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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

SCANDIA Nº 7 - 2024

SCANDIA Nº 7 - 2024

Journal of Medieval Nordic Studies 
  

INDEX

Editorial Note
Johnni Langer

Sea monsters, navigation and politics at edge of the world: 
An interpretation of a Olaus Magnus’ "Carta Marina" (1539)
Frederik Lynge Vognsen

Aren´t they all lying sagas? Unreliable narrators 
in the Íslendinga sögur
Jamie Cochrane

Thor and Ullr in the viking Hebrides? Placenames, 
landscape and archaeology
Joseph Thomas Ryder

Secularity and spirit sitting side by side:
 the pew-ends of St Óláv’s church
Caitríona Spratt

The Sword in The Stone: The border between
 fantasy and reality
Vladimir Vasilev

The seven deadly sins and the religious 
simbolism of the medieval bestiary
Pedro Carlos Louzada Fonseca

Par-delà les pierres précieuses: à propos d’une 
innovation de la version scandinave de 
Partonopeu de Blois
Mahdî Brecq

La strega e il furto del latte: una analisi di 
pitture del secolo XV presenti nella 
chiesa di Ösmo in Svezia
Lorenzo Sterza

Os vikings nos jogos de mesa modernos: 
uma leitura de Jórvík (2016), de Stefan Feld
Isabelle Maria Soares

Conhecendo pelas pedras: mito, religião 
e guerra nas estelas de Gotland
Monicy Araujo

O estudo da Escandinávia Medieval e o problema 
de uma tradução indireta: Análise de um caso prático 
através da “Ynglinga saga, a história dos deuses
 e reis nórdicos”
Pedro de Araujo Buzzo Costa Botelho, 
João Ricardo Malchiaffava Terceiro Correa

A moeda, a cruz e a espada: as cidades de Birka e
Sigtuna e o processo de Unificação da Suécia Medieval
Vitor Biaconi Menini

Interview

Estudios Nórdicos en lengua española: 
entrevista a Enrique Bernárdez Sanchís
Enrique Bernárdez Sanchís

Reviews

The return of viking symbols: Vom Zauber der Zeichen: 
Die historischen Hintergründe von graphischen Zeichen, 
Symbolen und Ornamenten in der modernen Wikinger- 
und Mittelalterszene (A. Pesch)
Johnni Langer, Victor Hugo Sampaio Alves

Em busca das origens de Beowulf: 
The Nordic Beowulf (B. Gräslund)
Leandro Vilar Oliveira

Rompendo as algemas da escravidão escandinava: 
Thraldom, a History of the Slavery in 
the Viking Age (S. Brink)
Caio de Amorim Féo

Sagas, mitos, poemas e histórias: Cultural 
Legacies of Old Norse Literature (C. Crocker)
Lucas Pinto Soares

A escrita rúnica e sua História: 
As runas desvendadas (H. Pires)
Andréa Gomes

A linguagem das sagas e Eddas: 
Lendo em Nórdico (T. Moosburger)
Luciana de Campos

Fragmentos da Literatura Islandesa: 
Três sagas islandesas (T. Moosburger)
Pablo Gomes de Miranda

A Dinamarca nos tempos antigos: 
Odin, uma história arqueológica 
da Dinamarca viking (J. Langer)
Leandro Vilar Oliveira

Conference Report

Women of the Viking World, University 
of Liverpool (27–28 August, 2024)
Kim Bergqvist


Ir ao número da revista: Scandia Nº 7 - 2024

sábado, 7 de setembro de 2024

Studia Praehistorica Nº 17 - 2023

STUDIA PRAEHISTORICA 

Nº 17 - 2023
  

INDEX

The Aurignacian in northern Bosnia revisited 
pp. 1-16
Sofija Dragosavac

Enclosing the settlement or filling the ditch: 
The case of Aşağı Pınar pp. 17-34
Eylem Özdoğan

The transition from the Late Neolithic to the 
Early Eneolithic in northwestern Serbia: Reconsideration 
and suggestions for future work pp. 35-102
Dragan Milanović, Marinko Antonijević, 
Srećko Živanović

Wood construction at the Copper Age tell site of Hotnitsa, 
north central Bulgaria: Four Late Chalcolithic case studies 
pp. 103-131
Paul Bacoup

