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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Cosmologia e Vida Social - Livro

Cosmology and Social Life

Traube, E.G. (1986): Cosmology and Social Life. Ritual exchange among the Mambai of East Timor. University of Chicago. Chicago & Londres

Sinopse  
Este volume é tanto um estudo etnográfico da vida ritual numa sociedade do leste da Indonésia como um contributo para a antropologia das formas simbólicas. Inspirando-se em Durkheim e no estruturalismo, Elizabeth G. Traube tem como objetivo mostrar como os símbolos rituais são utilizados conscientemente em contextos específicos para criar relações sociais significativas.


Traube orienta o seu estudo em torno de um sistema convincente de crenças cosmológicas. Entre os Mambai de Timor-Leste, um povo cuja existência está actualmente ameaçada por circunstâncias políticas, o cosmos é representado como a referência última da acção social e a fonte de uma identidade colectiva distinta. 


Os Mambai reivindicam para si o papel de guardiões de um cosmos que dá vida e depende dos seres humanos para o serviço ritual. Traube descreve os seus rituais agrícolas e funerários, traçando as ligações simbólicas entre as obrigações humanas para com os seres cósmicos e as obrigações de troca que unem os vários grupos sociais que realizam os rituais.

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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Principios e Formas de Organização Sociocultural

Principes and Forms of sociocultural organization

Бондаренко, Д.М.  и Александрова, Г.В. (2024): Принципы и формы социокультурной организации: исторические контексты взаимодействия. Издательский Дом ЯСК  Москва / Bondarenko, D.M & Aleksandrov, G.V. (2024):  Principes and forms of sociocultural organization. Historical context of interaction. LRC Publishing House. Moscova. ISBN: 978-5-907498-68-6

Sinopse   
Esta monografia colaborativa explora aspetos importantes da diversidade histórica da organização sociocultural, uma questão fundamental para as ciências sociais e humanas. 


Seu fundamento teórico reside nos conceitos de heterarquia e homoarquia, que vêm sendo ativamente desenvolvidos na academia russa e internacional. Heterarquia e homoarquia são vistas como princípios fundamentais da organização sociocultural que permeiam a história da humanidade, influenciando decisivamente as formas que a organização sociocultural assume em sociedades específicas


Manifestasse, entre outras coisas, na interação de princípios heterárquicos e homoárquicos dentro de sociedades individuais e nas relações entre as sociedades predominantemente heterárquicas e homoárquicas. 


Estas questões teóricas fundamentais são exploradas aqui utilizando uma vasta e diversificada gama de materiais concretos e de diversos contestos temporais e culturais.

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Piastas e "Reis Extranhos" de Hoje e Ontem


Não é nada extranho, nem desconhecido, que as linhagens reais sõem ser frequêntemente as menos "autotoctonas" naqueles paises nas que reinam. Em este sentido vai um artigo recente publicado na revista Nature Communicationque vem a aportar , através do analise paleo-genètico, alguma luz sob a origem da dinastia piasta, que protagoniza a época fundacional do reino da Polonia.

Boleslvo Piast, Bolesłavo I de Polònia

O estudo feito sob os restos esqueleticos disponiveis dos membros das distintas ramas de esta linhagem aporta dados que questionam a origem local, e mesmo a eslavicidade da familia piasta:

