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terça-feira, 11 de junho de 2024

Prantas e comida em Göbekli Tepe

Plant Food Processing Tools at Early Neolithic Göbekli Tepe

Dietrich, L. (2021): Plant Food Processing Tools at Early Neolithic Göbekli Tepe. Archaeopress. Oxford. ISBN: 9781803270920

   
Sinopse  
livro reconstrói o processamento de alimentos vegetais neste local importante do Neolítico Pré-Cerâmico (9600-8000 aC), com ênfase em cereais, legumes e ervas como fontes de alimento, em ferramentas de moagem e trituração para seu processamento, e nos recipientes implicadoss no consumo de comida e bebida. 






Investigações funcionais em ferramentas de processamento e moenda em recipientes de pedra por meio dos análises de desgaste e resíduos estão no centro do livro. Seu corpus soma mais de 7.000 objetos, constituindo assim a maior coleção publicada até agora desde o Neolítico da Alta Mesopotâmia. 







O espectro de ferramentas e de plantas processadas é muito amplo, mas os exiguos restos de cereais, legumes e ervas e as cervejas predominam sobre os alimentos semelhantes ao pão. Os contextos encontrados mostram que a cozinha acontecia em torno dos conhecidos edifícios monumentais, enquanto a grande quantidade de utensílios sugere a festa, além do consumo diário.
   

INDEX

Chapter 1: Highlights of the Study

Chapter 2: The Site 
with Oliver Dietrich and Jens Notroff

Chapter 3: Methods, Experiments and 
their Results

Chapter 4: Handstones

Chapter 5: Pestles

Chapter 6: The Netherstones

Chapter 7: Stone Containers and Platters

Chapter 8: Discussion of the Results 
of the Analysis

Chapter 9: Plants and Landscapes at 
Göbekli Tepe (Excursus)

Appendices

Bibliography
   
  

Descarregar o livro em: Plant Food Processing Tools

TIPITÍ Nº 20/1 - 2024

TIPITÍ Nº 20/1 - 2024

Indigenous peoples in the Guianas: 
contemporary ethnographies


Esse volume é um número especial sobre a Amazónia Guianense, área etnográfica que se consolidou no final da década de 1980. Oito artigos apresentam novas questões e revisitam temas clássicos no debate guianense. Destacamos a integração de dois textos de um antropólogo e um arqueólogo indígenas da região, que acentuam novas perspetivas sobre trajetórias no tempo e na paisagem. 



A integração de arquivos de áudio ao texto, na narração de um mito e no acesso sensorial à música wai wai, contribui à abertura de perspetivas analíticas. Como bem sublinham as organizadoras, a diversidade de tradições antropológicas é exemplar nesse volume, o que nos deixa gratas e espelha a pluralidade que temos buscado imprimir à nossa política editorial
   

INDEX

Indigenous Peoples in the Guianas: 
Contemporary Ethnographies
Luísa G. Girardi, Leonor Valentino, 
& Virgínia Amaral

Povos indígenas nas Guianas: 
etnografias contemporâneas
Luísa G. Girardi, Leonor Valentino, 
& Virgínia Amaral

Articles

Arqueologia e história indígena na perspectiva 
dos Wai Wai: um povo Caribe das Guianas
Jaime Xamen Wai Wai &
 Ruben Caixeta de Queiroz

Women’s routes: gender, mobility, and knowledge 
among the Makushi of southern Guyana
Lisa Katharina Grund

Replication and growth in cassava cultivation 
and uxorilocal women’s relations among the Waiwai: 
a mother's reckoning with death and social change
Laura H. Mentore

Don’t come crying to my funeral
Charlotte Hoskins

Propagating conviviality: Waiwai cultural 
transformation of moral depravity
George F. Mentore

A experiência e a moral de um mito
Ruben Caixeta de Queiroz

Kita vai à Kwamalasamutu
Fabio Ribeiro

A música na tradição indígena wai wai
Roque Yaxikma Wai Wai & 
Ruben Caixeta de Queiroz
  
  

Ir ao número da revista: Tipití Nº 20/1 - 2024

quarta-feira, 24 de abril de 2024

O Banquete entre Arqueologia e Etnologia

Le Banquet cérémoniel entre archéologie et ethnologie 

Michler, M., Le Roux, P. & Jodry, F. (2024): Le Banquet cérémoniel entre archéologie et ethnologie. Archaeopress. Oxford  ISBN: 9781803277554  DOI: 10.32028/9781803277554
   
Sinopse  
Uma abordagem dupla, que combinaantropologia social e arqueologia, revela o banquete ou festa cerimonial como um fenómeno plenamente social. Em circunstâncias extraordinárias, os banquetes -geralmente realizados em sociedades estratificadas com uma religião sacrificial- reúnem muitos convidados, que são alimentados e regados com alimentos raros e caros em grandes quantidades, a fim de homenagear alguém ou alguma coisa, e para afirmar ostensivamente o poder dos organizadores. 




Embora esta prática tenha sido reconhecida em muitas sociedades ao redor do mundo, vivas, antigas ou extintas, ainda não tinha sido objeto de uma síntese em grande escala. Foi, portanto, apropriado lançar um olhar interdisciplinar sobre os meandros do banquete festivo em relação às cosmogonias e práticas sociais dos espaços sociais em questão. 




