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terça-feira, 9 de janeiro de 2024

O Falar, o Ridiculo e o Jogo - Tese


The role of public speaking, ridicule, & play

Bombjaková, D. (2018): The role of public speaking, ridicule, and play in cultural transmission among Mbendjele Bayaka forest hunter-gatherers. Tese doutoral apresentada no University College London. 
  
   
Sinopse  
Esta tese é baseada em pesquisa etnográfica realizada com caçadores-coletores pigmeus Mbendjele BaYaka da região de Likouala, Congo-Brazzaville, durante dezoito meses, de 2013 a 2015. Os objetivos principais desta tese são: (1) apresentar três contextos-chave para educar as crianças sobre Práticas e valores Mbendjele; (2) analisar observações etnográficas de como estes contextos são utilizados para distinguir os modos de educação que exploram; (3) contrastar os métodos educativos Mbendjele e os impostos por terceiros, e como Mbendjele definem o ensino e a aprendizagem adequados e impróprios.


Os Mbendjele BaYaka valorizam principalmente três instituições culturais pró-igualitárias como o principal meio de educar as crianças. Esta são baseadas em falar em público, ridicularizar e brincar. Examinasse como essas instituições são empregadas na prática discutindo seu conteúdo e contexto. 


Os resultados indicam que os Mbendjele valorizam principalmente a transmissão de valores pró-igualitários, moldando a compreensão do género e dos papéis sexuais nas crianças e ensinando formas de lidar com pessoas de fora não-Mbendjele. 


O castigo corporal é raro entre caçadores-coletores igualitários. Apesar de Mbendjele considerá-lo uma forma inadequada de disciplinar as crianças, é frequentemente utilizado em contextos sedentarizados, em conjunto com o aumento da violência doméstica e do alcoolismo. As instituições indígenas de reprodução cultural são fundamentais para a compreensão de como os caçadores-coletores imaginam o seu próprio futuro. 


Apesar das boas intenções, a aplicação estrangeira da escolaridade institucional pode ter efeitos negativos na resiliência cultural da sociabilidade e dos valores igualitários de Mbendjele. Compreender como os Mbendjele valorizam as instituições de educação estrangeiras e indígenas contribui para uma melhor compreensão da resiliência cultural entre grupos étnicos marginalizados, como os Mbendjele.

INDEX


Descarregar a tese em: Role of public speaking

O Ridículo numa Sociedade Igualitária

Deixamos aqui esta palestra proferida dentro do Radical Anthropology Group o 7 de novembro de 2017 pela antropologa Daša Bombjaková. A palestrante conduziu trabalho de campo entre os caçadores-coletores florestais Mbendjele-Bayaka da África Central. 



O seu foco de interesse é o papel das instituições culturais Mbendjele de falar em público, ridicularizar e brincar na manutenção do igualitarismo de género e da reprodução cultural. Esta palestra centrou-se na prática do mòádʒò, uma forma de humor zombeteiro que regula as normas sociais, inibe conflitos e promove a solidariedade na vida Mbendjele-Bayaka.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Carne, Proteinas ou Política - Livro

The Paleoanthropology and Archaeology of Big-Game Hunting

John D. Speth, J.D. (2010): The Paleoanthropology and Archaeology of Big-Game Hunting: Protein, Fat, or Politics?. Springer. New York.  ISBN: 978-1-4419-6732-9  DOI: 10.1007/978-1-4419-6733-6


Sinopse  
Desde a sua criação, a paleoantropologia tem estado intimamente ligada à ideia de que a caça grossa pelos nossos antepassados hominídeos surgiu, antes de mais nada, como um meio de aquisição de energia e nutrientes vitais. 



Esta suposição raramente foi questionada e parece intuitivamente óbvia: a carne é um alimento rico em nutrientes, com o conjunto ideal de aminoácidos, e os animais grandes fornecem carne e peles de grande comprimento. 