"Seis indivíduos identificados como Piasts apresentavam haplogrupos R1b. As análises dos dados gerados para os Piasts R1b individuais sugeriram que seu ancestral comum pertencia à linhagem R1b-P312. Atualmente, essa linhagem é observada com maior frequência na Grã-Bretanha... As evidências apresentadas acima indicam que todos os indivíduos classificados como Piastas R1b pertenciam a uma mesma família e compartilhavam a mesma linhagem do haplogrupo Y R1b-BY3549, atualmente rara na Europa. Entre as amostras datadas do período anterior à formação do Estado Piasta, a mesma linhagem foi encontrada em três amostras antigas: CGG_023713 (datada de 770–540 a.C.) da atual França<sup> 42</sup> , CGG_107766 (datada de 20–200 d.C.) dos atuais Países Baixos<sup> 42</sup> e VK177 (datada de 880–1000 d.C.) da atual Inglaterra <sup>43</sup> . Assim, nossos dados revelam que os Piastas pertenciam à linhagem R1b-BY3549, sugerindo que eram migrantes de origem não eslava...
Os resultados obtidos indicam que os Piastas não eram de origem eslava e, portanto, sugerem que forças externas desempenharam um papel fundamental no processo de formação da Polônia."
Igualmente o estudo mostra a forte interconexão via alinças matrimonias entre a dinastia polonesa a as outras casas reias da Europa medieval contemporanea:

"Muitas das filhas de Piast e as mulheres que se casaram com membros da família Piast também representavam dinastias europeias famosas; portanto, os dados genéticos que coletamos para os membros da dinastia Piast nos permitem prever haplogrupos mitocondriais (mt-hgs) para mais de 200 figuras históricas conhecidas. Dentro desse grupo, há 108 Piasts, 32 Rurikids, 12 Giediminids, 23 Árpáds, 15 Přemyslids, 13 Hohenzollerns, 10 Habsburgos, 8 Wettins, 5 Angevinos e 4 Wittelsbachs ..."

Isto ultimo não é nada extranho, nem inesperado, a pouco que se observe a história das linhagens reais europeias caraterizada por um forte endogamica dentro do grupo e a pressença frequente por estes emparentamentos de dinastias de origen foraneo regindo as distntias monarquias europeias. 

o evidènte parecido familiar dos primos Nicolas II da Russia e Jorge V de Inglaterra.

Os reis de Grécia, esoclhidos após a independencia, eram de origem alemão e casaram-se quase na sua maior parte com linhagen de essa mesma origem e algumas escandinavas em menor medida. Os ingleses levam sendo governandos por soberanos não anglo-saxões mesmo desde a morte de Harold Godwineson: franceses da Normandia, e da Aquitânia, galeses (Tudor), escoceses (Estuardo), neerlandeses (Orange), e alemães (desde os Hannover aos actuais Mounbaten-Winsord, em realidade Watterberg-Saxonia Coburgo Gotta (1).

Jean-Baptiste Bernardotte, Carlos Joâo XIV de Suécia

Na Suecia actual os reinam os descendes omonimos de um general transfugade de Napoleão (os Bernadotte), e assim um trás o outro, e isso sem ter em conta a citada endogamia de grupo que faz que quase todos os membros das casas reais europeias actuais sejam primos entre sim em um ou outro grão e as vezes por partida dobre ou tripla.


Tampouco o facto de descender a dinastia fundadora da Polonia de um extrangeiro não resultaria demasiado disonante na época. Sem ir mais longe no ambito polones pode-se pensar no comerciante saxão Kizo que a tribo eslava dos luticios escolhera como chefe durante a revolta do ano 983 contra o dominio do Sacro-Imperio Romano Germânico. 


Também poderiamos citar igualmente a figura de outro extrangeiro: Rurik, aquele varego de origem sueca que fundara a Rus de Kiev, dando origem a dinastia dos rurikidas que dera monarca aos distintos principados poskievanitas, incluido o de Moscova até que Ivan IV, O Terrivel assasianra ao seu proprio filho e herdeiro cortando abruptamente a continuidade familiar.

