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domingo, 15 de outubro de 2023

Território e Poder no Gales Medieval - Tese

Land, people and power in early medieval Wales

Comeau, R. (2019): Land, people and power in early medieval Wales: the cantref of Cemais in comparative perspective. Tese doutoral University College London. Londres.  

   
Sinopse  
Este estudo examina a estrutura da paisagem galesa do início da Idade Média. Utilizando um cantref (cem) no sudoeste do País de Gales como estudo de caso, baseia-se numa análise comparativa multidisciplinar para superar os limites impostos pela sobrevivência restrita da cultura material e pelas fontes escritas limitadas. 


Examina os padrões de poder e de atividade habitual que definiram espaços e estruturaram vidas, e considera as relações temporais, tanto sazonais como de longa duração, que os moldaram. São apresentadas quatro conclusões principais. 


Em primeiro lugar, que a clave da vida medieval –agricultura, pagamento de tributos, processos legais e caça– estava estruturada por um padrão sazonal de longa duração preservado na lei galesa dos séculos XII e XIII, nas dedicações de igrejas e as datas das feiras. Em segundo lugar, apresenta, ao nível do cantref, o primeiro levantamento sistemático de evidências de locais de Assembleia no País de Gales e colocando-os em contexto comparativo. 


Em terceiro lugar, demonstra que, embora a má preservação da cultura material e os registos escritos limitados tenham até agora restringido a identificação e caracterização de locais-chave na paisagem galesa do início da Idade Média, um conjunto de dados multidisciplinar permite a identificação eficaz de zonas focais através de indicadores conhecidos de outras áreas do noroeste. Europa. 


Em quarto lugar, o amplamente utilizado “modelo de propriedades múltiplas” é considerado um descritor inadequado da paisagem galesa do início da Idade Média. Uma abordagem metodológica alternativa é proposta demonstrando o valor duma abordagem multidisciplinar, especialmente, do uso sistemático da toponimia, novidosso para o contexto galês. 


O estudo também fornece recursos importantes para outros pesquisadores,  geolocalização nomes de lugares anteriores a 1700 a partir da pesquisa publicada anteriormente; com a criação de recursos GIS (polígonos e bases de dados geolocalizados) a partir do mapa de parroquias da década de 1840 com um detalhado estudo de caso de áreas; fornecendo um banco de dados geolocalizado de propriedades do século XVI e das propriedades dos cantref da lei galesa.


Vol. 1  PDF

Vol. 2  PDF

   Vol. 3 Anexos 



quarta-feira, 25 de março de 2015

Royal Scone Conference - Videos


Royal Scone Conference

Perth, Escocia
Novembro 2014


Gordon Noble - Cult and Kingship,Understanding the Early Pictish Royal Centre at Rhynie



Alan Miller - Digital reconstruction of Scone Abbey



Alastair Mann - The Last Coronation of a King of Scots: Charles II in 1651 at Scone



Alexandra Sanmark - At the Assembly: Elite Rituals and the Creation of Ritual Space



David Caldwell - Finlaggan, Islay – a place for inaugurating kings



David Rollason - Stones and stone thrones in ‘celtic’ and non-‘celtic’ kingship across the middle ages



Jan-henrik Fallgren - Scandinavian Hill Forts – Symbolic sites for royal and common rituals



Jana Maríková-Kubková - Prague Castle. Seat of the Dukes and Kings of Bohemia, Place of Their Investiture



John Ljungkvist - Gamla Uppsala through a millennia, a continuous centre in constant transformation



Judith Ley - From Charlemagne’s Royal Residence to the German Coronation Place: A New Theory to the Function and Symbolism of the Aachen Palace



Karsten Ley - ‘Charlemagne’s own palatine chapel: Perception and Development of Aachen’s Carolingian Heritage 1949 ‐ 1978 ‐ 2014



Lucinda Dean - Where to make the king (or queen): the importance of place in Scottish inaugurations and coronations from 1214 to 1651



Matthew Hammond - Perth/Scone and assembly government in the mid-twelfth century



Øystein Erkoll - ‘The Kings’ Chair’ – The Royal Acclamation Tribune on Nidaros Cathedral Cemetery



Patrick Gleeson - Gathering the nations of early medieval Ireland: debating provincial kingship, royal government and ceremony in the post-Roman West



Richard Millar - Scone Abbey: An Overview of its Portfolio of Lands, Rights, and Churches



