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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Arqueologia da Macedónia Romana - Livro

The archaeology of Roman Macedonia

Evangelidis, V. (2022): The archaeology of Roman Macedonia. Urban and rural environments.Oxbow Books. Oxford. ISBN: 978-1-78925-801-1

Sinopse   
A Macedónia é uma região que fornece suas próprias questões intrigantes devido à sua posição na periferia do mundo grego clássico. É também uma área de interesse especial para estudantes de história e arqueologia da Grécia do período romano, já que foi a primeira a ser incorporada ao estado romano. 


A Macedónia compartilhou um caminho de desenvolvimento semelhante com a Acaia durante o período imperial. Como províncias distantes de zonas produtivas e fronteiras, ambas desempenharam um papel menor na estrutura administrativa imperial. Por trás dessa semelhança, no entanto, existem muitas diferenças: na proximidade da Macedónia com os Balcãs, seu contacto inicial com Roma, seu nível relativamente baixo de urbanização, seu contexto multicultural e sua economia considerável, que desempenharam o seu próprio papel na formação dos ambientes urbano e rural.


Com foco em elementos do ambiente construído e habitat humano, este livro examina evidências arqueológicas antigas e novas para apresentar uma visão geral concisa da arqueologia da área e desenvolver uma melhor perceção da região em termos de arqueologia do ambiente construído, arquitetura e influências arquitetónicas, urbanização e uso da terra e recursos do século II A.C. ao início do século IV D.C.

INDEX


Disponivel em: Archaeology of the Roman Macedonia

Estudos do Quaternário Nº 24 - 2024

ESTUDOS DO QUATERNÁRIO

 Nº 24 - 2024 
   

INDEX 

Nuevos datos sobre el poblado prerromano de 
Cantamento de La Pepina (Fregenal de la Sierra, 
Badajoz): Restitución topográfica del sistema 
defensivo y aproximación cronológica. pp. 1-9
Pablo Paniego Díaz

Over the centuries: Long-term crop selection 
and diversity at Freixo/Tongobriga 
(Northwest Iberia) pp. 10-23 
Luís Seabra, Inés López-Dóriga, 
António Lima, María Martín-Seijo, 
Rubim Almeida, João Pedro Tereso

The UNESCO 14th century fortifications of Cerca 
Nova (Évora, Portugal): Provenience and 
classification of geo-materials and 
vascular plant inventory pp. 24-33
Fabio Sitzia

A ocupação do Vale do Côa pelo homem de
 Neandertal: O sitio arqueológico de Cardina 
- Salto do Boi (Vila Nova de Foz Côa, Portugal)
 como caso de estudo pp. 34-42
Patrícia Ramos, Thierry Aubry, 
Sérgio Monteiro-Rodrigues, 
Maria de Jesus Sanches

Análise de resíduos orgânicos no contexto da Idade 
do Bronze Médio do Noroeste da Península 
Ibérica: O caso do monumento funerário da 
Cova da Moura (Viana do Castelo, 
Noroeste de Portugal) pp. 43-50
Nuno Oliveira, César Oliveira, 
Ana M. S. Bettencourt, Cláudia Costa


Ir ao número da revista: Estudos do Quaternário Nº 24 - 2024

sábado, 18 de janeiro de 2025

Casas e Edificios Coletivos Neolíticos - Livro

Households & Collective Buildings

Sisa-López de Pablo, J., Bach-Gómez, A. & Molist, M. (2024): Households & Collective Buildings in Western Asian Neolithic Societies. LEMA Vol. 4. Brepols. Leiden.  ISBN: 978-2-503-60953-9  DOI: 10.1484/M.LEMA-EB.5.135835

Sinopse 
A arquitetura e planimetria dos assentamentos são elementos-chave da pesquisa arqueológica que permitem uma compreensão das sociedades passadas. Ao estudar o ambiente construído e a articulação dos espaços sociais, é possível lançar luz sobre as relações sociais das comunidades e sobre a ideologia, economia e práticas culturais e sociais que sustentavam como as pessoas viviam. 





Tomando um estudo do habitat construído como ponto de partida, este volume reúne contribuições  focadas na transição neolítica no sudoeste da Ásia. Abrangendo um período que se estende do Neolítico Pré-Cerâmico Inicial até o Neolítico Tardio (circa 10.000–5500 A.C.). 


