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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Culturas do Vino, Gandhāra e Além - Livro

Wine Cultures
 Gandhāra & Beyond

Antonetti, C., Bryan De Notariis, B., & Enrico, M. (eds.) (2024): Wine Cultures. Gandhāra and Beyond. Antichistica- Storia ed epigrafia Vol. 40/10. Edizioni Ca’ Foscari. Venecia. ISBN: 978-88-6969-877-4 DOI: 10.30687/978-88-6969-816-3 

Sinopse 
O volume representa o resultado principal do projeto MALIWI (SPIN Ca' Foscari 2021) dirigido por Claudia Antonetti. Adotando uma abordagem interdisciplinar, este trabalho busca explorar as técnicas de produção, funções sociais e significado cultural de bebidas inebriantes com referência particular ao vinho -uma bebida extraordinária que está entrelaçada com a história humana há milénios.



Este volume reúne contribuições de académicos interessados ​​em estudar a cultura do vinho e da bebida em Gandhāra e regiões vizinhas, incluindo a Assíria Antiga, Aracósia e a Índia atual. 





O tópico é explorado de três perspetivas fundamentais, empregando uma gama diversificada de fontes, incluindo textos literários e históricos, bem como evidências linguísticas, iconográficas, arqueológicas e antropológicas.
   

INDEX

Introduction
Claudia Antonetti, Bryan De Notariis, 
Marco Enrico

Intoxicating Nectars of Plenty
Reflections on Wine and Other 
Drinks in Ancient South Asia
James McHugh

Indological Sources: 
Literature and Anthropology 

The Gandhāric Roots of the Indian Symposion 
and Sympotic-like Elements in Buddhist Literature
Bryan De Notariis

In Search of Regional/Local (deśī) Words for 
‘Intoxicant’ in First-Millennium India
Andrea Drocco

Wine in India and Other Substances
An Anthropology of ‘Entheogens’
Stefano Beggiora

Archaeology of Wine: 
Comparison and Diachrones

The Archaeology of Wine in the Southern 
CaucasusNew Methods for an Old Tradition
Elena Rova

An Assyrian Winery in Khinis, Ancient 
Khanusa (Kurdistan Region of Iraq)
Francesca Simi, Costanza Coppini, 
Daniele Morandi Bonacossi

Wine in Achaemenid Arachosia
An Imperial Network of Regional Wines
Prabhjeet K. Johal

Wine in Gandhāra
Notes on a Mythical and Economical Geography
Omar Coloru, Elisa Iori, Luca M. Olivieri

Gandhara and Classical Sources: 
Imagery Iconography, 
Epigraphy and Texts

Beyond the Form
Some Observations on Wine-Symbolism and 
Related Figurative Themes in Gandharan Art
Cristiano Moscatelli, Anna Filigenzi

Wine, Women and Royalty in Gandhāra
Claudia Antonetti

Wine in the Gandhāran Epigraphic Corpus
Stefan Baums

Strabo on Wine in Ancient India
Marco Enrico


Descarregar o livro em: Wine Cultures

As Origens do Vinho - Vídeo

Deixamos aqui os vídeo da palestra do arqueólogo Stephen Batiuk (Universidade de Toronto) proferiu no Instituto Oriental da Universidade de Chicago sob o titulo "Exploring the Roots of the Vine: The History and Archaeology of the Earliest Wines"





Batiuk examina os novos trabalhos de campo arqueológicos, de quimica e genética biomolecular que estão remetendo as origens do vinho ao período Neolítico. o palestrante explora como a migração antiga possivelmente levou à disseminação da cultura do vinho no Oriente Próximo e no mundo mediterrâneo.


O vinho Artigo, as origens de Viticultura

ANCIENT WINE

Mc Govern, P.E.  (2019): Ancient Wine. The Search for the Origins of Viniculture. Princeton University Press. Princeton & Boston. ISBN: 978-0-691-19720-3
Sinopse   
A história da civilização é, de muitas maneiras, a história do vinho. Este livro é o primeiro relato abrangente dos primeiros estágios da história e pré-história da vinicultura, que remonta ao período Neolítico e além. 