Andrew Johnson - Tynwald: Assembly, Royal Inauguration and Parliamentary Tradition on the Isle of Man



Extraido de: Boug´s Archaeology


domingo, 3 de agosto de 2014

Cosmologia Celta - Livro


CELTIC COSMOLOGY

Borsje, J., Booley, A., Mac Mathúa, S., Toner, G., Celtic Cosmology: Perspectives from Ireland and Scotland. PIMS, Papers in Mediaeval Studies 26, 2014 316pp.  ISBN 978–0–88844–826–2


Sinopse
Os ensaios desta coleção, forom originalmente apresentado no colóquio, 2008 Celtic Cosmology and the Power of Words que examinou a visão de mundo dos povos celtas, centrando-se particularmente nas perspectivas gaélicas (irlandesa e escocesa); e usando como fontes principais as inscrições e textos em língua céltica e Latim


Esse volume representa um estudo dos vestígios das cosmologias celtas nas suas fontes, especialmente irlandesas e escocesas. Esses traços cosmológicas são investigados através das suas semelhanças e influências indo-europeias e semiticas.


As ordenações gerais do mundo como a tripartição Celtica (terra, água e céu) em contraponto a bipartição Christiana (este mundo eo outro) são exploradas, junto com significado cosmológico especifico de alguns elementos da paisagem



O mundo foi mapeado mundo palavras e simbolos para as gerações contemporâneas e futuras. Esses "mapas" escritos não são apenas geográfica, constituem também diretrizes éticas e mitológicas. Através das histórias, a paisagem e espaço social são processados ​​em um esquema que define o bem e do mal num sentido cósmico. 



No mundo mental Celtico os caminhos, rios, montanhas e outeiros são marcadores vitais. Outeiros e cavernas foram usadas em rituais e eram vistas como entradas para um Alem subterrâneo, onde habitam seres sobrenaturais. Dentro desta paisagem socializada a periferia e o centro estão intimamente relacionados com a realeza, as capitais reais são apresentadas na paisagem e arquitetura como centros rituais. 


A nomeação de lugares significativos é um ato humano de criar um ordem. Na tradição literária celta as histórias explicativas e etymologicas, servem como significantes e sinais de alerta (tabus) ou como performances de expiação para as rupturas pontuais da ordem cósmica


 INDEX



+INFO sobre o livro:  Celtic Cosmology

segunda-feira, 3 de março de 2014

Assembleias Judiciais na Escócia - Tese on-line


O'Grady, Oliver J.T., The setting and practice of open-air judicial assemblies in medieval Scotland: a multidisciplinary study. PhD thesis, University of Glasgow. 2008


Sinopse
Este estudo analisa as configurações físicas e associações na paisagem dos tribunais judiciais ao ar livre na Escócia medieval. A prática medieval das Assambleias ao ar livre representam uma atividade humana coletiva efêmera crucial para a compreensão da sociedade medieval. Na obra adoptaçe uma abordagem multidisciplinar, que se serve tanto das evidências toponimicas, históricas e arqueológicas, quanto de estudos de casos representativos que são investigados e apresentados através do seu levantamento geofísico e topográfico.


Os nomes de lugar derivados do Gaélico, Escocês, Antigo Nórdico e Inglês que indicam a existencia assembléias são postos em conjunto e completados os materiais dicionais. Mais de 200 nomes de lugares são considerados. As referências históricas à assambleias e tribunais a ceu aberto durante os seculos 13 - 16 séculos, são examinadas, junto com 18 exemplos onde os seus restos físicos podem ser identificados com seguridade e apresentados em detalhe. A diversidade das assambleias ao ar livre é assim analisada, incorporando as características naturais e arqueológicas dos locais onde se celebram.



Os outeiros são o cenário arqueológico mais comum identificado com uma distribuição ampla que transcende as fronteiras linguísticas e culturais. No entanto, um número significativo de assembleias judiciais utilizadam colinas naturais, o que tem implicações para a análise arqueológica dos locais. A reutilização de restos pré-históricos, como amoreamentos de pedras e restos megalíticos como lugares de assemblei é um fenómeno generalizado, e que não está restrito aos centros reais.


As qualidades pré-cristia e cultual destes lugares centrais são ilustradas pela estreita associação que desde um inicio topamos na Escócia entre sitios religiosos e outeiros de assembleias judiciais. As assembleis judiciais na Escócia também apressentam uma associação com fronteiras territoriais, enfatizando seu papel na dinâmica inter-comunitária. 