Os capítulos aqui reunidos exploram o ambiente construído de diferentes regiões, perspetivas e metodologias, e se baseiam em novas abordagens teóricas e analíticas para expandir o nosso conhecimento do surgimento do Neolítico através das lentes da análise arquitetónica e de assentamento.

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+INFO sobre o livro em: Household & Collective Buildings

segunda-feira, 27 de maio de 2024

ANTROPE Nº 31 - 2023

ANTROPE Nº 31 - 2023  
  

INDEX

Talvez seja tempo de olhar para cima! As gravuras 
rupestres do Monte da Fonte Seca, Vargielas e Chão 
das Agras, Monção, Viana do Castelo  p. 7
Diogo Marinho

Ruptures et permanences dans l’historiographie des 
« Ruines en pierres du pays lobi » : 1902-2009 
(Afrique de l’ouest)  p. 25
Hantissié Hervé Farma

Traditions orales, pratiques habitantes et espace 
domestique Kairouanais, Tunisie p. 39
Héla Oueslati

A Shamanic and Totemic analysis on a 12000-Year-Old 
Shaman Burial from the Southern Levant (Israel)  p. 51
Rufus Malim

A ocupação tardo-romana da Lapa Rasteira do 
Castelejo (Alvados, Porto de Mós)  p. 63
Ana Rosa Cruz†, José Ruivo, Tiago Tomé, 
Pedro Valério, Maria Fátima Araújo,
Virgílio Hipólito Correia

Paisagens Neolíticas na Bacia do Ave, 
Noroeste de Portugal. Revisão da Literatura  
p. 83
Ana M. S. Bettencourt
    
   

Descarregar a revista em:  Antrope Nº 31 - 2023

domingo, 3 de março de 2024

Transformações Socioambientais - Livro

Perspectives on Socio-environmental Transformations 
in Ancient Europe

Müller, J., Kirleis, W., & Taylor, N. (eds.) (2024): Perspectives on Socio-environmental Transformations in Ancient Europe.  Quantitative Archaeology and Archaeological Modelling. Springer. ISBN: 9783031533136  DOI: 10.1007/9783031533143

Sinopse   
Este livro questões-chave sob processos e eventos transformadores em toda a Europa (e em alguns casos além) desde o 15.000 a século I A.C. Este volume cobre os resultados projeto "Scales of Transformation" levado a termo pelo Collaborative Research Centre (CRC) 1266 o primeiro centro interdisciplinar a investigar diacrómicamente as transformações nas sociedades passadas e os seus aspectos particulares desde o Paleolítico Superior até ao Período Romano. 




Após a introdução, o livro é dividido em três secções principais: Em “Identificação de anatomias de transformação socioambiental”, é primeiramente explicado o conceito de escalas de transformações e identificados os diversos parâmetros de mudança transformacional. Segue-se “Expressões de transformações socioambientais: das pré-condições climáticas à tomada de decisões”, nas quais os processos de transformação são ilustrados com exemplos individuais. 





A terceira grande parte do livro trata de “Perspetivas sobre processos decisórios em transformações socioambientais”. Em conclusão, os resultados são enquadrados num quadro temporal amplo e os padrões de mudança socioambiental são apresentados ao longo de períodos comuns, desde o Mediterrâneo Oriental até à Escandinávia. Este livro é de interesse para pesquisadores em arqueologia e paleoecologia.
  
  
INDEX


Descarregar o livro em: Socio-environmental Transformations

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Vita Antiqua Nº 13 - Habitat na Europa pré-histórica

Dwellings of Prehistoric Europe:  social adaptations in variable environments

Vita Antiqua №13 - 2021


Sinopse: 
Esta coletanea de trabalhos científicos esta dedicada ao octogésimo aniversário do Prof. Mykhailo I. Gladkykh, reconhecido arqueólogo ucraniano, pré-históriado, professor e cientista de nivel mundial. Este volume da coleçao está relacionado com campo da pesquisa científica do jubileada - a interação do ser humano e do meio ambiente na pré-história.

restos da quarta unidade doméstica do assentamento paleolítico da jáziga de Mezhyrich (Ucrânia)

Os artigos são dedicados à pesquisa atual e às interpretações do espaço vital nas culturas pré-históricas da Europa, como um sistema de adaptação humana às mudanças nas condições naturais. 

jazigos monumentais da cultura de Tripilia na zona entre os rios Bug-Dnieper

Os contributos podem ser de útil para qualquer pessoa interessada na pré-história, arqueologia e paleoecologia da Europa - arqueólogos, pré-historiadores, paleogeógrafos, historiadores locais, trabalhadores de museus, investigadores do património cultural, ou estudantes do ensino superior.

