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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Harvey Whitehouse - Entrevista



Aproveita-mos para deixarvos o video de esta pequena entrevista ao antropologo cognitivo Harvey Whitehouse, catedrático de antropologia social e diretor do Centro de Antropologia e Mente da Universidade de Oxford, e fundador do Instute of Cognition and Culture, da mesma universidade.

Ritual na Ilha de Tanna, Vanuatu, foto:Joey L

Em ela Whitehouse explica o percorrido intelectual que o levou a formular a sua teoria dos “modos de religiosidade” iniciado pelo seu livro Arguments and Icons e desenrolada em varias obras coletivas. Ao mesmo tempo expõe alguma das prospetivas deste enfoque para a história das religiões e, sobre tudo para o estudo do ritual e da ritualidade em diversos contextos, e para diversas disciplinas desde a propria antropologia à arqueologia

Bucrânio em Catalhoyuk

A entrevista foi realizada pelo projeto LEVYNA (Laboratory for the Experimental Research of Religion) e pode ser consultada igualmente na web desta instituição


quinta-feira, 21 de março de 2013

Entrevista a Xavier Delamarre



Ontem no programa radiofónico cultural Le Salon Noir de Radiofrance emitiu-se uma interessante entrevista ao linguista Xavier Delamarre, reconhecido especialista em céltico antigo, e conhecido pelo seu célebre dicionário etimologia do Gaulês Antigo.

inscrição em lingua gaulesa de Larzac

Neste programa este reconhecido especialista da um repasso ao que a linguística aporta sobre o conhecimento da língua da Gália antiga, explicando problemas como o do papel da oralidade e escritura no gaulês antigo, as rações da substituição da língua vernácula pelo latim, e o o que antiga língua aportou ao moderno francês.

Podeis escoitar aqui abaixo o programa o descarregar o postcat indo a pagina web de FranceCulture.




quinta-feira, 31 de maio de 2012

Uma vida na arqueologia - Barry Cunliffe



Entrevista ao que é um dos mais importantes arqueólogos no campo da Idade do Ferro e os Estudos Célticos na atualidade, amais de um dos heróis particulares de quem isto escreve, Barry Cunliffe.

Nela este arqueólogo catedrático emérito de Arqueologia Europeia na Universidade de Oxford faz um percorrido biográfico pela sua vida dentro da arqueologia, desde a sua nenés e os primeiros contactos co arqueológico, passando pela sua época de estudante e dos diversos mestres e figuras da arqueologia de aquele então e como o influíram, e a sua própria lavoura arqueológica em jazigos tão importantes e senlheiros como Bath ou Danebury, ou a sua pesquisa na Península Ibérica.

Um interessante documento sobre uma das figuras essenciais da arqueologia britânica e mundial do século passado e a atualidade.


Descarrega o video em:  Oxford Potcats

sábado, 24 de março de 2012

Arqueologia da morte - Entrevista


"Do 99% da humanidade não ficara rastro"

  Entrevista a Mike Parker Pearson (Universitade de Sheffield)
Especialista de renome internacional em arqueologia da morte e na pré-história recente de Grã-Bretanha e do norte de Europa. Também tem escavado em Grécia, Síria, os Estados Unidos, Madagascar e no oeste do oceano Índico. Dirige os trabalhos arqueológicos no jazigo de Stonehenge, o qual lhe fez merescente da distinção de "Arqueólogo do ano" o 2010. Foi o principal palestrante do seminário do ICAC "A arqueologia da morte".

Que é a arqueologia da morte?
É o estudo dos costumes e rituais funerários no passado, o estudo de como a gente comemorou a morte.

Que é mais que comemorar o passado.
É claro, porque os monumentos funerários pervivem no futuro, ou seja que é uma maneira que têm os humanos de mudar o sentido do tempo. É uma marca no presente que se refere ao passado e que perdurará no futuro, durante séculos ou milénios.

A consciência da morte faz-nos humanos?
Sim, é um dos aspetos fundamentais que nos diferencia dos animais. E o que fazemos é ver de dar sentido a este problema: temos uma vida muito curta e não sabemos que passa quando morremos. O que é fascinante, como historiadores, é estudar como as sociedades do passado e do presente o tentam resolver, racionalizar, explicar.