O material histórico demonstra um declínio gradual no uso de lugares ao ar livre para os tribunais desde o século 15 em diante. Isto representa, no entanto, uma significativa persistência dos locais judiciais tradicionais na Escócia durante a época de centralização progressiva do processo legal.


Descarregar a tese aqui:  Glasgow Theses Service

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Os Barcos de Pedra da Idade do Bronze

Os Navios em pedra Amossam uma rede comercial maritima no Baltico à 3000 Anos

A meados da Idade do Bronze, por volta do 1000 aC, a quantidade de artefatos de metal comercializados na região do Mar Báltico aumentou dramaticamente. Na mesma época, um novo tipo de monumento apareceram ao longo das costas; pedras embotarão e organizados na forma de navios, construídos pela cultura marítima envolvida nesse mesmo ramo metal.

Uma rede marítima ampla

Estes grupos marítimos da Idade do Bronze faziam parte de uma rede que se estendia através de grande parte do norte da Europa e com ligações mais para o sul: uma rede que foi mantida devido à crescente dependência de bronze e outras matérias-primas importantes, como meio de status social, criando assim uma dependência cultural.


Os arqueólogos têm assumido que bronze foi importado para a Escandinávia desde sul, e as análises recentes confirmaram esta hipótese. No entanto como as pessoas organizaram esse comércio e formaram as suas redes raramente é abordado, e porem nada se sabe dos lugares onde eles se reuniram para tal fim



"Uma razão pela qual os lugares de encontro da Idade do Bronze não são discutidos, muitas vezes, é que temos sido incapazes de encontrá-los. O qual contrasta com os centros comerciais [mais tardios] da Era Viking, muito singelos de localizar, devido à grande quantidade de material arqueológico que deixaram", diz o autor da tese Joakim Wehlin da Universidade de Gotemburgo e a Universidade de Gotland.


Em sua tese, Wehlin analisada a totalidade do material arqueológico relacionado com os navios de pedra e também a colocação destes monumentos dentro da paisagem de Gotland. A tese oferece um novo e extenso relato dos navios de pedra e sugere que a importância do Mar Báltico durante a Idade do Bronze escandinava, e dos não menos importantes rios, como vias de comunicação aquática, tem sido subestimada na pesquisa anterior.


Os barcos de pedra podem ser encontrados em toda a região do Mar Báltico, especialmente nas ilhas maiores, com um conjunto significativo na Ilha de Gotland. Os navios têm-se considerado como concebidos para ter servido como túmulos e por esta razão eles foram vistos como recipientes destinados a levar o falecido ao Além após a sua morte.


O site como um ponto de encontro

"Meu estudo mostra uma imagem diferente", diz Wehlin. "Parece não que todos os corpo foram enterrados dentro do navio, e uma percentagem significativa de navios de pedra não têm sepulturas dentro deles em tudo. Em vez disso, eles às vezes mostram restos de outros tipos de atividades. Assim, com a ausência dos mortos, os traços da vida começam a aparecer."



Wehlin sugere que os navios de pedra e as atividades que possam ter ocorrido ao redor deles apontam para um povo que estava focado no comércio e as ligações marítimas. Detalhes destes monumentos; indicam que elas foram construídas não tanto como navios espetrais, mas como representações de embarcações reais.



Wehlin crê que os barcos de pedra ainda podem dar pistas sobre as técnicas de construção naval e as dimensões estruturais dos navios da época e isso proporcionara uma visão mais aprofundada de como se navegava pelo Mar Báltico durante a Idade do Bronze.


Este período na pré-história mostra o navio como um elemento dominante da cultura visual; esculpida em pedra, decorado em artefactos de bronze ou construído como nestes monumentos em pedra. Os navios visualizados através de diferentes meios de comunicação parecem referir-se aos navios de fato e a sua variedade pode indicar diferencias funcionais entre distintos tipos de embarcações.


Primeiros Portos Comerciais

Através do trabalho de campo, Wehlin localizou o que ele sente uma série de potenciais locais de encontro - o que poderia até mesmo ser descrita como portos comerciais iniciais. Em uma parte da área de estudo no nordeste de Gotland no sistema de água consiste no Rio Hörsne que mais tarde se torna o rio Gothem (o maior rio em Gotland). O rio corre para o norte-leste através das zonas húmidas de Lina pântano, e continua a sua foz no Åminne e a Baía de Vitviken no Mar Báltico.


