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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

A Plaga e o Imperio Romano - Livro

POX ROMANA

Elliott. C. (2024):  Pox Romana: The Plague That Shook the Roman World. Turning Points in Ancient Vol. 11. Princeton University Press. Princeton

Sinopse  
Em meados do século II d.C., Roma estava no seu próspero e poderoso auge. O imperador Marco Aurélio reinou sobre um vasto território que se estendia da Grã-Bretanha ao Egito. A paz feita pelos romanos, ou Pax Romana, parecia ser permanente. Depois, aparentemente do nada, uma doença súbita atingiu as legiões e devastou cidades, incluindo a própria Roma. 


Esta doença de rápida propagação, hoje conhecida como peste Antonina, pode ter sido a primeira pandemia da história. Logo após a sua chegada, o Império iniciou a sua trajetória descendente em direção ao declínio e à queda. Em Pox Romana, o historiador Colin Elliott oferece um relato abrangente e abrangente deste momento crucial da história romana.



Uma única doença — cujas origens e diagnóstico são ainda um mistério — terá posto Roma de rastos? Examinando cuidadosamente todas as provas disponíveis, Elliott mostra que os problemas de Roma eram mais insidiosos. Anos antes da pandemia, o fino verniz da paz e prosperidade romanas começou a rachar: a economia estava lenta, os militares encontravam-se atolados nos Balcãs e no Médio Oriente, a insegurança alimentar levou a motins e migrações em massa, e à perseguição de cristãos. 


A pandemia expôs os alicerces decadentes de um Império condenado. Defendendo que a doença foi simultaneamente causa e efeito da queda de Roma, Elliott descreve as “condições preexistentes” da peste (as múltiplas suscetibilidades económicas, sociais e ambientais de Roma); relata a história do próprio surto através das experiências do médico, da vítima e do operador político; e explora crises pós-pandémicas. O poder mais transformador da pandemia, sugere Elliott, pode ter sido a sua presença persistente como uma ameaça real e percebida.
   

INDEX

Foreword

Introduction: A Furious Beginning

Part I: Preexisting Conditions

1. Rome’s Fragile Peace

2. The Dry Tinder of Disease

3. Rumors of Death

Part II: Outbreak

4. Plague Unleashed

5. The Age of Angst

6. An Empire Exhausted

Part III. Casualties

7. Redux?

8. The End of an Era

Epilogue: The Spirit of Pandemic

Notes

Bibliography


Disponivel em: Pox Romana

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Social Evolution & History Nº 23/1 - 2024

Social Evolution and History 

Nº 23/1 - 2024

INDEX

The Social History of a Village: The Terra Incognita
Narayana Rao Bonthu; B. V. Sharma

When ‘Gods’ Return in Body Bags: The Evolution of 
Depositions, Exiles and Medical Tourisms 
among Yoruba Traditional Rulers in Southern 
Nigeria, c. 1476–2016
Olasupo Olakunle Thompson; 
Onyekwere George-Felix Nwaorgu

An Ethnological Model for Assessing Social Evolution 
of Siberian Shamans 
Michael J. Winkelman

Global Evolutionary Perspectives on Gender Differences 
in Religiosity, Family, Politics and Pro-Social Values 
Based on the Data from the World Values Survey
Zinkina, Julia; Butovskaya, Marina L.; 
Shulgin, Sergey ; Korotayev, Andrey

Women's Citizenship Rights in Iran between 
Two Revolutions
Sedigheh Mosayebnia; Hadi Noori

Vietnam's Model of Market Socialism: 
Development Model in Crisis?
Nguyen Manh Cuong

The Evolution of Artificial Intelligence: From Assistance 
to Super Mind of Artificial General Intelligence? Article 1. 
Information Technology and Artificial Intelligence: 
The Past, Present and Some Forecasts 
Grinin, Leonid; Grinin, Anton L.; Grinin, Igor L.

Review Essay

Review of Gillis, M. B. (ed.) Carolingian Experiments. 
Interdisciplinary Studies in the Middle Ages and 
the Renaissance 
Nikita A. Fedonnikov
  


Ir ao número de:  Social Evolution and History Nº 23/1

quarta-feira, 12 de abril de 2023

Arqueologia da Crise e Colapso - Livro


CRISIS TO COLLAPSE

Cunningham, T.  & Driessen, J. (eds) (2017): Crisis to Collapse. The Archaeology of Social Breakdown. AEGIS Vol. 11Presses universitaires de Louvain, Lovaina   ISBN: 978-2-87558-526-4


Sinopse: 
Este volume contém as atas de um encontro com o mesmo título que decorreu em outubro de 2015. O volume tem um grande escopo cronológico -do Paleolítico Final ao século XII. AD- e ampla cobertura geográfica, com estudos de caso dos maias, sul dos EUA, mar Egeu, Sri Lanka, o Indo, a Gália, o sul do Levante, Anatólia, Egito, noroeste da Europa, Alasca e Mesopotâmia.


