Sisters and Wives
Sacks, K. (1982): Sisters and Wives. The Past and Future of Sexual Equality. Contributions in Women's Studies Vol. 10. University of Illinois. Urbana & Chicago. ISBN: 0-252-01004-3
INDEX
Descarregar o livro em: Sisters and Wives
Arqueología, Etnohistoria e Etnología
Sacks, K. (1982): Sisters and Wives. The Past and Future of Sexual Equality. Contributions in Women's Studies Vol. 10. University of Illinois. Urbana & Chicago. ISBN: 0-252-01004-3
INDEX
INDEX
Deixamos aqui o video da palestra que dentro do ciclo de primaveira do Radical Anthropology Group proferiu o antropologo Jerome Lewis (University College London) sob o título de "O maior marido das mulheres é a Lua: relações de gênero entre caçadores-coletores BaYaka".
Nela o palestrante explora as relações de género, ritual e economia dos BaYaka Mbendjele através do conceito de 'ekila', uma potência que pertence a mulheres, homens e animais
Deixamos aqui o vídeo da palestra proferida a passada terça-feira pela antropóloga Camilla Power (University College London) dentro do ciclo de conferências de primavera do Radical Anthropology Group baixo o título de: "O igualitarismo tornou-nos humanos: por que Graeber e Wengrow erram".
A palestrante dá um repasso aos condicionantes que fizeram evoluir na pré-história o comportamento altruísta e igualitário ao mesmo tempo que se dava um crescimento da capacidade cerebral, marcando um contraste entre os humanos com as sociedades fortemente hierárquicas dos primatas não humanos
INDEX
Graeber, D. & Wengrow, D. (2021): The Dawn of Everything: A New History of Humanity. Penguin. ISBN: 9780771049828
INDEX
INDEX
À Propos
Faz dois dias saia publicado no jornal Plos One um artigo no um estudo sobre relação entre os distintos sexo e a caça baseado no analise de um total de 63 sociedades tradicionais, que constatava o papel das mulheres em 50 de elas, o que supõe uma estimável proporção de um 79 por cento.
Tradicionalmente considerou-se que as populações humanas com uma forma de subsistência baseado na forreagemento tinham uma divisão sexual de funções estrita na que os machos atuavam com caçadores e as fêmeas coletoras. As pesquisas arqueológicas recentes questionaram esse paradigma com evidências de que as fêmeas caçavam (e iam para a guerra) ao longo da história do Homo Sapiens. Embora muitos autores têm sustido que este role na caça das mulheres pode ter ocorrido em contextos concretos do passado e não
O estudo publicado reúne dados de toda a literatura etnográfica para investigar qual é o índice de prevalência das mulheres caçadoras nas sociedades caçadoras-coletoras em tempos mais recentes. Assim o estudo mostra como as evidências etnográficas dos últimos 100 anos junto com os achados arqueológicos do Holoceno mostram que as mulheres não eram apenas coletoras senão que também caçavam como forma de subsistência.
O artigo analisa também o tipo de caça praticada pelas mulheres e as suas variações de acordo com a sociedade. Das 50 sociedades de forrageamento que possuem documentação sobre mulheres caçando, 45 (90%) sociedades tinham dados sobre o tamanho da caça que as mulheres caçavam. Destas, 21 (46%) caçam caça miúda, 7 (15%) caçam caça média, 15 (33%) caçam caça grossa e 2 (4%) destas sociedades caçam caça de todos os portes.
Em sociedades onde as mulheres caçavam apenas de forma oportunista, a caça miúda era capturada o 100% do tempo dedicado. Em sociedades onde as mulheres caçavam intencionalmente, todos os tamanhos de caça eram caçados, sendo a caça maior a mais procurada.
Das 36 sociedades de forrageamento que tinham documentação de mulheres caçando propositadamente 5 (13%), as mulheres caçando com cães e 18 (50%) de estas incluíram dados sobre mulheres caçando mesmo com crianças. Também se regista o participação de cães e crianças em situações de caça oportunista.
Artigo:
Anderson, A., Chilczuk, S., Nelson, K., Ruther, R., Wall-Scheffler, C. (2023): "The Myth of Man the Hunter: Women’s contribution to the hunt across ethnographic contexts" PLoS ONE Nº 18(6): e0287101 DOI: 10.1371/journal. pone.0287101
Deixamos aqui a esta interessante palestra organizada por Radical Anthropology Group e proferida pela antropóloga Camilla Power em março de 2018 baixo o título “O igualitarismo de gênero nos tornou humanos? ou, se David Graeber e David Wengrow não falam sobre sexo”. A palestra responde a um artigo de Graeber e Wengrow “How to change the course of human history (at least, the part that's already happened)” (Eurozine, 2018) e seu artigo anterior no JRAI “Farewell to the "childhood of man: ritual, seasonality, and the origins of inequality” (2015).