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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Fundos de Salomon Reinach on-line


Tirés-à-part numérisés de Salomon Reinach


A Maison de l´Oriente e L´Mediterranee está levar a cabo um projeto de gestão, digitalização, documentação e on-line dos fundos documentais, livres de direitos, e incluídos dentro do legado da doação da Biblioteca de Salomon Reinach localizado na biblioteca do MOM.


Estes registos consistem de extratos e reimpressões de revistas científicas internacionais do século XIX e início do século XX, encadernado em volumes chamados baixo termo genérico "tiradas a parte" "separatas"


O doaçao da Sra Reinach à Universidade de Lyon (1937) dotou a Biblioteca da Casa do Oriente e do Mediterrâneo uns importantes fundos sob o estudo da antiguidade clássica, incluindo numerosas obras (Catálogo integrado MOM Library) e volumes encadernados a parte como separatas, que estao actualmente a ser digitalizados.


Os fundos das separatas da biblioteca S. Reinach (637 volumes encadernados e mais de 6.500 artigos) presentam uma grande diversade de conteúdo. Estas publicações internacionais, escritas por arqueólogos, historiadores e outros estudiosos epigrafistas século


XIX, dirigida à Salomon Reinach, tratam principalmente de arqueologia e história antiga, mas também de literatura, educação, medicina, direito legislativo ou política. A heterogeneidade deste fundo reflete uma época em que o conhecimento enciclopédico (científico, literário e político) ainda era a regra


Estas obras também refletem as relações pessoais de Salomon Reinach com estudiosos de todo o mundo. Sendo, além disso, uma documentação muito útil hoje para quem baia trabalhar em questões relacionadas com a Antiguidade Clássica, pois oferecem acceso a revistas internacionais pouco acessíveis já, dispersas ou esquecidas.


Esta documentação também têm interesse para aqueles que interessados na história das ciências humanas, história das mentalidades, etc.


Ir a base de dados: Tirés-à-part Salomon Reinach

domingo, 1 de março de 2015

Diccionario Oxford de Epigrafia Romana


Oxford Handbook of Roman Epigraphy

Bruun,C. & Edmondson, J., The Oxford Handbook of Roman Epigraphy. Oxford University Press, Oxford 2014. 928pp 
ISBN: 978-0-19-533646-7


Sinopse:
O Oxford Handbook of Roman Epigraphy é a coleção mais completa de estudos sobre a história de epigrafia latina produzido até à data. Mais que uma coleção de inscrições, porém, esse volume procura pressentar a matéria epigrafica e monstrar como os classicistas e historiadores antigos trabalham com estas fontes.


Para o efeito, os 35 capítulos, escritos por reputados pesquisadores em ascensão na história romana, clássicas, e epigrafia, cobrem tudo o eido desta materia, desde a tipografia à importância de inscrições


para a compreensão de muitos aspectos da cultura romana, como a vida pública, à escravidão, o papéis e vida das mulheres, dos militares ou a vida nas províncias.


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+INFO sobre o livro: Oxford Handb.Roman Epigraphy

domingo, 23 de junho de 2013

Quando os Santos bailam no Lume - Livro


THE BURNING SAINT
   
Xygalatas, Dimitris: The Burning Saint. Cognition and Culture in the fire-walking of the Anasteria. Acumen Publishing, Londres    ISBN: 1845539761


Sinopse
Os participantes na Anastenaria, festa do norte da Grécia, são cristãos ortodoxos que observam um ciclo ritual anual centrado em duas festividades, dedicadas respetivamente a São Constantino e Santa Helena. Estas festas incluem procissões, música, bailes, mas também sacrifícios de animais, e culminam em um frenético ritual consistente em andar sobre as brasas acendidas de uma fogueira. 



Levando os ícones sagrados dos santos, os participantes dançam sobre o lume com o santo que os move. Burning Saints apresenta uma análise destes rituais e da psicologia que há por trás deles. Baseado num trabalho de campo a longo prazo, o livro traça o desenvolvimento histórico e o contexto sociocultural dos rituais gregos relacionados com o fogo. 



