Mostrar mensagens com a etiqueta antropologos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta antropologos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de julho de 2024

James C. Scott (1936-2024)


A passada sexta-feira dia 19 de julho, morria James C. Scott, antropólogo anarquista autor de clássicos como o "Arte de não ser gobernados", "Contra o grão"  ou "Os Dominados e a Arte da resistência" entre outros muitos

A pesquisa de Scott inicialmente focada nas sociedades camponesas do sudeste asiático abriu-se comparativamente a outros casos (tanto antigos como atuais) estudando as sociedades sem-estado (camponeses, bárbaros) como uma alternativa consciente as formas de organização política autoritária e as formas de resistência e as estratégias mediante as que os grupos subalternos eludem na vida quotidiana o controle do poder. A obra de Scott aportou importantes conceitos como o de "infrapolitica" e influi fortemente na pesquisa antropológica, histórica e arqueológica, sendo uma inspiração para boa parte dos pesquisadores atuais.

Ademais de a teoria, e inspirado pelas sociedades camponesas e a sua vocação anarquista, James C Scott, compaginou a pesquisa e a docência universitaria com a ocupação de pequeno fazendeiro, na sua página web da Universidade de Yale (aqui), se auto-definia como "Profesor de Antropologia, co-diretor do programa de Estudos Agrarios e campones mediocre"

James C. Scott (2024): "Intellectual Diary of an Iconoclast" Annual Review of Political Science Nº 27 PDF


Postagem relacionada: A Arte de não ser Gobernados

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Ethnographisch-Archaeologische Zeitschrift Nº 57

Ethnographisch-Archaeologische Zeitschrift 

Nº 57 - 2023

Boas Talks Proceedings. Scientific colloquium commemorating the 140th anniversary of Franz Boas's doctorate at Kiel University. University of Kiel, 18-21 November 2021

INDEX

Editorial: A Space for Difference

Research papers

Franz Boas: Between Anti-Racism and Reification
Susan Pollock, Reinhard Bernbeck

Decolonizing Archaeological Practice in Northeast India: 
Views from the Community Archaeology Initiatives in Nagaland
Tiatoshi Jamir

Narratives, Concepts and Data: The Relevance of 
Franz Boas’s Research Perspective for European Archaeology
Martin Furholt

Pottery Production among the Phom of Nagaland
Ditamulü Vasa

On the Changeful History of Franz Boas’s Concept 
of Cultural Relativism
Hans Peter Hahn

Franz Boas Refracted Through His Local Collaborators: 
A Legacy with Implications for Collaborative Archaeologies
Bill Angelbeck


Experimental section

Teaching Anthropology: Remarks from a German Perspective
Stefanie Samida


Book reviews and Annotations

Cornelia Essner. Schädel, Steine und Studenten: 
Der vielschichtige Anthropologe Felix von Luschan 
(1854-1924), Berlin, Vergangenheitsverlag 2023
Nils Seethaler

Reflections on Franz Boas’s Anthropology and Modern Life
Martin Porr
   
  

Ir ao número da revista: EAZ Nº 57 - 2023

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Gustav Hennigsen (1934 – 2023)


Hoje soubemos da morte do antropólogo Gustav Henningsen. Henningsen era conhecido sobre tudo pelos seus trabalhos sobre a bruxaria na Idade Moderna, entre os que destaca a obra "O advogado das bruxas" que dedicou ao inquisidor Salazar de Frias, Ambito de pesquisa este da bruxaria no que os seus trabalhos eram uma referência mundial, junto com um dos seus mestres Júlio Caro Baroja, mas também realizou trabalho de campo em Galiza a finais dos anos 60.

Durante três anos ele e sua mulher Marisa Rey-Henningsen pesquisaram na zona de Ordes, pesquisa da qual existe um interessante arquivo fotográfico, que foi faz uns anos em uma exposição no Museu do Povo Galego, da qual saiu também um catalogo com o titulo "Galicia Máxica. Reportaxe dun mundo desaparecido. Fotografias etnográfica 1965-1968" 




Foi daquela quando durante a inauguração daquela exposição conheci a Gustav Hennigsen e a sua dona. A minha parelha por aquele então que já o conhecera anos antes quando ela trabalhava de arquiveira no Arquivo Histórico Nacional onde Henningsen assistia regularmente para consultar documentação sobre a inquisição, nos apresentou. Aquele dia o matrimonio Henningsen doara o seu arquivo fotográfico ao Museu do Povo Galego onde actualmente se custodia.  

