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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

CARGO Nº 22/2 - 2024

CARGO Nº 22/2 - 2024

Journal for Cultural and Social Anthropology

INDEX 

Editorial  pp. 6-7
Zdeněk Uherek 

Articles

Untold Stories in the History of Anthropology: 
Japan, Colonialism, Anglophone Hegemony, 
and World Anthropologies pp. 8-33
Takami Kuwayama

Vintage Hunters: Creating Vintage in 
the Czech Republic pp. 34-52
Varvara Borisova

About the imagination of Czech~
 development engineers p. 53-75
Jan Werner

Discussion/Diskuse

Has the EASA Lost its Way? pp. 76-78
Adam Kuper (Author)

Remembering/Vzpomínka

Den umistelige: Remembering Thomas
 Hylland Eriksen pp. 79-82
Zdenka Sokolíčková 

Reviews/Recenze

Rethinking Margins in the Anthropocene
Thorsteinsson, Björn, Katrín Anna Lund, Gunnar 
Thór Jóhannesson, and Guðbjörg R.
 Jóhannesdóttir, eds. 2024. Mobilities on the margins: 
creative processes of place-making. of Arctic 
Encounters. Cham: Palgrave Macmillan pp. 83-88
Tobias Herman Hendrik Feltham

On Pre-Malinowski Fieldworkers
Ethnographers before Malinowski. 
Pioneers of Anthropological Fieldwork, 
1870–1922. Edited by Frederico Delgado Rosa 
and Han F. Vermeulen. New York, Oxford: 
Berghahn Books, 2022 pp. 89-96
Petr Skalník


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segunda-feira, 22 de julho de 2024

James C. Scott (1936-2024)


A passada sexta-feira dia 19 de julho, morria James C. Scott, antropólogo anarquista autor de clássicos como o "Arte de não ser gobernados", "Contra o grão"  ou "Os Dominados e a Arte da resistência" entre outros muitos

A pesquisa de Scott inicialmente focada nas sociedades camponesas do sudeste asiático abriu-se comparativamente a outros casos (tanto antigos como atuais) estudando as sociedades sem-estado (camponeses, bárbaros) como uma alternativa consciente as formas de organização política autoritária e as formas de resistência e as estratégias mediante as que os grupos subalternos eludem na vida quotidiana o controle do poder. A obra de Scott aportou importantes conceitos como o de "infrapolitica" e influi fortemente na pesquisa antropológica, histórica e arqueológica, sendo uma inspiração para boa parte dos pesquisadores atuais.

Ademais de a teoria, e inspirado pelas sociedades camponesas e a sua vocação anarquista, James C Scott, compaginou a pesquisa e a docência universitaria com a ocupação de pequeno fazendeiro, na sua página web da Universidade de Yale (aqui), se auto-definia como "Profesor de Antropologia, co-diretor do programa de Estudos Agrarios e campones mediocre"

James C. Scott (2024): "Intellectual Diary of an Iconoclast" Annual Review of Political Science Nº 27 PDF


Postagem relacionada: A Arte de não ser Gobernados

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Poder Feminino, Domínio Masculino

Female Power & Male Dominance

Reeves-Sandary, P. (1981): Female Power and Male Dominance: On the Origins of Sexual Inequality. Cambridge University Press, Cambridge.  ISBN: 0-521-28075-3
Sinopse
Neste livro, a professora Peggy Sanday oferece um exame inovador do poder e dominância nos relacionamentos entre homens e mulheres. Como se origina a interação culturalmente aprovada entre os sexos? Por que as mulheres são vistas como parte necessária dos assuntos políticos, econômicos e religiosos em algumas sociedades, mas não em outras? 

"Tres raparigas Nayar de Trabancore" Ramaswami Naidu, 1872

Por que algumas sociedades vestem símbolos sagrados de poder criativo sob a forma de um sexo e não do outro? A professora Sanday oferece soluções para esses quebra-cabeças culturais usando pesquisas interculturais em mais de 150 sociedades tribais. Ela sistematicamente estabelece toda a gama de variação nos papéis de poder masculino e feminino e, em seguida, sugere uma estrutura teórica para explicar essa variação. 

mulheres e homens awa preparando-se para a caça

Rejeitando o argumento da subordinação feminina universal, a professora Sanday argumenta que a dominação masculina não é inerente às relações humanas, mas é uma solução para vários tipos de tensões culturais. Aqueles que incorporam, estão em contato ou controlam as forças criativas da natureza são percebidos como poderosos. 

Durga vence ao asura Mahishasura

Ao isolar os mecanismos comportamentais e simbólicos que instituem a dominação masculina, a professora Sanday mostra que os papéis de poder secular de um povo são parcialmente derivados de conceitos antigos de poder, como exemplificado por seus mitos de origem. 

mulheres Igbo, 1921

O poder e o domínio são ainda determinados pela adaptação de um povo ao seu ambiente, conflito social e estresse emocional. Isso é ilustrado por meio de estudos de caso dos efeitos do colonialismo europeu, migração e estresse alimentar e apoiado por inúmeras associações estatísticas entre desigualdade sexual e vários estresses culturais.