Como exemplo de etnografia cognitiva, o livro tem como objetivo identificar os fatores sociais, psicológicos e neurobiológicos que estar implicados em tais rituais. Através do estudo da participação, a experiência e o significado, do rito a obra apresenta uma análise de como esses processos mentais interatuam e dão forma à conduta social e religiosa.


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Algo mais de/sobre o autor


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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Guerra, Paz e Natureza Humana - Livro

WAR, PEACE & HUMAN NATURE

Douglas P. Fry: War, Peace, and Human Nature. The Convergence of Evolutionary and Cultural Views. Oxford Univ. Press, Oxford 2013 582pp.   ISBN: 9780199858996


Sinopse
Têm os humanos sempre feito a guerra? É esta uma adaptação evolutiva ou apensas um comportamento relativamente recente?, e que nos diz isso da natureza humana?. Em War, Peace, and Human Nature Douglas P. Fry reúne aos principais experientes em campos como a biologia evolutiva, a arqueologia, a antropologia ou a primatologia para responder a estas perguntas fundamentais sobre a paz, os conflitos e a natureza humana num contexto evolutivo.


Os capítulos deste livro demonstram que os seres humanos têm claramente a capacidade de fazer a guerra, mas igualmente que a guerra não se dá em algumas culturas, e não se pode ver como um universal. Contra do que pudesse se pensar o registo arqueológico mostra à guerra como um fenómeno relativamente tardio, dando pouco apoio à ideia de que o conflito bélico é um facto antigo ou uma adaptação evolutiva.


Isto mostra, assim mesmo, que as visões da natureza humana como intrinsecamente bélica não se derivam tanto dos factos como de pontos de vista culturais implícitos no pensamento ocidental. Os capítulos deste volume interdisciplinar refutam muitas generalizações e tópicos e contribuem a dar algo de objetividade a temas tão controvertidas cultural e historicamente como são a guerra, paz, e natureza humana.


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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Da Naturalidade da Religião - Robert McCauley

WHY RELIGIONS IS NATUAL & SCIENCE IS NOT

McCauley, R. N.: Why Religion Is Natural and Science Is Not. Oxford Univ. Press, Oxford, 2011   ISBN: 978-0-19-982726-8


Sinopse
Ao longo das últimas duas décadas, os estudiosos usaram o conhecimento da ciência cognitiva, a biologia evolutiva, e disciplinas afins para iluminar o estudo da religião. Em que religião é natural e ciência? Robert N. McCauley, um dos fundadores da ciência cognitiva da religião, argumenta que nossas mentes são mais adequadas para as crenças religiosas que para a pesquisa científica.



Baseado nas mais recentes pesquisas McCauley argumenta que a religião tem sido em torno de milhares de anos em toda a sociedade, porque os tipos de explicações que ele proporciona são precisamente os tipos que vêm naturalmente para da mente humana. A ciência é muito mais recente e raro, pois chega a conclusões radicais e requer um tipo de pensamento abstrato que só surge condições sociais muito específicas enquanto a Religião faz sentido intuitivo para nós.



A naturalidade da religião implicaria, significa que a ciência não é uma ameaça real para ela, enquanto a artificialidade da ciência coloca em uma posição surpreendentemente precária.

Pode-se consultar o livro aqui


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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Pré-história de Iberia - Livro

The Prehistory of Iberia

Berrocal, M.C, García Sanjuán,L., Gilman, A., Prehistory of Iberia. Debating Early Social Stratification and the State. Routledge, Londres, 2012  424pp.  ISBN: 978-0-415-88592-8


Sinopse
A origem eo desenvolvimento precoce de estratificação social é essencialmente um problema arqueológico. O avanço impressionante da pesquisa arqueológica revelou que, em primeiro lugar, a preeminência da sociedade estratificada ou de classes no mundo de hoje é o resultado de uma longa luta social. Esta volume avança o estudo arqueológico de organização social na Pré-história, e mais especificamente o aumento da complexidade social na Pré-História Europeia. No contexto mais amplo da Pré-história mundial, nos últimos 30 anos, o tema da primeira estratificação social e a formação do Estado tem sido um tema chave de interesse no estudo da Pré-história Ibérica.