Outra parte do legado de Hennigsen a que se refere a seus estudos sobre a bruxaria e a inquisição foi doada alguns anos depois, no 2020, a universidade público, com motivo do qual a revista Príncipe de Viana dedicou 2 numero (278-279) como homenagem ao matrimonio Henningsen. Uma grande perda D.E.P



Homenagem a Gustav Henningsen

Homenaje a Gustav Henningsen y Marisa Rey-Henningsen

Principe de Viana Nº 278 - 2020
  

INDEX

Preámbulo  pp. 725-728
Rebeca Esnaola Bermejo

Presentación pp. 729-739
Ignacio Panizo Santos

Trayectoria vital e intelectual de Gustav Henningsen y Marisa Rey-Henningsen

Autobiografía de Gustav Henningsen pp. 743-760
Gustav Henningsen

Autobibliografía
de Gustav Henningsen pp. 761-779
Gustav Henningsen

Bibliografía de Marisa Rey-Henningsen pp. 781-787
Marisa Rey Henningsen

Transcribiendo a Gustav y Marisa pp. 789-810
Candela Camiño López
 
Gustav Henningsen, un encendido asombro ante la realidad pp. 811-836
Mikel Azurmendi Inchausti

El danés peligroso. Semblante humano de Gustav Henningsen. Evocación a cuatro manos pp. 837-848
Jean-Pierre Dedieu, Gunnar Knutsen

“Un danés peligroso” en los fondos del Archivo Histórico Nacional pp. 849-868
Jaime Contreras Contreras

Gustav Henningsen: del antropólogo al historiador (pasando por archivero) pp. )869-887
Juan Ignacio Pulido Serrano

Gustav Henningsen y Marisa Rey-Henningsen, folcloristas daneses en Galicia, 1965-1977 (entre magnetófonos y cuentos matriarcales)  pp. 889-929
José Manuel Pedrosa Bartolomé
 
Marisa Rey-Henningsen y el arte de la traducción de la literatura danesa pp. 931-943
José Luis Garrosa Gude

Obra dispersa de Gustav Henningsen

Los documentos de Alonso de Salazar Frías. Una polémica sobre la brujería en España, 1610-1614 pp. 947-968
Gustav Henningsen

De la caza de brujas al culto de brujas pp. 969-974
Gustav Henningsen

Archivos e historiografía de la Inquisición española pp. 975-998
Gustav Henningsen

El síndrome de brujería infantil: el abuso infantil satánico contemporáneo y los procesos por brujería infantil de antaño pp. 999-1012
Gustav Henningsen

La brujería y la Inquisición pp. 1013-1031
Gustav Henningsen

Enciclopedia de la brujería pp. 1033-1054
Gustav Henningsen
 
El vuelo de las brujas y los inquisidores españoles o cómo explicar lo imposible pp. 1055-1076
Gustav Henningsen
 


Ir ao número da revista: Principe de Viana Nº 278 - 2020

sábado, 7 de outubro de 2023

Um Tributo a Marcel Mauss - Livro

Marcel Mauss 

A Centenary Tribute 

James, W & Allen, N.J (eds.) (1998): Marcel Mauss: A Centenary Tribute. Methodology & History in Anthropology Vol. 1. Berghahn Books. New York & Oxford.   ISBN: 1571817050

    

Sinopse  
Marcel Mauss, sucessor de Emile Durkheim e ex-professor de Claude Lévi-Strauss, continua a inspirar cientistas sociais em diversas disciplinas. Apenas textos seleccionados da obra de Mauss foram traduzidos para o inglês, mas destes, alguns, como por exemplo o seu “Ensaio sobre a Dádiva”, revelaram-se de importância fundamental para o desenvolvimento da antropologia a nível internacional.


Recentemente, e começando em França, o interesse pelo trabalho de Mauss aumentou visivelmente, como testemunhado por várias reavaliações da sua relevância para a teoria social actual. Esta coleção de ensaios originais é a primeira a apresentar ao leitor de língua inglesa a atual reavaliação das suas ideias na Europa continental. Os temas incluem a avaliação pós-estruturalista da "troca", a antropologia do corpo, as técnicas práticas, os sistemas de gestos, as noções de substância, materialidade e pessoa social. 




