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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Sombras de Violência na Índia Antiga

Shades of Violence

Cielas Leão, H. & Tiziana Pontillo, T. (eds.) (2024): Shades of Violence: Aggression and Domination in Indian Culture. Part I. Vedic. Studies. Cracow Indological Studies Nº 26/1. Jagiellonian University Institute of Oriental Studies. Cracovia. ISSN: 1732-0917

Pierdominici Leão, D. & Dębicka-Borek, E.(2024): Shades of Violence: Aggression and Domination in Indian Culture. Part II. From Inscriptions to Indian Art. Cracow Indological Studies Nº 26/2. Jagiellonian University Institute of Oriental Studies. Cracovia. ISSN: 1732-0917

Sinopse  
Por muitas razões, definir violência não é uma tarefa fácil- Existem diferentes tipos de violência e diferentes graus de violência dirigidos contra diferentes membros da sociedade, bem como contra a natureza que nos rodeia. A violência é também uma questão cultural. Além disso, aquilo a que alguns chamam violência, outros descrevem como uma autodefesa necessária.




Quando se fala da civilização indiana, muitas vezes o notável princípio ético -a ideia de não-violência ou ahimsa- é tomado como a marca desta cultura. No entanto, isto não significa que nos devamos abster de discutir os padrões de violência também presentes nesta cultura e bem documentados na sua literatura e arte. Violência e o princípio da não-violência são, na verdade, duas faces da mesma moeda.



Todos os artigos reunidos nestes volumes de Cracow Indological Studies abordam a complexa questão da violência na cultura indiana a partir de uma variedade de perspetivas adotadas pelos respetivos autores. A agressividade, ou a violência em geral, é uma característica inevitavelmente ligada ao exercício do poder real e à instituição da realeza no seu sentido mais amplo.




Há também aqui referir a prática da caça e o seu envolvimento na esfera dos rituais, incluindo os religiosos. No que diz respeito aos rituais religiosos, os seus aspetos violentos foram  obscurecidos com o tempo, o que acabou por levar à realização de sacrifícios sem recurso à violência, através da procura de substitutos para as vítimas sacrificiais.



Não há dúvida de que a arte indiana também registou cenas de violência presentes na esfera ritual e na vida comunitária. A violência sempre foi eficaz na preservação de determinadas ordem, como as divisões sociais existentes e o status quo desejado por quem está no poder.

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Shades of Violence Vol. 1 PDF

Shades of Violence Vol. 2 PDF

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domingo, 9 de novembro de 2025

Origens e Migrações dos Indo-Arianos - Livro

The Origins and Migrations 
of Indo-Aryans

Grigoriev S.A. (2024): The Origins and Migrations of Indo-Aryans. Chelyabinsk State University. Chelyabinsk. / Григорьев С.А. (2024): Происхождение и миграции индоариев.  Издательство Челябинского государственного университета. Челябинск.  ISBN: 978-5-7271-2024-8

Sinopse  
Esta monografia dedica-se à origem e à história inicial dos indo-arianos. Segundo a teoria geralmente aceita, eles se formaram na estepe eurasiática, de onde migraram para o subcontinente indiano e o planalto iraniano. No entanto, não há evidências concretas que sustentem esses processos.


O autor compilou dados linguísticos, paleo-genéticos e arqueológicos; com base neles, reconstruiu os processos que ocorreram durante o Eneolítico e a Idade do Bronze em vastas extensões da Eurásia. Ele demonstra que a pátria original dos indo-iranianos era o noroeste do Irão, de onde alguns migraram para o sudeste do país, levando ao surgimento de dialetos indo-arianos por volta do início do 3º milênio A.C. 


A partir daí, em meados do 3º milênio A.C., inicia-se a migração de tribos indo-arianas para o nordeste do Irão e a Ásia Central, que posteriormente culmina com a migração para a Índia, bem como para o Oriente Médio, Europa Oriental, sul dos Montes Urais e, ocasionalmente, para o sul da Sibéria

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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

HATTANNAS - Homenagem a Theo Van der Hout

HATTANNAS

Goedegebuure, P. & Hazenbos, J. (2025): Ḫattannaš: A Festschrift in Honor of Theo van den Hout. Studies in Ancient Cultures Vol. 5. University of Chicago. Chicago. ISBN: 978-1-61491-135-7

Sinopse  
Este volume homenageia Theo van den Hout, professor emérito Arthur e Joann Rasmussen de Línguas Hititas e Anatólias no Instituto de Estudos de Culturas Antigas da Universidade de Chicago e um preeminente filólogo, linguista e historiador. 


