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segunda-feira, 30 de março de 2026

Arqueoastronomia - Livro

Archaeoastronomy

González-García AC. (2026): Archaeoastronomy. Data Collection and Analysis. Elements in Current Archaeological Tools and Techniques.  Cambridge University Press. Cambridge  ISBN: 9781009639316 DOI: 10.1017/9781009639316 

Sinopse   
Como a arqueoastronomia auxilia os arqueólogos na compreensão do passado das sociedades humanas? A arqueoastronomia é um campo interdisciplinar que combina princípios científicos e medições astronômicas para aprimorar nossa compreensão das culturas antigas. 



Seu caráter interdisciplinar se manifesta na fusão de áreas das ciências naturais, como astronomia, física, matemática e até mesmo geologia ou biologia, com outras das ciências sociais e humanas, como arqueologia, história, pré-história, geografia ou antropologia. 


Ao longo deste Elemento, veremos o que é a arqueoastronomia, como ela funciona e a que temas é aplicada, para o que apresentaremos uma série de conceitos da astronomia, matemática e outras disciplinas.
     

INDEX  

Introduction p. 1

1. What Is Archaeoastronomy: 
Astronomy in Culture  p. 1

2 How Archaeoastronomy Works: 
Data Gathering  p. 5

3. Positional Astronomy p. 17

4. Movements of the Sun p. 23

5. Movements of the Moon p. 31

6. Calendars p. 37

7. Eclipses and the Cycles
of the Moon p. 40

8. The Planets p. 43

9 The Stars p. 46

10 Other Ways of Measuring 
Orientations p. 56

11 Precision versus Accuracy 
and Error Analysis p. 70

12 Conclusion p. 79

References p. 81


Descarregar o livro em:  Archaeoastronomy

sábado, 24 de junho de 2023

Astronomia Antiga - Livro

ANCIENT ASTRONOMY  

Belmonte J. A., Kragh H., Pankenier D. W. et al. (2015): Ancient Astronomy India, Egypt, China, Maya, Inca, Aztec, Greece, Rome, Genesis, Hebrews, Christians, The Neolithic And Paleolithic. Cosmology Science Publishers. Cambridge. 


Sinopse: 
A astronomia pode ser uma ciência muito antiga, com uma história tão longa e obscuro que suas origens estão quase ocultas. No entanto, pistas tentadoras foram deixadas nas profundezas dos recessos do paleolítico catedrais subterrâneas, cavernas adornadas com imagens simbólicas do céu noturno.


Como os antigos podem ter concebido a esfera celeste, é desconhecido para nós, e tudo o que podemos fazer é especular. No entanto, é claro que o ceu tinha um  significado profundo, para os povos do7 Paleolítico reproduziu o céu noturno em suas pinturas e desenhos. 


A observação do céu tem sido um dos principais geradores da metafísica no pensamento humano e, por outro lado, a astronomia tem sido tradicionalmente a ferramenta mais poderosa dos seres humanos para orientar-se adequadamente no tempo e no espaço. Portanto. a astronomia é certamente um dos melhores guias que a humanidade teve, desde o alvorecer da espécie, para encontrar nosso lugar correto no cosmos