Há novos aportes sobre política e história comparadas, formas modernas de caridade e novas leituras de alguns aspetos políticos e históricos do trabalho de Mauss que se baseiam na análise de regiões como a África e o Oriente Médio, relativamente negligenciadas pela escola durkheimiana e por Estruturalismo. Este volume é uma homenagem oportuna para marcar o centenário dos primeiros trabalhos de Mauss e confirma a relevância contínua de suas ideias
    

INDEX


Acessivel em: Marcel Mauss A Centenary Tribute

segunda-feira, 22 de maio de 2023

O Legado de Ernest Gellner - Livro

Ernest Gellner’s Legacy 
and Social Theory Today


Skalník, P, (2022): Ernest Gellner’s Legacy and Social Theory Today. Palgrave Macmillan, Cham  ISBN: 978-3-031-06804-1


Sinopse:
Este volume editado examina as questões críticas do século 21 através do prisma da obra de Ernest Gellner. Os colaboradores analisam criticamente o legado de Gellner, questionando se ele continua sendo uma inspiração para os teóricos sociais de hoje. 


Os capítulos investigam proativamente os pensamentos de Gellner sobre uma variedade de tópicos urgentes - modernidade, pós-colonialismo, nacionalismo e muito mais - sem perder de vista os debates atuais sobre essas questões. Este volume dá vida a esses debates ao ter cada capítulo seguido de um comentário de um colega acadêmico do autor do capítulo, transformando o texto em uma conversa animada e dinâmica.

INDEX


+INFO sobre o livro em: Ernest Gellner Legacy

As Palavras de um Homem Morto - Seminario

RAI Seminar: In Memory 
of Ernest Gellner

Quando: 25 Maio
Onde: Londres & on-line


O Royal Anthropological Institute (RAI) organiça a proxima quinta-feira dia 25 de maio entre as 17:00 e 19:00 horas um seminario publico em homenagem ao filosofo e teórico social Ernest Gellner. 


A palestra que servirá de marco sera proferida pelo professor Brendan O'Leary (Universidade de Pennsylvania) e tera por titulo "The words of a dead man are modified in the guts of the living" e discutira o recente livro editado por Petr Salnik "Ernest Gellner’s Legacy and Social Theory Today".


Este volume editado examina as questões críticas do século XXI através do prisma da obra de Ernest Gellner. Os capítulos investigam proativamente os pensamentos de Gellner sobre uma variedade de tópicos urgentes - modernidade, pós-colonialismo, nacionalismo e muito mais - sem perder de vista os debates atuais sobre essas questões.

O seminario é de valde e pode ser seguido após registo tanto na modalidade pressencial (aqui) como via Zoom



sábado, 15 de abril de 2023

O Emergir de Franz Boas


Franz Boas: The Emergence of the Anthropologist    

Reviewer Meet Reviews


Quando: 17 de Abril
Onde: on-line


O Royal Anthropological Institute organiza a próxima segunda-feira 17 de Abril, entre as 5-7 hora o encontro ‘Reviewer Meets Reviews’, uma discussão entre a autora a Prof. Rosemary Lévy Zumwalt (Agnes Scott College) e seu recensador o Prof. Lee D Baker (Duke University). 

Rosemary Lévy Zumwalt conta no seu livro Franz Boas: The Emergence of the Anthropologist a história de Franz Boas, um dos principais estudiosos e intelectuais públicos do final do século XIX e início do século XX. O livro de uma biografia em duas partes: Franz Boas começa com o nascimento do antropólogo em Minden, Alemanha, em 1858 e termina com sua demissão do Museu Americano de História Natural em 1906, ao mesmo tempo em que examina seu papel na formação de antropólogos profissionais por Boas na Universidade de Columbia, em Nova York.

Zumwalt segue o percorrido que levaram Boas à sua visão da antropologia como uma disciplina em quatro campos (4 Fields Anthropology), uma jornada que demonstra especialmente sua tenacidade para o sucesso, as paixões que animaram sua vida e o preço que a luta profissional teve sobre ele. Zumwalt guia o leitor pela infância e educação universitária de Boas, traça sua viagem de 1883 a Terra de Baffin e relata seus esforços para encontrar emprego nos Estados Unidos. 