The Late Copper Age building BII-21B at Tell Yunatsite, 
south central Bulgaria pp. 133-216
Kamen Boyadzhiev, Yavor Boyadzhiev, Victoria Haleva, 
Tzvetana Popova, Juan José García-Granero, Monika Jovanović, Nadezhda Karastoyanova, Victoria Russeva, Orlene McIlfatrick, 
Beatrijs de Groot, Nikolay Sirakov, Ekaterina Mitrinova, 
Petko Panchov, Valeri Petrov

Encrusted Pottery Culture ceramic imports in 
northwest Bulgaria pp. 217-242
Georgi Ivanov, Tanya Hristova, 
Mihaela Zaneva, Stefan Alexandrov

Gift of the River: A Late Bronze Age sword with 
cup-shaped pommel from the river Sava 
pp. 243-252
Aleksandar Jašarević

Morphometric analysis of Bronze Age funerary vessels 
from the necropolis of Mokrin pp. 253-262
Mihailo Radinović, Marija Krečković Gavrilović

Review

Utopias and myths in time Review of The dawn of everything: 
A new history of humanity by David Graeber and 
David Wengrow. New York: Farrar, Straus & Giroux, 202
pp. 263-269
Kostas Kotsakis


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domingo, 19 de maio de 2024

Études Celtiques Nº 49 - 2023

Études Celtiques Nº 49 - 2023 

INDEX

An Iron Age anthropoid sword pommel and guard 
from Belton, North Lincolnshire: A potential depiction
 of a bearded or female figure on a La Tène weapon  p. 9
Rebecca Ellis-Haken, Andrew W. Lamb  

Le dieu Cobannus p. 31
Jacques Lacroix 

 Two Old British nobles: INAMN and Enemnogenus 
p.  57
Stefan Zimmer, Daphne Nash Briggs

Retour sur L-65 (Lezoux) p. 77
Fabienne Gateau, Pierre-Yves Lambert

Onomastique indigène sur deux ex-voto d’Alésia 
et des sources de la Seine p. 93
Vincent Gentil 

Headless relative clauses in Early Irish p. 115
Elisa Roma 

Un écrit moyen-breton inédit de 1557  p. 135
Hervé Le Bihan 

L’un des noms anciens d’Ouessant: 
Ossa ou Ossam? p. 147
Hervé Le Bihan  

The earliest forms of endevout or mihi 
esse in Breton p. 155
Milan Rezac 

Bibliographie p. 189

Résumés p. 195

Abstracts p. 199
  

+INFO sobre a revista: Études Celtiques Nº 49 - 2023

terça-feira, 30 de abril de 2024

AKINAKÉS, Uma História das Espadas Divinas

AKINAKÉS

Lebedynsky,  I. (2024): Akinakès. Une histoire des épées divines. Éditions Lemme. Chamalières. ISBN: 978-2492818240
  
Sinopse  
Das akinakes dos antigos nômades da estepe à espada de Joana de Arco, incluindo a Excalibur de Arthur, a "espada de Marte" que Átila afirmava possuir, o herói caucasiano Batradz cujo corpo é uma lâmina de aço temperado, a Zulfikar de Ali, ou os sabres dos heróis chineses e japoneses, as culturas da Eurásia conhecem muitas tradições de espadas divinas. Algumas lendas têm semelhanças impressionantes. mas remontam elas a uma fonte comum?




Sem omitir o imaginário ligado a estas armas sobrenaturais, este livro enumera as principais histórias de espadas “mágicas”, transportando-nos assim da Bretanha ao Extremo Oriente, das estepes da Ucrânia aos picos do Cáucaso.
  

INDEX

Prologue; Le Dieu-Épée hittite de Yazilikaya 
p. 11

1. L'icône de fer des scythes p. 15

2. Le culte de Dieu a l'épée chez 
les sarmates et les Alains  p, 29

3. Les traces archéologiques  p. 35

4. L'héritage caucasien  p, 59

5. Attila et le glaive de Mars  p. 79

Cahier illustre   pp. I-VIII

6. Comparaisons eurasiatiques  p. 91

7. Les épées du "Roi Arthur"  p. 129

Conclusion  p. 140

Annexes p. 159

Bibliographie p. 171
  
 

+INFO sobre o livro em: Akinakés

domingo, 12 de fevereiro de 2023

A Espada no Lago - Livro

L'ÉPÉE JETÉE AU LAC

Grisward J-H. (2022):  L´Épée Jetée au Lac. Romans de la Table Ronde et légendes sur les Nartes. Honore Champion. Paris. ISBN: 9782745358080