Elegantemente escrito e ricamente ilustrado, Ancient Wine abre capítulos totalmente novos na fascinante história do vinho, baseando-se em descobertas arqueológicas recentes, investigação molecular e de DNA e nos escritos e arte de povos antigos. 


Num novo posfácio, o autor discute desenvolvimentos recentes emocionantes na compreensão do vinho antigo, incluindo uma nova teoria de como a vinicultura chegou à Europa central e do norte.  
   

INDEX


Disponivel em: Ancient Wine

quarta-feira, 24 de abril de 2024

O Banquete entre Arqueologia e Etnologia

Le Banquet cérémoniel entre archéologie et ethnologie 

Michler, M., Le Roux, P. & Jodry, F. (2024): Le Banquet cérémoniel entre archéologie et ethnologie. Archaeopress. Oxford  ISBN: 9781803277554  DOI: 10.32028/9781803277554
   
Sinopse  
Uma abordagem dupla, que combinaantropologia social e arqueologia, revela o banquete ou festa cerimonial como um fenómeno plenamente social. Em circunstâncias extraordinárias, os banquetes -geralmente realizados em sociedades estratificadas com uma religião sacrificial- reúnem muitos convidados, que são alimentados e regados com alimentos raros e caros em grandes quantidades, a fim de homenagear alguém ou alguma coisa, e para afirmar ostensivamente o poder dos organizadores. 




Embora esta prática tenha sido reconhecida em muitas sociedades ao redor do mundo, vivas, antigas ou extintas, ainda não tinha sido objeto de uma síntese em grande escala. Foi, portanto, apropriado lançar um olhar interdisciplinar sobre os meandros do banquete festivo em relação às cosmogonias e práticas sociais dos espaços sociais em questão. 




Os nove ensaios aqui recolhidos, provenientes de comunicações apresentadas em jornadas de estudo realizadas em Estrasburgo, contribuem para o debate sobre questões importantes relativas ao banquete, como a sua temporalidade (ciclos culturais ou mitos cosmogónicos), a sua localização (esfera pública ou privada, espaço aberto). ar ou em ambientes fechados), a comensalidade, a hospitalidade, o tipo de produtos consumidos e os modos à mesa e, por fim, a hipótese de que a organização de um banquete implica a existência de uma sociedade hierárquica, sedentária, com riqueza (ou crematismo), quando não ostentação. 




A diversidade de áreas geoculturais, períodos cronológicos e casos abordados permitem-nos apreender o banquete em todos os seus múltiplos aspectos, oferecendo novos alimentos para o pensamento e caminhos para a investigação.

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Descarregar o livro em: Le Banquet Cérémoniel

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Álcool / Álcoois - Archéopages

        
Alcohols /Alcoholes

Archéopages. Archéologie et Société 

47 - 2020 


Cerveja, vinho, aguardente, licor... As bebidas alcoólicas sempre foram múltiplas e as formas de as consumir também, enquanto a imagem que a sociedade tem dos consumidores de álcool oscila entre o melhor e o pior. Que arranjos, que recipientes foram inventados para garantir a fermentação, a destilação, a preservação? Como as receitas são criadas, perpetuadas, refinadas? Quais elementos entram na composição dessas bebidas e quais propriedades elas possuem ou não? 

O álcool produzido era para ser consumido rapidamente ou poderia ser armazenado? Que pistas arqueológicas podem ser usadas para avaliar as quantidades e qualidades produzidas? Os vestígios arqueológicos e o mobiliário permitem dar conta da diversidade de usos e da evolução do gosto. 