Um interesse central no livro são as publicações amplamente influentes de Boas sobre a questão do relativismo cultural e a critica do racismo, particularmente seu livro The Mind of Primitive Man (1911), que reformulou a antropologia, as ciências sociais e os debates públicos sobre o problema do racismo na sociedade americana..

Franz Boas apresenta a notável história de vida de um gigante intelectual da antropologia americana, contada em suas próprias palavras por meio de cartas inéditas, diários e notas de campo. Zumwalt entrelaça os fios do pessoal e do profissional para revelar o amor de Boas por sua família e pela antropologia que ele moldou como disciplina.


sexta-feira, 3 de março de 2023

A Vida e Obra de Alexander Goldenweiser - Livro

A MAVERICK BOASIAN

Kan, S. (2023): A Maverick Boasian: The Life and Work of Alexander A. Goldenweiser. University of Nebraska Press. Lincoln. ISBN: 9781496233486


Sinopse: 
A Maverick Boasian explora a vida muitas vezes contraditória de Alexander Goldenweiser (1880-1940), um estudioso considerado por seus contemporâneos como o aluno mais brilhante e favorito de Franz Boas. A história de sua vida e bolsa de estudos é complexa e emocionante, além de frustrante. Embora Goldenweiser tenha vindo da Rússia para os Estados Unidos quando jovem, ele passou os quarenta anos seguintes pensando em si mesmo como um intelectual europeu que nunca se sentiu inteiramente em casa. 


Um etnógrafo talentoso, ele desenvolveu um excelente relacionamento com seus consultores nativos americanos, mas interrompeu seu trabalho de campo devido à falta de fundos. Individualista e anarquista na política, ele se ressentia profundamente de ter que abrir mão de qualquer uma de suas ideias e liberdades em prol do sucesso profissional. Um homem encantador, ele arriscou sua carreira e vida familiar para satisfazer necessidades e desejos imediatos.


Vários de seus livros e artigos sobre a relação entre antropologia e outras ciências sociais ajudaram a promover uma importante conversa interdisciplinar que continuou por décadas após sua morte. Pela primeira vez, Sergei Kan reúne e examina todos os trabalhos acadêmicos publicados de Goldenweiser, registros de arquivo, correspondências pessoais, publicações não acadêmicas e memórias vivas de vários descendentes de Goldenweiser. 

Goldenweiser atraiu a atenção por suas visões progressistas únicas sobre questões como raça, anti-semitismo, imigração, educação, pacifismo, gênero e direitos individuais. Ele era uma voz importante em um coro de boasianos progressistas que aplicavam os insights de sua disciplina a uma variedade de questões na mente do público americano. Muitas das batalhas que ele travou ainda estão conosco hoje.

INDEX

    
List of Illustrations p. ix

Series Editors’ Introduction p. xi

Acknowledgments  p. xv

Introduction  p. 1

 The Russian Beginning and the Early American Years p. 7

Early Scholarship, the Iroquois Fieldwork, and Columbia p. 19

The New School, Academic and Popular Writing, and a Devastating Divorce p. 81

The West Coast Exile p. 139

The End p. 187

Notes p. 201
References p. 213
Index p. 229


+INFO sobre o livro emA Maverick Boasian

Alexander Goldenweiser - Palestra

Como acompanhamento do livro A Maverick Boasian consagrado a vida e obra do antropólogo ucraniano-americano Alexander A. Goldenweiser oferecemos aqui o vídeo esta palestra sobre o mesmo tema proferida pelo autor do livro; o professor Sergei Kan

Filho de um proeminente advogado russo baseado em Kiev, Alexander (“Shoora”) A. Goldenweiser (1880–1941) foi criado em uma família judia de classe média altamente educada e assimilada, apaixonadamente dedicada à alta cultura ocidental e aos valores políticos liberais como bem como a filosofia de não-violência de Leo Tolstoi. Estudiosos, que se concentram principalmente nos trabalhos acadêmicos publicados de Goldenweiser, tendem a vê-lo simplesmente como uma figura importante na primeira geração de antropólogos americanos treinados profissionalmente na década de 1910. 



