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segunda-feira, 7 de julho de 2025

Uma Lulik , O Futuro da Tradição


Deixamos aqui este velho documentário (do 2012) sobre as Casas Sagradas (Uma Lulik) de Timor-Leste, onde a antiga cultura animista e a prática do culto aos antepassados sobrevivem até o dias de hoje. 


O Filme foi produzido pela ALGA (Associação Luso-Galega de Antropologia Aplicada) em colaboração com a Secretaria de Estado da Cultura de Timor-Leste.


domingo, 6 de abril de 2025

Famadihana, dançar com os mortos

Deixamos aqui o vídeo do capítulo da série documental  "Otros Pueblos" que entre 1983 e 2010 foi emitida pela TVE, dedicado ao ritual malgaxe da Famadihana corresponde a 6 temporada de esta mítica serie etnográfica.


A Famadihana é uma curiosa festa na que os defuntos são desenterrados da cripta familiar, levados em procissão num frenético baile arredor do túmulo pelos seus parentes, e re-enterrados novamente após cambiar a velha mortalha por uma nova. 




O documentário analisa o sentido de este ritual de enterro secundário e o simbolismo dos atos executados durante a celebração e dos termos que a ela se referem.


terça-feira, 24 de dezembro de 2024

O Bosque Sagrado, A Serra da Vera - Documentário

Deixamos aqui este extraordinário documentário etnográfico titulado "El Bosque sagrado - La Serrana de la Vera"  que Radio Televisão Espanhola emitiu o ano 1987 e que se centra nas tradições sobre a figura mitica da Serra de La Vera. 

Um documento etnográfico de primeira ordem da tradição oral viva a finais do século passado


domingo, 24 de novembro de 2024

Ilhas Fora da História - Documentário

Aproveitando o decesso de Colin Renfrew deixamos aqui este documentário do ano 1973 produzido pela BBC no o arqueólogo junto com outros colegas faz um achegamento comparativo a arqueologia e etnografia do Pacifico em comparação com a pré-história europeia. 



Pelo documentário circulam desde Stonehenge e os megalítos armoricanos aos complexos monumentais da Ilha de Páscoa, assim como as tradições  ainda vivas nos arquipélagos da Polinésia como a cerimónia da preparação e consumo da kava e o contexto social que acompanha estes eventos, como possível analogia da rica vida social imaterial perdida que se desenrolou em torno aos restos materiais da pré-história.


Postagem relacionada: Um túmulo ao longe

terça-feira, 25 de junho de 2024

O uso e Produção do Ocre - Documentário

A utilização de pigmentos minerais, em particular o ocre vermelho, está atualmente no centro do debate sobre a origem do homem moderno e a complexidade cultural. A primeira evidência segura do uso do ocre foi encontrada em sítios arqueológicos de 400.000 anos na África e na Europa. Nestes locais, as rochas ricas em ferro são modificadas por trituração, raspagem, fricção e martelamento para produzir pó vermelho. 



Em alguns casos, peças de ocres modificadas foram usadas como giz. Vestígios de processamento de ocre na forma de fragmentos de ocre e ferramentas de processamento  foram encontrados na maioria dos locais da Idade da Pedra Média na África Austral e oriental, após 160.000 anos atrás, mas as informações sobre como e por que esse material foi usado por populações anteriores ainda são escassas.



A análise do ocre ainda em uso pelas sociedades tradicionais é essencial neste contexto. Neste documentário, investigadores da Universidade de Valência, Bordéus e Bergen apresentam os resultados das suas pesquisas sobre o paleolítico e o uso atual do ocre na Etiópia. Eles concentram a sua atenção no famoso sítio arqueológico da Caverna Porc-Epic, Dire Dawa. 



Eles também documentam a coleta, o aquecimento, o processamento, a mistura com outros ingredientes e o uso do ocre para tratamento capilar pelas mulheres Hamar, bem como o papel desse material na cultura Hamar.



quarta-feira, 4 de outubro de 2023

O Altar do Lume - Documentário


Deixamos aqui este filme que no ano 1976 realizou o antropologo e documentalista Robert Gardner (do que já temos falando antes aqui) junto com o filosofo e indianista Frits Staal autor de um monografia em 3 volumes sobre o deus do fogo Agni e o ritual do seu altar tema ao que esta abdicado o filme. 

