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terça-feira, 24 de junho de 2025

Antropologia da Magia e a Bruxaria - Livro

Rethinking the Anthropology 
of Magic & Witchcraft

Stevens, Ph. Jr. (2023): Rethinking the Anthropology of Magic and Witchcraft. Inherently Human. Routledge. Londres & Nova York.  ISBN: 9781003358022 DOI: 10.4324/9781003358022

Sinopse   
Este livro apresenta aos alunos a antropologia da magia e da feitiçaria, termos muito utilizados, mas sem definições amplamente aceites. 


Adota uma nova abordagem a esta área dentro da antropologia da religião, demonstrando que as bases para estas crenças e supostas práticas são inerentes à cognição e psicologia humanas, até mesmo instintivas, e provavelmente enraizadas na nossa biologia evolutiva. 


Ela mostra como a magia e o pensamento mágico são elementos regulares na vida diária das pessoas e que a compreensão dos componentes do complexo de feitiçaria oferece aportações surpreendentemente importantes sobre os padrões de pensamento e o comportamento social. O livro analisa os muitos significados de “magia” e “bruxaria” e apresenta os melhores significados antropológicos dos termos. 

Os componentes destas crenças são intemporais e universais; este facto, e os recentes avanços nas ciências do cérebro, sugerem que os princípios da magia são derivados de processos básicos do pensamento humano, e os atributos da bruxa derivam de medos e fantasias de base neurobiológica. 


A propensão para tais crenças teve provavelmente significado adaptativo no desenvolvimento evolutivo da espécie humana; são inerentemente humanos.

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+INFO sobre o livro em:  Anthropology of Magic & Witchraft

quinta-feira, 2 de maio de 2024

A Ecologia sensorial do engano - Palestra

The sensory ecology of deception in human societies

Quando: 7 de Maio
Onde: Londres e On-line


A próxima terça-feira, 7 de maio, às 18h30, horário de Londres, o antropólogo evolucionista Will Buckner (Universidade de Boston) analisa dentro do ciclo de palestras organizado por Radical Anthropology o papel do engano e da imitação, desde a caça até os rituais e práticas xamânicas. 


Os humanos são hábeis em explorar os preconceitos sensoriais de membros da mesma espécie e de outras espécies. Os caçadores imitam a aparência, as maneiras e as vocalizações das suas presas, os xamãs usam a prestidigitação em práticas curativas dar a aparência de poderes impressionantes, e os especialistas em rituais usam disfarces que incorporam espíritos ostensivamente poderosos e criaturas míticas como uma ferramenta de controle social. 




O palestrante recorrera a estudos de caso etno-históricos para demonstrar a prevalência e a importância destes fenómenos nas sociedades humanas ao longo da história humana. 


As performances fantásticas e musicais envolvendo a personificação estratégica de outros agentes são um fenómeno comportamental recorrente e pouco explorado em todas as sociedades, que tem importantes implicações evolutivas sob como os humanos pensam, enganam e avaliam a reputação dos outros.

A palestra pode seguir-se ao vivo na Sala Daryll Forde, 2º andar, Departamento de Antropologia do UCL ou on-line através de  Zoom ID da reunião:  384 186 2174. Senha da reunião:  Wawilak.


sábado, 7 de outubro de 2023

As Origens Evolutivas do Ritual

Der Evolutionäre Ursprung 
von Ritualen

Dapschauskas, R. (2023): Der Evolutionäre Ursprung von Ritualen: Eine disziplinübergreifende Synthese des aktuellen Forschungsstandes aus archäologischer Perspektive. Propylaeum. Heidelberg. ISBN: 978-3-96929-222-8

     
Sinopse 
O que são rituais, como funcionam, quando e por que surgiram no decorrer da evolução humana? Essas questões são abordadas no presente trabalho por meio de uma extensa síntese interdisciplinar. 



Abordagens da biologia evolutiva, da ciência cognitiva e da antropologia cultural são combinadas e relacionadas com o registo arqueológico do período Paleolítico. O ritual comunitário é explicado como uma técnica psicossocial poderosa para a coesão social com uma história evolutiva complexa. 