INDEX

Serhiy M. Ryzhov. To the 80th anniversary of Mykhailo Gladkikh 
(instead of a foreword)
Marharyta V. Chymyrys, Pavlo S. Shydlovskyi,

List of scientific works of Mykhailo I. Gladkikh

Enviromental factors in the development of primitive society
 in the prehistory
Mykhaylo I. Gladkikh, Serhiy M. Ryzhov

The earliest evidence for dwelling construction in the Upper Palaeolithic of the Eastern Europe: a 30,000-year-old surface 
structure from Mira layer I
Vadim N. Stepanchuk.

Lithic processing complex of the fourth dwelling of the 
Mezhyrich Upper Palaeolithic settlement
Ostap I. Tsvirkun, Pavlo S. Shydlovskyi, Diana V. Dudnyk, Marharyta V. Chymyrys.

Early Mesolitic Habitation in the Shpan-Koba Grotto 
(Crimea, Ukraine)
Oleksander O. Yanevich.

New data on flint processing of East Trypillia tribes of the 
Bug-Dnieper interfluve
Yevhen V. Pichkur.

The results of investigations at the tripole settlement of Hordashivka II in Cherkassy region
Valentyna O. Shumova.

Unusual faunistic collection from the scientific funds of the 
National Kyiv-Pechersk Reserve
Laëtitia Demay, Sergiy P. Taranenko, Anna S. Yanenko, Dmytro V. Stupak.

Scientific substantiation of Mezhyrich settlement transfer to 
T. Shevchenko National Reserve
Pavlo S. Shydlovskyi, Mykola H. Chornyi.



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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um livro, um record - O Cantabrico


Vai quatro meses davas noticia (aqui o post) do surprendente sucesso da publicaçao do livro "El Cantábrico en la Edad del Hierro" do nosso amigo e colega Jesus F. Torres-Martinez (Kechu), que a pouco mais de dois meses de ser editado afrontava já uma segunda ediçao. Comentavamos daquela o inaudito de isto tratando-se de uma monografia arqueológica sobre um tema tao concreto como pode ser a etnoarqueologia de esta parte da Hispânia Celtica.

Mas agora recevimos novamente -vaia a redundacia- a nova de que essa 2º ediçao foi já esgotada, e é mais o livro vem-se de convertir no record absoluto de vendas entre os editados pela RAH, deixamos aqui as palavras ao respeito do bloge do Projeto MonteBernorio: "Trata-se de um record de vendas já que, ao pouco tempo de estar editado, é o titulo que mas se esta vendendo. Ademais é o livro que mais visitas recebe no seu página Site a traves dos buscadores de internet e dos clientes que se assomam ao portal-Site desta Instituição. A primeira e segunda Edições esgotaram-se muito rapidamente mas a demanda manteve-se. Os editores tiveram que fazer edições sucessivas da obra dada a grande demanda existente."


Desde o Archaeoethnologica reiteramos de novo a nossa noraboa ao autor


Postagem relacionada: O Cantabrico na Idade do Ferro

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mesas do Castelinho - Conferência



Na próxima terceira feira dia 10 de maio decorrera no Museu Arqueológico do Carma (as 18:00h) uma palestra organizada pela Associação dos Arqueólogos Portugueses, e impartida pela arqueologa Susana Estrela, com o titulo "Mesas do Castelinho (Almodôvar) uma Aldeia Amuralhada na Paisagem da Idade do Ferro do Baixo Alentejo"

Foto: Projeto Estela


O povoado de Mesas do Castelinho finais do século V a.C. é fundado, numa paisagem marcadamente interior e de fronteira, (Almodôvar, Baixo Alentejo). O caráter rural do jazigo é patente nos seus material, com predomínio de cerâmica local ou regional e menor da presença de artigos importados de origem mediterrânea, como a cerâmica ática, contas de vidro, cerâmica de “tipo Kouass”, ânforas gaditanas, etc.