O filme regista o Agnicayana, um ritual de 12 dias realizado pelos brâmanes Mambudiri de Kerala, sudoeste da Índia, em abril de 1975. Este evento foi possivelmente a última apresentação. Um ritual védico de sacrifício que remonta a 3.000 anos e provavelmente o mais antigo ritual humano sobrevivente. 

Há muito considerada como extinta e nunca testemunhadas por estranhos, estas complexas cerimónias requeriam a participação de dezassete sacerdotes, envolvem todo um conjunto de rituais como libações de suco Soma e oblações de outras substâncias, todas precedidas de vários meses de preparação e ensaios. Incluem a construção, e um altar de fogo em forma de pássaro feito ensamblando mil tijolos.


sexta-feira, 17 de março de 2023

O Arqueiro de Amesbury 20 anos depois


Em este breve documentário os membros da empresa Wessex Archaeology passam revista a história e interpretações de um dos achádegos mais importantes das últimas décadas o chamado "Arqueiro de Amesbury". O 3 de maio de 2002, a Wessex Archaeology escavou em Amesbury os restos de um enterro de 2.300 aC e um dos mais importantes túmulos da Idade do Bronze na Europa.


Descoberto a três milhas de Stonehenge, seu túmulo continha a mais rica coleção de itens já encontrados nesse período. Cerca de 100 objetos foram encontrados, incluindo o esqueleto completo de um homem, três facas de cobre, duas pequenas aretes de cabelo de ouro, dois protetores de arqueiro para proteger os pulsos da corda do arco, 16 pontas de flechas de sílex e cinco potes.

Após 20 anos depois, a equipa que escavara a sepultura nas primeiras horas da noite relembram o evento. Os anos subsequentes de pesquisa e desenvolvimento significam que continuamos a aprender e descobrir mais sobre a vida de um homem no centro da sociedade da Idade do Bronze. O documentário se completa com a presença Prof. Alice Roberts, anatomista e arqueóloga que explora como as interpretações do Arqueiro de Amesbury mudaram nos últimos 20 anos      



sexta-feira, 3 de março de 2023

Na Terra dos Caçadores de Cabeças

In the Land of the Head Hunters (1914)  

    

Em 1914 o etnógrafo Edward S. Curtis estreava na cidade de Nova York o filme In the Land of the Head Hunters.  Curtis levava vários anos ocupado no projeto de recopilação etnográfica e publicação da obra The North American Indian.

The North American Indian que terminaria constando de uma vintena de volumes, e sendo um monumento etnográfico e gráfico de primeiro ordem sobre a vida e costumes dos indígenas norte-americanos em um época em que a sua vida estava a cambiar de forma traumática e acelerada. A ideia do filme surdiu como uma forma de financiar o projeto e solucionar os problemas económicos do próprio Curtis, que levava tempo usando o cinema e gravado de áudio, e a fotografia para recolher a vida e costumes dos índios americanos.

O argumento anedótico das aventuras de um índio kwakiutle supostamente chamado Motana, serve para mostrar vários aspetos, crenças e costumes da vida dos kwakiutl entre eles um recriação da celebre cerimonia do Potlach.



The Land of the Headhunters (1914) - filme restaurado


Curtis mesmo chegou a publicar posteriormente o guião do filme em um livro que saiu ao prelo um ano depois em 1915.

 

Debate

 

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Extranhas Crenças - Evans-Pritchard

 

Aproveitamos a postagem anterior para por aqui o documentário "Strange Beliefs: Sir Edward Evans-Pritchard" que dentro da serie documental Strangers Abroad fora emito nos anos 90 pela televisão britânica, disponibiliçado na canle Ayabaya do professor Alam Macfarlane criador do magnifico Anthropologist and other Ancerstors.




O filme percorre a formação de Pritchard como antropólogo, a importância do trabalho de campo, as divergências teóricas e pessoais com seu mestre Malinowski, dando uma visão da evolução e origem do seu pensamento e primeiras intuições, centrando-se sobre tudo na aporte de Evans-Pritchard a hora de valorizar o pensamento das sociedades não-europeia como lógico e racional em contra das teses correntes na antropologia ocidental desde o s. XIX.


Pode que também te interesse:  Moléculas, Velórios e Térmites

domingo, 5 de abril de 2015

Os Caçadores de Cabeças de Cailar



 Aproveitamos agora no Archaeoethnologica para por agora esta emiçao do programa radiofonico cultural Le Salon Noir de Radiofrance no que se emitiu recentemente uma interessante entrevista ao arqueologo Réjane Roure do Laboratorie Archéologie des Sociétés


Méditerranéennes da Universidade Paul Valéry de Montpellier, junto com um pequeno, mas interessante, documentário intitulado Quando os gauleses perdem a cabeça: Investigação arqueológica sob as cabeças cortadas.