Os trinta e seis ensaios aqui apresentados refletem a ampla gama de interesses de pesquisa do professor van den Hout e incluem edições de textos, estudos sobre religião e escrita, e investigações sobre diversos tópicos lexicais, linguísticos e literários.

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terça-feira, 19 de agosto de 2025

Religião Indo-Iraniana na Persia Aqueménida

Indo-Aryan Religion in Achaemenid Persia

Nigosian, A. S. (1970): Indo-Aryan Religion in Achaemenid Persia. Tese de Mestrado apresentada na McMaster University

Sinopse 
Este trabalho consitute uma investigação histórica do legado religioso de uma única dinastia que pertencia a um ramo do grupo indo-iraniano: a Aquemênida de Pérsia (550-330 a.C.). 


No decorrer da investigação o autor amostra que três "linhas" religiosas indo-arianas distintas que coexistiram na Persia Aquemênida – os "magos-medos", os "aquemênidas-persas" e os "zaratústrianos"

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terça-feira, 1 de julho de 2025

Masculinidade, Violência e Corpo no Rigveda

Strong arms and drinking strength

Whitaker, J.L. (2011): Strong arms and drinking strength: masculinity, violence, and the body in ancient India. Oxford University Press. Oxford. ISBN: 978-0-19-975570-7

Sinopse  
Whitaker examina a construção poética ritualizada da identidade masculina no Rgveda, o texto sânscrito mais antigo da Índia, argumentando que um aspeto importante da vida védica primitiva era a promoção e a personificação sustentadas do que significa ser um verdadeiro homem. 


O Rgveda contém mais de mil hinos, dirigidos principalmente a três deuses: o fogo ritual deificado, Agni; o deus da guerra, Indra; e Soma, que nada mais é do que a personificação da bebida sagrada soma. Os hinos eram cantados em rituais de fogo que duravam o dia todo, nos quais poetas-sacerdotes preparavam a bebida sagrada para fortalecer Indra. A imagem dominante de Indra é a de um homem ariano altamente glamourizado, violento e poderoso; os três deuses representam os ideais de masculinidade.



Whitaker constata que os poetas-sacerdotes rgvédicos empregavam uma gama fascinante de estratégias poéticas e performáticas — algumas explícitas, outras muito subtis — para construir a sua ideologia masculina, justificando-a como a forma mais válida de vida para os homens. Os poetas-sacerdotes naturalizaram essa ideologia, codificando-a na percepção que o homem tem do seu corpo e do seu eu físico. 



A retórica e as práticas rituais rgvédicas, portanto, codificam papéis masculinos específicos, especialmente o papel do homem como guerreiro, ao mesmo tempo em que os inserem numa complexa rede de relações sociais, económicas e políticas. Este é o primeiro livro em inglês a examinar a relação entre os deuses rgvédicos, as práticas rituais e as identidades e expectativas impostas aos homens na Índia antiga.
   

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Introduction p.  3

1. Manhood and Masculinity p. 35

2. Brave Men and Manliness  p. 59

3. Mighty Champions and Slaying 
the Dragon p. 109

4. Strong Arms and Drinking 
Strength p. 133

Conclusion p. 161

Notes p. 167

Bibliography p. 203


Disponível em: Strong arms & drinking strength

O RigVeda como Landnamabok - Livro

The Rg Veda as
 Land-Nama-Bok

Coomaraswamy, A. K. (1935): The Rg Veda as Land-Nama-Bok. Luzac & CO. Londres. 

Sinopse   
Rig Veda é uma antiga coleção indiana de hinos védicos. É um dos quatro textos canónicos sagrados (śruti) do hinduísmo conhecidos como Vedas. É o mais antigo texto védico em sânscrito conhecido. No Rg Veda, as cinco famílias arianas são mencionadas como imigrantes; elas vieram de outro lugar, do outro lado das águas e se estabeleceram e cultivaram as terras próximas a ribeira. 


Esse processo de tomada de terras tem geralmente sido interpretado como referência a migração histórica de um povo de língua ariana de pele clara e nitidamente distinto dos pagãos dasyus, que cruzando o rio Sarasvati no Punjab estabelecera seu lar em Bharatavarsa. 


Essa é uma interpretação evemerística de uma literatura tradicional que, estritamente falando, esta desprovida de qualquer conteúdo histórico real. Não quer dizer isso que não possam ter ocorrido eventos históricos análogos aos aludidos nos "mitos" védicos, pelo contrário, o autor presume que a história é sempre encenada no padrão da realidade última enunciada na tradição metafísica, ou na fraseologia bíblica, "para que se cumprisse o que foi dito pelos profetas"


Nesse sentido, por exemplo, podemos ter certeza de que as pessoas que realizavam o ritual védico e entoavam os mantras em sua forma registrada possuíam cavalos e carruagens, tinham experiência na travessia de mares e rios e cultivavam o solo. 