Sinopse: 
Mortalmente ferido e sentindo a chegada de sua última hora, o Rei Arthur pede a seu fiel Girflet que jogue sua mítica espada em um lago próximo. Após uma dupla hesitação, o cavaleiro resolve lançar Excalibur: vê então uma mão sair da água, agarrar a fabulosa espada, e brandi-la três vezes antes de engoli-la, sinal e condição do desaparecimento do velho rei! Negócios fantásticos com a morte! No entanto, um herói épico caucasiano morre da mesma maneira extraordinária no final de um cenário completamente sobreponível!

Encontro surpreendente e enigmático! O dito herói pertence a um conjunto de tradições épicas: as Lendas de Nartes ou Lendas sobre os Nartes guardadas pelos ossianos ou ossétios que, últimos descendentes dos citas através dos alanos, falam uma língua indo-européia.

A exploração desta terra incógnita a que o autor se dedica, as escavações comparativas por ele empreendidas neste inusitado santuário épico, revelam que o parentesco trazido à luz entre o celta Arthur e seu homólogo caucasiano não é o único e único elo entre os dois. universos lendários, mas que outros atores deste mesmo mundo arturiano como deste mesmo continente Narte apresentam entre si uma homologia semelhante.

A viagem arqueológica para descobrir esses paralelismos inesperados e até improváveis ​​a que o autor nos convida, o diálogo surpreendente entre a antiga Bretanha e o Cáucaso de hoje, destacando conjuntos semelhantes não apenas de tipos épicos, mas também estruturas-bases que os organizam, levam a uma estranha história das origens, uma pré-história incomum da literatura arturiana, dos romances da Távola Redonda.


INDEX

Un jour un Narte (Avant-propos)    p. 11

1. Keu premier ou le feu dans l’eau  p. 15

2. Gauvain ou le chevalier soleil  p. 57

3. Arthur ou le roi-épée .p. 107

4. Le trio magnifique ou le rivage des Scythes  p. 145

Bibliographie  p. 177

Index des noms propres . p. 185

Index des oeuvres citées . p. . 189

Index des thèmes et motifs  p. 191  



+INFO sobre o livro em:  L´Épée Jetée au Lac

quarta-feira, 23 de março de 2016

A Lança na Água, a Espada na Pedra - Resumo


Achegamos aqui um pequeno resumo da que será nossa palestra nas próximas Jornadas de Letras Galego-Portuguesas que terão lugar em Pitões das Júnias os dias 2 e 3 de abril



Resumo: 
A pressente intervenção centrar-se-ão no estudo de una serie de rituais relacionados com as armas e a guerra que podemos topar testemunhados entre os celtas e germanos de época histórica e nos que porém, consideramos, posem aportar ao esclarecimento de alguns fatos arqueológicos como é o caso dos depósitos rituais de armas durante o Bronze Final e a Idade do Ferro.



Isso permite ao nosso entender, partindo da base da continuidade diacrónica de certos elementos a um nível institucional e de mentalidade; propor uma série de analogias etno-históricas que puderam botar lume sobre alguns elementos destas culturas durante a sua proto-história


Para isso partiremos de uma série de dados contidos em três tipos de fontes:

1) As literárias: tanta de época medieval; célticas ou germânicas, assim como algumas fontes clássicas.



2) O registo arqueológico: derivado dos depósitos aquáticos e terrestres de armas da Idade do Bronze e Idade do Ferro, assim como de algumas evidencias materiais não atendidas até o momento e que foram reconsideradas recentemente.


3) As linguísticas, centradas em alguns restos toponímicos de época antiga, bem como alguns outros posteriores.


Elo amostra, ao nosso entender, a utilidade de uma aproximação interdisciplinar, que inclua distintos tipos de fontes, desde as procedentes da etnografia, à história do direito e das instituições, ou linguísticas, amais dos dados propriamente arqueológicos, para obter una compreensão muito mais aprofundada de determinados fenómenos durante à proto-história europeia e peninsular.


quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Armamento Lateniense em Alsacia e Lorena

L´ARMENT LATÉNIEN EN ALSACE ET EN LORRAINE

Reich, G., L'armement laténien en Alsace et en Lorraine: objets, pratiques et contextes de découverte. Mémoire de Master 2 - Archéologie du Territoire, Université de Strasbourg, Strasbourg, 2011, Vol. 1 - Texte 246 pp.