INDEX

Introduction

Part I: Plans for sex-role behavior

1. Scripts for female power

From “the complete perfect unity”: the Balinese

The creative grandmother of the primeval sea: the Semang

Father, mother, lover, friend: the Mbuti

The mother of the earth beings who fell from the sky: 
the Iroquois

One couple from the sky and one couple from the carth: 
the Ashanti

The female creative principle

2. Scripts for male dominance

Eve’s transgression, God’s punishment, and female power: 
the Hausa

The merging and splitting of animals, mothers, and males: 
the Mundurucu

Nullifying female power: the Papagoes

The fierce people: the Yanomamo

The psychological bedrock

Part 1I: Constructing sex-role plans

3. The environmental context of metaphors for sexual identities

Gender symbolism in creation stories: inward females 
and outward males

Male parenting and creation symbolism

The role of environment

Environment, origin beliefs, and history Reflections 
of social life and thought in origin
stories 

4. Plans for the sexual division of labor

The kinds of activities that are universally allocated to males

The cultural patterning of work

A third cultural configuration: the dual-sex orientation

Sex-role plans and configurations of culture

5. Blood, sex, and danger

The body as symbol

The body in society and nature: the Andaman Islanders

Fluctuating food, warfare, and fear of fluxing women: 
the Bellacoola

Pollution of menstrual blood and sexual intercourse

Male and female worlds

Part I1I: The women’s world

6. The bases for female political and economic power and authority

The ascribed bases for female economic and political authority

The case of the Abipon: female power and the hunter/warrior configuration

The achieved bases for female economic and political power

The ascribed and achieved bases for female public power 
and authority and increasing technological
complexity

The decline of the women’s world: the effect of colonialism

The Igbo women’s war

Handsome Lake and the decline of the Iroquois matriarchate

Female power and movement onto the Great Plains: 
the Lords of the Plains and the Sacred Buffalo Hat

The movement of foragers into marginal territories. 
The relationship between colonialism, a marginal food base, 
and female power

Part IV: The dynamics of male dominance and sexual inequality

8. The bases for male dominance 

Male dominance: mythical and real

The correlates of male dominance and sexual inequality

Anthropological explanations for male dominance. 

From the native’s point of view. Male dominance: part of 
a cultural configuration or a solution to stress

9 Why women?

Defining the oppressor

Men, animals, and women: the Mbuti and the Desana

External and internal threats to social survival: mythical 
versus real male dominance in the New Guinea highlands

The experience of migration: the Azande versus the Bemba

Conclusion

Part V: Conquerors of the land flowing with milk and honey

Epilogue

The goddess and Yahweh cults in Canaan

Adam and Eve: migrating men and foreign goddesses

In God’s image

The early Christians

Appendixes

A Sample

B Variables

C Analysis of the relationship between environment, fathers’ 
proximity to infants, and origin symbolism

D. Configurations for the division of labor

E. Construction of the measure for female economic 
and political power or authority

Female aggression scale and male dominance measure

Notes
Bibliography
Index


Descarregar livro em: Female Power & Male Dominance 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Aprender a ver em Melanésia - Livro

LEARNING TO SEE IN MELANESIA

Strathern, M., Learning to see in Melanesia. lectures given in the Department of Social Anthropology, Cambridge University, 1993–2008. HAU Masterclass series nº 2, 2013   ISSN: 2049-4769


Sinopse
Este livro recolhe uma série de palestras pioneiras sobre a estética e sociabilidade em na Melanésia, apresentando uma introdução clara e de valor inestimável para os temas da antropologia de uma das autoras clássicas da antropologia contemporânea.


Strathern demonstra que há uma economia política da olhada na Melanésia que incide sobre a dinâmica temporal e espacial dos relações de troco. Trata-se de uma série de estratégias de visualização em que os corpos convertem-se em artefactos e os objetos são tratados como pessoas, ou se misturam em diferentes formas de configurar uma sucessão de estados relacionais individuais e coletivos


 INDEX



+INFO sobre o livro em:  HAU Masterclass

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dicionário da Antropologia Sociocultural - Livro

Handbook of Sociocultural Anthropology

Carrier J.G. & Gewertz, B.B (eds.),The Handbook of Sociocultural Anthropology. Bloomsbury Publishing 656p.  ISBN: 9781847883841


Sinopse
O Handbook of Sociocultural Anthropology apresenta uma visão geral do estado da disciplina - a suas metodologias, debates atuais, história e futuro. Ele fornece uma melhor descrição crítica de todos os aspetos fundamentais da disciplina, assim como uma reflexão sobre seu o estado geral num momento de notável incerteza sobre seus fundamentos, composição e direção.

British Columbia Museum, foto: InSapphoweTrust

Dividido em cinco secções principais: examina as mudanças orientações teóricas e analíticas que levaram a novas formas de realização de pesquisas; apresenta uma análise do núcleo histórico e tradicional e de como a disciplina mudou desde 1980, considera as regiões etnográficas, onde o trabalho teve maior impacto sobre a antropologia, e apresenta as pessoas e instituições que são o contexto em que a disciplina funciona, abordando os temas do financiamento da investigação a ética profissional.


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+INFO sobre o livro:  Handbook of Sociocult. Anthropology