südumgehung im Oppidum von Manching

Winger, K. (2015): Baubefunde und Siedlungsentwicklung der Südumgehung im Oppidum von Manching. Die Ausgrabungen in ManchingVol. 20 Reichert Verlag. Wiesbaden. ISBN: 978-3-95490-165-4  DOI: 10.34780/xdps-98qf

Sinopse 
Entre 1965 e 1971, a área conhecida como "Südumgehung" (seitor sul) foi escavada no oppidum de Manching. Além de inúmeras valas e cerca de 500 fossos, foram descobertos mais de 3.300 fossos de postes, que representam vestígios da antiga arquitetura em madeira.





Mais de 50 anos após o início da escavação, já foi possível montar essas estruturas em edifícios e decifrar as fases individuais do assentamento. A partir de agora, não só a expansão de todo o assentamento, mas também o desenvolvimento de áreas de uso diferenciado ao longo das oito fases de construção podem ser observadas com base nos resultados desta análise

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sábado, 13 de julho de 2024

Castros, Poleis e aldeias na Tessália


A Grécia tem sido percebida como um mundo de cidades, numa época em que o urbanismo na Europa era excecional ou simplesmente inexistente, em contraste com o Oriente Próximo. Nesta linha, historicamente considerou-se o processo de urbanização europeu como uma irradiação do modelo de cidade grega, uma imagem que tem sido questionada e matizada pelo desenvolvimento dos estudos sobre os sítios urbanos na Europa temperada na Iª Idade do Ferro e final da proto-história. 


Esta perspetiva que forma parte do sentido comum é a que vem a ser questionada precisamente por um recente artigo, que exprime o argumento contraintuitivo de que a desenvolvimento urbano realmente seria algo tardio, que não seria sustentável na Grécia Arcaica e Clássica e do que apenas se poderia topar a partir do período helenístico. Os autores atribuem a projeção do conceito urbano como esquema geral ao mundo grego á equiparação do termo com o conceito grego de polis, unidade política ou forma de organização política traduzida topicamente como cidade-estado. 


Nos últimos anos se tem questionado a própria ideia de que a polis poda ser considerada como "estado" (Berent, 2000; 2006, Paiaro, 2009), questionamento que já podemos ver no XIX na argumentação de um Koprotkin da cidade como forma não estatal de governo. Outra dificuldade é o conhecido caso de Esparta definida institucionalmente como polis em quanto comunidade política, mas com uma clara carencia de qualquer estrutura arquitetónica urbana. 


Assim existindo uma organização política definida, com magistraturas (eforoi) e órgãos de governos (Gerousia, Apela), não existia uma concentração habitacional simetrica, fichando a população repartida ntre vários núcleos de pequeno tamanho, as 4 aldeias (obai). Aliás Esparta tens ido vista apenas como uma exceção, um hapax, que consequências para a validação do modelo geral políade. O artigo precisamente inverte isto considerando em realidade o caso espartano mais próximo a generalidade:

"O termo 'cidade' é frequentemente usado de forma intercambiável na literatura acadêmica com ' polis ' (pl. poleis ), uma palavra que carregava vários significados na antiguidade. Originalmente, polis implicava uma fortaleza, mas ao longo dos séculos gradualmente passou a denotar 'cidadela', 'uma comunidade de cidadãos' e 'assentamento urbano' - às vezes simultaneamente (Hansen & Nielsen 2004: 39–46). A pesquisa sobre a "antiga cidade grega" está tão fortemente ligada à pesquisa sobre a pólis que é difícil encontrar um estudo que alegue estar preocupado com a primeira que não seja também um estudo da última. Como as origens das pólis (como comunidades) foram rastreadas até a Idade do Ferro, os primórdios do urbanismo grego foram localizados no mesmo período por inferência. Há notavelmente pouca evidência arqueológica, no entanto, para apoiar a existência de grandes assentamentos urbanos na Grécia nesta época, um fato que é reconhecido até mesmo por aqueles estudiosos que defendem um desenvolvimento inicial do urbanismo"
Pela dificuldade que tem a avaliação dos traços urbanos em contextos no que a facies arcaica se topa superposta e consequentemente alterada por um forte peso do urbanismo posterior (tanto antigo como contemporâneo) nas grandes cidades como Atenas ou Corinto os autores prateiam a necessidade do estudo da organização do povoamento em regiões periféricas menos alteradas como pode ser a Tessália, adotada como estudo de caso.