Este livro ilustra diferentes tematica, como as formas de resistência, a interação entre a mudança e a continuidade, os vários caminhos cara a complexidade social, ou os diversos "fracassos" da formaçao do Estado na Pré-história. Ele também se envolve com questões mais amplas, tais como: quando é que a estratificação social aparecem na pré-história da Europa Ocidental? Que fatores contribuíram para o seu surgimento e consolidação? Quais são as relações entre as noções de complexidade social, a desigualdade social, ou entre a estratificação social e a soberania? E quais são os indicadores arqueológicos para a análise empírica dessas questões?

Focalizado Iberia, mas com mantendo a um tempo a conexao com o seu contexto geografico mais amplo, este livro apresenta, pela primeira vez, em uma ordem cronológica abrangente, as abordagens atuais da questão da formação do Estado na Europa pré-histórica


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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Idade do Ferro em Europa - Livro

L´ÂGE DU FER EN EUROPE

Krausz,S., Colin, A, Gruel, K, Ian Ralston, I & Dechezleprêtre, T (eds.) L'Âge du fer en Europe. Mélanges offerts à Olivier Buchsenschutz. Ausonius, Bordeaux, 2013  pp.688    ISBN: 9782356130785


Sinopse
Este livro contém 54 artigos escritos por 110 arqueólogos especialistas na Idade do Ferro em vários países europeus. Escritos em inglês, francês ou espanhol, cada um desses artigos ilumina a história dos Celtas, desde França ate a Europa Central através da Itália, Alemanha, Ilhas Britânicas ou Bélgica. Eles fornecem uma excelente imagem da diversidade de abordagens e problemáticas da pesquisa nesta ampla área do fim da pré-história europeia.



Os artigos do volume tratam da metodologia, historiografia, dos habitats e fortificações, necrópoles, da religião e a arte celta; ou da guerra entre estes povos, constituindo um tributo à pesquisa arqueológica realizada por Olivier Buchsenschutz durante 40 anos na Europa.


+INFO no site do:  Institute Ausonius

Entre Tara e o Asperg - Re-pensando Hochdorf




Acabamos de ler um curto mas fascinante artigo do arqueólogo Stéphane Verger, no este pesquisador faz um ensaio de síntese e reconstrução da sociedade da primeira idade do Ferro através dos objectos contidos num jazigo tão conhecido e tantas vezes citado, como é o da tumba principesca de Hochdorf.



O artigo de Verger leva-nos além da descrição para planejar um inovador marco interpretativo no que se une uma impecável análise da cultura material, junto com o uso sem prejuízos das fontes textuais, neste caso procedentes da epica irlandesa alto-medieval, que lhe permite exumar sucessivamente as evidências do ritual nas coisas e logo a través delas as categorias sociais subjacentes da organização política de inícios do Ferro na Centro-Europa.

distribuição do porco no Midchúarta de Tara, segundo Sayer

Partindo dum artigo de William Sayer, no que se estudava a organização dos banquetes celebrados nas célebres Midchúarta (Salão da bebida) irlandeses e a participação distintiva que neles se lhe dava a cada uma das classes sociais da sociedade gaélica, Verger estabelece uma interessante comparação na que o caso irlandês serve como modelo heurístico, sem cair na simplificação de presupor uma identidade total entre ambos casos.



O autor parte da ideia de que o reparto das distintas partes do animal segundo o posição social e o status puído ser uma ideia também presente no contexto da tumba de Hochdoff, e rastreia os elementos que podam indicar essas participações diacríticas (diferenciais) entre os membros dum banquete, através dos serviços de mesa presentes na tumba. Elo lhe permite observar em um elemento como a decoração as diferentes classes de sujeitos presente, ou mais bem, elididos através dos objectos.




Se podem distinguir assim na vaijela  metalica da tumba nove personagens, possivelmente as de mais alto status, cujos pratos ficam na tumba junto ao seu "principe", e que a sua vez são divididos em 3 categorias distintas, formadas respectivamente por 3 personagens com pratos muito decorados, com motivos geométricos, e outros 5 com uma mais simples decoração de pontos, mais um nono sem decoração que considera pertencente a um indivíduo intermédio na escala social do banquete entre estes dois grupos da elite.