Rurik e seus irmãos Trúvor chegam a Ládoga. Víktor Vasnetsov (1913)

Neste sentido estes "aventureiros" vindos de fora que atuam como fundadores de identidade etnico-políticas, depois convertidas em estados, não estão muito longe de realidades mais exoticas como a dos "reis extranhos/forasteiros" (Strnage Kings) táo tipicos do Sureste Asiático. O imaginario dos stranger king em esta região soe repressentar o poder político como algo essencialmente alheio a comunidade, uma especie de corpo extranho, vindo de fora in illo tempore mas que com a sua chegada estabelece uma nova ordem que subsiste até o momento atual e vem compretar em certa forma a sociedade pré-arrivada do strange king.

gravado no que se amostra o encontro do explorador holandês Joris van Spilbergen 
com o rei Vimaladharmasuriya I de Kandi, 1609

A ideaia dos stranger kings, além do seu contexto actotono, chegaria em esta região converter-se numa forma de interpretar e justifica,r dentro dos esquemas cosmologicos locais a realidade da dominação de potencias extrangeiras durante o posterior periodo colonial. O antropologo Marshall Sahlins amplou o padrão extendo-o a outros contextos geograficos e culturais (desde a Polinesia e Africa, à Grécia Antiga ou o mundo mesoamericano), considerando que este sistema era uma das formas elementais, senão a forma elementar por antonomaisa, de emergência do poder político nas sociedades humanas (Sahlins, 2008).

fotografa do filme Farewell to the King (1989)  inspirado no topos do Strange King

Segundo o antropologo no sistema de Stranger Kings existia uma repartição em duas esferas de atividade (a reprodução e poder) em termos uma dicotomia esencial entre a "autoctonia" e a "aloctonia". O padrão geral dos relatos sobre a chegada do strange king é conhecido, e reconocivel em muitas tradições ao longo do mundo, desde os mitos e lendas aos contos populares: mostra a chegada de um heroe, um extrangeiro alheio a comunidade, inclui o conflito com alguma entidade local, nomalmente descrita como monstroussa, e remata com o matrimonio entre o heroe foraneo e uma princesa autoctona que cria essa união armonica que reconcilia alotono e o autoctono dentro dum todo. 

Recorrentemente este extrangeiro atua como heroi cultural, que introduçe diversas innovações: novas costumes, objetos, ritos, ... marcando assim uma ruptura com a ordem anterior (cambio nas formas de matrimonio, na estrutura social, novas instituições, etc). Além da ominpressencia nas lendas e contos deste topos do heroi exiliado que mata a monstro e casa com a princesa local, há em estas tradiçoes sobre "reis extranhos" e fundacionais algo mais arcaico e esencial sob o proprio conceito de poder político, que em si proprio aparece cataterizado como algo "extranho", no doble sentido da palavra, algo vindo de fora mas que supõe  também uma "anomalia" com respeito a ordem previa que vem a tranformar.


É inevitavel não recordar alias aquelas comunidade de "Sociedades contra o Estado" (que quizas fora mais preciso denominar como "contra o poder"), descritas na Amaçonia por Pierre Clastres, Essas sociedades que consciênte e ativamente anulam, atraves de distntas estrategias, qualquer possivel comportamento que levasse ao estabelecimento de uma autoridade ou prestigio superior de algum individuo sob outros membros da comuidade, no que pudera fundar-se a constituição de qualquer formas de poder ou proto-poder politico de facto.  


E fazil imaginar como poderia ter sido possivel o passo desde tal estado de "anarquia", coidadosamente mantido com tanta constància, à aparição das primeiras chefias e sistemas de poder, e perceve-lo, em certa forma, como um ato carismático e de fonda transgressão.  Relacionando igualmente este ato de quebra primordial com alguns dados etnográficos, como o carater de grande “transgressor”, que alguns povos africanos atribuem a seus chefes, aos que se permite -ou mesmo exige-se?- um comportamento fortemente “antisocial” que rompe as normas quotidianas da sociedade, e deriva frequentemente num desempenho excesivo de uma violência arbitraria, concevida, e justificada, coma um elemento constitutivo e necessario do proprio poder e sacralidade do “monarca” (Simonse, 2017).

chefe "fazedor de chuva" da vila de Cakereda (1972)

Noutro ordem de coisas Sahlins entendia que os sitemas de stranger king aparecem em contextos de forte contato e intercambio intercultural a longas distancias, no que o antropologo norteamericano denomina como "Cosmopoliticas". Não seria muito extranho considerar que em momentos de forte contacto cultural, expostos á troca e a chegada de novas formas, objetos, pessoas e constumes, o vindo de fora termine alterando a propria realidade constitutiva preexistente de uma comunidade.

