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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Sítulas de Bronze e Cerâmica - Tese

Interaccións entre olería e metalurxia na Cultura
 Castrexa

Seoane Novo, C. (2018): Interaccións entre olería e metalurxia na Cultura Castrexa: sítulas de bronce e as súas analoxía cerámicas. Tese doutoral apressentada na Universidade de Santiago. 

Sinopse 
O principal objetivo desta tese de doutorado é fornecer uma nova perspectiva para os estudos de cerâmica e metalurgia da Idade do Ferro na península noroeste, estabelecendo paralelos entre ambas as produções. 


Há décadas, a literatura arqueológica tem feito referências contínuas à possível origem metálica de certas formas e/ou decorações no catálogo cerámico castrejo. Para isto, assume-se a ideia de que a cerâmica e o metal dos castros não são resultado de processos isolados, mas fazem parte de um contexto sociocultural específico, no qual evoluem em conjunto, produzindo uma troca de informações entre os dois ofícios. 





Para isso, estudam-se os vasos cerâmicis e de metal em conjunto, numa tentativa de verificar em que níveis e em que termos ocorre o diálogo entre as duas artesanias.

Descarregar: 

Vol. 1 Texto e Anexos I-III PDF
Vol. 1 Anexo IV  PDF

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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Copos, Caldeirões, Mortos e Banquetes

Este estudo trata a expansão geográfica de um traço concreto das culturas élitares do I Milénio, o uso em principio secundário de vasos de bronze, originalmente pensados para conter líquidos em cerimonias que implicavam o consumo alcoólico, como urnas cinerárias.  

Carrinho-Caldeirão de Skallerup, Museu Nacional de Dinamarca

A similitude de este ritual funerário é o descrito em fontes épica como a homérica Ilíada ou nas fontes hititas da Idade do Bronze, tem chamado a atenção a atenção do arqueólogos no intento de cartografar e explicar o expansão do costume da incineração sobre a inumação no Mediterrânea, e do uso de este tipo de contendor mais em concretos para tal fim.

Restituição gráfica do Carrinho-Caldeirão de Skallerup (Dinamarca)

Este estudos normalmente tem enfatizado a relação de esta pratica com a expansão de um pacote que amostra uma serie de objetos comuns que vão da mão da adoção de uma serie de praticas como parte de uma cultura de elite, que traspassa diversos âmbitos culturais. Instituições como o banquete, a adoção de determinadas formas de guerra e armamento e os valores, ou mesmo evolução política que estariam associados a estes câmbios, tem sido temas frequentes de estudo nas últimas décadas entorno a mobilidade e os contactos transculturais (e coloniais) na Proto-historia europeu e da área Mediterrânea em particular.

Espada hallstattica do s. IX a. C. Naturhistorisches Museum Nürnberg, foto: Oliver Dietrich 

Oriente Próximo (fundamentalmente o Levante), Itália, Grécia e os Balcãs ou o levante peninsular tem sido zonas abundantemente estudadas em essa linha de pesquisa, sem desbotar estudos que enlaçam também com o mundo Centro-Europeu e Atlântico como o volume de Sabine Gerloft sobre os caldeiros e sítulas do Bronze Final-Ferro no PBF. Este estudo que aqui recenseámos pretende abrir a um área mais geral sistematizando os dados sobre os enterramentos em vasos metálicos gerados desde o Mar Negro até Centro-Europeia em conjunto como os conhecidos do mundo mediterrânico.

Vaso anfórico de Gevelinghausen, carrinho votivo de  Acholshaussen, vasos e sítulas hallstáticas

Esta perspetiva pan-europeia permite mostrar uma serie de regularidades, como a prevalência de contendores para bebida no uso de Urnas metálicas, um 95% dos 598 totais do corpus coincidem em este padrão. No que em palavras da autora exemplifica claramente:  “A estandardização e continuidade de essas práticas aristocráticas práticas enfatizavam o status social de essa elite, o qual contribuíam a legitimar e perpetuar”

Distribuição das urnas metálicas a finais do s. VIII a.C.

Assim como Grécia parece ser o núcleo inicial de este uso, as primeiras a mostras fora de este contexto semelham proceder da região alpina, a ambas as duas beiras da cordilheira se topam este tipo de vasos em um contexto temporal que vai do s. XIV ao IX a.C. Ao norte dos Alpes este tipo de enterramentos se topam em zonas do Sul de Alemanha e Escandinávia e no SE de Centro-Europa, pré-datando esta prática em vários casos a cronologia dos Campos de Urnas (XIII- VIII a. C) onde se mantêm até a fase Hallstatt C.

Diversas urnas cinerárias de tradição dos Campos de Urnas da Cultura Villanoviana: urna de Bronze, com tapadeira imitando capacete, urna cerâmica brunida (para imitar o aspeto metálico) fechada com capacete metálico, urna cerâmica fechada com tapadeira em forma de copo; Urna cinerária canópica de época etrusca.  

Durante o período que vai entre o S. IX e VIII observasse uma expansão de este tipo de praticas unido frequentemente a expansão da Cultura dos Campos de Urnas assim como a uma serie de item de prestigio como caldeiros, determinado tipo de armamento, tanto na parte Oriental de Europa como na Itália (da Etrúria ao Lácio ou Campânia).

As similitudes entre as urnas bitroncocónicas itálicas e norte-europeias, mesmo em regiões tão longanas como Escandinávia, são significativas, o qual se observa tanto nos exemplares cerâmicos como metálicos, fechados normalmente com um casco que coroa ao defunto em um identificação corpo-urna que preludia as posteriores urnas canópicas etruscas, ou por patadeira com forma de copo aludindo de novo a âmbito convivial. 

Distribuição das urnas metálicas a meados do s. VI a.C.