restos arqueológicos musealiçados in situ na cidade de Atenas

Partindo dos critérios para definir o urbanismo propostos por Michael E. Smith os autor conclui que há uma falta de evidência direta de urbanismo generalizado antes do final do século IV A.C, pela contra a Grécia continental se mostra durante este abano temporal como um mundo estruturado fudamentalmentne por um povoamento rural disperso de aldeias. 


Sugerindo ademais que os maiores centros do período arcaico e clássico como Atenas, Corinto ou Esparta seriam apenas aglomerados de aldeias, observando-se apenas ao final do período arcaico uma certa nucleação mal conhecida, e da que apenas se infere o caráter de urbana por evidências indiretas como a presença de grandes necrópoles que pelas traças de um urbanismo propriamente dito. Como alternativa, o autor observa como claras mostras de uma organização política da comunidade na epigrafia e nas fontes históricas se dão igualmente em regiões da Grécia onde não se hã núcleos urbanos senão que respondem a organizações de tipo federal (koinon)



O caso da Tessália tomado como exemplo pelo autor mostra um povoamento organizado em aldeias junto a recintos fortificados no topo das colinas. Estes castros não apresentam paradoxalmente evidência de nenhum assentamento permanente dentro das suas muralhas, nem material cerâmico ou de atividades humanas domesticas, tampouco apresentam na sua proximidade necrópoles, estando ausente recursos críticos para qualquer forma de povoamento como as fontes ou poços de água. 




De facto a falta de povoamento se estende frequentemente as próprias imediações de estes sítios fortificados, pelo qual o Rönnlund propõe funcionalidades como a de servir de lugares de refugio temporais durante incursões bélicas, centros de agregação ocasional para reuniões políticas ou de tipo religioso e ritual, num caso dos estudados o Kastro de Xylades (Farsala) na época helenística se documenta um pequeno santuário dentro do recinto. 


Em outro caso, o de Vlochos, o recinto arcaico passou a formar parte da acrópole de uma cidade dois séculos após, mas as novas fortificações urbanas não utilizaram o antigo muro de fechamento, nem o topo da colina fora usado como lugar de habitação.

"Esses fortes de colina, juntamente com os locais de vilas contemporâneas nos vales circundantes, apresentam uma imagem semelhante à visão de Ehrenberg (Ehrenberg 1969: 23)  da Grécia da Idade do Ferro Inicial, onde os castros comunais atuavam como “cidadelas de refúgio” para “uniões cantonais” de populações dispersas de aldeias em tempos de conflito. É provável que os castros tenham sido instrumentais na criação dessas uniões, sendo o que Morgan (2003 : 49) descreve como “grandes sítios”, e que as muralhas funcionavam na encenação e negociação de identidades locais. A construção coletiva das fortificações -provavelmente exigindo muitos anos de trabalho comunitário- deve ter criado um senso aprimorado de identidade compartilhada. Os resultados forneceram às populações dispersas das aldeias um ponto focal central e visual na paisagem, transformando a noção abstrata da 'união cantonal' em algo real e tangível" 
Como corolário polémico o autor opõe esta reconstrução do ordem de coisas grego como contraste aos chamados "assentamentos principescos" (fúrstesitzse) da zona alpina e centro-europeia durante o periodo de Hallstatt como a Heuneburg que paradoxalmente estariam mais próximos uma definição canonico de urbanismo na altura que as maior parte das poleis gregas. 

reconstrução da Stoa de Atalo em Atenas
  
Entende que estas comunidades políticas adquirem uma fisionomia plenamente urbana apenas com o início do período helenístico, como resultado de um programa de monumentalizarão vinculado ao emergir das novas realidade políticas de carácter imperial em interrelação com a velha realidade institucional poliádica. 
  