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Introduction p. I

Ārya, Arya p. 1

Carsani and Krsti  p. 2

Nau p. 4

Panca Janah, Carsanayah, 
or Krstayah p. 8

Sarasvati p. 9

Setu p. 12

Vapa-Mangala p. 14

Visa, Vispati  p. 16

Yajna p. 17

Yamas as Vispati p. 21

Notes p. 26


Descarregar em: Rg Veda as Land-Nama-Bok

terça-feira, 18 de março de 2025

Homenagem a Stephanie W. Jamieson

Sahasram Ati Srajas

Gunkel, D, Katz, J.T., Vine, B. & Weiss, M. (eds.) (2016): Sahasram Ati Srajas: Indo-European and Indo-Iranian Studies in Honor of Stephanie W. Jamison. Beech Stave Press. Ann Arbor  ISBN: 978-0-9895142-2-4

Sinopse   
A conceituada indologista e indoeuropeísta Stephanie W. Jamison foi homenageada com esta extensa coleção de ensaios de colegas e estudantes de todo o mundo. 


Os colaboradores representam um virtual quem é quem da erudição indo-iraniana e indo-europeia e produziram contributos sobre as distintas áreas destes âmbitos de pesquisa: desde o védico (Joel Brereton, George Cardona, Paul Kiparsky, Thomas Oberlies) até ao sânscrito posterior (James Fitzgerald, Hans Henrich Hock, Ted Proferes) ao iraniano (por exemplo, Mark Hale, P. Oktor Skjærvø) e as outras línguas indo-europeias (Gunkel, Martin Joachim Kummel, Alan Nussbaum, Don Ringe, Michael Weiss). 


O volume inclui também artigos publicados postumamente por Lisi Oliver e Martin West No total, estes académicos prestaram uma homenagem valiosa e rica a um académico cuja própria erudição rica foi tão vital para vários subcampos dos estudos linguísticos, literários, religiosos e culturais.

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Descarregar o livro em: Sahasram Ati Srajas

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

NARTAMONGÆ Nº 18 - 2023

NARTAMONGÆ Nº 18 - 2023

Journal of Alano-Ossetic Studies:
Epic, Mythology, Language, History
   

INDEX

Strokes to a portrait p. 7
Dzhanaeva, L. N.

Gauvain ou le Chevalier Soleil p. 18
Joel-Henri Grisward

On personal names in Shahnameh: 
Rustam's family p. 29
Garnik Asatryan

Remnants of Alanic Religion p. 37
Agusti Alemanay

Reflection of the "Maiden Language"
 in the Ossetian Nartiada p. 56
Boris Mysykkaty

Once again about the capital of Alania p. 84
Yu. A. Dzitcsoyty

Zoomorphic symbol of the Yasses p. 126
A. A. Tuallgov

Review

Dzizzoity Yuri. Iron æzagmæ tælmats kænyny 
ægædæuttæ (lexicæy farstytæ) p. 171
T. K. Salbiev


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Os Citas - Livro

Les Scythes 

Lebedynsky, I. (2010): Les ScythesErrance. Paris. ISBN: 978-2-87772-430-2

Sinopse  
Os Citas são os cavaleiros nómades de língua iraniana que, após devastarem a Ásia Ocidental no século VII, estabeleceram seu domínio sobre o que hoje é a Ucrânia. 


Eles desenvolveram, do século VII ao III d.C., uma cultura brilhante, hoje bem conhecida por sua arte animal aberta às influências gregas. Para contrastar a sua história e mostrar a sua imagem, este livro combina dados de textos antigos, achados arqueológicos acumulados desde o século XVIII, linguística e outras disciplinas. 






Ele levanta a questão da origem dos citas, relata as suas lutas contra os persas, trácios ou macedónios e explora a Cítia nos passos de Heródoto. Ele apresenta o que sabe sobre o aspeto físico e a linguagem dos Citas, examina seu modo de vida, sua organização social e política, suas técnicas guerreiras, sua religião, sua expressão artística. 


O estudo também substitui os citas europeus no contexto mais amplo da constelação "cita", o grupo de culturas aparentemente desenvolvidas muito próximas das planícies de Hong Kong, na Mongólia, passando pela Sibéria e pela Ásia Central. Essa homogeneidade permite falar, na maior parte das estepes da Eurásia, de um estado cita que constituiu, do século VII ao III a.C., um dos apogeus da civilização nômade dessas regiões. Esta nova edição da obra, publicada inicialmente em 2001, foi completamente revisada, corrigida e enriquecida.

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Disponivel em: Les Scythes