Ele discute e analisa criticamente a variedade de assinaturas e correlatos arqueológicos de condições de crise que levaram ao colapso social. Como tal, faz grandes avanços para uma melhor compreensão teórica do colapso induzido pela crise.


INDEX

Foreword - 50 Shades of Crisis…
Jan Driessen

1. Introduction  p. 17
Tim Cunningham


I. Overture

2. From Crisis to Collapse in Hunter-Gatherer Societies. A Comparative Investigation of the Cultural Impacts of three Large Volcanic Eruptions on Past Hunter-Gatherers
  p. 23
Felix Riede, Gerald Oetelaar, Richard VanderHoek


II. From Epistemology to Ontology: the Paradigm of  
the Lost Civilisation 

3. Crisis, what Crisis? Adaptation, Resilience and Transformation 
in the Indus Civilisation p. 43
Cameron A. Petrie

4. The Classic Crisis?  Some Features of Current Crisis Narratives 
for the Aegean Late Bronze-Early Iron Age p. 65
Saro Wallace

5. Reading the Thirteenth Century BC in Greece.  
Crisis, Decline, or Business as Usual?  p. 87
Guy D. Middleton

6. Late Roman Gaul – Survival Amidst Collapse?  p. 99
Svante Fischer,  Lennart Lind

7. The Collapse of Anuradhapura, Sri Lanka. A Crisis 1500 Years 
in the Making  p. 131
Keir Strickland


III. Ruin

8. The End of the Early Bronze Age in the Southern Levant. 
Urban Crisis and Collapse seen from two 3rd Millennium BC-Cities : Tell esSultan/Jericho and Khirbet al-Batrawy p. 149
Lorenzo Nigro

9. A Typology for Destruction Layers. The Late Bronze Age Southern Levant as a Case Study p. 173
Igor Kreimerman

10. Archaeological Evidence for Small Scale Crisis. Hasanlu 
between Destructions p. 205
Megan Cifarelli


IV. Modelling Climate and Reading Response 

11. Crisis in the Highlands. Agent-based Modelling of the Early Bronze Age I (ca. 4950-4700 BP). Socio-economic Transformations at Arslantepe (Eastern Anatolia)  p. 235
Bulent Arikan

12. Pathways to Sustainable Development or Poverty. Water Security and Wealth in the Pre-Columbian Puuc-Nohkakab Maya Lowlands  
p. 251
Christian Isendahl,  Scott Heckbert

13. Crises as Opportunities for Culture Change  p. 263
Timothy A. Kohler, R. Kyle Bocinsky


V. Metanarratives of Collapse

14. Temporary and Permanent. Status Race and the Mechanism of Change in a Complex Civilisation: Ancient Egypt in between 2900 
and 2120 BC  p. 277
Miroslav Bárta

15. Boredom with the Apocalypse. Resilience, Regeneration,
 and their Consequences for Archaeological Interpretation p. 295
Stephen O’Brien

16. The Fragility of Political Experimentation from the Pespective 
of Classic Maya Cities p. 305
Patricia A. McAnany, Maxime Lamoureux-St-Hilaire



+INFO sobre o livro em:  Crisis to Collapse

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Tsunamis na História - Palestra

TSUNAMIS

Quando: 19 Abril
Onde: Lisboa

   

O dia 19 de Abril decorrera na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa  organizada pela Unidade de Arqueologia (UNIARQ) de dita universidade que terá por titulo «TSUNAMIS: representaciones colectivas entre el Mundo Antiguo y la Edad Moderna».


A palestra será proferida pelo professor Manuel Álvarez Martí-Aguilar (Departamento de Ciencias Históricas da Faculdade de Filosofía e Letras - Universidade de Málaga), Investigador principal do projecto TSUNIBER – Terremotos y tsunamis en la península ibérica en época antigua: respuestas sociales en la larga duración desenvolvido entre 2019 e 2022

A conferencia terá lugar no Afiteatro III (Sala A201) da Faculdade de Lebras de Lisboas às 17: 30 horas
   

domingo, 9 de abril de 2023

Crise e Decadência como Fenómenos Históricos

KRISEN UND UNTERGÄNGE 
ALS HISTORISCHE PHÄNOMEN

   
Fink, S. & Rollinger, R. (2023):  Krisen und Untergänge als historisches Phänomen. Springer. ISBN: 978-3-658-37040-4  
     