INDEX

Prologue: Ancient Cosmologies: The Paleolithic and 
Neolithic Universe

1. Finding Our Place in the Cosmos: The Role of Astronomy 
in Ancient Cultures

2. Prehistoric Astronomers? Ancient Knowledge 
created by Modern Myth

3. The Cosmology of the Paleolithic

4. Neolithic Cosmology: The Equinox and the Spring Full Moon.

5. Ancient Greek-Roman Cosmology: Infinite, Eternal, 
Finite, Cyclic, and Multiple Universes

6. Astronomy and Psyche in the Classical World: 
Plato, Aristotle, Zeno, Ptolemy

7. “Let There Be Light!” The Genesis of Biblical Cosmology

8. The Cosmic Landscape in the Age of the Pyramids

9. Was There A Ptolemaic Revolution in Ancient Egyptian 
Astronomy? Souls, Stars & Cosmology

10. Ancient Cosmologies: Understanding Ancient 
Skywatchers, Mayas, and their Worldviews

11. Astronomy in Ancient Mesoamerica:

12. Cosmology in the Inca Empire: Huaca Sanctuaries, 
State-Supported Pilgrimage, and Astronomy

13. Inca Solar Orientations in Southeastern Peru

14. Cosmic Cycles of Hindu Cosmology: 
Scientific Underpinnings and Implications

15. Visions of the Cosmos: Archaeoastronomy in Ancient India

16. Cosmic Capitals and Numinous Precincts in Early China

17. Cosmology and the Death of Gods: New Age Religions, 
Anti-Christ, and Precession of the Equinox


Descarregar livro em: Ancient Astronomy

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Morte nas Montanhas - Palestra

Death in the high mountains:

Quando: 23 Junho
Onde: on-line


A próxima Sexta-Feira dia 23 de Junho pelas 16:00 horas decorrera a próxima conferência do ciclo de palestras Encounters with our past com o título: "Death in the high mountains: Funerary practices and interpersonal violence at Roc de les Orenetes (NE Spain)" que estara a cargo da arqueologo Miguel Ángel Moreno-Ibáñez do Institut Català de Paleoecologia Humana i Evolució Social


A conferência pode seguir-se on-line em Zoom


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Magdalenenberg - Um Calendario da Idade do Ferro

Tumba Real da Idade do Ferro mostra alineação lunar

Graças a um software especial desenrolado pela NASA, arqueólogos alemães descobrirão agora 40 anos apos a escavação original, um enorme calendário lunar celta no túmulo principesco de Magdalenenberg, perto de Villingen -Schwenningen , na Selva Negra da Alemanha

Denominado pelos pesquisadores do Römisch- Germanisches Zentralmuseum (RGZM) de Maguncia, como o "Stonehenge da Selva Negra", este seria o calendário de ciclo lunar mais antigo calendário até agora encontrado no âmbito céltico. Esta descoberta foi feita ao avaliar os velhos planos da escavação processando os dados através dum sofisticado software da NASA. A ordem dos enterros em torno do túmulo real central, encaixava exatamente com as constelações no céu do Hemisfério Norte.

tumulo de Magdalenenberg

Ao contrario que Stonehenge que foi orientado com respeito ao sol, o inmenso tumulo de 100 metros de diâmetro de Magdalenberg forom orientado segundo a lua. Os construtores posicionaram longas filas de postes arredor do túmulo para estavelezer as posições da lua . Essas posições lunares que se sucedem na mesma localizaçao cada 18,6 anos e eram as " pedras angulares " do calendário celta.

tumulo de Glauberg

A posição dos enterros em Magdeleneberg representa um padrão das constelaçoes que podiam ser vistas entre os solsticios de inverno e verão. Com a ajuda de um programa de computador especial, o Dr. Allard Mees, pesquisador do RGZM pudo reconstruir a posição de aquela constelações que eram visiveis no céu nos solsticios durante os inícios da Idade do Ferro e após ela. Esta pesquisa arqueo - astronómico datou o padrão solsticial da necrópole no 618 aC , o que o converte no exemplo mais antigo e mais completo de um calendário celta focado nas lunações.



Júlio César relatou nos seus Comentários sobre a Guerra das Gálias o conhecimento astronómico dos sacerdotes druídicos e a existência de um calendário lunar. Depois de sua conquista da Gália e da destruição da cultura gaulesa, estes tipos de calendário foram completamente esquecidos na Europa. Com os romanos, um calendário baseado sol foi adotado, embora durante o período romano pode topar-se evidencias do sistema de computo gaulês através do calendário epigráfico de Coligny

fragmento do calendario de Coligny

O estudo do tumulo monumental de Magdalenenberg e o seu entorno bota agora nova luz sobre as primeiras etapas de a dimensão ritual do sistema calendárico celta durante os inícios da Idade do Ferro

Extraido de: Past Orizonts




Postagem relacionada: O Principe de Glauberg

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Trabajos de Prehistoria 70/1

