Mostrar mensagens com a etiqueta anarquismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta anarquismo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de julho de 2024

James C. Scott (1936-2024)


A passada sexta-feira dia 19 de julho, morria James C. Scott, antropólogo anarquista autor de clássicos como o "Arte de não ser gobernados", "Contra o grão"  ou "Os Dominados e a Arte da resistência" entre outros muitos

A pesquisa de Scott inicialmente focada nas sociedades camponesas do sudeste asiático abriu-se comparativamente a outros casos (tanto antigos como atuais) estudando as sociedades sem-estado (camponeses, bárbaros) como uma alternativa consciente as formas de organização política autoritária e as formas de resistência e as estratégias mediante as que os grupos subalternos eludem na vida quotidiana o controle do poder. A obra de Scott aportou importantes conceitos como o de "infrapolitica" e influi fortemente na pesquisa antropológica, histórica e arqueológica, sendo uma inspiração para boa parte dos pesquisadores atuais.

Ademais de a teoria, e inspirado pelas sociedades camponesas e a sua vocação anarquista, James C Scott, compaginou a pesquisa e a docência universitaria com a ocupação de pequeno fazendeiro, na sua página web da Universidade de Yale (aqui), se auto-definia como "Profesor de Antropologia, co-diretor do programa de Estudos Agrarios e campones mediocre"

James C. Scott (2024): "Intellectual Diary of an Iconoclast" Annual Review of Political Science Nº 27 PDF


Postagem relacionada: A Arte de não ser Gobernados

sábado, 23 de dezembro de 2023

Cidades contra o Estado - Palestra


Em esta palestra intitulada "A Hipotese Nebelinska, ou Cidades contra o Estado" que foi proferida dentro do ciclo The Ambivalence of Design AA-Yonse o arqueologo David Wengrow questionará a definição de "cidade" e "urbanização" para o evento final da série de palestras 


Com base em seu trabalho com David Graeber (The Dawn of Everything) Wengrow apresentará brevemente uma nova colaboração com Forensic Architecture (Eyal Weizman). Eles sugerem um alinhamento entre estes dois projetos, que procuram questionar a autoridade das narrativas estatais através da extração de contra-arquivos de informação: respetivamente do registo arqueológico e das cenas de crime. 







Para explorar este alinhamento, Wengrow irá discutir o caso de assentamentos com 6.000 anos de idade identificados por arqueólogos no interflúvio Bug-Dnieper, na Ucrânia moderna, que têm sido usados para questionar a definição de “urbanização” e a posição do Estado moderno. como um telos do desenvolvimento social humano.


quarta-feira, 5 de julho de 2023

A Arte de não ser Gobernados

The Art of not being Governed


Scott, J.C. (2009): The Art of not being governed : an anarchist history of upland Southeast Asia. Yale Agrarian Studies. Yale University Press.  ISBN: 978-0-300-15228-9


Sinopse
Por dois mil anos, os grupos díspares que agora residem em Zomia (uma região montanhosa do tamanho da Europa que consiste em porções de sete países asiáticos) fugiram dos projetos das sociedades estatais organizadas que os cercam - escravidão, recrutamento, impostos, corvéas trabalho, epidemias e guerras. 




Este livro, essencialmente uma "história anarquista", é o primeiro exame da vasta literatura sobre a formação do estado cujo autor avalia por que as pessoas permaneceriam deliberadamente e reativamente sem estado. Entre as estratégias empregadas pelo povo de Zomia para permanecer apátrida estão a dispersão física em terrenos acidentados; práticas agrícolas que melhoram a mobilidade; identidades étnicas flexíveis; devoção a líderes proféticos e milenares; e a manutenção de uma cultura amplamente oral que lhes permite reinventar suas histórias e genealogias enquanto se movem entre e ao redor dos estados. 




Em linguagem acessível, James Scott, reconhecido mundialmente como uma eminente autoridade em estudos do Sudeste Asiático, camponeses e agrários, conta a história dos povos de Zomia e sua improvável odisseia em busca de autodeterminação. Ele redefine nossas visões sobre política asiática, história, demografia e até mesmo nossas ideias fundamentais sobre o que constitui a civilização, e nos desafia com uma abordagem radicalmente diferente da história que apresenta eventos da perspectiva de povos sem Estado e redefine a criação de estado como uma forma de "colonialismo interno". 




Essa nova perspectiva requer uma reavaliação radical das narrativas civilizacionais dos estados das terras baixas. O trabalho de Scott em Zomia representa uma nova maneira de pensar em estudos de área que serão aplicáveis ​​a outras comunidades fugitivas, fugitivas e abandonadas, sejam ciganos, cossacos, tribos fugindo de invasores, de escravos, beduinos ou os bosquímanos san.


INDEX

1. Hills, Valleys, and States: An Introduction to Zomia  
p. 1

2. State Space: Zones of Governance and Appropriation  
p. 40

3. Concentrating Manpower and Grain: 
Slavery and Irrigated Rice p. 64

4. Civilization and the Unruly  p. 98

5. Keeping the State at a Distance: 
The Peopling of the Hills  p. 127

6. State Evasion, State Prevention: The Culture 
and Agriculture of Escape  p. 178

6. 1/2 Orality, Writing, and Texts  p. 220

7. Ethnogenesis: A Radical Constructionist Case  
p. 238

8. Prophets of Renewal  p. 283

9. Conclusion  p. 324

Notes  p. 339

Glossary  p. 407

Index   p. 415


Descarregar o livro em: Art of not been governed