Através de novas pesquisas, o autor deste volume apresenta um forte argumento de que os objetivos principais da caça grossa eram, na verdade, sociais e políticos –aumentar o prestígio e a posição do caçador– e que o componente nutricional era apenas um bónus adicional. 




Através de uma abordagem de pesquisa abrangente e interdisciplinar, o autor examina as percepções históricas e atuais da proteína como uma importante fonte de nutrientes, o impacto biológico de uma dieta rica em proteínas e a evidência disso no registo arqueológico, e fornece um reexame convincente deste conclusão de longa data. 


Este volume será de interesse para pesquisadores em Arqueologia, Biologia Evolutiva e Paleoantropologia, particularmente aqueles que estudam dieta e nutrição.

INDEX

Introduction pp. 1-3

How Do We Reconstruct Hunting Patterns 
in the Past? pp.  5-37

Big-Game Hunting in Human Evolution: 
The Traditional View pp.  39-44

The Other Side of Protein pp.  45-85

Were Big-Game Hunters Targeting Fat? 
pp.  87-107

Protein and Pregnancy pp. 109-112

Other Problems with High-Protein Intakes 
pp. 113-117

Protein and Taste pp.  119-127

Protein and Breast Milk pp. 129-132

Fat in Infancy pp.  133-134

DHA and the Developing Brain 
pp.  135-147

Big-Game Hunting: Protein, Fat, or Politics? 
pp.  149-161



+INFO sobre o livro em: Archaeology of Big-Game Hunting

sexta-feira, 30 de junho de 2023

O Mito do Homem Caçador


Faz dois dias saia publicado no jornal Plos One um artigo no um estudo sobre relação entre os distintos sexo e a caça baseado no analise de um total de 63 sociedades tradicionais, que constatava o papel das mulheres em 50 de elas, o que supõe uma estimável proporção de um 79 por cento.

Tradicionalmente considerou-se que as populações humanas com uma forma de subsistência baseado na forreagemento tinham uma divisão sexual de funções estrita na que os machos atuavam com caçadores e as fêmeas coletoras. As pesquisas arqueológicas recentes questionaram esse paradigma com evidências de que as fêmeas caçavam (e iam para a guerra) ao longo da história do Homo Sapiens. Embora muitos autores têm sustido que este role na caça das mulheres pode ter ocorrido em contextos concretos do passado e não

O estudo publicado reúne dados de toda a literatura etnográfica para investigar qual é o índice de prevalência das mulheres caçadoras nas sociedades caçadoras-coletoras em tempos mais recentes. Assim o estudo mostra como as evidências etnográficas dos últimos 100 anos junto com os achados arqueológicos do Holoceno mostram que as mulheres não eram apenas coletoras senão que também caçavam como forma de subsistência.

O artigo analisa também o tipo de caça praticada pelas mulheres e as suas variações de acordo com a sociedade. Das 50 sociedades de forrageamento que possuem documentação sobre mulheres caçando, 45 (90%) sociedades tinham dados sobre o tamanho da caça que as mulheres caçavam. Destas, 21 (46%) caçam caça miúda, 7 (15%) caçam caça média, 15 (33%) caçam caça grossa e 2 (4%) destas sociedades caçam caça de todos os portes. 

Em sociedades onde as mulheres caçavam apenas de forma oportunista, a caça miúda era capturada o 100% do tempo dedicado. Em sociedades onde as mulheres caçavam intencionalmente, todos os tamanhos de caça eram caçados, sendo a caça maior a mais procurada. 

Das 36 sociedades de forrageamento que tinham documentação de mulheres caçando propositadamente 5 (13%), as  mulheres caçando com cães e 18 (50%) de estas incluíram dados sobre mulheres caçando mesmo com crianças. Também se regista o participação de cães e crianças em situações de caça oportunista.  