Elo segundo o autor mostra: "que o serviço de carne Hochdorf assim como a descrição do salão real de Tara, revelam um sistema muito sofisticado de classificação dos participantes de acordo com seu status, a sua posição e suas prerrogativas rituais". Pela contra em quanto a bebida, observa o autor uma duplicidade de patrões de consumo entre os serviços de mesa e objectos debicados ao reparto da carne e por outro os utensílios participes no consumo e distribuição da bebida alcoólica.



Mentres que o primeiro mostraria as diferenças dentro da sociedade, e, mais concretamente, as distintas categorias dentro da elite, a bebida ocuparia um papel de agregação simbólica a um nível tribal. Assim no aspecto dos nove chifres observamos em 8 deles uma igualdade, que só é rota pelo grande corno que faz o número 9 e que mostra uma decoração e uma capacidade que o distingue claramente dos outros.



Precisamente a quantidade de bebida que permitia conter este chifre permite a Verger identificar este corno como de sentido colectivo e implicado possivelmente em rituais, como o juramento, no que participariam vários comensais, mais também com a figura especialmente destacada do monarca como representante da comunidade e organizador do banquete.



A partir desta ideia Verger faz uma digressão sobre a identidade nas línguas célticas entre o vocabulário da bebida e o do poder politico, estudado por Lambert, que lhe serve de novo recorrendo às fontes textuais para propor a identificação de algumas pequenas figurinhas femininas realizadas em bronze presentes em Hochdorf, como representações de deusas identificáveis com uma concepção da soberania -assim como da bebida- como a que se pode topar nos mitos irlandeses



Em este sentido a tumba de Hochdorf se nos amostra na re-leitura de Stéphane Verger como uma radiografia política da Idade do Ferro centro-europeia, na que a se nos apressenta um individuo que sem dúvida deveu ocupar um papel essencial na comunidade -e difícil não pensar em alguma forma de monarquia- e cuja especial relevância se nos mostra  como congelada em uma foto fixa através de um momento social tão importante e significativo como é o do banquete.



Neste sentido este artigo constitui uma interessante contribuição a uma autentica arqueologia política e institucional da proto-história céltica europeia.


Verger, S.,"Partager la viande, distribuer l’hydromel.Consommation collective et pratique du pouvoir dans la tombe de Hochdorf" Krausz,S. et alii(eds.) L'Âge du fer en Europe. Mélanges offerts à Olivier Buchsenschutz. Ausonius, Bordeaux, 2013  pp. 495-504   [disponivel aqui]


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Cavalgando ao Além - tese on-line


Rowsell, T., Riding To The Afterlife: The Role Of Horses In Early Medieval North-Western Europe. Master’s Thesis, University College London, 2012


Resumo
A fim de estabelecer o papel de cavalos nas religiões pré-cristãs da Inglaterra anglo-saxã, a Escandinávia da época viking e outras regiões germânicas da Europa continental, esta dissertação procurara as evidências nas fontes arqueológicas e literárias do enterramento, sacrifício, e outros rituais nos que são envolvidos os cavalos. Na ideologia reconstruída neste ensaio, o cavalo serve como símbolo de status por igual para cristãos e pagãos iguais, assim como de eficiente meio de transporte. 



Para os pagãos o cavalo era também uma fonte de alimento e estava ligada a ritos religiosos envolvendo a sua decapitação e consumo ritual. A análise das evidências mostra que como os numerosos exemplos de enterros de cavalo do noroeste da Europa serviram a uma variedade de funções: símbolo de status entre os bens no túmulo, vítima para os deuses ou antepassados, e meio de transporte póstumo ao Além.

Enterramento anglo-saxão com cavalo

Ao comparar a arqueologia com as fontes literárias, em as que os cavalos são representados em mitologia nórdica e como parte de rituais pagãos, se possem identificar duas categorias principais de funções divinas do cavalo nesta época. Em primeiro lugar, as tumbas de guerreiros de status elevado, acompanhados polos seus cavalos, que se identificam com o culto do deus Óðinn.