Distinguimos de que forma a fabricação e o consumo de determinados álcoois são reservados, limitados, a um tipo de evento (ritual, festa, refeição, doença, etc.), a uma classe social, a um gênero, a uma região

 

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Descarregar a revista em:  Archéopages Nº 47

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Entre Tara e o Asperg - Re-pensando Hochdorf




Acabamos de ler um curto mas fascinante artigo do arqueólogo Stéphane Verger, no este pesquisador faz um ensaio de síntese e reconstrução da sociedade da primeira idade do Ferro através dos objectos contidos num jazigo tão conhecido e tantas vezes citado, como é o da tumba principesca de Hochdorf.



O artigo de Verger leva-nos além da descrição para planejar um inovador marco interpretativo no que se une uma impecável análise da cultura material, junto com o uso sem prejuízos das fontes textuais, neste caso procedentes da epica irlandesa alto-medieval, que lhe permite exumar sucessivamente as evidências do ritual nas coisas e logo a través delas as categorias sociais subjacentes da organização política de inícios do Ferro na Centro-Europa.

distribuição do porco no Midchúarta de Tara, segundo Sayer

Partindo dum artigo de William Sayer, no que se estudava a organização dos banquetes celebrados nas célebres Midchúarta (Salão da bebida) irlandeses e a participação distintiva que neles se lhe dava a cada uma das classes sociais da sociedade gaélica, Verger estabelece uma interessante comparação na que o caso irlandês serve como modelo heurístico, sem cair na simplificação de presupor uma identidade total entre ambos casos.



O autor parte da ideia de que o reparto das distintas partes do animal segundo o posição social e o status puído ser uma ideia também presente no contexto da tumba de Hochdoff, e rastreia os elementos que podam indicar essas participações diacríticas (diferenciais) entre os membros dum banquete, através dos serviços de mesa presentes na tumba. Elo lhe permite observar em um elemento como a decoração as diferentes classes de sujeitos presente, ou mais bem, elididos através dos objectos.




Se podem distinguir assim na vaijela  metalica da tumba nove personagens, possivelmente as de mais alto status, cujos pratos ficam na tumba junto ao seu "principe", e que a sua vez são divididos em 3 categorias distintas, formadas respectivamente por 3 personagens com pratos muito decorados, com motivos geométricos, e outros 5 com uma mais simples decoração de pontos, mais um nono sem decoração que considera pertencente a um indivíduo intermédio na escala social do banquete entre estes dois grupos da elite.


Elo segundo o autor mostra: "que o serviço de carne Hochdorf assim como a descrição do salão real de Tara, revelam um sistema muito sofisticado de classificação dos participantes de acordo com seu status, a sua posição e suas prerrogativas rituais". Pela contra em quanto a bebida, observa o autor uma duplicidade de patrões de consumo entre os serviços de mesa e objectos debicados ao reparto da carne e por outro os utensílios participes no consumo e distribuição da bebida alcoólica.



Mentres que o primeiro mostraria as diferenças dentro da sociedade, e, mais concretamente, as distintas categorias dentro da elite, a bebida ocuparia um papel de agregação simbólica a um nível tribal. Assim no aspecto dos nove chifres observamos em 8 deles uma igualdade, que só é rota pelo grande corno que faz o número 9 e que mostra uma decoração e uma capacidade que o distingue claramente dos outros.



Precisamente a quantidade de bebida que permitia conter este chifre permite a Verger identificar este corno como de sentido colectivo e implicado possivelmente em rituais, como o juramento, no que participariam vários comensais, mais também com a figura especialmente destacada do monarca como representante da comunidade e organizador do banquete.



A partir desta ideia Verger faz uma digressão sobre a identidade nas línguas célticas entre o vocabulário da bebida e o do poder politico, estudado por Lambert, que lhe serve de novo recorrendo às fontes textuais para propor a identificação de algumas pequenas figurinhas femininas realizadas em bronze presentes em Hochdorf, como representações de deusas identificáveis com uma concepção da soberania -assim como da bebida- como a que se pode topar nos mitos irlandeses



Em este sentido a tumba de Hochdorf se nos amostra na re-leitura de Stéphane Verger como uma radiografia política da Idade do Ferro centro-europeia, na que a se nos apressenta um individuo que sem dúvida deveu ocupar um papel essencial na comunidade -e difícil não pensar em alguma forma de monarquia- e cuja especial relevância se nos mostra  como congelada em uma foto fixa através de um momento social tão importante e significativo como é o do banquete.



