Archivo Español de Arqueologia
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Ir ao número da revista: AEspA Nº 98 - 2025
Arqueología, Etnohistoria e Etnología
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Scarci, A. & Baitinger, H. (eds.) (2026): Fragmentation in Greek Sanctuaries and Bronze Age Hoards: An Interdisciplinary Approach. LEIZA Publications, Vol. 11. Propylaeum Heidelberg. ISBN: 978-3-88467-381-2 DOI: 10.11588/propylaeum.1736
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Naso, A. (ed.) (2024): Amber for Artemis. Amber Finds from the Artemision at Ephesos. Forschungen in Ephesos Vol. 12,7. ÖAW. Viena. ISBN: 978-3-7001-9282-4
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As estruturas localizam-se numa chaira fluvial perto do rio Waal, e apresentavam forma de cabana, mostrando diversas camadas de pedras nos alicerces e pavimentos de argila, sem postes, sugerindo-se que a cobertura do espaço ter-se-ia conseguido mediante uma estrutura flexível de vimes. Igualmente conexo coa estrutura topou-se 2 grandes poços, um de eles de uma profundidade de um metro, para conter água potável.
Burnt Mounds: Irlanda, Blacklion, Co. Cavan; o plano de Liddle 1, e escavação de Westray, ambos em Orkney (Escócia)
A abundância de madeira cardoniçada fiz aos escavadores pensar que a estrutura poderia corresponder-se com o tipo de local que na Irlanda e Grã Bretanha é conhecido como "Burnt Mound". Os autores comparam a ausência de evidências de atividades habitacionais nos Burnt Mounds com o padrão que também se observa no caso de Nijmegen.
Sobre o sentido destas peculiares estruturas insulares se tem oferecido várias propostas como locales para cozinhar carne no meio selvagem (Hawkes), produção de cerveja (vid aqui), ou uma a funcionalidade como sauna pré-históricas, teoria que é sustida num interessante artigo dos anos 80 por Barfield e Hodder, quem as comparam com os banhos de suor do continente americano (como os dos Sioux) e outros casos de banhos de suor Europeus, tanto históricos (medievais e antigos) como conhecidos pela etnografia.
casa de suor dos indios sioux e temazcales mexicanos: Codice Magliabechian s. XVI e temazcal atual
As duas primeiras hipóteses podem ser descartadas para o caso holandês ante a falta de qualquer resto alimentar. Ausência de alimentos leva aos autores a considerar que esta cabana situada em um lugar marginal no meio do bosque fora uma espécie de "lugar de abstinência" vinculado a algum ritual.
Embora que sobre esta mostrando a sua cautela pelo facto de que o uso de bolas de argila em vez de pedras aquecidas presenta uma diferença com respeito o caso insular que poderia mostrar uma tradição local independente, ainda não testemunhada noutros jazigos, mas da que num futuro poderiam aparecer testemunhos.
Artigo:
Van den Broeke, P., van Beurden, L, Hänninen, K. & Vermeeren, C. (2023): A Bronze Age Sauna in Nijmegen (prov. Gelderland / NL): An Exceptional Site in Mainland Europe. Archäologisches Korrespondenzblatt Nº 53/ 3 pp. 315-332 DOI: 10.11588/ak.2023.3.101724
Almagro-Gorbea, M. & Alvárez Sanchis, J. (1993): "La 'Sauna' de Ulaca, saunas y baños iniciáticos en el mundo céltico" Cuadernos de arqueología de la Universidad de Navarra Nº 1 pp. 177-254 PDF
Barfield, L. & Hooder, M. (1987): "Burnt mounds as saunas, and the prehistory of bathing" Antiquity Nº 61 pp. 370-379 DOI: 10.1017/S0003598X00072926
Brown AG, Davis SR, Hatton J, et al. (2016): "The Environmental Context and Function of Burnt-Mounds: New Studies of Irish Fulachtaí Fiadh" Proceedings of the Prehistoric Society Nº 82 pp. 259-290
Hawkes, A. (2018): The Archaeology of Prehistoric Burnt Mounds in Ireland. Archaeopress. Oxford