Sinopse
O tema desenvolvido no âmbito desta tese concerne às armas de guerra da Segunda Idade do Ferro, na Alsácia e Lorena. Ele inclui armamento si, mas também o tratamento que lhe é reservado e os contextos da sua descoberta como objetos arqueológicos. Pelo tanto este tópico leva associadas várias questões.


A área do estudo serão as armas que constituem a panóplia do guerreiro celta Quais são aquelas que constituem equipamentos de qualidade excecional e como se pode definir a riqueza do armamento? Quais são as tendências e tecno-morfológicas e crono-tipológicas globais? Isso usado essas armas? Quem usava essas armas. O estudo dos contextos, conhecidos pela literatura arqueológica, permite abordar assim mesmo outras questões.


Que contextos são conhecidos para estes objetos na área de estudo? Percebesse um tratamento especial das armas antes do seu abandono? Que fácies culturais se amostram entorno das armas, o seu tratamento e contextos de deposição? Que tipo de mobiliário é associado à panóplia guerreira? 


Podemos ver uma evolução cronológica de artefactos associados assim como do seu tratamento acorde com o mobiliário da região considerada? Em que condições esse mobiliário foi descoberto?


 INDEX



Descarregar a tese em:  Academia.edu

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Espadas, Águas e Mouros - duas Lendas


Dentro do projeto Palavras de Pedra do Instituto de Ensino Secundario Marco do Camballóm de Vila de Cruzes (Pontevedra) com o que colaboramos, realizou-se uma interessante labor de recolha etnografica levada a cabo pelos proprios alumnos do centro através do Clube de Lingua. Tarefas deste tipo são dum enorme interesse tanto desde o ponto de vista de uma tradição oral ao que quedam cada ano menos dias de vida, senao também desde o punto de vista didatico, de difussão e concienciamente sobre a importancia dum patrimonio inmaterial em perigo evidente de extinção.


A Espada de Brandomés

Em certa forma que na escola se implique a meninos hoje na conservaçao e posta em valor da tradição oral não deixa de ser outra forma de volver a "criar uma memoria" que antes se fazia doutro jeito e noutros ambitos (familiar, domestico, vezinhal. Dentro desta recoleta etnográfica levada ao cabo em comum pelos Equipos de Normalização Linguística dos colégios de Vila de Cruzes, Cerdeirinhas-Pilonho e Merça, ademais do IES Marco do Cambalhóm, recolheram-se duas lendas nas que aparecia uma espada que acabara no rio.



Uma das versões conta como a espada foi votada ao rio Ulha após a morte de um guerreiro no lugar de Brandomés, na outra versão recolhida especula-se sobre o lugar onde foi arrojada as aguas a espada e onde poderia estar, diz assim a lenda

"Em Brandomés hai no rio unha espada metida no rio, dim que o mais probrable é que estea em sitios donde a corriente nom estea... como, por exemplo um desses três sitios é o Pozo dos Peres (noutro momento fala do lugar d´O Tesouro) Pensam que a espada como pasou tanto tempo xa nom está alí, xa que sospeitan que a levarom, pero outros tamém pensam que como pasou tanto tempo a espada pode estar a algúns metros baixo a terra polas follas que se forom xuntando durante tantos anos que pasarom desde que a tirarom ao rio."


Artur entre os Mouros

Obviamente a muitos não escapara a similitude desta lenda coa do famoso episodio do ciclo artúrico no que a Dama do Lago recupera a espada Escalibur que cedera ao rei, episodio que tem cativado a imaginação de varias gerações de escritores europeus. A Matéria da Bretanha é conhecida na literatura medieval galega, onde este ciclo chegou de forma tempera e teve uma intensa receção não só na escrita senão na própria vida cotia. Quem se tope na documentação medieval algum que outro cavaleiro batizado Lançarote, entendera bem esta popularidade do ciclo arturiano nas nossas terras, que converteu o nome do cavaleiro mítico num dos antropónimos "de moda" na época


Mas ao mesmo tempo, destas semelhanças artúricas a lenda da espada de Brandomés tem outros elementos próprio do nosso contexto, a espada disse estava feita de ouro o qual enlaça com o conhecido folclore dos mouros cujos objetos soem ser por definição todos sempre de Ouro. Estas figuras míticas omnipresentes na nossa tradição popular soem de cote presentar-se como lutando uns contra os outros em guerras;  uma forma de explicar as poderosas defensas dos castros dos que se lhes atribui a construção junto com outros restos arqueológicos vários (sobre tudo megálitos).