O trabalho demonstra que o ritual está entre as adaptações bioculturais centrais de uma espécie ultrassocial, que, como única espécie de hominídeo, conseguiu se espalhar por todo o planeta.

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Descarregar o livro em: Ursprung von Ritualen

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

O Ninho Evoluído ou a Natureza Humana

Mature human nature
The evolved nest

Quando: 3 de Outubro
Onde: Londres e on-line


A próxima segunda-feira dia 27 de 3 de outubro decorrera a próxima palestra dentro do ciclo de outono de Radical Anthropology que tera por titulo "Natureza Human: O ninho evoluido" e tera por palestrante à psicologa evolutiva Darcia Narváez

Sinopse
Há algo ainda mais do que estranho que separa o Ocidente do resto do mundo – uma incompatibilidade entre a sua cultura modernista-hegemónica-industrializada e a normalidade da espécie humana. A normalidade da espécie envolve um "aninhamento" profundo, um fator que afeta a criação e o desenvolvimento infantil, a natureza humana e as capacidades dos adultos. 

Sociedades centradas na Terra (forrageadores nômades e outros) ao longo das últimas centenas de milhares de anos existiram em companheirismo cooperativo aninhado. Os humanos evoluíram para estar profundamente aninhados em vários níveis, horizontalmente, em termos de desenvolvimento e verticalmente. Aninhamento horizontal refere-se a estar atento às tradições desenvolvidas através das gerações, conectando-se aos ancestrais e vivendo a responsabilidade de manter o grupo no futuro. 

O aninhamento desenvolvimental depende de um senso de potencial humano – como é o funcionamento humano ideal e como promover e manter essa otimização através do nicho de desenvolvimento evoluído da humanidade, aplicando o conhecimento da plasticidade biossocial dinâmica na formação da natureza do indivíduo na comunidade. O aninhamento de desenvolvimento é o componente central do aninhamento porque molda as outras formas.  O aninhamento vertical refere-se à relacionalidade emaranhada, honrando a inter-existência de alguém com a Terra, o Cosmos e todas as relações, humanas e não humanas, manifestas e não manifestadas.

O que o aninhamento em todos esses níveis faz? Cultiva e apoia a consciência relacional e o conhecimento relacional. A consciência relacional refere-se à sensação de existir numa teia de relações vivas e dinâmicas com múltiplas entidades, incluindo o não manifesto – o espiritual, o ancestral e o futuro. O conhecimento relacional para se dar bem – de forma respeitosa e responsável com humanos e não humanos – é cultivado numa comunidade totalmente aninhada. O comportamento em tempo real constitui uma cognição holística, um saber-fazer em vez de um sabe-lo-quê, uma representação corporificada e contextualmente situada do conhecimento prático desenvolvido através do movimento, do relacionamento, do toque.

A herança da humanidade deve estar profundamente aninhada. A cultura dominante desvinculou-se das heranças adaptativas da humanidade, prejudicando as suas capacidades e potencial evoluídos num ciclo de feedback de maior desconexão e destruição. Ilustrações de aninhamento serão fornecidas a partir de etnografias e análises de forrageadores nômades e outros grupos. Exemplos de efeitos neurobiológicos e psicológicos serão brevemente mencionados quando apropriado.”

A palestra pode ser seguida presencialmente ou bem on-line por Zoom para o que é necessário o registo aqui   
     

sábado, 25 de março de 2023

A Linguagem condiciona o nosso Cérebro

O Idioma nativo molda o nosso Cabeado Cerebral


Cientistas do Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences, em Leipzig, encontraram evidências de que a linguagem que falamos molda a conectividade em nossos cérebros que pode estar por trás da maneira como pensamos. Com a ajuda da tomografia de ressonância magnética, eles examinaram profundamente os cérebros de falantes nativos de alemão e árabe e descobriram diferenças na fiação das regiões de linguagem no cérebro.