Em ambos dois se passa revista a problemática das cabeças cortadas no mundo gaulês, e céltico em geral, assim como em áreas vizinhas como o âmbito ibérico donde podemos topar os crânio perfurados por pontas no Oppidum de Ullastrett (Girona)

Podeis escoitar o programa e descarregar o postcat indo a pagina web de FranceCulture.



Pode que também te interesse: Crânios, Troféus ou Ancestrais

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Vaso Castrejo - Documentário



Aproveitamos para deixar aqui este interessante documentário intitulado Vaso Castrejo dirigido pelo realizador Carlos Eduardo Viana e disponibilizado no portal Lugar do Real. Nele se faz acompanhamento visual do registo da escavação de um vaso castrejo realizada pelo Grupo de Estudos Históricos do Vale do Neiva.


O Documentário conta com a direção científica do Professor Armando Coelho Ferreira da Silva (Universidade do Porto) e Tarcísio Daniel Pinheiro Maciel (Grupo de Estudos Históricos do Vale do Neiva)


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Quando as Estátuas também Morrem



No ano 1953 os diretores de cine Alain Resnai e Chris Marker realizavam esta pequena joia do cinema documental intitulada as Estatuas também morrem (les Statues meurent aussi), o filme promovido pela revista Presence Africaine foi resultado da colaboração de importante museus europeus como o British Museum, a Maison de L´Homme de Paris, ou o Museu do Congo Belga.


No filme faz-se uma interessante reflexão sobre o conceito de arte, e criticam-se as antinomias do colonialismo europeu sobre a África, centrado na arte o documentário põe em questionamento o etnocentrismo da distinção estabelecida entre a arte e a estética Ocidental e a dos povos africanos, através dela a própria classificação das formas icónicas africanas como Arte mostra-se em boa medida arbitraria, sem um sentido real no contexto que gerou essas mostras culturais, respondendo em resumem mais aos valores culturais europeus que a outra coisa


A través disto percebe-se como a própria categoria de artístico serve para alienar não só as coisas do seu contexto senão as pessoas, formando parte mais dum processo de "violência" cultural. Num mundo entre dois séculos condicionados pela expansão colonial das potencias europeias, a apropriação dos objetos indígenas e a sua inclusão em museus e coleções particulares, o impacto da estética africana na arte das Vanguardas, europeias não exento de uma atração pelo "primitivismo" em relação cós movimentos irracionalistas da época, da lugar a uma demanda da arte africana.


Mas paradoxalmente esta demanda da arte africana converte-se num espada de dobre fio, que "valoriza" em ocidente o alheio a costa de contribuir a sua decadência no lugar de origem donde as formas estéticas indígenas se tornam uma forma de artesoaria dirigida e orientada aos gostos do novo mercado do colecionismo ocidental



O colecionismo, e poderíamos dizer igualmente o mesmo de tantas coleções arqueológicas a través das que nos temos apropriado de passados alheios, ccumpre assim uma função ao mesmo tempo "depredadora" e "necrológica" que vem enunciada já nas primeiras frases "Quando os homens estão mortos, entram na historia. Quando as estatuas estão mortas, entram na arte. Esta botânica da morte, é o que nós chamamos A Cultura."



 Isto serve Igualmente de reflexão sobre a própria Conceição de Historia "Universal" como discurso unilinear e que deixa fora de sim aquelas outras histórias que não falam -ou ao menos fizemos que falassem de nos mesmos: esses chamados "Povos sem Historia", noção claramente etnocêntrica a que Eric Wolf dedicara o seu livro homónimo Europa e as Gentes sem Historia.


Neste sentido a própria genealogia da noção de "Africanismo" inacessível a ser integrada no discurso genealógico da Civilaçao europeia ao contrario da de "Orientalismo" que estudara Said, pressente-se como uma lógica que tem muito que ver ao menos a um nível subconsciente com aquela que guiara a aparição dos Gabinetes de Curiosidades que armazenam de jeito caótico -descontextualizado o extravagante, exótico, monstruoso ...