Artigo

Rönnlund R. (2024): "Princely seats’ and Thessalian hillforts: pre-urban Greece and the diffusion of urbanism in Early Iron Age Europe" Antiquity Nº 98/399 pp. 743-757. DOI:10.15184/aqy.2024.65  
   
Bibliografia complementar

Berent M. (2000): "Anthropology and the classics: war, violence, and the stateless polis." The Classical Quarterly Nº 50/1 pp. 257-289

Berent M. (2006): "The Stateless Polis: A Reply to Critics" Social Evolution & History Nº 5/1, pp. 140–162 PDF

Ehrenberg, V. (1969): The Greek state. Methuen. Londres 

Kropotkin, P. (2016): El apoyo mutuo. un factor de evolución. Pepitas de Calabaza. Logronho

Paiaro, D.(2009): "Las formas de coacción y la pólis: ¿Era Atenas Clásica una sociedad no-estatal?" XII Jornadas Interescuelas/Departamentos de Historia. Departamento de Historia, Facultad de Humanidades y Centro Regional Universitario Universidad Nacional del Comahue, San Carlos de Bariloche. Bariloche. PDF

Morgan, C. (2003). Early Greek states beyond the polis. Routledge. Londres

Smith, M.E. (2016): "How can archaeologists identify early cities? Definitions, types, and attributes"  Fernández-Götz, M. & Krause, D. (ed.): Eurasia at the dawn of history: urbanization and social change: Cambridge University Press. Cambridge pp. 153–68  PDF

Smith, M.E. )2020): "Definitions and comparisons in urban archaeology" Journal of Urban Archaeology Nº 1 pp. 15–30 PDF


segunda-feira, 17 de junho de 2024

Excavações do Oppidum de Manching - Livro

Die Ausgrabungen in Manching-Süd 

Brestel, T. J. (ed.) (2017): Die Ausgrabungen in Manching-Süd von 1990–2009: Studien zur Siedlungsstruktur und Befestigungsanlage des Oppidums. Die Ausgrabungen in Manching Vol. 21. Reichert Verlag. Wiessbaden. ISBN: 978-3-95490-299-6

  
Sinopse  
Este estudo reúne os resultados do trabalho de campo na parte sul do oppidum de Manching entre 1990 e 2009. A primeira parte do livro aborda o trabalho de campo que se estendeu por cerca de 19 hectares em torno da periferia do oppidum



A vasta extensão da área examinada permite uma reconstrução abrangente da estrutura dos assentamentos. Embora um estudo mais aprofundado tenha revelado que as áreas diferiam na densidade das feições arqueológicas, todas continham, no entanto, os restos de um grande sistema de valas circulares que pode ter sido escavado antes da construção da muralha. Os achados indicam ocupação principalmente durante o La Téne D1. 



Os restos materiais, bem como as características arqueológicas revelam que a periferia sul do oppidum demonstra semelhanças com assentamentos rurais, bem como uma sólida integração na estrutura e fortificações do assentamento urbanizado. A segunda parte do livro fornece insights detalhados e novos conhecimentos importantes sobre a enorme muralha de 7 km de comprimento.