Xuehu Wei, que é estudante de doutorado na equipe de pesquisa de Alfred Anwander e Angela Friederici, comparou as conexões cerebrais de 94 falantes nativos de duas línguas muito diferentes e mostrou que a linguagem com a qual crescemos modula a fiação dos neurónios no cérebro. Dois grupos de falantes nativos de alemão e árabe, respetivamente, foram escaneados em uma máquina de ressonância magnética (MRI). As imagens de alta resolução não apenas mostram a anatomia do cérebro, mas também permitem derivar a conectividade entre as áreas do cérebro usando uma técnica chamada imagem ponderada por difusão. Os dados mostraram que as conexões axonais da substância branca da rede de linguagem se adaptam às demandas e dificuldades no processamento da língua materna.

"Os falantes nativos de árabe mostraram uma conectividade mais forte entre os hemisférios esquerdo e direito do que os falantes nativos de alemão”, explicou Alfred Anwander, um dos autores do estudo publicado recentemente na revista NeuroImage. “Esse fortalecimento também foi encontrado entre as regiões semânticas da linguagem e pode estar relacionado ao processamento semântico e fonológico relativamente complexo do árabe”. Como os pesquisadores descobriram, os falantes nativos de alemão mostraram uma conectividade mais forte na rede de idiomas do hemisfério esquerdo. Eles argumentam que suas descobertas podem estar relacionadas ao complexo processamento sintático do alemão, devido à ordem livre das palavras e à maior distância de dependência dos elementos da frase.

“A conectividade cerebral é modulada pela aprendizagem e pelo ambiente durante a infância, o que influencia o processamento e o raciocínio cognitivo no cérebro adulto. Nosso estudo fornece novos argumentos sobre como o cérebro se adapta às demandas cognitivas, ou seja, o conetoma estrutural da linguagem é moldado pela língua materna”, resume Anwander. Este é um dos primeiros estudos a documentar as diferenças entre os cérebros de pessoas que cresceram com diferentes idiomas nativos e pode dar aos pesquisadores uma maneira de entender as diferenças de processamento intercultural no cérebro.

Em um próximo estudo, a equipe de pesquisa analisará mudanças estruturais longitudinais nos cérebros de adultos de língua árabe à medida que aprendem alemão ao longo de seis meses.

Fonte: Max Planck Institute


Artigo: 

Wei X, Adamson H, Schwendemann M, Goucha T, Friederici AD, Anwander (2023): "A. Native language differences in the structural connectome of the human brain" NeuroImage Nº 270/119955. DOI: 10.1016/j.neuroimage.2023.119955


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Culturas, Evolução e Cognição - Livro

Human Cultures through the Scientific Lens

 

Boyer, P. (2021): Human Cultures through the Scientific Lens.Essays in Evolutionary Cognitive Anthropology. Open Books.  ISBN: 9781800642065


Sinopse: 
Este volume reúne uma coleção de sete artigos publicados anteriormente pelo autor, com uma nova introdução que reenquadra os artigos no contexto de questões passadas e presentes em antropologia, psicologia e evolução humana. 


Promove a perspetiva da ciência social “integrada”, na qual as questões das ciências sociais são abordadas de forma deliberadamente eclética, combinando resultados e modelos da biologia evolutiva, psicologia experimental, economia, antropologia e história. Assim, constitui uma contribuição bem-vinda para uma abordagem gradualmente emergente da ciência social baseada no conceito de consiliência de E. O. Wilson.




Human Cultures through the Scientific Lens abrange uma ampla gama de tópicos, desde um exame do comportamento ritual, integrando neurociência, etologia e antropologia para explicar por que os humanos se envolvem em ações rituais (culturais e individuais), até a motivação de conflitos entre grupos . Como tal, a coleção oferece aos leitores uma introdução abrangente e acessível às aplicações de um paradigma evolutivo nas ciências sociais.


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Descarregar o livro em: Human Cult. through Scientific Lens

domingo, 5 de fevereiro de 2023

Repensar o Ritual - Palestra


Os rituais fornecem uma maneira de definir os limites dos grupos sociais e unir seus membros. Em esta palestra dentro das Henry Myers Lecture do Royal Anthropological Institut da Grã-Bretanha (RAI) durante junho do ano passado o antropólogo cognitivo Harvey Whitehouse fundador da chamada teoria dos “modos de religiosidade” (Modes of Religiosity), tenta desvendar a bases cognitivo - psicológicas por trás dos processos que criam e mantêm a coesão social dos grupos e sociedades.