De fato, as principais contribuições de Goldenweiser para a antropologia incluem uma crítica completa do conceito de “totemismo”, ideias seminais sobre a teoria da cultura (incluindo o papel fundamental do indivíduo) e várias outras. Além disso, ele escreveu o primeiro livro didático de antropologia americana abrangente e foi um conferencista lendário que lecionou na Columbia, na New School for Social Research e no Reed College, onde cultivou várias figuras importantes da antropologia americana. No entanto, a maioria dos estudiosos não leva em consideração suas raízes judaicas russas.



A exploração do professor Kan do arquivo amplamente disperso de Goldenweiser, bem como suas contribuições como intelectual público para vários periódicos não acadêmicos, abrem novos caminhos ao se concentrar na erudição de Goldenweiser e em suas opiniões sobre questões sociais e políticas para demonstrar que sua identificação com as culturas russa e da Europa Ocidental, o anarquismo e o individualismo de esquerda, bem como o cosmopolitismo europeu, foram fortemente influenciados por sua formação. 

A palestra de Kan discute as críticas de Goldenweiser ao regime soviético por sua severa restrição aos direitos e liberdades individuais. Kan também revisará as ideias de Goldenweiser sobre “raça” judaica versus cultura judaica, anti-semitismo, assimilação judaica (que ele favoreceu) e nacionalismo judaico (ao qual ele se opôs).




sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Extranhas Crenças - Evans-Pritchard

 

Aproveitamos a postagem anterior para por aqui o documentário "Strange Beliefs: Sir Edward Evans-Pritchard" que dentro da serie documental Strangers Abroad fora emito nos anos 90 pela televisão britânica, disponibiliçado na canle Ayabaya do professor Alam Macfarlane criador do magnifico Anthropologist and other Ancerstors.




O filme percorre a formação de Pritchard como antropólogo, a importância do trabalho de campo, as divergências teóricas e pessoais com seu mestre Malinowski, dando uma visão da evolução e origem do seu pensamento e primeiras intuições, centrando-se sobre tudo na aporte de Evans-Pritchard a hora de valorizar o pensamento das sociedades não-europeia como lógico e racional em contra das teses correntes na antropologia ocidental desde o s. XIX.


Pode que também te interesse:  Moléculas, Velórios e Térmites

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Theory, Culture & Society - Monografico Strathern


Theory, Culture, & Society Vol 31/2-3

Special Issue: Social Theory After Strathern


Articles
  
Foreword to Social Theory After Strathern   pp. 3-6
Paul Rabinow

Social Theory after Strathern: An Introduction   pp. 7-37
Alice Street & Jacob Copeman

Melanesian Ethnography and the Comparative Project of Anthropology: Reflection on Strathern’s Analogical Approach   pp. 39-64
Eric Hirsch

Plagiarism, Kinship and Slavery  pp. 65-91
Mario Biagioli

Language Trails: ‘Lekker’ and Its Pleasures   pp. 93-119
Annemarie Mol

The Coming of the Corporate Gift   pp. 121-145
Jamie Cross

Law after Anthropology: Object and Technique in Roman Law  
pp. 147-166
Alain Pottage

Unexpected Properties: Strathern on the Relation of Law and Culture   pp. 167-184
Carol J. Greenhouse

The Image after Strathern: Art and Persuasive Relationality in 
India’s Sanguinary Politics  pp. 185-220
Jacob Copeman & Alice Street

Strathern beyond the Human: Testimony of a Spore   pp. 221-241
Anna Lowenhaupt Tsing

Analogic Return: The Reproductive Life of Conceptuality  pp. 243-261
Sarah Franklin

An Interview with Marilyn Strathern: Kinship and Career   pp. 263-281
Janet Carsten

Afterword: Struck Dumb? Marilyn Strathern and Social Science  
pp. 283-288
Nigel Thrift


Ir ao número de:  Theory, Culture & Society

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Falece George W. Stocking Jr.

George W. Stocking Jr. (1928-2013)

O passado dia 13 de julho morria o reconhecido historiador da antropologia, George W. Stocking. Formado como historiador social, Stocking dedicou a sua carreira ao estudo das distintas correntes da antropologia europeia e norte-americana, consagrando estudos a antropologia vitoriana, a escola boasiana, o funcionalismo, a relação entre o conceito de raça e as teorias antropológicas, publicando numerosos artigos e livros

Entre eles destacou a sua serie History of Anthropology publicada pela Universidade de Wisconsin. Stocking passou por diversas universidades norte-americanas ate alcançar a cátedra de antropologia na Universidade de Chicago na que exerceu como emérito até a sua morte, faz dois dias. 