Neste sentido não seria raro que a morte do Guerreiro de Brandomés fosse de feito entendida como algo teve ocorrido "no tempo dos Mouros", recurrente expressão dum passado mítico, e não há duvida de que a própria espada se situa nesse contexto de "tesouros" dos mouros, deixados nesse passado essencial. De certo o lugar de Brandomés guarda outras tradições sobre tesouros da mouramia

"O tesouro em Brandomés está no cabo da agra de Vales, alí hai un castro, e nesse castro está o tesouro, (ouro). Outro tesouro hai-no indo cara a Milhorãs, pero dixéron-me que a esse tesouro xa lhe levaram o ouro e que só lhe queda cobre"

"Num pozo chamado Pozo dos Peres decíam que había unha campana de ouro"

"Indo cara o rio, en Brandomés, hai um trozo de térreo que está cerrado por um valo e aí é donde encerrabam aos cavalos os do ...? e alí hai unhas poucas pedras que lle quedam, xa que co paso do tempo se foi deteriorando e xa case nom queda nada. Alí dim que hai persoas enterradas e que hai ouro, moito ouro"


As armas nas Águas

Outro elemento que junto a esta dimensão mítica vinculada aos mouros joga nesta lenda de Brandomés e a própria localização da lenda no rio Ulha. Este rio é bem conhecido desde um ponto de vista arqueológico por ser que mais depósitos aquáticos de armas acumula no Noroeste da Península Ibérica só superado -obviamente- no contexto peninsular pelo multitudinário achádego da ria de Huelva, um dos mais grandes da Europa Atlântica.


Ao alvo disto não podia escapar-se a ideia de que algum achádego/os casual/is no passado poderiam ter contribuído a génese e recriação mítica, através de uma lenda que explica-se a origem da espada lá depositada no fundo do rio.


Neste sentido a lenda não deixa de ter um sedutor pouso que mistura a literatura tradicional e a arqueologia, o Imaginário e a Historia, a realidade e a ficção, e que por outro lado desde um ponto de vista pedagógico é boa não apenas para pensar, imaginar, muitas coisas senão também para falar e aprender de outras muitas. E nesta parte da História foi onde empeça a minha modesta colaboração neste interessante projeto, quando o Séchu Sende escritor e mestre do IES Marco de Cambalhóm se pujo em contacto comigo.


Sabiam do meu interesse pelo tema dos depósitos de armas no Bronze Final e queriam consultar-me sobre este tipo de rituais. Ao mesmo tempo que este Archeoten., que aqui escreve, também foi envolvidas uma velha amiga Beatriz Comendador professora de Arqueologia na Faculdade de Historia de Ourense, o divulgador do património Manuel Gago (que de passo recolheu isto no seu blogue), o etnógrafo Antonio Reigosa, e o especialista em esgrima antiga Denis Fernández Cabrera. Em certa forma pediusse-nos a cada um que aportáramos os nossos pontos de vista, conhecimentos e visões tomando como escusa e marco a tradição sobre a espada (podeis ver um bocadinho disto aqui)


Espadas e Lendas?

Uma das perguntas que se me fizeram daquela na entrevista que os alunos me enviaram era se conhecia algum outro tipo de lendas em Galiza ou no resto da Europa. Tenho que reconhecer que a rareza da lenda me obrigou a olhar para a Idade Media: à própria lenda arturiana e alguma pouco conhecida versão da gesta de Roldão na que a espada do herói acaba rota e arrojada ao rio após a morte de aquele, mas fui incapaz de topar algo semelhante no que conheço da tradição galega e europeia atual.



A Espada de Germade

Embora a minha surpresa foi maior quando uns dias depois de enviado o texto coas respostas desse-me a conhecer numa conversa como Judit Goméz Ferández arquiveira e atual guia do Museu Etnográfico do Monte Caxado (A Pontes) outra lenda sobre mouros na que aparecia também uma espada, neste caso não afundida senão emergida das águas dum rio. A lenda procede do Lugar de Momám (Concelho de Germade, Lugo), e diz assim:

“Pena do encanto: Disse que unha rapaza aparecia ali polas manhãs dando de comer a uns pitinhas e um rapaz achegóuse-lhe. Ela díxo-lhe que estava encantada e para desencanta-la tinha que ir ali o dia de Sam Xoám e colher unha pedrinha e tira-la ó rio.