Trabajos de Prehistoria 70/1, 2013


Artígos

Aprovisionamiento de sílex en el Prepirineo oriental durante el Paleolítico superior antiguo: el nivel arqueológico 497C de Cova Gran (Santa Linya, Lleida)   pp. 7-27
Miquel Roy Sunyer, Andoni Tarriño Vinagre, Alfonso Benito-Calvo, Rafael Mora Torcal, Jorge Martínez-Moreno

Los orígenes del Solutrense y la ocupación pleniglaciar del interior de la Península Ibérica: implicaciones del nivel 3 de Peña Capón (valle del Sorbe, Guadalajara)   pp. 28-53
Manuel Alcaraz-Castaño, Javier Alcolea González, Rodrigo de Balbín Behrmann, Miguel Ángel García Valero, José Yravedra Sainz de los Terreros, Javier Baena Preysler

Procesos técnicos y culturales durante el Holoceno inicial en el noroeste de la Península Ibérica. Los niveles B y Bb de La Cativera (El Catllar, Tarragona)   pp. 54-75
Juan Ignacio Morales, Josep M. Vergès, Marta Fontanals, Andreu Ollé, Ethel Allué, Diego E. Angelucci

Las estelas del Suroeste en el valle del Guadalquivir y Sierra Morena: distribución espacial y nuevas perspectivas de investigación    pp. 76-94
Manuel Eleazar Costa Caramé

La explotación tartésica de la casiterita entre los ríos Tajo y Guadiana: San Cristóbal de Logrosán (Cáceres)   pp. 95-113
Alonso Rodríguez Díaz, Ignacio Pavón Soldevila, David M. Duque Espino, Moisés Ponce de León Iglesias, Mark A. Hunt Ortiz, Craig Merideth

Arqueología del cielo. Orientaciones astronómicas en edificios protohistóricos del sur de la Península Ibérica   pp. 114-139
César Esteban, José Luis Escacena Carrasco

Una fosa-vertedero de época vettona en el Cerro de la Mesa (Alcolea de Tajo, Toledo)   pp.140-165
Teresa Chapa Brunet, Juan Pereira Sieso, Ana Cabrera Díez, Cristina Charro Lobato, Marta Moreno-García, Mónica Ruiz Alonso, Sebastián Pérez Díaz, José Antonio López Sáez, Rafael Araujo


Noticiario

¿También un arte ‘macro-levantino’? El arquero de grandes dimensiones de Val del Charco del Agua Amarga (Alcañiz, Teruel)    pp. 166-174
Manuel Bea, José Ignacio Royo

Las Pozas (Casaseca de las Chanas, Zamora): dos nuevos recintos de fosos calcolíticos en el Valle del Duero   pp. 175-184
Marcos García García

La utilización de marfil de cachalote en el Calcolítico de Portugal    pp. 185-203
Thomas X. Schuhmacher, Arun Banerjee, Willi Dindorf, Chaturvedula Sastri, Thierry Sauvage

Recensiones y Crónica científica
pp. 204-218

Libros recibidos
pp. 219-221


Ir ao numero de: TP 70/1

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Estrelas e Pedras - SEAC 2011



Conferencia Anual da SEAC 2011
Évora, 19-24 de Setembro


As migrações e as viagens são intrínsecos à humanidade, pois eles abriram as rotas para a difusão cultural e comércio, e também pelo domínio de energia. Seguindo essas rotas também é para seguir a sua diversidade cultural, como eles se conheceram ou entraram em confronto. O céu e fenômenos astronômicos forneceu os instrumentos para contagem de tempo, organização da agenda e de navegação celestial que apoiaram essas viagens. Astronomia nos dá hoje a capacidade de reproduzir o céu, abrindo uma janela através da qual podemos vislumbrar como essas sociedades percebido, integrada e manipulado o céu em suas visões de mundo e seus mitos, e, finalmente, em sua organização social.