Sinopse: 
Este volume oferece um exame crítico do conceito de "Crise" na historiografia. As contribuições apresentadas distribuem-se em secções longas sob o Antigo Oriente Próximo e a Antiguidade greco-romana; comparam as interpretações modernas com as antigas das "crises" e amostram padrões explicativos recorrentes para as mudanças históricas que caracterizam este fenómenos. 

vista idealizada de ruínas-romanas, Bartholomeus Breenbergh, 1650. Museu Nacional Thyssen-Bornemisza

Esta abordagem espacial e temporalmente abrangente do fenómeno da "Crise" problematiza com o padrão explicativo comummente aceitado de "declínio-crise-desaparecimento" e incentiva a busca de respostas alternativas e mais complexas para os processos de mudança histórica.


INDEX

Einleitung – „Krisen“ und „Untergänge“ als historisches 
Phänomen   pp. 1-14
Sebastian Fink, Robert Rollinger

Ein kurzer Versuch zum historischen Phänomen von Krisen und Untergang im Jahrtausend „von Uruk bis Akkad (3300–2300 v. Chr.)  
pp. 15-42
Gebhard J. Selz

Crises in Archaic and Classical Greece: The View of the Ancients  
pp. 43-90
Mait Kõiv

Die Krise und die Politik: Von Alexander bis Rom 
(4. Jh. – 1. Jh. v. Chr.)   pp. 91-122
Sabine Müller

Krise und Untergang der Römischen Republik. Antike und 
moderne Erklärungen  pp.123-195
Patrick Reinard

Krisen in der Blütezeit? Zur Nachfolgefrage und zum Regionalkonflikt als systemimmanente Krisensituationen in der frühen und hohen Kaiserzeit   pp.197-247
Jack W. G. Schropp

Crisis, what crisis? Die Wirtschaft des Imperium Romanum im
 3. Jh. n. Chr. in der neueren Forschung  pp. 249-269
Kai Ruffing

Die wirtschaftliche Krise in der Römischen Provinz Moesia Inferior: 
Das Zeugnis der epigraphischen Quellen pp.271-290
Lucreţiu Mihailescu-Bîrliba

Von der Krise zur Bedrohten Ordnung: Anmerkungen zur Diskussion 
um das Ende der Antike im Osten des Römischen Reiches  
pp. 291-313
Mischa Meier

Spenglers Spätantike  pp. 315-319
Alexander Demandt

Der Nahe Osten unter Parthern, Sasaniden und frühen Muslimen: Kontinuitäten und Brüche pp. 321-331
Josef Wiesehöfer



+INFO sobre o livro em: Krisen und Untergänge

sábado, 8 de abril de 2023

Um Mundo em Crise - Convocatória

Ciência, Tecnologia e Ambiente na história: um mundo em Crise

   
Quando: 15-17 Novembro
Onde: Évora


O 7º Encontro Nacional de História das Ciências e da Tecnologia (ENHCT), organizado pelo Instituto de História Contemporânea – FCSH Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Évora (IHC), decorrerá entre os dias 15 e 17 de novembro de 2023 no Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora.


Procurando retomar um calendário regular destes encontros bianuais iniciados em 2009, a presente edição propõe uma reflexão coletiva sobre o tema da crise. A partir da história das ciências e da tecnologia queremos olhar para o modo como conflitos ambientais, económicos, políticos, sociais e de saúde pública se sucederam e sobrepuseram ao longo do tempo. Sob o tema “Ciência, Tecnologia e Ambiente na história: um mundo em crise”, convidamos investigadoras e investigadores nacionais e internacionais a enviar propostas que explorem a variação espacial e cronológica de momentos de crise e normalidade e que abordem o papel do conhecimento e da tecnologia na emergência e/ou na resolução de crises.



O IHC tem o enorme prazer de laçar a chamada de submissões para o 7º ENHCT. Privilegiando trabalhos que abordem a temática do 7º ENHCT, aguardamos propostas sob forma de comunicações individuais ou sessões temáticas (com um mínimo de 3 comunicações). Todos os trabalhos serão avaliados por uma comissão científica e os resumos dos trabalhos aceites para comunicação serão compilados e disponibilizados em formato digital.