A sociedade atual como o faz?
A Ocidente vemo-nos como uma cultura da vida. A morte é negada, apesar que esté em todos os lados e lhe passe a tudo o mundo! Teria que estar mais integrada na vida, independentemente de se temos crenças religiosas.



Para entender a morte ao longo do tempo os restos arqueológicos são suficientes?
A arqueologia não dá um retrato de corpo inteiro do passado. Temos restos materiais, como monumentos, recintos funerários, edifícios, os mesmos esqueletos, mas perto do 99% da história da humanidade não ficaram rastros.

Que difícil de estudar, pois?.
É um reto. Tão só sabemos de grupos que não são representativos da maioria da população. Também é o nosso reto pensar em outros lugares onde temos de procurar restos. E tenhamos presente uma coisa: em Europa a maioria dos nossos mortos de hoje não serão arqueologicamente visíveis, porque a incineração é uma prática a cada passo mais estendida.

Sorte, porque ao final não caberíamos! Que passa quando o planeta é cheio de monumentos para os mortos?
Não o sei. À Grã-Bretanha os cemitérios estão cheios. Que temos de fazer? Jogá-los a terra, reutilizá-los? É difícil porque também há em jogo um sentimento muito forte da gente. Como temos de gestionar os mortos no mundo dos vivos? Construímo-los espaços separados, mas agora temos de pensar outras soluções.

lekitos com escena de culto diante de uma estela funerária

Outra maneira de representá-los?
Sim. Aqui ainda temos terreno, mas fixem-nos em lugares como Hong Kong, onde há pouco espaço e é caro. Será interessante ver como fazem-no para construir os monumentos para as cinzas dos mortos. À Grã-Bretanha há um interesse crescente por reciclar os mortos em enterramentos verdes ("green burials").

Em que consiste?
Em enterrar em zonas verdes e marcar a tumba plantando uma árvore. A ideia é que a morte é uma parte do ciclo da vida, do processo natural de decadência e regeneração. É uma boa solução. Conecta com a perceção das árvores como monumentos naturais. E é como dizer: "O meu tempo se acabou, mas a vida contínua".

Que importância tenhem os rituais?
 Muita, também em sociedades seculares, porque juntam a gente, os dão um marco para viver em comum este momento de luito e rutura. Os rituais, religiosos ou não, são necessários, porque acompanham na morte e são uma boa estratégia para a encarar.

Você diz que a morte com frequência se utiliza politicamente.
Sim. Temos muitos exemplos, como o de Eva Perón. Defunta, o seu corpo quase converteu-se em objeto de manipulação política do seu marido, o ditador. E outro caso da América Latina: os maias eram conhecidos por mumificar os governantes, e continuavam tendo poder no mundo dos vivos. Um jovem conquistador que se quis casar com uma moça local teve de pedir permissão a um de estas momias, que tinham um intérprete!

Incrível.
Mas de fato todos os funerais políticos são uma ocasião para manipular, negociar, para reclamar sucessões. É um momento político chave!

Stonehenge, foto: Bill Bevan

Fale-nos de Stonehenge, onde dirige as escavações desde o 2003.
É apaixonante! Fizemos descobertas revolucionárias: encontramos o núcleo onde vivia a gente enquanto se construía Stonehenge, datamos o jazigo entre o 3000 e 2400 aC e encontramos o Bluestonehenge.

Que é?, outro círculo de pedras?.
Sim, mas mais pequeno, a uns 3 km de Stonehenge e ao lado do riu Avon. De fato o riu conecta o núcleo habitado com Bluestonehenge. Chamarmos-lhe assim pela cor azulada pedra.

De onde provem?
Do oeste de Gales, a uns 200 km. Está feita de doleritas, riolitas, cinza vulcânica e grés. O outro tipo de pedra que há no jazimento é um grés de Avebury, a uns 30 km. Agora o que queremos são encontrar as pedreiras de onde sacaram estes blocos!