Neste sentido esse imaginario, que mostra a formação do poder como a chegada de algo anomalo vindo desde fora, e vinculado as qualidades de algum sujeito ou grupo carismáticos, seria especialmente adequado como repressentação mitica dos profundos cambios sociais que se estâo a operar em distintos niveis. Nâo é uma imagem que resulte extranha, precissamente, a um arqueologo. 


De certo, se agora pensamos em epocas da pré- e proto-história europeia nas que se fazem vissiveis grandes cambios culturais: unificações em koines linguisticas ou arqueológicas, a expansão de elementos de cultura material como armas, adornos, etc., a grandes distàncias, junto com tecnologias; e outros saberes denominados, as vezes, como "conhecimento esoterico" investidos ao mesmo tempo do prestigio do inusual e do distante das suas origens (Helms, 1999). não seria extranho imaginar algo similar ao que topamos no caso dos stranger kings


Assim o pensara já defunto Michael Rowlands para o Bronze Final europeu (Ling e Rowlands, 2015), mas poderia-se igualmente projetar-se o mesmo padrão, segundo a nossa opinião, a momentos aina mais afastados da pré-história europeia como o calcolítico, mesmo com a possivilidade de vincular isto a questões tão discutidas e controversas, como o processo de  indo-europeização (2)


Mas  faz-me pensar em outra questão também: se os "reis" da pré- e proto-história foram alguma vez strange kings em que medida não estamiaos a criar uma imagem distorsionada, quando nos debruçamos sob as tumbas, frequentemente de essa elite "regia" precissamente, para analisar a paleo-genetica do conjunto de uma sociedade num momento concreto?. Em que medida repressentaria hoje uma imagem genètica adequada do homem e mulher comuns do seu pais o ADN dum monarca europeu?

Os strange kings, como os seus filhos postumos, desde logo não são um bom exemplo da autoctonia do povo comum, precissamente
   

Artigo: 

Zenczak, M., Handschuh, L., Marcinkowska-Swojak, M. et al. (2026):" Genetic genealogy of the Piast dynasty and related European royal families." Nat Commun Nº 17, 3224  DOI: 10.1038/s41467-026-71457-1

Bibliografia complementar

Classtres, P. (2010): La sociedad contra el estado. Virus editorial. Bilbao
   
Helms, M. (1993): Craft and the Kingly Ideal. Art, trade and power. University of Textas Press. Austin.  aqui
   
Rowlands, M. & Ling, J. (2013): "BoundarIes, flows and Connectivities: mobility and Stasis in the Bronze Age"  Bergerbrant, S. & Sabatini, S. (eds.): Counterpoint: Essays in Archaeology and heritage Studies in Honour of Professor Kristian Kristiansen. BAR International Series 2508. BAR Publishing. Oxford. pp. 497-509
   
Sahlins, M. (2008a): Islas de Historia. La muerte del capitán Cook. Metafora, antropologia e historia. Gedisa. Barcelona.
   
Sahlins, M (2008b): "The Strnager-King or elementary forms of the politics of life" Indonesia & the Malay World Nº 36, pp. 177–199  DOI: 10.1080/13639810802267918
     
Simonse, S. (2017):  Kings of Disaster: Dualism, Centralism and the Scapegoat King in Southeastern Sudan.  Fountain Publishers. Kampala
   
Ling, J. & Rowlands, M. (2015): "The ‘Stranger King’  (bull) and rock art" Skoglund, P., Ling, J. & Bertilsson, U.: Picturing the Bronze Age..Swedish Rock Art Series Vol. 3. Oxbow Books. Oxford. pp. 89-184  PDF