  

Artigo: 

Anderson, A., Chilczuk, S., Nelson, K., Ruther, R., Wall-Scheffler, C. (2023): "The Myth of Man the Hunter: Women’s contribution to the hunt across ethnographic contexts" PLoS ONE Nº 18(6): e0287101  DOI: 10.1371/journal. pone.0287101  


Postagem relacionada:  Igualitarismo de Género e Evolução

segunda-feira, 19 de junho de 2023

O "Extraordinario" caso da Mulher Caçadora


Deixamos aqui esta extraordinária palestra do professor Ignacio Martínez Mendizaval (do qual já temos falado alguma vez aqui em este blogue), na que de uma forma amena e didática faz uma contundente critica aos fundamentos dos prejuízos que ainda previvem na interpretação arqueológica e popular do papel das mulheres na pré-história

O palestrante parte do caso de um artigo publicado faz uns anos que evidenciava a participação das mulheres na caça no sul do continente americano, e a partir da repercussão de este passa a revisar desde o ponto de vista da paleontologia e primatologia as bases de algumas ideias assumidas dentro de sentido comum sobre o papel do macho-fêmea na nossa espécie.



O autor mostra a necessidade de "desconstruir" as ideias assumidas sobre o passado para o pressente, em quanto essas ideias atuam muitas vezes mais como espelho etnocêntrico de nos próprios, mas que como uma descrição real das sociedades do passado


Postagem relacionada: O Mito do Homem Caçador

quarta-feira, 31 de maio de 2023

No(s) Limite(s) da Teoria Arqueológica - Livro

Archaeological Theory 
at the Edge(s)

Babić, S. & Milosavljević, M. (2023):  Archaeological Theory at the Edge(s). Faculty of Philosophy, University of Belgrade. Belgrade. ISBN: 978-86-6427-212-4

    
   
Sinopse
Esta coleção apresenta nove artigos que tratam de algumas das questões atualmente no topo da agenda da arqueologia teórica, escritos por autores situados no limite – em uma das comunidades acadêmicas geralmente consideradas como destinatários (muitas vezes relutantes) em vez de participantes ativos no debate.


O volume cobre um vasto escopo das questões epistemológicas mais relevantes na arqueologia atual, mas principalmente desafiam o clichê desgastado da arqueologia como um hobby antiquário empoeirado e colonial, repressentando uma importante contribuição para o debate atual sobre o papel da teoria arqueológica no contexto interdisciplinar de pesquisa sobre as origens da humanidade e da cultura e mostra a direção que a arqueologia contemporânea deve tomar. 


objetivo não da obra não é tanto compilar uma visão geral e definitiva da teoria arqueológica. Certamente existem muitos outros tópicos e abordagens na arqueologia hoje que não estão representados neste volume. ´


A intenção tem sido exemplificar algumas das respostas possíveis às discussões em curso e defender uma constante renegociação dos nossos pressupostos teóricos, tendo em conta a diversidade das experiências humanas e as materialidades que as acompanham.


INDEX

Archaeological theory at the edge(s) p. 7 
Staša Babić

Freud’s archaeology  p. 13
Marko Teodorski

Neolithisation of the Balkans: One hundred years of research  
p. 33
Selena Vitezović

Self-reflexive turn to ontological debates in archaeology ´
p. 55 
Zorica Kuzmanović

A changing place of Greek black– and red-figure pottery in archaeological method and theory: From evolution of style 
to entanglement and objects’ ontology  p.71
Ivan Vranić

Hegemony and “relational associations” in the Roman Empire  
p. 89 
Vladimir D. Mihajlović

“Inventing” hunter-gatherers (and others): Human-animal 
relations, narratives, and the diversity of lived experience  p. 115
Ivana Živaljević

One step forward, two steps back: Egyptology and Third 
Science Revolution  p.135 
Uroš Matić

Where archaeology and wildlife management meet: The relevance 
of studying the Holocene history of human-wildlife interactions in 
the Central Balkans for regional conservation efforts p. 153
Sonja Vuković, Dimitrije Marković, Amalia Sabanov