Por que os levaram de tão longe?
Boa pergunta. O que é óbvio é a associação entre as pedras e os ossos dos mortos. É um lugar dos ancestrais seguro. O fato que se usem pedras de dois lugares (do centre de Inglaterra e de Gales) para um sozinho monumento faz pensar que quiçá é o primeiro símbolo da união de Grã-Bretanha, a sinal de um momento de trégua.

Mas que é, Stonehenge? Cemitério, lugar de culto, enclave astronómico?
Tudo ao mesmo tempo! Tem a ver com o céu, com os mortos e com a união de Grã-Bretanha. Mas é um mistério. Em junho publico um livro precisamente em que o explico, Exploring the greatest Stonehenge mistery.

Por que é importante tê-lo datado
Porque desfizemos o mito que Stonehenge vem dos druidas. Disse-o William Stukeley o 1740 baseando-se em escritos de Júlio César. Não se podia nem imaginar que era bem mais antigo!

(extraido de Icac.net )


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A Europa Atlântica -entrevista


  
Entrevista, emitida no telejornal fim de semana da Voz TV, ao arqueólogo X. Lois Armada Pita com motivo da recente publicação do livro Atlantic Europe in the First Millenium do que já falamos aqui no Archaeoethnologica, que este investigador coeditou, por Oxford University Press. Mas in extenso podeis escutar aqui abaixo outra entrevista ao mesmo autor no diario cultural da Radio Galega (minutos 8:56-17:54)

 

Postagem relacionada:   A Europa Atlântica no Iº Milénio

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Villae, habitat e sociedade - Entrevista


No século II dC as villae servem para amostrar o status 

 Entrevista à professora Annalisa Marzano (Universidade de Reading)

Annalisa Marzano, professora na Universidade de Reading (Reino Unido), centrou boa parte dos seus estudos na economia rural e o sistema da vila no mundo romano. É autora, entre outras, do livro Roman vilas incentral Italy. A social and economic history. foi a professora convidada do seminário internacional de Arqueologia Clássica, que teve local o ICAC nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, com o título "Habitat rural e transformação da paisagem à Antiguidade"


É uma experiente em villae.
Bem, me interessou estudar a economia das vilas e a sua função social. Isto é, estudar as vilas como estrutura produtiva e desde o ponto de vista social, e como isto altera para o longo do tempo.

A função social das vilas!
Sim, por exemplo os relacionamentos entre proprietários e vizinhos, entre proprietários e cidades... Temos que pensar que a vila também se usa para receber amigos e clientes. É um local para os negócios, os banquetes, os banhos... No século II dC a vila tem uma função social muito concreta.

São locais para falar.
Plínio o Jovem, autor do século II dC, explica até que ponto a vila é um local de encontro. Local de encontro fosse cidade. Mas há um vínculo forte entre os proprietários e os nobres de cidade que fazem parte do conselho autárquico. Também há um relacionamento forte com a cidade, já que os proprietários mais ricos são benfeitores: restauram templos, edifícios públicos ou fazem outros tipos de doações, e a mudança a cidade dedica-os estátuas em honra seu.

Desde o campo influíam na cidade.
Com o Império fazer carreira política é mais limitado que em tempo da República, porque todo depende do relacionamento com o imperador. A Roma as elites já não podem construir, por exemplo, porque a construção é monopólio do imperador. De forma que a sua influência fica fragmentada e já não está focalizada a Roma. Nas zonas rurais da Itália central é o momento que começam a emergir proprietários que ajudam, mediam...

Fazem política!
Aliás a vila acontece também o local onde expressar a carreira política. encontramos inscrições que dizem "eu fui cônsul, governador...". São inscrições que antes estavam na casa de cidade, mas ao século II já as encontramos nas vilas, onde também abundam as suas estátuas. Estátuas que são cópias das estátuas feitas em honra seu ao foro da cidade para honorários e como signo de gratidão.

A vila faz de escaparate.
Converte-se no palco onde o proprietário, que está orgulhoso, pode ensinar toda a carreira política. Este uso social também fica refletido no feito com que tanto as termas como as salas das comidas são maiores: há o precisado de um espaço mais amplo para atender e convidar mais pessoas.

Que importância tem as casas de cidade? São de uma importância menor respeito do período republicano, em que era chave para promonionares se queria entrar ao sistema eleitoral. As vilas emergem com a função nova de mostrar o status.