Ela aparecia em forma de serpe e para desencantala debía-lhe de cortar a cabeça duma soa vez cum sabre que aí aparecia. O rapaz prometeu axuda-la se despois ela casaba com el. O dia de Sam Xoám o rapaz foi à Pena do Encanto. E ó tirar a pedra ó rio, apareceu o sabre. Despois apareceu a serpe. Pero como era enorme, o rapaz tivo medo. A rapaza, moi triste, marchou ó mar convertida em serpe para sempre”

No caso desta lenda a espada fantástica apresenta-se como um meio para conseguir o "desencantamento" da mulher sobrenatural, num tema muito recorrente no foclore galego segundo o qual a transição da moura desde o seu mundo a condição humana dá-se através de um ato de violência, nalgum casos uma mera ferida feita com algo cortante (navalha, cutelo).


Noutros casos precisa-se da morte do monstro no que a mulher se transforma para que renasça após ela convertida já numa mulher normal, nesta ultima variante inscreve-se o decapitamento que embargantes precisa neste caso da ajuda magica de uma espada especial conferida pelos próprios mouros



Um não pode evitar em certa forma imaginar comparando estas duas espadas sobrenaturais, e as suas idas e voltas desde as águas se noutra época de ter-se levado a cabo a elaboração literária como sucedera no caso de Excalibur, não poderiam estas duas lendas ter dado lugar a um episódio muito similar ao do ciclo arturiano, com a nossa própria Moura - Dama do Lago/Rio. De certo isto da que pensar sobre as relações entre o folclore e a literatura escrita, e de como cecais como acontecera a um Homero, não se terão perdido, esgazado em anacos, ou simplesmente esquecido tanto ciclos lendários pelo caminho sem chegar a ter passado ao papel


Dava-se ademais um segundo elemento interessante, que Judit me comentou pois aquela lenda da espada de Germade fora recolhida dentro dum projeto muito similar ao dentro do qual se aparesceu agora a lenda da Espada de Vila de Cruzes:  dentro de uma Campanha de Fomento da Leitura entre o lunado de 2ª etapa de EXB (curso 1993-94) do Colégio Público de Germade, que fora coordenado pelas professoras Modesta Novo Muinelo e Águeda Fraga Pita. Daquela os meninos,  entre eles a própria Judit, foram protagonistas e participaram, como agora os rapazes de Vila de Cruzes recolhendo de boca dos seus pais e avos a tradição oral, e entre ela a nossa lenda. daquilo saira um livro "Xermade meu pobo" onde está recolhida a lenda.


Em certa forma cumpria-se um percorrido, que como as idas e vindas de uma outra espada entre a água e a terra, fechava o círculo de uma lenda a outra de uma geração a outra dum lugar a outro, tão alongados no mapa. Qual será agora o percorrido disto?, como continuara a história nos rapazes de Vila de Cruzes? ... na rede estes dias a espada/s, uma e outra, como levadas pelas águas doutro nova corrente, andam "de postagem" em postagem e de "me gosta" em "partilhado" pelas redes sociais, pelos jornais, oferecendo novas vias de difusão e transmissão à tradição oral.


 Algumas Referências   
  
- AAVV: Xermade, o meu pobo. Xunta de Galicia, Santiago, 1994
- Alonso Romero, F., "A Moura constructora de Megalitos"Anuar. Brig. nº 21, 1998 pp. 11-28
- Cuba, X.R., Reigosa, A, Miranda, X., Diccionario dos seres míticos galegos. Xerais, 1999
- Llinares, M., Os Mouros no Imaxinario Popular. Univ de Santiago, 1990
- Tenreiro, M., "Os Mouros: notas sobre a penmanencia do mito no folklore" Anuar. Brig. nº 25, 2002 pp. 39-62
- Tenreiro, M., “A lenda melusínica no folclore galego: Apuntamentos sobre o culto e o popular” en Romero Portilla, P. Y García Hurtado, M-R (eds.): De Culturas, lenguas y tradiciones. II Simposio de Estudio Humanísitcos. UDC, Coruña, 2007 pp. 263-279


+INFO no blogue de: Palavras de Pedra

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Celtismo Peninsular e Centroeuropeu


A próxima quarta-feira dia 29 de maio, celebrara-se na Casa de Galiza em Madrid uma Mesa Redonda que terá por titulo O Celtismo Ibérico e a sua relação com o Centroeuropeu.