Foto: Teresa Vieira


Com tudo os artigos importados amostram a ausência de ruturas na sua distribuição pelo interior, que prolonga-se até ao século II a.C., quando se revelam os mais precoces contactos com o mundo romano conhecidos até ao momento para a região, com uma população que mantém as suas vivências intrinsecamente rurais.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Investigando a Etnoarqueologia da agricultura


Reseaching non-industrial farming
a multidisciplinary approach

Quando: 27 agosto - 2 setembro
Onde:  Santo Adriano, Asturias


O CSIC baixo a coordenação das arqueologas Leonor Peña Chocarro (EEHAR) e Marta Moreno García (IH-CCHS), organiza este verão uma escola de verão sobre a agricultura tradicional e as suas técnicas. O curso tem 15 praças disponíveis e o prazo de solicitude esta aberto ate o 15 deste mês, a continuação oferecemos-vos a descrição deste interessante curso junto com o programa, ponentes e outras informações

Tendo como precedente a experiência prévia da organização 2 cursos de verão no enquadramento do projeto europeu EARTH (ESF), esta iniciativa tem como objetivo proporcionar aos participantes as ferramentas necessárias para o estudo da agricultura pré industrial e a criança de animais no seu próprio contexto social e cultural.

Este ênfase nas feições socioculturais que permitem aos estudantes a aprofundar nos processos históricos que deram pé ao desenvolvimento da agricultura, desde as suas origens, e a preservação de um rico patrimônio cultural e biológico em algumas partes da Europa.A grande diversidade curricular do professorado e dos estudantes analisar diferentes planos destas questões (cultivos, chãos, animais, paisagens, técnicas, etc.) desde uma grande variedade de perspetivas, tais como as da arqueologia (bio-arqueologia, arqueologia da paisagem, análise funcional), a antropologia, história, geografia, agronomia ou a da genética das plantas genéricos, o que enriquece significativamente os conteúdos da escola e a formação dos participantes.


A escola concebe-se como um laboratório experimental no qual o ensino divide em três módulos: conferências, demonstrações e trabalho de laboratório e trabalho de campo. Os temas de discussão estão relacionados com feições essenciais da agricultura tradicional e criança de animais, como as técnicas e práticas agrícolas e ganadeiras, a evolução dos cultivos, as mudanças na paisagem, a etnografia, etc. As práticas de laboratório completam este conhecimento teórico, aumentando o entendimento das metodologias utilizadas nos diferentes campos de estudo relacionados com o estudo da agricultura não industrial.


O estudante tem também a oportunidade de participar nas atividades agrícolas tradicionais através da colaboração ativa com agricultores locais fazendo desta iniciativa de uma experiência única para a formação de futuros especialistas nestas áreas.


 Convocatoria:



+INFO no site do:  Centro de Ciencias Sociais (CSIC)

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Territorio de Caesarugusta



Dentro dos atos vinculados à Exposição sobre o jazigo romano dos Bañales da que já falámos antes aqui se celebram durante os meses de março e abril uma série de conferências no Centro Cultural de Ibercaja no Actur da cidade de Saragoça, onde se encontra a dita exposição. Estas conferências serão dadas por reconhecidos especialistas no conhecimento do Aragão romano, nestes momentos ficam ainda três conferências que terão local nos dias 11, 18 e 25 de Abril.


A primeira delas que como veem terá local nesta quarta-feira dia 11 de Abril as 19:00 horas, correrá a cargo do Dr. Manuel Martín-Bueno, Catedrático de Arqueologia, Epigrafia e Numismática da Universidade de Saragoça,  e tera por titulo "Una radiografia del territorio caseraugustano" nela este arqueólogo traçará uma panorâmica sobre o território dependente da civitas de Caesar Augusta e do Aragão em época romana.


Deixamovos aqui abaixo o programa completo das atividades relacionadas coa exposição sobre Los Bañales


 Programa




+INFO sobre isto em:  Los Bañales.es

sábado, 7 de abril de 2012

Outeiro do Circo


Localizado numa zona de grande fertilidade agrícola, conhecida como Barros de Beja, em pleno centro da peneplanície do Baixo Alentejo, o Outeiro do Circo surge-nos como paradigma da ocupação humana nesta região durante a Idade do Bronze.

Possuidor de características únicas proporcionadas pela sua invulgar dimensão (17 ha), pelo seu complexo sistema defensivo ou pela sua localização privilegiada, o povoado fortificado do Outeiro do Circo constitui-se como um sítio chave para a compreensão da evolução do povoamento regional ao longo de toda a Idade do Bronze.


Nesta região conhecem-se atualmente dezenas de outros sítios com ocupações desde o Bronze Médio à Iª Idade do Ferro, que incluem necrópoles ou povoados abertos de planície. O conjunto de novos dados existentes neste território permite que se comece a ensaiar um modelo da evolução do povoamento entre o II e o I milénio antes da nossa era.