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INDEX


domingo, 5 de maio de 2024

STUDIA HERCYNIA Nº 27/2 - 2023

STUDIA HERCYNIA  

Nº 27/2 - 2023 
   

INDEX 

Oppidum Stradonice, Josef Ladislav Píč, and 
Joseph Déchelette  pp. 7-36
Karel Sklenář

New finds of Early La Tène brooches in the eastern part 
of Bohemia pp. 37-52
Pavel Sankot,  Kateřina Čecháková 

A small piece of a jigsaw-puzzle. On Early La Tène 
figural brooches from Bohemia pp. 53-65
Tereza Jošková, Michaela Bartoš-Dvořáková

An infant La Tène grave from Lang, Styria, Austria. 
On miniature objects in East Alpine area pp. 66-76
Florian Mauthner

New evidence for the Late Iron Age in the Posočje 
region, Slovenia pp. 77-97
Boštjan Laharnar

Typologies of pottery kilns of the Iron Age. 
A critical review pp. 98-117
Elena Paralovo

Découvertes de monnaies dites « boïennes » en Suisse 
pp. 118-142
Julia Genechesi, Michael Nick & 
Nathalie Wolfe-Jacot

Report

Archaeological excavations at Lungi Tepa, south Uzbekistan. 
Report for Season 2021 pp. 145-175
Ladislav Damašek, Daniel Pilař, 
Samuel Kertés & Shapulat Shaydullaev

Activities of the Institute of Classical Archaeology, 
Charles University, 2022 pp. 176-190



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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

A Metalurgia no Oppidum de Corent - Livro

Caractérisation des assemblages métalliques d’une agglomération celtique  

Demierre, M. (2019): Caractérisation des assemblages métalliques d’une agglomération celtique. Le centre-ville de l’oppidum de Corent (Puy-de-Dôme, France). Editions Mergoil. Drémil Lafage. 2 vol.  ISBN: 978-2-35518-063-7

Sinopse  
Fruto de uma tese de doutorado, este trabalho tenta fornecer caminhos para melhor interpretá-los, apoiando-se no corpus de objetos metálicos do oppidum de Corent. O autor utiliza este rico acervo para refinar nossa compreensão do funcionamento do centro desta cidade, considerada a capital dos Arvernos antes da conquista cesariana. 



Os conjuntos dos seus edifícios públicos confrontam-se com os conjuntos de oficinas e edifícios residenciais. A abordagem leva à criação de um quadro interpretativo. A análise sublinha o dinamismo da atividade económica do coração da aglomeração gaulesa, cuja evolução é abordada no que diz respeito à sociologia dos diferentes actores da sociedade lateniense.



Para conduzir a esta reflexão baseia-se inicialmente na observação de cerca de 43.000 fragmentos, incluindo 3.847 ilustrados. O estudo visa recolher toda a informação contida em cada artefacto para abordar diversas questões, desde a cronologia dos principais marcadores do período até à função de determinadas peças de ferramentas ou arreios. 



Estas análises baseiam-se sistematicamente na distribuição espacial e na tafonomia do mobiliário, opções que oferecem uma visão adicional sobre os padrões de consumo de objetos metálicos no final do período gaulês.
  

INDEX

Volume I: Texte

1. Introduction

1.1. Objectifs et présentation de l’étude

1.2. Historique des recherches sur le mobilier métallique

1.3. Cadres géographique et chronologique

1.4. Oppidum de Corent : état des questions

2. Options Méthodologiques

2.1. Acquisition des données: traitement du mobilier 
et des données de terrain

2.2. Analyses fondamentales des mobiliers

2.3. Analyses des assemblages.

3. Étude du corpus

3.1. Les parures et les accessoires vestimentaires

3.2. L’armement

3.3. La production

3.4. Les activités culinaires

3.5. La toilette et la médecine

3.6. Le transport

3.7. L’écriture

3.8. Les poids et mesures

3.9. Le jeu et les loisirs

3.10. Les objets à caractère religieux

3.11. Les objets polyvalents et divers

3.12. L’ameublement et la construction

3.13. Les objets indéterminés

4. Analyse: Synthèse chronologique et analyse
 des assemblages

4.1. Synthèse chronologique

4.2. Caractérisation des assemblages 
par type de contexte

4.3. Caractérisation des bâtiments et 
fonctionnement des quartiers

4.4. Fonctionnement du site et aspects sociaux

5. Conclusions

5.1. Acquis et perspectives de recherche

5.2. Conclusion

Volume II : Catalogue


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