Incluísse aqui também outras tipologias como as sítulas, caldeiros ou cistas, junto a exemplar tipo ânfora em algum contexto, usados com a mesma finalidade ou relacionados de um ou outra forma com o banquete. Nas área mediterrânea as urnas metálicas apresentam uma menor uniformidade respondendo a tradições locais, casos como o cipriota, ródio, ou na Magna Grécia, tradições em alguns casos desaparece rápido, entanto que em outros contextos do âmbito grego permanecera muito a posterior. Segundo a autora esta permanência estaria relacionada no mundo grego com peso da tradição épica homérica na cultura aristocrática. 

Vaso anfórico de Gevelinghausen, Museum für Archäologie Herne. foto: Dieter Menne

Zonas mais periféricas m contacto com o âmbito grego e itálico como o Adriático parecem amostrar um padrão funerário mais hibrido que combina a incineração com o costume autóctone de inumação. Em contexto centro-europeu e França a prática de incineração é substituída pela inumação durante o Ferro e os poucos casos de enterramentos em urna parecem ter conexões com o mundo itálico, se a incineração contínua predominando dentro da periferia etnicamente germana.


Bibliografia: 

Desplanques, E. (2022): "Protohistoric metal-urn cremation burials (1400–100 BC): a Pan-European phenomenon" Antiquity Nº  96/389 pp. 1162–1178  DOI: 10.15184/aqy.2022.109


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Os Caldeirões e Situlas Atlânticos


Atlantic Cauldrons and Buckets

Gerloff, S., Atlantic Cauldrons and Buckets of Late Bronze Age and Early Iron Ages in Western Europe. Prähistorische Bronzefunde,
Ab. II, 18 Franz Steiner Verlag, Stuttgart 2010,   615 pp.
ISBN: 978-3-515-09195-4


Sumario:

As sítulas e caldeirões de idade de bronze e posteriores estão entre as relíquias maiores e mais impressionantes que sobreviveram do passado proto-histórico da Europa ocidental. O termo Atlântico como aplicado a estes objetos é relativamente recente, for introduzido por Christopher Hawkes e Smith Margret em 1957, para distinguir esses grandes vasos folha de bronze remachada de contendores similares encontrados na Europa Central e no Mediterrâneo. Eles forem objeto de estudos clássicos como Leeds, ou o dos próprios Hawkes e Smith, que fornecem a base para o presente reexame e atualização da tipologia, cronologia, origem e função destes.

A função de caldeirões semelha que é o de um principalmente cerimonial. Na mitologia celta, os caldeirões estão intimamente ligados com festas e banquetes que foram realizadas em salas para banquetes. Na Irlanda, grandes salões e estruturas semelhantes estão associados a muitos sites de reais, onde uma grande estrutura retangular conhecido como Banqueting Hall (Ensine Miodhchuarta).

A associação dos caldeirões atlânticos com ganchos de carne sugere que eles foram usados para cozinhar a carne, do mesmo jeito que as sítulas pela sua forma parece indicar um uso restringido a conter líquidos, possivelmente alcoólicos. Estes vasos funcionarem durante festas e banquetes” ou outras ocasiões cerimoniais, o qual explica que foram incluídos entre o repertorio das oferendas rituais da Bronze Final e do Ferro, já for em pântanos, lagos, rios ou em depósitos rituais topados em castros ou nos seus acessos.


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+INFO no site do:   Prähistorische Bronzefunde

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Um PUZZLE /S ... sem resolver


Vai já 5 anos, em janeiro do 2007, em uma visita do grupo de pesquisa HAAAT a jazigos da zona do Berço, como as Medulas ou Castro Ventosa (Bergidum Flavium), achegamo-nos ao pequeno Museu Arqueológico de Cacabelos (MARCA), foi ali na sala adicada a Astures e Romanos, onde nos topamos com um feixe de miúdos fragmentinhos de lâmina de bronze, em aparente caos mas coidadosamente aquelados naquela vitrina.


Esse balbordo fragmentario semelhou-nos a muitos dos que ali estávamos, a evidencia dos restos, o melhor dito, de parte deles, do que pudera ter sido um caldeirão ou caldeirões de bronze, tal vez, desses de remanches, de tipologia atlântica, tão típicos entre a Idade do Bronze e do Ferro, e conhecidos por exemplos como os de Lois, Cabárceno ...


A direitora do Museu deu-nos notícia do achádego e comentou-nos o feito de que a dia de hoje ainda não se puder reconstruir ou encaixar de jeito coerente o objeto ou objetos que formaram aquele conjunto de anacos de metal, constituindo um autêntico puzzle não resulto da nossa proto-história, a espera de quem lhe possa dar solução

Cecais isto faz a esses modestos anacos do caldeirão/es de Cacabelos no que são, bastante significativos do que é tentar resolver à uma pergunta/as tendo só anacos de resposta/as

O Caldeirão de Chiseldon - video



E pensando em banquetes e caldeirões dei em que este é um bom momento para sacar de entre o arquivo de postagens ainda pendentes no Archaeoethnologica este vídeo no que da mão de Alexandra Baldwin, uma jovem conservadora do British Museum, que se nos comenta o processo de recuperação, reconstrução e conservação de um caldeirão da Idade do Ferro.



A peça fora topada no ano 2004, por detetoristas de metais no lugar de Chiseldon, onde no 2007 se procedera a excavar o jazigo sendo descovertos outros 12 exemplares, formando um dos mais espetaculares deposito deste deste tipo achados nos últimos anos.

Escavação do jazigo de Chiseldon. Foto: Wessex Archaeology

O achadego de Chiseldon forma parte atualmente dos fundos do British Museum

+INFO no site do:   Chiseldom Cauldrons Project