Os principais temas da conferência são:

- Técnicas de orientação e navegação celestial no passado. Navegação, astronómica e instrumentos náuticos nos séculos XIV, XV e XVI.
- Expressões de conhecimento astronómico em monumentos, arte rupestre, arqueologia e paisagem. Migração de pessoas, uma reunião entre culturas diferentes.
- História da astronomía. Uma reunião de conceitos diferentes.
- Astronomía e os Jesuitas. Uma reunião entre mundos diferentes.
- Astronomía na antigüidade. Uma reunião de conhecimentos diferente.
- Ethnoastronomia E mitos, viagens no espaço e no tempo por culturas diferentes


Programa & Resumes




+INFO no site do:  SEAC 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Re-Interpretando Stonehenge - Documentario



Recente o arqueólogo português António Carlos Varela tem postado no seu bloge Portuguese Prehistoric Enclosures uma referência a possibilidade da existência de recintos circulares de madeira contemporâneos aos recintos em pedra peninsulares.

Esta e outras novas sobre o alinhamento cara o sol em determinadas datas das enclosures portuguesas que Varela tem já publicado, não podia deixar de trair a minha cabeça este documentario intitulado Stonehenge Decoded no que se da um repasso às recentes investigações que tenhem cambiado a perspetiva destes tipo de monumentos nas ilhas Britânicas, graças a extensiva pesquisa arqueológica dentro do Riverside Project dirigida por Michael Parker Pearson, um dos mais interessantes estudiosos do ritual na pré e proto-historia Europeia.

Na reportagem se nos mostra como esse fascinante conjunto cerimonial, processional e ritual une noções cosmológicas coa vida e a morte, tanto humana como natural, ao longo duma longa jornada de "peregrinação" pola paisagem pré-histórica dos Chãos de Salinsbury entre o amencer o sol-pôr. Uma conceção muito complexa que mostra a escassa simplicidade dos habitantes da Europa nesse período entre o neolítico final e o Calcolítico  

Pode que ainda esteemos um pouco longe disto por estas terras, mas o tempo e o trabalho dos nossos colegas do outro lado do Minho, dirá


Pode que também te interesse:   O Rei de Stonehenge

sábado, 30 de julho de 2011

O Céu no Bronze - O Disco de Nebra


 Ao fio da post anterior e da temática da Conferencia da SEAC tão relacionada coas viagens, não podemos resistir-nos aqui a trair ao Archaeoethnologica este pequeno documentário alemão sobre um dos achádegos mais espetaculares das últimas décadas, o Disco de Nebra,  no que estes dois elementos a viagem e os astros se vem entremesturados

Neste documentario, quase como naquele velho poema irlandês (a Canção da espada) na que está nos ia cantando os seus posseedores, se nos narra a hipotetica história, realmente a biografia, do Disco e dos que foram seu donos no seu percorrido ao longo do tempo e do espaço pela fascinante geografia física e cultural da Europa da Idade do Bronze, até a câmara do Museu Regional de Saxonia-Anchalt. Uma época que tão vem nos descreverem Kristiansen e Larsson no seu recente livro (The Emergence of Bronze Age Society), uma encruzilhada de caminhos, de homens, e tudo tipo de usos sociais, instituições, …Crenças em resume formas de vida que se moviam da mão do âmbar báltico, do cobre balcânico ou o estanho atlântico cara o Mediterrâneo, e vice-versa desde ali outra coisas

O documentário nos oferece uma fascinante percorrido por esse período da proto-historia europeia através da "vida" deste objeto, a as mudanças culturais, geográficas, o contexto a fim de conta, forom , modificando, engadindo, quitando e pondo, furando, em resume dando-lhe forma física mas também, porque que não, semântica percorrendo com sentidos e usos o tempo e o espaço no céu contido nesta autentica "relíquia"; Antonte duma coisa hoje doutras sem deixar de sê-lo

Arqueoastronomia em Évora - Congresso da SEAC


Desde a Pré-História o céu sempre foi integrado como parte da cosmovisão das sociedades humanas. Ele desempenhou um papel fundamental não só na orientação espacial, na organização do tempo, em práticas rituais ou adivinhação celestial, mas também teve um elemento de poder.