Os nove ensaios aqui recolhidos, provenientes de comunicações apresentadas em jornadas de estudo realizadas em Estrasburgo, contribuem para o debate sobre questões importantes relativas ao banquete, como a sua temporalidade (ciclos culturais ou mitos cosmogónicos), a sua localização (esfera pública ou privada, espaço aberto). ar ou em ambientes fechados), a comensalidade, a hospitalidade, o tipo de produtos consumidos e os modos à mesa e, por fim, a hipótese de que a organização de um banquete implica a existência de uma sociedade hierárquica, sedentária, com riqueza (ou crematismo), quando não ostentação. 




A diversidade de áreas geoculturais, períodos cronológicos e casos abordados permitem-nos apreender o banquete em todos os seus múltiplos aspectos, oferecendo novos alimentos para o pensamento e caminhos para a investigação.

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Descarregar o livro em: Le Banquet Cérémoniel

sexta-feira, 31 de março de 2023

Comunidades em Festa na Antiguedade - Livro

 COMUNIDADES EN FIESTA 

    

Montero, S. & García-Cardiel, J. (2023): Las comunidades en fiesta. Rituales festivos en la península ibérica durante la Antigüedad. Guillermo Escolar editor. Madrid. ISBN: 978-84-18981-60-9


Sinopse: 
Ao longo da Antiguidade, a consideração cíclica do tempo (na sucessão do dia e da noite, das fases lunares, das estações, etc.) em que a intervenção divina foi notada. No caso da Península Ibérica, estes rituais festivos nem sempre receberam a atenção que merecem. 


Este livro pretende respospar a esta relativa ausência através de uma análise aprofundada, exaustiva, holística e multidisciplinar do ritual festivo entre os tempos pré-romanos e a Hispânia romana.


A partir de múltiplos pontos de vista, os autores abordam o ritual festivo na Hispânia antiga, uma poliédrica realidade histórica, cultural e sociológica que este volume estabelece como campo fecundo de investigação. 

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+INFO sobre o livro: Comunidades en Fiesta

sábado, 23 de junho de 2012

Boa noite e bom lume



A época do ano em que estas festas do lume se celebraram mais geralmente na Europa é o solstício de verão, na véspera (23 de junho) ou no dia do solstício (24 de junho). Tem-se-lhe dado um ligeiro tinge de cristianismo chamando-lhe dia de São João Baptista, mas não se pode duvidar de que esta celebração data de uma época muito anterior ao começo de nossa era.



O solstício estival, ou o dia solstício, é o grande momento do curso do solar no que depois de ir subindo dia a dia pelo céu, a alumiaria se para e desde então retrocede sobre os seus passos no caminho celeste.



[…] pude [o homem] sonhar em ajudar ao sol no seu aparente decaimento, poderia lhe sustentar nos seus desfalescentes passos e reacender o lume moribundo da vermelha candeia nas suas mãos debis.



Algo assim deveram ser os pensamentos que quiçá deram origem a estes festivais solsticiais dos nossos camponeses europeus. Qualquer que seja a sua origem, prevaleceram nesta quarta parte do mundo, desde a Irlanda ao ocidente, até Rússia ao oriente e desde Noruega e Suécia ao setentrião até Espanha e Grecia ao meio-dia.


[...] Segundo um escritor medieval, os três grandes rasgos da celebração do solstício foram as fogueiras, a procissão de fachos pelos campos e o costume de jogar a rodar uma roda

(James George Frazer, The Golden Bought, 1890)



Bom São João a todos, ... e que salteis bem a fogueira!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

La Vijanera. Documentario - O Outro Natal


Outro documental sobre Vijanera de Silió, realizado em 1984 pelo etnógrafo cântabro Jesus García Preciados, no que se descreve por estensso as tradições relacionadas com esta festa de Cantábria coma os combates rituais no meio da fronteira entre povos representados por candanseu grupo Zarramacos


Artigo relacionado: Vijanera - trailer

Vijanera. (trailer) - O Outro Natal



Trailer do documentario "Vijanera, la Caza del Oso" dirigido pola realiçadora Isabel Giménez sobre esta ancestral festa de comezos do ano.


Artigo relacionado:    Um Outro Aninovo

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Um Outro Aninovo, A "Vijanera" de Silió (Cantabria) - O Outro Nadal



Relacionado com os rituais invernais da fim do ano outra das mascaradas destas datas é La Vijanera das terras cântabras, que segundo consideram González Echegarray ou Caro Baroja recordaria etimolóxicamente as Kalendae Ianuariae (de Janeiro) festa romana que na sua versão tardo-imperial como bem vera Michel Meslín acolheu no seu seio sincrético  manifestações como as mascaradas teriomorfas procedentes do substrato celto-germânico, e que logo, nas suas formas condicionará profundamente as posteriores tradições de Inverno que como esta, que nos tenhem chegado até a atualidade Amostrando-nos o mais fundo da nossa raigame cultural


+ INFO em o site:   lavijanera.com

O Outro Aninovo - O Outro Nadal

Obisparra de Sarracín de Aliste (Zamora), dia de Aninovo

Apresento-vos aqui outra muito distinta forma de celebra-lo Aninovo, não não e a "Carreira Pedestre do São Silvestre" senão uma dessas tradições de fim de ano, que enlaçam já coas mascaradas de antroido e que aparece aqui nesta foto do magnífico bloge Fotografía Etnográfica, na bisbarra de Aliste (Zamora) o 1 de Janeiro o demo (o Cencerrón) volta a se passear pelo mundo acompanhando à Filandorra (moço vestido de mulher) e enfrentandosse a "los guapos", outra dessas mascaradas e luitas do ciclo invernal que tam bem estudou há tantos anos Caro Baroja no seu clássico El Carnaval e que tamto lhe interessam ao meu colega Pedro Moya, a quem lhe adico nesta noite este post.

Bom Aninovo a tudos do Archeoten.