O Projeto Outeiro do Circo iniciado em 2008 centrou-se na análise e escavação dos taludes murados que rodeiam o povoado na íntegra revelando estratégias construtivas complexas e criativas face aos problemas colocados pelos condicionalismos locais.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Arqueologia dos espaços domésticos



Deixamos-vos aqui esta interessante palestra de um dos organizadores do curso assinalado na anterior postagem Jesus Bermejo Tirado. A palestra titulada Arqueologia dos Espaços Domésticos, foi dada no contexto das Jornadas de Metodologia Arqueológica organizadas no ano 2010 pelo Laboratório de Arqueologia da Universidade de Vigo (LAUV), e nela se tratam os problemas teórico-práticos associados ao registo arqueológico da cultura material que atopamos nas unidades domesticas.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Um bestseller etnoarqueológico

Acabámos de saber vai pouco do sucesso no percorrido editorial do livro El Cantábrico en la Edad del Hierro, Medioambiente, economía, território y sociedad do nosso colega Jesus F. Torres-Martinez (Kechu), o livro que cuja apresentação já déramos noticia aqui.

Não é desde logo frequente que uma monografia sobre arqueologia -e menos ainda sobre etnoarqueologia!- chegue a converter-se em um relativo sucesso de vendas, e tenha agotado toda a sua tirada a só dois meses da sua saída ao lume. Os livros científicos e sobre questões tão específicas não soem figurar entre os mais vendidos, máximo quando o seu preço é ajeitado ao grosso das 640 páginas que formam o volume. São livros "raros" e com um publico igual de "raro", normalmente unido ao autor por certa solidariedade profissional de ocupar-se de igual ou paralela área, compartir certo interesse ou orientação da pesquisa, especialidade ou "recanto" de estudo.

São por elo livros dos que não se fazem -não- tiradas muito amplas, que por engadido tardam longos anos em verse esgotadas, e finalmente quando isto ocorre muito raramente soem voltam a se publicar, ... qualquer pesquisador conhece casos (por pores um) e tem a experiência desses grandes clássicos de uma disciplina ou um área de estudo, a dia de hoje vigentes ou ainda de interesse em grande parte, más que nunca tiverem mais de 1 soa e única edição.

Nada de isto desde logo é frequenta, mas é, já for pelo próprio interesse da temática da obra ou pela trajetória do autor, uma realidade que se bem de confirmar porem coa notícia de uma reedição -"pela alta demanda"- do livro do Kechu a só dois meses de sair a sua primeira tirada, Tudo elo não deixa de ser uma boa nova, à que esperamos ter contribuído com o nosso pequeno grau de areia informativo desde o Archaeoethnologica

Noraboa Kechu


Postagem relacionada:  O Cantabrico na Idade do Ferro

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Villae, habitat e sociedade - Entrevista


No século II dC as villae servem para amostrar o status 

 Entrevista à professora Annalisa Marzano (Universidade de Reading)

Annalisa Marzano, professora na Universidade de Reading (Reino Unido), centrou boa parte dos seus estudos na economia rural e o sistema da vila no mundo romano. É autora, entre outras, do livro Roman vilas incentral Italy. A social and economic history. foi a professora convidada do seminário internacional de Arqueologia Clássica, que teve local o ICAC nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, com o título "Habitat rural e transformação da paisagem à Antiguidade"


É uma experiente em villae.
Bem, me interessou estudar a economia das vilas e a sua função social. Isto é, estudar as vilas como estrutura produtiva e desde o ponto de vista social, e como isto altera para o longo do tempo.

A função social das vilas!
Sim, por exemplo os relacionamentos entre proprietários e vizinhos, entre proprietários e cidades... Temos que pensar que a vila também se usa para receber amigos e clientes. É um local para os negócios, os banquetes, os banhos... No século II dC a vila tem uma função social muito concreta.

São locais para falar.
Plínio o Jovem, autor do século II dC, explica até que ponto a vila é um local de encontro. Local de encontro fosse cidade. Mas há um vínculo forte entre os proprietários e os nobres de cidade que fazem parte do conselho autárquico. Também há um relacionamento forte com a cidade, já que os proprietários mais ricos são benfeitores: restauram templos, edifícios públicos ou fazem outros tipos de doações, e a mudança a cidade dedica-os estátuas em honra seu.