Mas contínua tendo uma dimensão económica, não?
Sim, e não se trata de agricultura tradicional e autossuficiente Isto é, não encontramos os cultivos típicos da oliveira e a vinha, senão uma exploração de todo o tipo de recursos agrários e naturais. Se criam pavões, furões.. Faz-se produção de mel... Todo o tipo de produtos um pouco de luxo, para os banquetes. Também há produção de cal, de enxofre...

A vila sempre se entende como local residencial e de produção?
Sim, exceto em algumas vilas no meio imediato de Roma, que são simplesmente palácios com o seu jardim.

Como se distribuem as vilas na zona centro-itálica?
Há uma ocupação intensa, sobretudo das zonas com um chão mais bom. Como que há a serrania dos Apeninos, à medida que subimos diminuem as vilas. Concentram-se ao longo dos rios navegáveis, muito interessantes como via de comunicação e transporte de mercadorias. O Tíber, por exemplo, é usado para levar o vinho até Roma. Também se fazem muitas vilas ao lado das vias, e com o tempo os proprietários melhoram a via e fazem caminhos secundários. Como passa aqui, aquelas grandes artérias de comunicação por onde hoje em dia passam as autoestradas e os comboios

As vilas começam a decair no século III dC?
Atenção! Faz-se uma associação entre a chamada crise de produção e o declive na feição decorativa das vilas, que parecem mais rústicas e pobres. Em época tardo-republicana na Itália fazia-se muito veio porque exportava-se muito. Era símbolo de status e vendia-se à Gália a mudança de escravos! Mas com o Império as províncias também se puseram a fazer vinho, e se pensa que isto comportou uma crise de produção na Itália e o abandono de muitas vilas.

E não é assim?
Se analisamo-lo bem, através da arqueologia, a epigrafia e os textos, vemos que o que passa é que há uma concentração de produção. Os proprietários, que passam de ter uma vila a ter umas quantas, decidem manter uma como residência e as outras continuam produzindo mas só vivem os locatores.

Quem consome, se já não se exporta?
Era um consumo regional e para fornecer Roma. Em período imperial a Roma vivia um milhão de pessoas! Há uma grande necessidade alimentária.

Este modelo de vilas, até quando dura?
O modelo de vila que explode o em torno perdura, transformado, até o século Vd.C. No século VI é quando há propriamente abandonos, e já começarão a se configurar os povos medievais.

Após dois dias em um seminário a l ICAC, que valoração faz?
foi uma experiência fantástica e Tarragona é uma cidade muito bonita. O ICAC é um ponto de referência muito importante quanto à investigação arqueológica e é bom que os seminários estejam frequentados pelos estudantes.

Virão colaborações com o ICAC?
vejo muitas possibilidades, porque os pontos em comum são muitos: O uso da paisagem, a economia da vila... Ademais, o meu objeto de estudo não é só Itália, senão todo mundo romano. Acabo de publicar um artigo sobre a urbanização à península Ibéria em período romano a partir da metodologia do "rank-size analysis", que põe em relacionamento o crescimento económico e a população das cidades. Como de grandes podem ser as cidades a partir dos recursos que têm ao seu arredor? À península tinha muitas cidades, mas pequenas.

                                (Extraido de Icac.net)


Postagem relacionada:  Habitat rural e Paisagem na Antiguidade

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Escuto logo Falo


Martínez Mendizabal: Os hominídeos de faz 500.000 anos já podiam falar

Diario de Ferrol
26/10/2011

Dez anos de árduo trabalho na Sima dos Ossos, um dos “extraordinários” jazigos da Serra de Atapuerca, permitiu à equipa de investigação de Ignacio Martínez Mendizabal contribuir novas evidências sobre a origem da linguagem. “O que podemos dizer é que faz já 500.000 anos tínhamos capacidades anatómicas para falar como o fazemos nós”, afirma.