Portrait of a Burial Horse foto: Charlotte Dumas

Nestes casos, a função dos cavalos é ser meio de transporte na vida após a morte, provavelmente cara o Valhǫll. Em segundo lugar, aqueles enterros que envolvem os a cremação de cavalos, por vezes acompanhada de arreios e rédeas, caso em que também foram destinados como transporte póstumo mais que parecem ter significado espiritual relacionado com o culto dos Vanir.

Dentes de cavalo num depósito ritual, Uppsala

Neste caso os cavalos que foram sacrificados e comidos puderam ter sido dedicados ao deus da fertilidade Freyr, assim como sucede na Saga de Hrafnkels. Tácito fornece evidências de que o cavalo teve sido um meio divino, no que pode ser uma manifestação anterior do rito descrito por Adam de Bremen, que foi relacionado igualmente como o culto Vanir do cavalo. 

Reconstrução do sítio sacrificial de Eketorp (Suécia)

A Análise dos feitiços médicos semi-pagãos encantos do século X, assim como a primeira legislação cristã sobre os cavalos fornece um contexto que ajuda a distinguir o que é genuinamente pagão na cultura popular arredor do cavalo nos inícios do medievo no Norte de Europa


Descarregar a tese em:  Medievalist.net

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Lei, Comunização e Controle

The Justice of Constantine

Dillon, John Noël, The Justice of Constantine. Law, Communication, and Control. University of Michigan Press, Ann Arbor, 2012, 295pp.   ISBN: 978-0-472-11829-8


Sinopse
A Justiça de Constantino examina a legislação judicial e administrativa do imperador e seus esforços para manter o controlo sobre a burocracia imperial, e garantir o funcionamento da justiça romana, e para manter a autoridade sobre os seus súbditos por todo o Império Romano. John Dillon analisa o registo da legislação de Constantino e a sua relação com a legislação anterior. Os capítulos iniciais também servem como uma introdução ao direito romano e administração na Antiguidade Tardia.



Dillon considera os éditos públicos de Constantino e as comunicações internas sobre o acesso ao direito, os juízos e jurisprudência, a corrupção e a punição dos abusos administrativos, vendo como os funcionários imperiais dotaram mão da correspondência com o imperador para resolver diversas questões jurídicas. O livro remata com estudo dos expedientes de apelação de Constantino como instrumento para garantir a justiça provincial.

As constituições de Constantino revelam muito sobre o Código Teodosiano e as leis incluídas nele. Constantino buscou fontes diretas e confiáveis de informação com fim de fazer valer a sua autoridade. A correspondência oficial, mostra o seu esforço por manter o controle sobre os funcionários através de punição; os agentes de confiança, a prestação obrigatória de contas, e o cultivo da suspeita e rivalidade entre eles. 


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+INFO sobre o livro em: Univ. Michigan Press

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Disciplina das Coisas


Archæology: The Discipline of Things

Bjørnar Olsen, Michæl Shanks, Timothy Webmoor & Christopher Witmore, Archaeology: The Discipline of Things. Univ. of California Press, Berkeley, 2012  ISBN: 978-0-520-27416-7


Sinopse
Os padrões tradicionais das ciências sociais e naturais (e a sua ontológica) estão mudando e sendo desafiados a partir de posições diferentes (Action-Networ Theory, tecnociência, a fenomenologia, a inteligência artificial, etc). Nos últimos anos, os arqueólogos têm reconhecido essas profundas transformações. No entanto, em vez de reavaliar o potencial único da sua prática e contribuir ao progresso dessas discussões, os arqueólogos têm mostrado complexo de inferioridade como ciência social de segunda, profundamente enraizado mas que responde sobre tudo aos velhos discursos.