Para elo parte da sua teoria dos “Modos de Religiosidade”, para analisar como o comportamento ritual evoluiu historicamente e como os diferentes “modos” de desempenho ritual moldaram a história global ao longo de vários milénios até a atualidade própria das comunidades humanas.



Os Esforços para testar a teoria dos "modos rituais" têm usado uma ampla variedade de métodos e aproximações, desde classicamente antropológicas como a pesquisa de campo, estudos em larga escala em vários países, ou experimentos controlados com grupos concretos (enlaçando com a metodologia mais própria da pesquisa psicológica) até modelagem matemática e análise quantitativa de conjuntos de dados arqueológicos, etnográficos e históricos.


Desde a perspetiva do palestrante os resultados desta pesquisa sobre as bases cognitivas do ritual pode apontam assim mesmo novas formas de abordar os problemas atuais que implicam a necessidade da cooperação nas sociedades humanas globalizadas do século XXI: desde a prevenção do extremismo violento, ou o combate do crime até os problemas mundiais como gerenciamento de pandemias globais e a motivação de ações contra a crise climática.




quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Anthropology of This Century Nº 9


Anthropology of This Century

9


Table of Contents


Insa Koch:
EVERYDAY EXPERIENCES OF STATE BETRAYAL ON AN ENGLISH COUNCIL ESTATE

Evan Killick:
WHOSE TRUTH IS IT ANYWAY?
Truth in motion: the recursive anthropology of Cuban divination by Martin Holbraad

Elizabeth Ewart:
STANDING LEANED TOGETHER
Under a watchful eye: self, power, and intimacy in Amazonia  by Harry Walker

Maia Green:
ACCOUNTING FOR CHANGE IN AFRICAN ECONOMIES


Feature Article

Alpa Shah:
Religion and the Secular Left: Subaltern Studies, Birsa Munda and Maoist



+INFO no site de: Anthropology of This Century

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Origem dos Monstros - Livro

The Origins of Monsters

Wengrow, D., The Origins of Monsters: Image and Cognition in the First Age of Mechanical Reproduction. Princeton Univ. Press, Princeton, 2013 184 pp ISBN: 9780691159041


Sinopse
Tem sido frequentemente afirmado que "monstros" - criaturas sobrenaturais com corpos compostos de várias espécies - desempenhar um papel significativo no pensamento e na imaginação de todas as pessoas de todos os tempos. The Origins of Monsters avança uma visão alternativa. Figurações compostas são intrigantemente raro e isolado na arte da era pré-histórica.


Em vez disso, foi com o surgimento de cidades, elites e redes comerciais cosmopolitas que os "monstros" se tornaram um recurso generalizado na produção visual no mundo antigo. Mostrando como essas imagens fantásticas se originaram e foram transmitidas, David Wengrow identifica padrões no registo das imagens humanas e embarca-se em uma busca as conexões existentes entre mente e cultura.



Wengrow pergunta-se: Pode a ciência cognitiva explicar a potência de tais imagens? A psicologia evolutiva assegurar uma chave para compreender a transmissão dos símbolos? Como está a nossa perceção das imagens influenciada pelas instituições e tecnologias? Wengrow considera a obra de arte na primeira era da reprodução mecânica, que ele localiza no Oriente Médio, onde a vida urbana começou.


Comparando o desenvolvimento e disseminação das imagens fantásticas através de uma gama de sociedades pré-históricas e antigas, incluindo a Mesopotâmia, Egito, Grécia e China, explora como a imaginação visual foi moldada por uma mistura complexa de fatores históricos e universais


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+INFO sobre o livro: The Origins of Monsters

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Quefazeres Biosociais - Livro


BIOSOCIAL BECOMINGS

Ingold,T & Palsson, G., Biosocial Becomings. Integrating Social and Biological Anthropology. Cambridge Univ. Press, Cambridge 2013
ISBN: 9781107025639


Sinopse
Toda a vida humana se desenrola dentro de uma matriz de relações, que são ao mesmo tempo biológicas e sociais. No entanto, o estudo da humanidade tem sido dividido entre duas abordagens 'social' e 'biológica', muitas vezes incompatíveis. Alcançando além dos dualismos entre natureza e sociedade ou entre biologia e cultura, este volume propõe uma visão única integrada da antropologia e das ciências da vida. 