Notas:
1) A substituição do apelido Saxonia-Coburgo-Gotta por Winsord foi resultado da molesta sonoridade alemã de este durante o a I Guerra Mundial. Igual questão motivou a anglização como Mountbatten do apelido Wattenberg.
2) Consideramos que boa parte da mitologia Indo-europeia, como o tema do "combate dos deuses", pode ser frutiferamente reinterpretada em termos da oposição "autotono" "alotono" pressente na estruturas dos sestemas de Strange King, o qual coincidira curiossamente já com a inicial intuição comparatista de Sahlins quando reconheceu a obra de Dumézil como uma das inspirações principais do seu modelo (Sahlins, 2008a)
    

Postatem relacionada: Uma olhada a migração na Pré-história

sexta-feira, 3 de abril de 2026

O Problema do Parentesco

KINSHIP TROUBLE

Traversing Interdisciplinary Boundaries 
between Archaeology, Archaeogenetics 
and Socio-cultural Anthropology

Quando: 14 Abril
Onde: On-line

A rede Arqueologia e Género na Europa (AGE) da Associação Europeia de Arqueólogos organiça o dia 14 de abril uma sessão de lançamento virtual do numero monográfico do Cambridge Archaeological Journal com o titulo "Problemas de parentesco: atravessando fronteiras interdisciplinares entre arqueologia, arqueogenética e antropologia sociocultural".


O que é “problema de parentesco”? Quando e onde surgiu, e por que é importante agora? Este lançamento virtual apresenta uma edição especial interdisciplinar do Cambridge Archaeological Journal que coloca essas questões no centro do debate contemporâneo. " Problema de Parentesco: Transpondo Fronteiras Interdisciplinares entre Arqueologia, Arqueogenética e Antropologia Sociocultural".


O termo “ problema de parentesco” captura tanto as tensões provocadas por recentes avanços arqueogenéticos quanto os limites de reduzir o parentesco à relação biológica, ao mesmo tempo que abre espaço para repensar o parentesco como um fenômeno social, relacional e ético. 


Desenvolvida a partir de sessões interdisciplinares na Associação Americana de Antropologia (Toronto, 2024) e no Instituto Arqueológico da América (Chicago, 2025), esta edição especial promove um diálogo contínuo entre áreas que nem sempre compartilham a mesma linguagem conceitual, fundamentando a discussão em bases teóricas e estudos de caso multirregionais dos campos constituintes. 


O lançamento virtual oferecerá uma visão geral acessível de seus temas centrais: colaboração ética, integração de abordagens biológicas e sociais e a compreensão do parentesco como um ato de cuidado e (não)mutualidade do ser. Acadêmicos das áreas de antropologia, arqueologia e ciências da vida são cordialmente convidados a participar desta conversa sobre como estudamos o parentesco e por que ele é importante para a compreensão da diversidade humana no passado e no presente.

A sessão decorrera entre as 16:00 e 18:00h e pode ser seguida por Zoom após registo no seguinte link


quinta-feira, 26 de março de 2026

Paisagens Sagradas em Cena - Livro

Los paisajes sagrados a escena

Cruz Sánchez, P.J., Beatriz Sánchez Valdelvira, B., Torres, J., Santana, O. (coords) (2021): Los paisajes sagrados a escena. Visiones plurales. Junta de Castilla y León e Museo Etnográfico de Castilla y León.  ISBN: 978-84-09-31089-0

Sinopse   
Entre 17 e 20 de outubro de 2018, o Museu Etnográfico de Castela e Leão, em Zamora, reuniu cerca de trinta especialistas para abordar, numa perspetiva decididamente multidisciplinar, alguns dos aspetos que definem aquilo a que se convencionou chamar paisagens culturais sagradas. O Primeiro Congresso Internacional sobre Paisagens Culturais Sagradas: Antropologia, Espaços, Práticas e Arquiteturas.


O estudo deste tipo de lugar sagrado é simplesmente uma forma de compreender o território através de uma lente mítica, através da procura e definição desses marcadores de sacralidade, da forma como estão dispostos e interagem no espaço, e das formas como evoluem e se nos revelam hoje.