Este livro revê os fundamentos da arqueologia para oferecer uma imagem ousada do que os arqueólogos fazem. A Arqueologia é apresentada como um conjunto de práticas e conhecimento interdisciplinares que se ocupam da natureza mesma do humano e de como os humanos se relacionam com as coisas a sua vez, considerando que a disciplina tem uma perspetiva a longo prazo que lhe permite observar de jeito privilegiado a dinâmica entre o homem, a cultura material e o passado


INDEX

Introduction: Caring about Things p. 1

The Ambiguity of Things: Contempt and Desire p 17

Engagement with Things: The Making of Archaeology p.36

Digging Deep: Archaeology and Fieldwork p. 58

Things in Traslation: Documents and Imagery p. 79

Figures for Things: Memory Practices and Digital Translation p. 102

Timely Things: From Argos to Mycenae and Beyond p. 136

Making and the Desing of Things: Human Being and the Shape of History p. 157

Getting on with Things: A Material Metaphysics of Care p. 196

References p. 211

Index p. 245


domingo, 4 de novembro de 2012

Nova História Social de Roma


NOVA HISTÓRIA SOCIAL DE ROMA

Alföldy, G: Nueva historia social de Roma. Univ. de Sevilla, Sevilla, 2012, 466 pp.
ISBN: 978-84-472-1414-3



Sinopse
Se e para a terceira edição da História Social de Roma Géza Alföldy publicado em Wiesbaden, em 1984, foi um sucesso absoluto, tendo sido traduzida ao Inglês, castelhano, italiano, grego, Português, francês, polaco e húngaro, esta quarta edição (traduzida por Juan Manuel Abascal Palazón, professor da Univ. de Alicante) é uma versão substancialmente nova daquela, ampliada ao duplo de extensão e enriquecida com um conjunto muito mais amplo de notas e um listado da bibliografia publicada nos últimos anos. Contínua a ser a única apresentação abrangente da história da sociedade romana, desde os seus primórdios à Antiguidade Tardia. Aborda questões como as bases da estrutura social, os estratos e grupos específicos nos que a sociedade estava organizada, a sua permeabilidade, conflitos, ideais, suas crises e seus autoconceitos nos diferentes períodos. Fundamentando-se nos resultados da pesquisa internacional, deixa continuamente expressar-se fontes literárias e a epigráfica e fornecendo o espaço para a discussão crítica sobre as questões controversas da ordem romana social.

   
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Arte Celta de Miranda Jane Green


ARTE CELTA
  
Green, M.J, Arte celta : leyendo sus mensajes, Akal, Madrid, 2007
ISBN: 9788446018438


Sinopse
A arte dos celtas pagãos e do primeiro cristianismo foi capital para a identidade deste povo. O seu significado, omnipresente transcendia a mera ornamentação com um sistema de símbolos que fazia claras afirmações sobre o status, o poder e o género, sobre a guerra e o sobrenatural. Por muito que se tratasse de um objeto de uso, a sua decoração falava de uma linguagem rica em alusões que contém as chaves de uma visão do mundo muito diferente da nossa.

Que os artistas celtas eram mestres supremos do seu ofício fica patente na subtileza dos seus desenhos, cheios de tenção graça e poderosa energia. Recreiam-se no paradoxo, na ambiguidade, na simetria e no duplo sentido. A arte celta resulta particularmente enigmático, mas pode estar imbuído do sobrenatural e de evocações do "outro" mundo

Ante a ausência de documentos escritos contemporâneos, o presente estudo, revelador e subgerente, adota outros meios para decifrar o código da arte celta, situando-o com clareza no seu contexto arqueológico, aumentando o nosso conhecimento do mesmo mundo que reflete esta arte.


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Postagem relacionada:  Imagem e Ritual na Céltica Peninsular

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Danebury, un castro da Idade do Ferro ...


DANEBURY A IRON AGE HILLFORT
   
Cunliffe, B et alii, Danebury: An Iron age hillfort in Hampshire, Council of British Archaeology, vols. 1-2 e 4-5, (1984-1991)


O hillfort de Danebury, em Hampshire (Inglaterra), é mundialmente conhecido por ter sido o cenário de um importante programa de escavação e investigação que começou em 1969 e se prolongou com campanhas ininterrompidas ate o ano 1988.As escavações dirigidas por Barry Cunliffe converteram-se num referente para a arqueologia proto-histórica das Ilhas Britânicas e da Europa Ocidental tanto pola sistematicidade dos trabalhos, como pelo espetacular e significativo de alguns achádegos como os célebres poços e silos com depósitos rituais de ossos animais e humanos, assim como pola extensa produção cientifica gerada a raiz destes trabalhos arqueológicos.