Desde o campo influíam na cidade.
Com o Império fazer carreira política é mais limitado que em tempo da República, porque todo depende do relacionamento com o imperador. A Roma as elites já não podem construir, por exemplo, porque a construção é monopólio do imperador. De forma que a sua influência fica fragmentada e já não está focalizada a Roma. Nas zonas rurais da Itália central é o momento que começam a emergir proprietários que ajudam, mediam...

Fazem política!
Aliás a vila acontece também o local onde expressar a carreira política. encontramos inscrições que dizem "eu fui cônsul, governador...". São inscrições que antes estavam na casa de cidade, mas ao século II já as encontramos nas vilas, onde também abundam as suas estátuas. Estátuas que são cópias das estátuas feitas em honra seu ao foro da cidade para honorários e como signo de gratidão.

A vila faz de escaparate.
Converte-se no palco onde o proprietário, que está orgulhoso, pode ensinar toda a carreira política. Este uso social também fica refletido no feito com que tanto as termas como as salas das comidas são maiores: há o precisado de um espaço mais amplo para atender e convidar mais pessoas.

Que importância tem as casas de cidade? São de uma importância menor respeito do período republicano, em que era chave para promonionares se queria entrar ao sistema eleitoral. As vilas emergem com a função nova de mostrar o status.

Mas contínua tendo uma dimensão económica, não?
Sim, e não se trata de agricultura tradicional e autossuficiente Isto é, não encontramos os cultivos típicos da oliveira e a vinha, senão uma exploração de todo o tipo de recursos agrários e naturais. Se criam pavões, furões.. Faz-se produção de mel... Todo o tipo de produtos um pouco de luxo, para os banquetes. Também há produção de cal, de enxofre...

A vila sempre se entende como local residencial e de produção?
Sim, exceto em algumas vilas no meio imediato de Roma, que são simplesmente palácios com o seu jardim.

Como se distribuem as vilas na zona centro-itálica?
Há uma ocupação intensa, sobretudo das zonas com um chão mais bom. Como que há a serrania dos Apeninos, à medida que subimos diminuem as vilas. Concentram-se ao longo dos rios navegáveis, muito interessantes como via de comunicação e transporte de mercadorias. O Tíber, por exemplo, é usado para levar o vinho até Roma. Também se fazem muitas vilas ao lado das vias, e com o tempo os proprietários melhoram a via e fazem caminhos secundários. Como passa aqui, aquelas grandes artérias de comunicação por onde hoje em dia passam as autoestradas e os comboios

As vilas começam a decair no século III dC?
Atenção! Faz-se uma associação entre a chamada crise de produção e o declive na feição decorativa das vilas, que parecem mais rústicas e pobres. Em época tardo-republicana na Itália fazia-se muito veio porque exportava-se muito. Era símbolo de status e vendia-se à Gália a mudança de escravos! Mas com o Império as províncias também se puseram a fazer vinho, e se pensa que isto comportou uma crise de produção na Itália e o abandono de muitas vilas.

E não é assim?
Se analisamo-lo bem, através da arqueologia, a epigrafia e os textos, vemos que o que passa é que há uma concentração de produção. Os proprietários, que passam de ter uma vila a ter umas quantas, decidem manter uma como residência e as outras continuam produzindo mas só vivem os locatores.

Quem consome, se já não se exporta?
Era um consumo regional e para fornecer Roma. Em período imperial a Roma vivia um milhão de pessoas! Há uma grande necessidade alimentária.

Este modelo de vilas, até quando dura?
O modelo de vila que explode o em torno perdura, transformado, até o século Vd.C. No século VI é quando há propriamente abandonos, e já começarão a se configurar os povos medievais.

Após dois dias em um seminário a l ICAC, que valoração faz?
foi uma experiência fantástica e Tarragona é uma cidade muito bonita. O ICAC é um ponto de referência muito importante quanto à investigação arqueológica e é bom que os seminários estejam frequentados pelos estudantes.

Virão colaborações com o ICAC?
vejo muitas possibilidades, porque os pontos em comum são muitos: O uso da paisagem, a economia da vila... Ademais, o meu objeto de estudo não é só Itália, senão todo mundo romano. Acabo de publicar um artigo sobre a urbanização à península Ibéria em período romano a partir da metodologia do "rank-size analysis", que põe em relacionamento o crescimento económico e a população das cidades. Como de grandes podem ser as cidades a partir dos recursos que têm ao seu arredor? À península tinha muitas cidades, mas pequenas.

                                (Extraido de Icac.net)


Postagem relacionada:  Habitat rural e Paisagem na Antiguidade