As distintas contribuições de importantes antropólogos, exploram a vida humana como um processo de "fazer-se" ao invés de "ser", e demonstra que a humanidade não é dada como uma natureza de nossa espécie nem adquirida meramente através da cultura, mas forjada no processo dinâmico da própria vida. Combinando uma ampla discussão teórica com uma aprofundada análise de material recente de pesquisa de campo os capítulos demonstram como a antropologia contemporânea pode avançar em conjunto com as descobertas atuais das ciências biológicas.


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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Religion, Brain & Behavior 3/3

Religion, Brain & Behavior
Vol. 3/3, 2013


Editorial
   
The Scientific Study of Religion  pp 183-184
Wesley J. Wildman, Richard Sosis & Patrick McNamara


Articles
  
Does poverty predict religion?  pp 185-200
William J. Hoverd, Joseph Bulbulia & Chris G. Sibley

Catholic guilt? Recall of confession promotes prosocial behavior
pp 201-209
Ryan McKay, Jenna Herold & Harvey Whitehouse

Which cheek did Jesus turn?  pp 210-218
Lealani Mae Y. Acosta, John B. Williamson & Kenneth M. Heilman

The proportion of religious residents predicts the values of nonreligious neighbors: evidence from a national sample  pp 219-232
Chris G. Sibley & Joseph Bulbulia

Cultural uniformity and religion  pp 233-253
Yuval Laor


Book Review

Born believers: the science of children's religious belief
pp 254-256
Joshua Rottman

Erratum p i


Ir ao site da revista: Religion, Braind & Behavior

domingo, 23 de junho de 2013

Quando os Santos bailam no Lume - Livro


THE BURNING SAINT
   
Xygalatas, Dimitris: The Burning Saint. Cognition and Culture in the fire-walking of the Anasteria. Acumen Publishing, Londres    ISBN: 1845539761


Sinopse
Os participantes na Anastenaria, festa do norte da Grécia, são cristãos ortodoxos que observam um ciclo ritual anual centrado em duas festividades, dedicadas respetivamente a São Constantino e Santa Helena. Estas festas incluem procissões, música, bailes, mas também sacrifícios de animais, e culminam em um frenético ritual consistente em andar sobre as brasas acendidas de uma fogueira. 



Levando os ícones sagrados dos santos, os participantes dançam sobre o lume com o santo que os move. Burning Saints apresenta uma análise destes rituais e da psicologia que há por trás deles. Baseado num trabalho de campo a longo prazo, o livro traça o desenvolvimento histórico e o contexto sociocultural dos rituais gregos relacionados com o fogo. 



Como exemplo de etnografia cognitiva, o livro tem como objetivo identificar os fatores sociais, psicológicos e neurobiológicos que estar implicados em tais rituais. Através do estudo da participação, a experiência e o significado, do rito a obra apresenta uma análise de como esses processos mentais interatuam e dão forma à conduta social e religiosa.


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Algo mais de/sobre o autor


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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Da Naturalidade da Religião - Robert McCauley

WHY RELIGIONS IS NATUAL & SCIENCE IS NOT

McCauley, R. N.: Why Religion Is Natural and Science Is Not. Oxford Univ. Press, Oxford, 2011   ISBN: 978-0-19-982726-8


Sinopse
Ao longo das últimas duas décadas, os estudiosos usaram o conhecimento da ciência cognitiva, a biologia evolutiva, e disciplinas afins para iluminar o estudo da religião. Em que religião é natural e ciência? Robert N. McCauley, um dos fundadores da ciência cognitiva da religião, argumenta que nossas mentes são mais adequadas para as crenças religiosas que para a pesquisa científica.



Baseado nas mais recentes pesquisas McCauley argumenta que a religião tem sido em torno de milhares de anos em toda a sociedade, porque os tipos de explicações que ele proporciona são precisamente os tipos que vêm naturalmente para da mente humana. A ciência é muito mais recente e raro, pois chega a conclusões radicais e requer um tipo de pensamento abstrato que só surge condições sociais muito específicas enquanto a Religião faz sentido intuitivo para nós.