Na mesa redonda intervirão Thomas G. Schattner, diretor científico do Instituto Arqueológico Alemão; Armando Coelho Ferreira da Silva, professor da Faculdade de Arte da Universidade de Porto, o Jesus Javier de Hoz Bravo, professor da Departamento de Filologia da Universidade Complutense, o que isto escreve Marcial Tenreiro, Professor de História Antiga da UNED, junto com Martín Almagro Gorbea, Antiquário da Real Academia da História, quem moderará a Mesa.



Deixamos-vos aqui debaixo o resumo da nossa intervenção na Mesa Redonda que levara por titulo: La Lanza en el agua, la espada en la piedra. Un ritual entre celtas y germanos


Resumo
Esta intervenção terá como foco o estudo diacrónico de uma série de rituais relacionados com as armas e a guerra que encontramos atestado entre os celtas e germanos de época histórica e que, porém, consideramos podem votar alguma luz sobre o estudo de depósitos rituais de armas durante o Bronze Final e Idade do Ferro. Se sinalará de passo a utilidade uma aproximação interdisciplinar, que incluía distintos tipos de fontes, desde a etnografia à história do direito, ademais das propriamente arqueológicas para obter uma compreensão mais profunda destes fenómenos durante a proto-história europeia e peninsular


+INFO no site da:   Casa de Galicia

sábado, 23 de março de 2013

As Armas nas Águas - Livro

Les armes dans les eaux

Testart, A. (ed.), Les armes dans les eaux. Questions d'interprétation en archéologie. Errance, Paris 2013 488pp. ISBN 978-2-87772-516-3


Sinopse
Entre os povos da Idade do Ferro, é uma tradição de sacrificar as armas às divindades aquáticas. A Evidência, pode topar-se na abundância de armas em lagos, rios e pântanos. Na lenda do rei Artur, Excalibur de volta para as mãos deusa do Lago. Mas esta bela construção intelectual ensinada em nossas escolas, nunca teve um fundo de verdade?.


Há dois anos atrás em Bibracte, arqueólogos e etnólogos têm confrontado os seus pontos de vistas. Estas são as opiniões partilhadas sobre a interpretação destes depósitos misteriosos: são oferendas voluntárias para as divindades das águas? Perda ocasional ou naufrágio? Restos de batalhas? Este livro é o primeiro dedicado à análise sistemática de todas as hipóteses que podem explicar este fenómeno recorrente na história, desde o Neolítico até os dias de hoje.


Fazendo uma discussão razoada dos diversos argumentos que podem se avançar a favor ou em contra das distintas hipóteses. A leitura destes fascinantes textos descobrir também que a verdade não é sempre uma e que há que ter muito cuidado como o que for topado com o que acreditamos saber.


INDEX




Postagem relacionada: A Lança na água a espada na pedra ...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A alma do Guerreiro

foto: Must Farm project

Vendo esta imagem de esta magnifica espada do Bronze Final tipo Wilburton datada em torno ao 1300-1000 a.C dada a conhecer vai pouco pola equipa do Projeto MustFarm (poderes topar mais informação neste enlace), um dos mais espetaculares jazigos proto-históricos polos materiais descobertos nos últimos anos, não podo menos que recordar a o velho provérbio samurai que durante o Workshop Do Obradoiro ao Corpo fora traído por um dos pressentes (J. González Garcia) à discussão: "A Espada é a alma do Guerreiro"

foto: Must Farm project

Cecais esta e uma definição bastante ajeitada de importância simbólica que deveu ter esta omnipresente arma durante o nosso Bronze Final Atlântico


sábado, 23 de abril de 2011

A Lança na Água a Espada na Pedra ... a Palestra



Aqui tedes o video da minha comunicação A Lança na Água a Espada na Pedra, apresentada no III Congresso Internacional de Estudos Celtas. Os Celtas da Europa Atlantica, Narom, o dia 16 de Abril de 2011

Presentação:

 
Esta é uma versão acurtada da presentação powert point original, ... o resto e muto mais na publicação


Descarrega a presentação no meu:  Academia.edu