O pântano Lina era -antes da campanha de drenagem em 1947- a maior em Gotland. Esta área aparece como uma paisagem marítima, com uma grande área húmida no interior, pântanos, sistemas fluviais, rio-boca, coa costa e do mar situado dentro de uma rica paisagem da Idade do Bronze. 


A área poderia muito bem ter sido importante como um nó de comunicação entre a costa leste e oeste, papel que tivo continuidade em tempos históricos. Wehlin acredita que não é por acaso que um dos maiores conjuntos de configurações do navio, quase 15% do número total de tais monumentos, surge nesta região.



Ele sugere que as pessoas que faziam parte de uma instituição marítima; construtores de barcos, marinheiros, as pessoas com conhecimentos e habilidades necessários para viagens ao exterior, a navegação, o comércio etc, poderia ter tido um lugar especial na sociedade. Se for assim eles poderiam estar ligados a tradição destes sites com barcos 


Esses recursos podem ser vistos como um instrumento fundamental para a identificação coletiva, semelhante aos sites com arte rupestre no Bohuslän. Os enterros que estão presentes perto desses sites se tornariam pois atividades secundárias relacionadas com o poder sacro destes lugares.

Fonte: Past Horizons


Referências

Wehlin, J., Östersjöns skeppssättningar. Monument och mötesplatser under yngre bronsålder/ Baltic Stone Ships. Monuments and Meeting places during the Late Bronze Agemore. Univ. Göteborg, tese on-line

Wehlin, J. "Approaching the Gotlandic Bronze Age from Sea. Future possibilities from a maritime perspective" in: Martinsson-Wallin, H., Baltic Prehistoric Interactions and Transformations: The Neolithic to the Bronze Age. Gotland University Press 2010. pp. 89-109 pdf


terça-feira, 6 de março de 2012

PROJETO ÓENACH 2012 - Congresso


Landscapes of Assambley

Quando: 24-25 março
Onde:  Depart. Archaeology UCC


Embora na maioria das vezes traduzido como "Feira / Mercado", o Óenach termo é um derivado de 'um', articulando conceitos de “unificação”. Originalmente óenach significava o conjunto principal do corpo político de um ou vários reinos, presidido e convocado por um rei, para diversos fins coma servir de tribunal, promulgar leis, negociar alianças, mas também, como uma ocasião de festa em geral, onde se faziam eventos desportivos como carreiras de cavalos. Como tal, o óeanch é o equivalente irlandês da instituição pan-europeia de Assembleia.

tumulo no sítio de assembleia de Tailtiu, foto: Óenach Project

O Projeto Óenach é um projeto de pesquisa de curta duração no Departamento de Arqueologia do Colégio Universitário de Cork, que abordar a questão do Óenach. O projeto óenach empregar diversos métodos de pesquisa para analisar as paisagens do óenach, a fim de examinar as suas origens, desenvolvimento e a sua iconografia arqueológica. Os principais estudos de caso do projeto estão localizados nos principais locais de Assembleia da Irlanda.

Ó Néill Stone nos Chãos de Tulach.  foto: National Library of Ireland  

Um dos objetivos principais do projeto é estabelecer um discurso preliminar sobre as origens, função e evolução desta instituição. Elo permitira o estabelecimento de uma base a partir da qual as origens, natureza e evolução das primeiras práticas de assembleia irlandesas podam ser comparadas com os estudos de outros projetos de investigação em curso no Reino Unido e Escandinávia, nos que está analisando locais e práticas de Assembleia em toda a Europa, sinaladamente o projeto The Landscapes of Governance do Instituto de Arqueologia do UCL, e o The Assembly Project

local de assembleia de Bällsta, Suecia. foto: A. Sanmark

Como parte do Projeto Óenach uma conferência  com o titulo Landscapes of Assembly: the Óenach in early medieval Ireland será realizada pelo Departamento de Arqueologia do Colégio Universitário de Cork nos dias 24 e 25 de março. Esta conferência irá examinar a natureza e manifestação arqueológica das práticas de Assembleia na Irlanda, a par do papel do Óenach na têmpera sociedade irlandesa


  Programa


+INFO no site do:   Óenach Project