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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Social Evolution and History Nº 24/2 - 2025

Social Evolution & History 

Nº 24/2 - 2025

INDEX

Stories of Ancient Stones: A Living Tradition of 
Indigenous People (Mundas) in Jharkhand, India
Elizabeth Tuti; Meena Kumari; 
Kumari Vibhuti Nayak; Shamsher Alam

The Dynamics of Aggression and Anxiety during 
Disasters (a Case Study of Three Waves of the 
COVID-19 Pandemic in Russia)
Burkova, Valentina N.; Butovskaya, Marina L.; 
Alexey M. Ermakov; Nikolay Yu. Simakov; 
Julija N. Fedenok; Azat B. Galimkhanov; 
Alexey V. Emelyanov; Olga V. Kalinichenko; 
Natalia V. Rymarenko; Victoriya I. Spodina; 
Raushaniia I. Zinurova

Digital Transformation of Sub-Saharan African 
Countries in Historical Perspective: From the 
First Computers to the AI-driven Economy
Pierre-Emmanuel Thomann; 
Konstantin Pantserev

Islamist State Formation in Somalia
Mir-Ali Askerov; Korotayev, 
Andrey; Issaev, Leonid M.

The Genetic Basis of Altruism and Cooperative
 Behaviour in Human Societies
Muhammad Muzammal; Abida Bibi; 
Maria Shafiq; Hunza Malik; Sabeeha Asad; 
Nazia Farid Burki; Muhammad Ismail; 
Shafiqua Istiaq; Muhammad Harris; ´
Harmain Saba; Umar Raoon; 
Hamna Batool Hashmi; Hadia Gul; 
Muzammil Ahmad Khan

Special Section Evolution and Forms 
of Socio-political  Organization: 
Historical & Anthropological Approaches. 

Colloquium Proceedings. Guest Editors Dmitri M. 
Bondarenko and Ivan A. Ladynin

Evolution and Forms of Socio-Political Organization: 
Historical and Anthropological Approaches 
(Introductory Remarks)
Bondarenko, Dmitri M.

Why do We Need a Typology (Classification) and a 
Political Anthropological Meta-Language for 
Describing Post-Neolithic Pre-Modern Polities?
Aleksei S. Shchavelev

Historical Reality in Ancient and Modern 
Political Terminology: In Search of a Common
Andrey M. Smorchkov

Socio-Political Terminology for Pre-State Societies 
in Antiquity: Sarmatian Rulers between History, 
Anthropology, and Archaeology
Evgeny V. Vdovchenkov

On the Discussion of the Concepts of ‘Chiefdom’
 and ‘Tribe’ in Current Political Anthropology a
nd History of Primitive Society
Popov, Vladimir A.

Debates on the Origin of the State: 
Some Results and Perspectives
Kradin, Nikolay N.

On the Stages of the Evolution of Statehood
Grinin, Leonid

The Nome Polities in Egypt and 
Mesopotamia in the Fourth and Third 
Millennia BC: Reconstructions and Scholarly Models
Ivan A. Ladynin; 
Alexander A. Nemirovsky

Middle Euphrates Polities of the Bronze Age 
and Their Place in the Typology of Ancient States
Boris Alexandrov

Greek Polis on the Scale of Potestary Formations: 
State, ‘Proto-State’, ‘Post-State’?
Igor E. Surikov

Etatist and Non-etatist Approaches to 
the Study of Ancient Civil Community: 
Discussions on civitas Romana
Vera V. Dementyeva

Commonwealth, People, Civil Community 
 State? Revisiting Augustine's Polemic with Cicero
Alexander V. Marey

Modern Imperiology Theories and Problems 
of the Study of Ancient Empires
Alexander V. Makhlaiuk

Congratulations on the 80th Birthday
 of Professor Petr Skalník


Ir ao número da revista: Social Evolution & History Nº 24/2

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

O Instinto Social - Livro

The Social Instinct

Raihani, N. (2021): The Social Instinct: How Cooperation Shaped the WorldSt. Martin's Press. Nova York. ISBN: 9781250262813

Sinopse 
A cooperação é o meio pelo qual a vida surgiu em primeiro lugar. Foi assim que progredimos através da escala e da complexidade, desde cadeias flutuantes de material genético até aos estados-nação. Mas, dado o que sabemos sobre os mecanismos da evolução, a cooperação é também um enigma. 


Como começa a cooperação, quando, a nível darwiniano, tudo o que importa aos genes do seu corpo está a ser transmitido à geração seguinte?. Porque é que as colónias de suricatas cuidam dos filhos umas das outras? Porque é que os pássaros tagarelas do Kalahari formam colónias nas quais apenas um casal se reproduz? E como é que alguns peixes-bodiões-corais realmente se castigam uns aos outros por prejudicarem peixes de outras espécies?