Migrações e as viagens são intrínsecos à humanidade, pois eles abriram as rotas para a difusão cultural e comércio, e também pelo domínio de energia. Seguindo essas rotas também é para seguir a sua diversidade cultural, como eles se conheceram ou entraram em confronto. O céu e fenômenos astronômicos forneceu os instrumentos para contagem de tempo, organização da agenda e de navegação celestial que apoiaram essas viagens. Astronomia nos dá hoje a capacidade de reproduzir o céu, abrindo uma janela através da qual podemos vislumbrar como essas sociedades percebido, integrada e manipulado o céu em suas visões de mundo e seus mitos, e, finalmente, em sua organização social.

Uma viagem é sempre um encontro de mundos diferentes e um processo para aceitar a diversidade.

Deste jeito apresenta-se a sim mesma a Conferência do 2011 da SEAC (Sociedade Europeia para a Astronomia na Cultura) que baixo o título de Stars and Stones. Voyages in Archaeoastronomy and Cultural. Astronomy - A meeting of different worlds, terá lugar na cidade de Évora entre o 19 e o 23 de Setembro, se quererdes mais informação ao respeito poderdes consultar aqui o site do Congresso: SEAC 2011

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O Sol sobre Segeda - Possivel santuario celtibero


Santuário Celtíbero na Bisbarra
de Calataiud

Estudos combinados de arqueologia e astronomia revelam que uma plataforma de grandes pedras encontrada no jazigo de Segeda (Mara, Saragoça) servia para celebrar cerimónias rituais no solstício de verão faz 2.200 anos

O jazigo de Segeda, entre Mara e Belmonte de Gracián, na comarca de Calataiud, pode arrojar a partir de agora uma luz importantíssima envelope esta feição do nosso passado. A equipa de investigação que trabalha no enclave, combinando disciplinas aparentemente tão afastadas como a arqueologia e a astronomia, acaba de chegar à conclusão de que uma plataforma monumental de pedra encontrada faz em uns anos no jazigo se trata em realidade de um santuário celtibero Um santuário no que se celebrava alguma cerimónia ritual no solstício de verão. ?É o primeiro santuário construído pelos celtiberos que se descobre na Península Ibéria? assinala Francisco Burillo, diretor da equipa de investigação, que apresentou ontem os resultados-, porque o único que se conhecia até agora, o de Peñalba de Villastar, é natural?.

Ficção ou realidade?. Para Gabriel Sopeña, especialista nos celtiberos, a sua religião e ritos funerários, o achádego resulta muito plausível. Os pesquisadores sempre somos cautos, e logicamente há que realizar mais estudos e comprovações. Mas a ninguém lhe pode estranhar que em Segeda se fizesse algum tipo de festa ou cerimónia no solstício de verão. Os celtiberos contavam o tempo por noites, e não por dias, mas isso não significa que não veneraram ao sol, acrescenta Sopeña, que não faz parte da equipa-. Tinham uma festa muito importante, a da colheita, Lugnasadh, consagrada a um deus que se adorava em todo o âmbito céltico, desde Irlanda a Peñalba de Villastar, o deus Lug. Sabemos que para eles os solstícios e equinócios eram muito importantes, e que tinham ritos e celebrações para essas datas.

Por conseguinte, Segeda pode passar à história como o primeiro sítio onde se descobre um santuário construído pelos celtiberos Mas, como se chegou a um achado de tal envergadura?

Tudo começou em 2003, quando a equipa de arqueólogos que trabalha no jazigo de Segeda deu com uns vestígios que em seguida chamaram a sua atenção. Tinha-se solicitado uma mudança de cultivo em um dos campos e, embora se encontrava fora do recinto da cidade, decidiram realizar umas provas para ver que tinha embaixo. Encontraram um basamento de quase quatro metros de largura e pensaram que se tinham topado com os restos de um fortim ou construção defensiva.

Em 2004 realizou-se uma escavação e os resultados começaram a ser intrigantes. Dois muros de grandes dimensões, com uma longitude conservada de 10 e 16,6 metros respetivamente, e só dois filadas de altura; construídos com grandes selares de gesso, alguns a mais de 500 quilos de pesso. O ângulo de união desses muros não era reto, senão de 130 º, algo verdadeiramente incomum; e, ademais, o espaço entre ambos muros estava recheado com uma plataforma contínua de lousas de gesso e caliça. Os muros e enlousados foram nivelados e cobertos, à sua vez, por uma plataforma de tijolos de 32 por 64 centímetros.