É uma tarefa complexa que requer determinadas ferramentas conceptuais que direcionam a nossa atenção para a génese do mito e da prática como fio condutor de uma narrativa que se materializa num lugar carregado de significado para os seus habitantes, que o mantêm ou sancionam, ou através de uma série de rituais e práticas específicas, muitas vezes de natureza quotidiana, mas também extraordinária.

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quinta-feira, 12 de março de 2026

O Corpo do meu Inimigo - Livro

Le corps de mon ennemi

Darmangeat, C., Gicqueau, A., Pétillon, J.M & Teyssandier, N. (eds.) (2026): Le corps de mon ennemi: Conflits armés dans les sociétés sans richesse. Séances de la Société Préhistorique Française Vol. 23. Société Préhistorique Française. Paris. ISBN : 978-2-9588382-1-8

Sinopse
A guerra tem origem nos primórdios da humanidade, ou mesmo em nossa herança biológica, ou surgiu em um estágio específico da evolução das sociedades?


O tema é ainda mais complexo porque, por um lado, a guerra é um conceito frequentemente mal definido e, por outro, as sociedades humanas inventaram muitas formas de confronto coletivo.


A antropologia social há muito se esforça para compreender como, entre outras coisas, as guerras propriamente ditas, as rixas (vendettas), os chamados combates "ritualizados" praticados em muitas sociedades, mas também as expedições por vezes descritas como "guerras em pequena escala" no âmbito de relações de hostilidade perpétua, são articuladas.




Este simpósio, realizado na Universidade de Toulouse Jean-Jaurès como parte das sessões da Sociedade Francesa de Pré-História, reuniu pré-historiadores e antropólogos sociais e proporcionou amplo tempo para discussão coletiva. Buscou esclarecer essas questões abordando os conceitos utilizados, as lições da primatologia, diversos estudos de caso etnológicos e as dificuldades suscitadas pela interpretação de vestígios materiais.

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sexta-feira, 6 de março de 2026

Complexidade e Cumplicidade na Antropologia

Deixamos aqui o video da palestra organiçada ontem pelo Departamento de Antropologia da London School of Economics and Political Scienceque o passado e que foi proferida pelo antropologo Hans Steinmüller sob o titulo Complexidade e Cumplicidade na Antropologia Social. 


domingo, 1 de março de 2026

Complexidade e Cumplicidade na Antropologia

Complexity and complicity 
in social anthropology

Quando: 5 de Março
Onde: Londres e On-line

O Departamento de Antropologia da London School of Economics and Political Science organiza uma palestra que com o titulo Complexidade e Cumplicidade na Antropologia Social sera proferida pelo antropologo Hans Steinmüller (LSE). A palestra tera lugar o dia 3 de março de 18h às 19h, hora inglesa. 


Costumamos chamar “complexas” as sociedades com cidades, alfabetização e governos, e de “simples” as sociedades de pequena escala. Mas, na realidade, o cotidiano em sociedades pequenas é extremamente complexo, as pessoas precisam constantemente negociar relacionamentos, cuidados e conflitos sem muitas regras ou ferramentas para guiá-las. 
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Em contraste, em sociedades grandes, os papéis sociais, as tecnologias e as hierarquias simplificam as interações rotineiras. Para compreender os desafios dos emaranhados sociais em ambientes não estatais, e a uniformidade e monotonia dos estados capitalistas, o palestrante propõe dois conceitos: cumplicidade e comensurabilidade.


Criar cumplicidade (entendimentos implícitos compartilhados por poucos) aumenta a complexidade social; enquanto a comensurabilidade (comparação por unidade e escala) possibilita a simplicidade social. Ambos os processos estão interligados, e para apreciar a complexidade de fazer as coisas juntos, devemos atentar para a simplicidade emergente.

A palestra pode ser seguida in situ ou bem on-line após registo no seguinte link