A naturalidade da religião implicaria, significa que a ciência não é uma ameaça real para ela, enquanto a artificialidade da ciência coloca em uma posição surpreendentemente precária.

Pode-se consultar o livro aqui


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domingo, 2 de junho de 2013

Religion, Brain & Behavior 3/2

Religion, Brain & Behavior
Vol. 3/2, 2013


Editorial

On the Naturalness of Religion pp. 89-90
Richard Sosis, Wesley J. Wildman & Patrick McNamara

Articles

Effects of religious setting on cooperative behavior: a case study from Mauritius pp. 91-102
Dimitris Xygalatas

Emotion in mystical experience pp. 103-118
David T. Bradford



Book Symposium:  Robert McCauley's Why Religion is Natural 
and Science is Not

Unnatural comparisons: commentary on Robert McCauley's Why Religion is Natural and Science is Not pp. 119-125
Francisca Cho

The fragility of science: creating dialectical space for the naturalness of religiosity in the cognitive science of culture pp. 125-128
William (Lee) W. McCorkle Jr.

The place of evolved cognition in scientific thinking pp. 128-134
Hugo Mercier & Christophe Heintz

How science is better understood than religion pp. 134-141
Robert Cummings Neville

McCauley, the maturational natural, and the current limits 
of the cognitive science of religion 
 pp. 141-151
Gregory R. Peterson

Science is unnatural in more ways than one pp. 151-155
Jason Slone

Natural reasoning, truth and function pp. 155-161
Konrad Talmont-Kaminski

What is natural and unnatural about religion and science? 
 pp 161-164
Dimitris Xygalatas


Response

Why science is exceptional and religion is not: A response to commentators on Why Religion Is Natural and Science Is Not 
 pp. 165-182
Robert N. McCauley


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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Harvey Whitehouse - Entrevista



Aproveita-mos para deixarvos o video de esta pequena entrevista ao antropologo cognitivo Harvey Whitehouse, catedrático de antropologia social e diretor do Centro de Antropologia e Mente da Universidade de Oxford, e fundador do Instute of Cognition and Culture, da mesma universidade.

Ritual na Ilha de Tanna, Vanuatu, foto:Joey L

Em ela Whitehouse explica o percorrido intelectual que o levou a formular a sua teoria dos “modos de religiosidade” iniciado pelo seu livro Arguments and Icons e desenrolada em varias obras coletivas. Ao mesmo tempo expõe alguma das prospetivas deste enfoque para a história das religiões e, sobre tudo para o estudo do ritual e da ritualidade em diversos contextos, e para diversas disciplinas desde a propria antropologia à arqueologia

Bucrânio em Catalhoyuk

A entrevista foi realizada pelo projeto LEVYNA (Laboratory for the Experimental Research of Religion) e pode ser consultada igualmente na web desta instituição


terça-feira, 21 de maio de 2013

Ways to Protolanguage 3

WAYS TO PROTOLANGUAGE 3

Quando: 25-26 Maio
Onde: Wroclaw (Polonia)


Os próximos dias 25-26 de maio celebrarase na cidade polonesa de Wroclaw a 3º ediçao do Congresso Ways to Protolanguage que este ano tera como plenary speaker a Robin Dunbar, Joesp Call, e Peter Gärdenfors

Robin Dunbar

Ways to Protolanguage é uma conferência bienal organizada pelo Departamento de Inglês da Nicolaus Copernicus University de Toruń, o Comité de Filologia da Academia Polonesa de Ciências, a Wroclaw Branch a Escola filológica do Ensino Superior de Wroclaw.



Um dos principais objetivos desta conferência é reunir pesquisadores que representativos de diversas de áreas, a fim de obter uma perspetiva multidisciplinar sobre a ampla gama de evidências relevantes atualmente disponíveis sobre o problema a evolução da linguagem.



O foco do congresso são os estágios iniciais do surgimento do pensamento simbólico, e comunicação linguística , nos hominídeos. A conferência irá refletir a natureza intrinsecamente interdisciplinar deste tipo de investigação sobre as origens e evolução da linguagem.


Programa