Neste sentido este artigo constitui uma interessante contribuição a uma autentica arqueologia política e institucional da proto-história céltica europeia.


Verger, S.,"Partager la viande, distribuer l’hydromel.Consommation collective et pratique du pouvoir dans la tombe de Hochdorf" Krausz,S. et alii(eds.) L'Âge du fer en Europe. Mélanges offerts à Olivier Buchsenschutz. Ausonius, Bordeaux, 2013  pp. 495-504   [disponivel aqui]


Comida, Materialidade e Hospitalidade

Food, Drink and Hospitality
Space, Materiality, Practice

Quando: 14 Junho
Onde: Oxford


A Universidade Brookes de Oxford junto com a British Sociological Association, Oxford Gastronomica, e a revista Hospitality & Society organizam em junho deste ano, um Colóquio sob o tema Comida, Bebida e Hospitalidade. Espaço, Materialidade e Pratica



A pesquisa filosófica tem enriquecido nos últimos anos a compreensão da hospitalidade. No entanto, estes estudos levaram a focar a temática nas re-conceituações abstrata de hospitalidade, e a uma tendência a usar noções de hospitalidade com fim de ver relações a escala regional, de nação ou urbana, em troques de adotar visões a nível das micro geografias quotidianas nas que estão envolvidas as transações de comida e bebida.

Potlatch dos indios klallam, século XIX

Tendendo com elo a tratar este debates em torno da hospitalidade e da sociedade como algo separado das práticas comerciais. De igual jeito os académicos dedicados ao estudo da hospitalidade comercial têm ignorado as perspetivas aportadas por estes debates filosóficos abstratos. Vários estudos recentes têm tentado criar pontos de conexão entre o abstrato e o mais mundano, através da pesquisa das diversas conceções tangíveis de hospitalidade e entre elas das suas manifestações sociais e comerciais

um potlatch na atualidade

Este encontro busca construir a este eido emergente de trabalho convidando aos pesquisadores a explorar as complexas interações entre alimento, bebida, e hospitalidade, para conectar as dimensões abstrata e filosófica da hospitalidade e o seu aspeto material, encarnados a través da prática. Pretendendo desenvolver um dialogo inter-disciplinar no que se deem a mão os trabalhos da sociologia, antropologia, geografia história, filosofia, estudos culturais e literários, de género, psicologia...e outras diversas áreas afins.


O prazo de receção de comunicações está aberto até o dia 28 de fevereiro. pode consultar-se mais informação no site de Food, Brink & Hospitality. Os ponências aceitadas e formarão parte de um próximo número monográfico da revista Hospitality & Society.



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ânforas, Vinho e Hallstatt - Colóquio


Des Amphores chez les Celtes Hallstattiens
L’Europe et le vin de la Méditerranée archaïque

Quando: 26-27 de novembro
Onde:  Aix-en-Provence


O Centre Camille Julian, entidade dependente da Universidade de Provença e o CNRS organiza os dias 26-7 de este mês um colóquio irternacional que leva por titulo: Das Ânforas entre os Celtas Hallstáticos, A Europa e o vinho no Mediterrâneo Arcaico, que as importações anfóricas do Mediterrâneo no mundo hallstattico. Nele abordam-se os distintos aspetos nos que se contextualiza a chegada destes contendores

Desde a própria problemática arqueológica as dimensões sociais do consumo vinho na Idade do Ferro, e a relação e adaptação dos usos e objetos mediterrânicos nos contextos nordeuropeus durante a Idade do Ferro.



Para elo contara-se como nomeados especialistas na arqueologia da Idade do Ferro como Stéphane Verger, Patrice Brun ou Dominique Garcia


 Programa



+INFO no site do:   Centre Camille Julian