Barry Cunliffe e o Neal Oliver, foto: BBC

Fruto delo foram umas memórias de escavação repartidas em 5 tomos, os dois primeiros recolhiam as campanhas a década inicial mentres que os volumes 4 e 5 ao período ate a fim do projeto. Estes tomos forem editados dentro da coleção de Reports do Council of British Archaeological (CBA), mentres que o 3 volume adicado à arqueologia da paisagem (Cunliffe, B. & Palmer, R: Danebury: an Iron Age Hillfort in Hampshire: An Aerial Photographic Interpretation of Its Environs, 1984) foi editado independentemente pola Royal Commission on Historical Monuments

vista aerea de Danebury

Os 4 tomos das memórias de Escavação editados pelo CBA estão agora disponíveis on-line dentro do repositório do Archaeological Data Service, do que já falamos na anterior postagem, para a sua descarrega direta, pondo assim a mão dos profissionais e do intesados em geral uma obra clássica más não reeditada e já difícil de localizar num são exemplo de democratização e acessibilidade do conhecimento, que será bem agradecido tanto por uns como por outros


Deixamos aqui os enlaces correspondentes aos volumes disponíveis em open-acess:


- Cunliffe, B W, Danebury: An Iron age hillfort in Hampshire Vol 1. The excavations 1969-1978: the site, CBA Report Nº 52a, 1984

- Cunliffe, B W, Danebury: An Iron age hillfort in Hampshire Vol 2. The excavations 1969-1978: the finds CBA Report Nº 52b, 1984

- Cunliffe, B W & Poole, C., Danebury: an Iron Age hillfort in Hampshire: volume 4: the excavations 1979-1988: the site CBA Report Nº 73a, 1991

- Cunliffe, B W & Poole, C., Danebury: an Iron Age hillfort in Hampshire: volume 5: the excavations 1979-1988: the finds CBA Report No. 73b, 1991



domingo, 15 de julho de 2012

Imagem e Ritual na Céltica Peninsular

Imagen y Ritual en la Céltica Peninsular

Alfayé Villa, S., Imagen y Ritual en la Céltica peninsular. Edit. Toxosoutos, Noia, 2011  ISBN: 978-84-15400-11-0


Este livro que no que aqui agora nos detemos; Imagem e Ritual na Céltica Peninsular é obra Silvia Alfayé Villa una nova investigadora discípula de F. Marco Simón e que tem abordado o tema da religiosidade da Hispânia céltica já numa nutrida quantidade de publicações entre as que destaca a sua tesse doutoral Santuarios y rituales en la Hispania Céltica publicada na serie internacional do British Archaeological Report (BAR), obras nas que tem prestado um especial interesse a imagem, a iconografia e aos seus valores nas sociedades indígenas e hispano-romanas.



Linha de pesquisa da que este livro é um novo exemplo, nele a autora faz um exaustivo repasso as fontes sobre a iconografia religiosa da Celtica Peninsular, lando a cabo uma necessária expurgação de falsas atribuições e breve posta a dia do material disponível, para tratar logo diversos âmbitos como o da relação entre imagem e ritual, as crenças escatológicas ou potencialidade que as próprias imagens tiverem para crear ou recrear identidades.


Sinopse:
O livro pretende ser unha aproximação multidisciplinar ás imaxes do ritual e não ritual produzidas e consumidas polas sociedades dá Céltica peninsular, que aspira a compreender as dinâmicas visuais do culto desas comunidades e as súas formas de representar, imaxinar, experimentar e se relacionar co sacro. Analízanse as imaxes de contido relixioso, as supostas representacións divinas, a utilização e funcionalidade dás imaxes em diversos contextos culturais.


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