O prazo limite para o envio dos resumos é o 30 de abril de 2023
   

+INFO no site do:  7º ENHCT

Crise e Morte na Antiguidade - Livro

Crisis y Muerte en la Antigüedad 

    
Martínez García, J.J. & Conesa Navarro, P.D. (2022):  Crisis y muerte en la Antigüedad. Reflexiones desde la historia y la arqueología.  Archaeopress. ISBN: 9781803273525


Sinopse: 
O livro Crise e morte na Antiguidade, analisa numa perspetiva multidisciplinar e internacional, os períodos de crise no Mundo Antigo do ponto de vista histórico e arqueológico. Para isso, autores pesquisaram nos períodos de crise pandémica e ambiental, bem como para as perseguições politicas e religiosas, e as situações de fome e inanição durante a Antiguidade. Os primeiros contributos analisam essas questões a partir de uma abordagem global, proporcionando um enquadramento introdutório para o leitor dos temas que são desenvolvidos ao longo do volume.


As seguintes contribuições não apenas estudam áreas específicas como a região de Baixo Guadalquivir (Andaluzia) ou a Tierra de Barros (Estremadura espanhola) na Península Ibérica, mas também outros lugares históricos emblemáticos como a cidade egípcia de Oxirrinco. De seguida, priorizando o critério cronológico, aborda-se o fenómeno do martírio e a perseguição de pessoas de fé cristã. Estas últimas questões, apesar de ser amplamente abordadas pela historiografia contemporânea, fornecem novos dados através da análise filológica e histórica de autores como Paulo Orosio, Lactancio, Prudêncio e Agostinho de Hipona, ou bem de períodos e épocas específicas como os governos de Septimio Severo, Caracala ou Teodósio.  

oscilações da atividade solar entre a II Idade do Ferro e a Alta Idade Media

O volume termina com uma estudo específico centrada, neste caso, na Península Ibérica, e na chamada Peste de Justiniano estudada desde o ponto de vista do registo arqueológico, proporcionando assim uma nova visão complementaria do que é apontado pelos textos dos os autores clássicos. 

INDEX


Descarregar o livro em:  Crisis y Muerte

domingo, 14 de dezembro de 2014

HAU - Journal of Ethnographic Theory 4/2


HAU - Journal of Ethnografic Theory  
    
 Vol. 4/2, 2014


Translating worlds: The epistemological space of translation


INDEX



Ir ao numero da revista:  HAU 4/2

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Colapso e paleoclima no Bronze Final



Um estudo dirigido pelo arqueólogo Ian Armit (Univ. de Bradford) que contou com a colaboração de arqueólogos e cientistas ambientais das Univ. de Bradford, Leeds, o University College Cork, Irlanda (UCC), e a Queen´s University Belfast publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, propõe uma crítica a algumas teorias sobre o fim da Idade do Bronze na Europa Ocidental.


Estudos paleoambientales recentes identificaram uma mudança climática brusco em torno do 750 a.C no Noroeste da Europa, que foi vinculada frequentemente com o colapso das sociedades do bronze em boa parte da Europa Ocidental, neste sentido se propôs esta hipótese para os casos da Escócia, Centroeuropa e Europa Ocidental de modo geral, ou ainda para explicar a expansão da cultura escita ao longo da estepa euroasiática, como consequências diretas desta mudança climática.


Enquanto durante o Bronze Final produz-se um auge e crescimento dos assentamentos e da produção artesanal, o registo da primeira Idade do Ferro mostra-se escasso, o que levou a propor que durante este período se produzir uma queda demográfica.


Neste sentido o novo estudo contradiz em parte os presupostos deterministas e apresenta um palco mais matizado das interrelações entre médio e cultura, propondo que o colapso das sociedades do Bronze Final deveria se procurar mais em fatores sócio-económicos.


Os autores do estudo partem da análise conjunta das datações do Carbono 14 junto com os dados paleoambientales procedentes dos pantanos irlandes, o que permite constatar que a crise das comunidades do Bronze precede em um século (800 a.C) à mudança climática do 750 a.C.


As causas do colapso teria que procurar-se na crise do Sistema económico do Bronze Final, baseado em uma complexa rede de relações comerciais a longa distância baseadas na produção de bronze e o abastecimento das matérias primas necesarias.


A introdução da tecnologia do ferro menos escaso e fazil de conseguer e a "democratização" subsequente do uso de ferramentas metálicas, unido à menor necesidade de cobre e estanho levariam a uma queda da demanda que faria a rede originada pelo comercio do bronze innecesaria e causariam a colapso das complexas estruturas sociais hierarquizavas emergentes que se sustentavam nela: "a desestabilização social resultante pôde bem ser a causa do colapso populacional de finais da Idade do Bronze"


Referência

Armit, I., Swindlesb, G.T., Beckerc, K., Plunkettd, G. & Blaauwd, M., "Rapid climate change did not cause population collapse at the end of the European Bronze Age" PNAS November 17, 2014  DOI: 10.1073/pnas.1408028111


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