George W. Stocking deixa atrás de si uma obra essencial para o conhecimento historiográfico das origens da antropologia contemporânea.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Ward Goodenough - necrológica



O passado dia 9 de Junho morria o reconhecido antropólogo Ward Goodenough catedrático emérito de antropologia da Universidade de Pennsilvania. Goodenough e conhecido sobre todo pelas suas aportações a antropologia do parentesco, onde aplicou uma perspetiva transcultural (cros-cultural) que recorda ao do seu mestre George P. Murdock, mas fiz contribuições também na antropologia linguística e cognitiva, e foi um defensor da antropologia aplicada sendo presidente da Associação Norte-americana de Antropologia Aplicada.



Formado na escola boasiana, Goodenough situa-se no trânsito entre esta e a antropologia simbólica norte-americana que daria nomes como os de Cliffor Geertz. Dentro das suas contribuições a metodologia e teoria antropologica podem-se citar livros como Description and Comparison in Cultural Anthropology (acessível aqui) no que se recolhem as suas palestras impartidas durante as Lewis Morgan Lectures.

Podeis consultar uma boa síntese da trajetória deste pesquisador nesta postagem do blog Savage Minds


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Harvey Whitehouse - Entrevista



Aproveita-mos para deixarvos o video de esta pequena entrevista ao antropologo cognitivo Harvey Whitehouse, catedrático de antropologia social e diretor do Centro de Antropologia e Mente da Universidade de Oxford, e fundador do Instute of Cognition and Culture, da mesma universidade.

Ritual na Ilha de Tanna, Vanuatu, foto:Joey L

Em ela Whitehouse explica o percorrido intelectual que o levou a formular a sua teoria dos “modos de religiosidade” iniciado pelo seu livro Arguments and Icons e desenrolada em varias obras coletivas. Ao mesmo tempo expõe alguma das prospetivas deste enfoque para a história das religiões e, sobre tudo para o estudo do ritual e da ritualidade em diversos contextos, e para diversas disciplinas desde a propria antropologia à arqueologia

Bucrânio em Catalhoyuk

A entrevista foi realizada pelo projeto LEVYNA (Laboratory for the Experimental Research of Religion) e pode ser consultada igualmente na web desta instituição


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Luc De Heusch

Luc De Heusch (1927-2012)

O dia 7 de este mês finava na cidade de Bruxelas o antropólogo belga Luc De Heusch professor emérito de antropologia da Universidade Livre de Bruxelas. Nado nesta mesma cidade em maio de 1927, Luc De Heusch adquiriu renome dentro da antropologia como africanista, especialmente centrado no âmbito geográfico de Rwanda e o Congo.



Luc De Heusch representou cecais uma das mais frutíferas achegas que ao mundo africano se fiz desde o paradigma estruturalista criado por Levi-Strauss, e possivelmente a sua obra deva figurar entre as aproximações mais interessantes que desde esta corrente se tenhem feito a um caso etnográfico concreto como no seu foi o do mundo bantu. Junto a influência de levistraussiana De Heusch recebeu também a de Marcel Griaulle, e de outros antropólogos cós que estivo em contacto e colaborou como Germaine Dieterlen

Imagem do filme Hamba dirigido por Luc de Heusch

Luc De Heusch preocupou-se por temáticas como a religião. o poder, organização política e o seu imaginario. Pesquisa que desenrolou em estudos como a sua monografia sobre a "realeza sagrada": Ecrits sur la royauté sacrée (1987), o na que seria a sua obra cimeira a celebre trilogia Mythes et rites bantous, formada por Le roi ivre ou l'origine de l'État (1972), Rois nés d'un coeur de vache (1982)e por último: Le Roi de Kongo et les monstres sacrés (2000)


Também é conhecida a sua faceta cinematográfica como realizador de cine, desde seus começos no cinema de vanguarda a sua dedicação antropológica levarião finalmente ao documentário de tema etnográfico, sendo um dos principais valedores e apologistas da "antropologia visual" o que lhe levou a ser o Secretario Geral do CIFES (Committee of Ethnographic and Sociological Films)



A continuação deixámos aqui fragmento de uma entrevista dada por Luc De Heusch para a Radio televisão Francesa