Biólogo de formação, Raihani analisa onde e como surge o comportamento colaborativo em todo o reino animal e que problemas resolve. Ela revela que as espécies que exibem um comportamento cooperativo – ensino, ajuda, preparação e auto-sacrifício – mais semelhantes ao nosso tendem a não ser outros macacos; São aves, insetos e peixes, ocupando ramos muito mais afastados da árvore evolutiva.~


Ao compreender os problemas que enfrentam e como cooperam para os resolver, podemos vislumbrar como a cooperação humana evoluiu pela primeira vez. E podemos também compreender o que existe na forma como cooperamos que tornou os seres humanos tão distintos – e tão bem-sucedidos.

INDEX


sábado, 3 de setembro de 2022

Felídeos, Homens e a Caça do Cervo


Há umas horas acabam de dar um interessante documentário sobre os grandes felídeos. Na parte que tratava ao puma comentava-se a oscilação de estes predadores, entre comportamentos comunitários ou mais individualistas, de acordo com o meio e a disponibilidade ou não de recursos; a maior número de pressas maior grau praticas comunitárias, a menor número predominância de caça solitária, mas não necessariamente de consumo da presa, que podia adequar-se ainda assim a padrões comunitários pelos que a comida é partilhada por vários indivíduos.

Isto recordou-me a curioso reconstrução, que em termos de teoria de jogos, fizera do tema do Individualismo vs. Comunitarismo o filosofo Brian Skyrms o qual tomou o caso das diferencias entre duas estratégias de caça: a do cervo e a da lebre, e a diversa implicação que cada uma tinha nessas duas dimensões.

Skyrms observava com as estratégias de caça individuais de pequenos animais podiam seguir a estratégia do caçador de lebres com armadilhas no entanto a caça de grandes pressas exigia ação coordenada e cooperação de grupos amplos, e ensaiava diversos cenários em base a experimentos mentais nos que segundo as circunstancias uma das duas condutas podiam resultar adaptativas sobre a outra.

Isto permitia a Skyrms reformular diversos dilemas de teoria jogos, e ver as inconsistências reais da variante clássica de outro como o dilema do prisioneiro pranteando uma reconstrução da origem do altruísmo que continuava o já considerado na sua obra A Evolução do Contrato Social.

Além de isto, o exemplo felídeo mostra igualmente que câmbios ambientais e a disponibilidade de recursos podem alterar os padrões de cooperação vs. isolamento, altruísmo vs. egoísmo nas espécies sociais, e me atreveria a dizer que o mesmo se poderia dizer do ser humano.

Isto também lembra uma observação feita pelo biólogo, geógrafo, etnógrafo E teórico social anarquista (ração principal pela qual é principalmente conhecido) russo Piotr Kropotkin quando numa obra de crítica do darwinismo social O Apoio Mutuo um fator de Evolução (vid. aqui) comentava o padrão diferencial que observou durante as suas explorações de juventude na Sibéria

Kropotkin comentou que existia uma peculiar correspondência nos ecossistemas: que a maior diversidade de vida vegetal e animal, maior era a proporção de condutas mutualistas e solidárias, mentes que em zonas de menor diversidade escasseavam esse tipo de relações, e os organismos mostravam padrões de autonomia e competência, do que inferiu que estes segundos locais deviam ser áreas geograficamente degradadas por algum fato (a sobre-caça, desflorestação, câmbios climáticos e ambientais)

Não posso evitar que isto me lembre também certamente, não apenas as teorias de Stephen Jay-Gould (quem dedicou um artigo ao russo) ou Lynn Margulis sobre a importância da cooperação e das sinergias entre espécies no conjunto da evolução, mas igualmente o que, desde um ponto de vista "humanista", vem a defender outro biólogo e teórico social: Umberto Maturana (vid. aqui), quando enfatiza a relação entre ser e meio como uma unidade indivisível e mutuamente codeterminada. 

Em este sentido as nossas "formas de vida" e interação com o entorno e entre nos mesmos não deixam de  respostar ainda a este tipo de lógica, a nossa ecologia embora este mediada fundamentalmente pelo conceito de cultural, não deixa de ser em sim própria uma forma de ecologia, ainda que se desenrole em cidades e em comunidades globais: é uma "ecologia cultural", nem mais nem menos.

     
Bibliografia: 

Gould, St. Jay (1988): "Kropotkin was no crackpot." Natural History Nº 97/7, 1988, pp. 12-21 acessível em marxist.org

Kropotkin, P. A. (2020): El apoyo mutuo. Un factor de evolución. Pepitas de Calabaza. Logronho

Skyrms, B. (2004): The Stag Hunt and the Evolution of Social Structure. Cambridge University Press, Cambridge

Skyrms, B. (2014) [1996]:  Evolution of the Social Contract. Cambridge University Press. Cambridge.