 Em resumem tudo aquilo que não e integrável na normalidade da nossa identidade pero sim submetivel segundo os casos a uma tipologia ou uma estética do alheio


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Máscaras - Documentário

Aproveitando as datas nas que nos topamos não podíamos menos que dedicar um momento a deixar-vos aqui este pequeno clássico do cinema documental. O documentário Máscaras da directora Noémia Delgado estreado em 1976, dedica a sua atenção aos rituais de mascarada que se celebram dentro do ciclo invernal, no Natal e Entrudo do Norte de Portugal, sendo um bom exemplo de antropologia visual e de cinema etnográfico.

 

Aproveitamos de passo para recomendar-vos que vos deães um passeio pelo interesante arquivo visual sobre esta temática do fotografo Carlos Gonzalez Ximenez



quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A Princesa do Gelo - A tumba de Pazyrik


Documentário sobre o celebre enterramento da chamada Donçela do Gelo ou Senhora de Altai encontrada pola arqueóloga Natalia Polosmak 1993 em Ukok (Pazyrik, Sibéria) perto da fronteira chinesa. Esta descoberta excecional permitiu conhecer materialmente o ritual funerário e o enxoval de um membro da elite escita arredor do século V a.C.



Após o enterro a sepultura tinha sido inundada pela chuva que congelada durante o inverno, conservou em permafrost permanentemente tudo o contido da câmara mortuária. A jovem defunta de Ukok fora enterrada segundo um ritual tipicamente escita num sepulcro feito com troncos junto com 6 cavalos que foram sacrificados e um importante enxoval formado por objetos de ouro, bronze, madeira e seda. 



O seu corpo mostrava tatuagens com diversos motivos estilizados que recordavam aos presentes na arte das estepes, figuras de cervos e outros animais imaginarios ou reais pressentes na paisagem e na mitologia dos povos das estepes



A tumba da "Princesa" de Ukok, proporciona uma fascinante olhada a cultura material e as crenças sobre a morte das povoações escíticas que conhecemos em paralelo pelo etnográfico oferecido por Heródoto



O documentário passa revista ao achádego arqueológico e as suas circunstancias, ao processo da pesquisa assim como as polémicas xurdidas em torno a origem e reconstrução étnica (oriental vs europeia) e destino final da Dama dos Gelos no contexto político e social da queda da URSS


terça-feira, 23 de outubro de 2012

As Oleiras de Pattaran



Um pequeno mas interessante documentário realizado recentemente dentro de um projeto de estudo etnoarqueologico pelo British Museum e Council for Historical Research de Kerala, centrado na olearia tradicional da região de Pattaran (Kerala, Índia). Documentário mostra a cadeia operativa da produção da cerâmica, fundamentalmente uma cerâmica a mão sem torno, e as distintas técnicas que participam na sua elaboração


sábado, 10 de março de 2012

O Príncipe de Glauberg



Entre 1994 e 1997, o Serviço de Arqueologia do Estado de Hesse escavou uma serie de túmulos da Idade do ferro topados a finais dos anos 80, e situados 300 metros ao sul do Oppidum de Glauberg. Nas escavações observou-se que uma serie de estruturas, muros de terra e gabias basicamente, próximas ao assentamento pareciam estar em relação com o túmulo 1 da necrópole. 


Eles não pareciam ter uma função defensiva de negnhum tipo. Um pequeño valo do oeste do túmulo está associado a vários outros restos como uma série de grandes furados de poste (ultimamente interpretados cum sentido calendárico), talvez sugerindo um possivel santuário ou templo.  Igualmente encontrou-se uma longa via processional que conducia desde o tumulo ate alem do oppidum ao longo de quase 2 km. Mas uma das maiores surpresas fora a aparição de uma estátua de guerreiro em esta área.


A estatua de pedra arenisca datada no século V a.C. ficara magnificamente preservada exceto os pés que não se conservarem. A estátua representa um guerreiro armado com um scutum de madeira e a mão direita colocada sobre o peito, adornavase com vários anéis (viriae) em seus braços e um torques  ao pescoço com três pingentes mui semelhante ao encontrado entre o enjoval da câmara da própria tumba 1. A cabeça tinha umas protuberâncias globulares aos lados, resultando em o típico motivo de "mickey mouse" bem conhecido em peças da ourivesaria lateniense 


Na mesma área foram encontrados fragmento de outras 3 estátuas, de modo que é assumido que as 4 figuras de guerreiro delimitaram um recinto retangular (talvez um têmenos ou nemetom) possivelmente relacionado com o culto do ancestral representado nessas esculturas, em um fenómeno similar ao do culto heroico que conhecemos paralelamente no mundo mediterrâneo.



+INFO no site do:   Glauberg Archäologische Park