 Esta é a principal conclusão de uma via de investigação aberta faz já uma década baixo o esceticismo de grande parte da comunidade científica. “Agora está mais convencida, mas quando começamos a publicar estes resultados, estávamos em solidão. Éramos praticamente os únicos que pensávamos com esta evidência que a linguagem é uma adaptação antiga, isto é, que os hominídeos de faz 500.000 anos, inclusive mais antigos, já podiam falar, porque o que se pensava até faz relativamente muito pouco é que só os humanos modernos pudemos falar”, explica.

O professor titular de Paleontologia da Universidade de Alcalá e e coordenador da Área de Evolução humana do Centro UCM-ISCIII de Evolução e Comportamento Humanos, centrado na sua maior parte no projeto de Atapuerca e Premeio Príncipe das Astúrias em 1997, visitou ontem a cidade ferrolana para dar uma conferência na Faculdade de Humanidades de Ferrol.
Ali falou sobre uma investigação “muito original” e inovadora, e possível obrigado, em verdadeiro modo, ao extraordinário material fóssil humano achado no jazigo de 500.000 anos de antiguidade. Inovadora e que “é vanguarda no mundo da investigação” pelo seu objetivo de partida: "enfrentar à origem da linguagem mas não tentando, como até agora, estabelecer como era o órgão que produz a linguagem, porque pensávamos que aí não chegaríamos bem longe, senão tentar estabelecer como é o órgão que o recebe", comentou em uma entrevista concedida a este jornal.

“O ouvido humano está especializado na audição dos sons da linguagem, de maneira que como se pode reconstruir com muita precisão os fósseis achados permitem uma boa aproximação, foi o que fizemos”, comentou. E aí entra o papel básico das novas tecnologias. Assim, o grupo, com a intervenção por suposto de engenheiros em Telecomunicações, desenvolveu uma tecnologia “absolutamente inovadora” através da que se pode realizar um audiograma praticamente como o que se lhe faz à gente quando se saca o carne de conduzir, ilustrou o paleontólogo. As modernas técnicas radiográficas bem como a reconstrução tridimensional por computador facilitaram uma investigação “muito inovadora tanto pelo tecnológico como pelos resultados”, reiterou.

“Forma de vida”
Martínez Mendizábal fala com entusiasmo não só do seu projeto, senão também da sua profissão. “Para mim a Paleontologia é a vida. Como dizia um cientista famoso, não é uma atividade, é uma forma de vida”. Por isso quiçá se lhe apaga um pouco a voz quando fala da situação atual na que muitos bolseiros e doutorandos iniciam os seus passos no âmbito científico: “Aos bolseiros estamos a pedir-lhes uns níveis de especialização muito grandes, e com um salário muito baixo”, diz. Quanto ao panorama atual da Paleontologia, assegura que tanto na área de estudo dos mamíferos como no dos dinossauros e no da evolução humana, Espanha está agora mesmo à vanguarda.

Um feito com que conquanto a nível social “sim está reconhecido”, não o está tanto desde o ponto de vista das autoridades. “Tenho a sensação de que às vezes não existe a consciência de que isto é património; quando se faz algo em um jazigo financiado por uma instituição pública é pôr o património em valor e às vezes dá a sensação de que te estão a fazer um favor, e nas escavações não cobramos”, pontualiza. Ignacio Martínez recordou que em torno dos jazigos de Atapuerca se criou uma escola que a cada vez vai a mais e que ?é a vanguarda na Europa em número de publicações científicas.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Georges Dumézil - Aprostrophes 1986


A
proveitamos agora para deixar aqui esta entrevista que no ano 1986 dentro do programa da televisão francesa Apostrophes deu o indo-europeísta Georges Dumézil. Linguista e mitologo Dumézil e conhecido por ter ressuscitado o estudo da mitologia indo-europeia para a História das Religiões.
Na entrevista o sábio pesquisador, autor de um colossal produção bibliografica dificilmente igualável em quantidade (uma listagem só dos seus livros aquipassa revista a seu percurso pela vida e a ciência incluindo algumas geniais sentenças sobre a própria profissão de écolier que dão a grande talha, e ao mesmo tempo profunda humildade pessoal e cientifica, do que foi um dos clássicos da historia das religiões do, já passado, século XX.


Apenas tres meses depois desta entrevista o genial indo-europeista françes morreria em Paris tal dia como hoje