Que sentido tinha uma plataforma de 300 metros quadrados de superfície, elevada, monumental, de planta irregular e fora da cidade? Os pesquisadores lançaram-se a procurar paralelos e não encontraram nada igual em toda Europa Ocidental. De modo que concluíram que se tratava de uma construção de caráter social, religioso ou comemorativo, sem mais, e continuaram os trabalhos.

Foi Martín Almagro Gorbea, que estudava o aljube monumental de Bibracte (França) e o seu relacionamento com a paisagem e a astronomia, quem alertou da necessidade de realizar um estudo arqueoastronómico. De modo que a equipa de investigação contactou com Manuel Pérez Gutiérrez, professor de Astronomia, Geodesia e Cartografia da Universidade de Salamanca, que se deslocou no final de abril passado ao jazigo a tomar todo o tipo de fotografias e medições.

Pérez viu que a bissetriz do ângulo de 130 º se alinhava com o cerro da Atalaia, uma meta destacada da paisagem. E procurou mais. Com a ajuda de vários programas informáticos reconstruiu a situação astronómica do céu no ano 200 dantes de Cristo, data aproximada de construção da plataforma, e viu que a bissetriz não só apontava ao cerro da Atalaia, senão que também marcava o solstício de verão, o dia mais longo do ano, que no 200 a. de C. era o 26 de junho.

Visto assim, tudo parecia muito bonito, mas fazia falta a comprovação. De modo que no passado domingo (21 de junho, solstício de verão atual) a equipa de investigação de Segeda foi-se a última hora da tarde ao jazigo. Quando chegámos se me caiu um pouco a alma aos pés ?recorda agora Francisco Burillo-. O sol estava bastante afastado do alinhamento? Mas pouco a pouco foi acercando-se até que, às 21,20 o sol se colocou em cima da cimeira do cerro da Atalaia e, em quatro ou cinco minutos, desapareceu. “Foi algo impressionante, um momento mágico”


sábado, 27 de dezembro de 2008

Acta Praehistorica et Archaeologica Nº 40 - 2008

Acta Praehistorica et Archaeologica 

Nº 40 - 2008 
  

INDEX

Astronomische Orientierung und Kalender in der 
Vorgeschichte. Internationales Kolloquium vom 
09.ll.-ll.il.2006 im Museum für Vor- und Frühgeschichte 
pp. 7-8
Wilfried Menghin

Zur astronomischen Interpretation ausgezeichneter
Richtungen der Kreisgrabenanlagen Niederösterreichs 
pp. 61-67
Georg Zotti

Himmelsscheibe, Sonnenwagen und Kalenderhüte
 - ein Versuch zur bronzezeitlichen Astronomie
pp. 93-126
Rahlf Hansen, Christine Rink

Die gefangene Zeit. Vergleichende Untersuchungen
zu den Kalenderamphoren von Seddin, Herzberg, 
Rorbaek, Unia und Gevelinghausen pp. 127-155
Jens May

Zahlensymbolik und digitales Rechnersystem in der 
Ornamentik des Berliner Goldhutes pp. 157-169
Wilfried Menghin

Der Kalender von Coligny - ein Textzeugnis zur 
Astronomie der Kelten pp. 171-177
Harald Gropp

Astronomische Ikonografie im Jüngeren 
Paläolithikum (35.000-9.000 BP) pp. 179-203
Michael A. Rappenglück

Das Museum für Vor- und Frühgeschichte 
im Jahre 2007 pp. 259-272
Die Redaktion

Bericht über die Arbeit der Kommission zur Erforschung 
von Sammlungen archäologischer Funde und Unterlagen 
aus dem nordöstlichen Mitteleuropa (KAFU) vom 
9.7.2006 bis 24.6.2007 pp. 273-277
Eike Gringmuth-Dallmer

  


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