Heritage and its communities: The Vinča case  p.167
Tatjana Cvjetićanin


Descarregar o livro em: Archaeological Theory in the Edge(se)

sexta-feira, 28 de abril de 2023

O Mito e o Emergir do Patriarcado


Deixamos aqui esta proferida pela antropóloga Cathryn Townsend em fevereiro de  2019 e que teve por titulo "Patriarcado emergente na mitologia de uma sociedade anteriormente igualitária". Os etnógrafos dos caçadores-coletores da Bacia do Congo enfatizaram o ritual como um mecanismo nivelador que sustenta o igualitarismo ao fortalecer o espírito comunitário e mediar o poder igualmente entre indivíduos e subgrupos. 

Esta palestra discute como tanto a mitologia quanto o ritual estão envolvidos em interações causais mútuas com outros fatores da vida social que marcam o surgimento da desigualdade entre uma pequena comunidade de ex-caçadores-coletores Baka. Uma ideologia emergente de predominância masculina na mitologia reflete o mesmo fenômeno no ritual, nas práticas de parentesco e na economia doméstica. 

O argumento é que essa preocupação com questões patriarcais na mitologia é uma das várias vertentes de evidência que apontam para a centralidade da política de gênero no surgimento da desigualdade entre os Baka.   


quinta-feira, 20 de abril de 2023

Novas Fronteiras para a Pré-história

Préhistoire,  nouvelles frontières

   

Geneste, J-M,  Grosos, Ph. & Valentin, B. (2023): Préhistoire, nouvelles frontières. Éditions de la Maison des sciences de l'homme, Paris  ISBN: 2-7351-2904-7


Sinopse: 
arqueologia pré-histórica, inventada há apenas dois séculos, é uma ciência recente; é também uma ciência em constante evolução cujos limites permanecem em grande parte indeterminados. O que se tornou hoje tem pouco a ver com o que pode ter sido. 


Progredindo rapidamente na aquisição de conhecimentos, esta disciplina é hoje o nome de uma ciência capaz de reunir em torno de si competências excecionalmente numerosas (geológicas, climatológicas, ecológicas, zoológicas, paleoantropológicas, etc.). A ambição deste trabalho é, portanto, múltipla. Questionando a origem desta disciplina e a evolução das suas relações com muitas outras ciências, trata-se antes de mais nada de fazer um balanço do estado de progresso em curso, para propor uma cartografia do mesmo. 


E, para isso, foram chamados alguns dos melhores especialistas da disciplina. Mas trata-se tanto, por um lado, de lançar um olhar crítico sobre a epistemologia que desenvolve e, por outro, de conduzir uma reflexão sobre os desafios que deve enfrentar para se tornar plenamente visível. Foram privilegiadas quatro linhas de questionamento, reunindo cerca de cinquenta oradores: a relação com o tempo (e com a história mais recente), a evocação de algumas descobertas científicas recentes, o confronto com outras ciências humanas, a partilha de saberes além dos círculos acadêmicos.


Nisso esta obra, como sempre foi a pré-história, é decididamente interdisciplinar. Mobiliza também arqueólogos com múltiplas competências, antropólogos, historiadores, filósofos. Só essa interdisciplinaridade nos permite esboçar com pequenos toques as novas fronteiras, dinâmicas, móveis e sempre promissoras da pré-história.


INDEX


+INFO sobre o livro em: Prehistoire Nouvelles Frontieres

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Igualitarismo de Género e Evolução


Deixamos aqui a esta interessante palestra organizada por Radical Anthropology Group e proferida pela antropóloga Camilla Power em março de 2018 baixo o título “O igualitarismo de gênero nos tornou humanos? ou, se David Graeber e David Wengrow não falam sobre sexo”. A palestra responde a um artigo de Graeber e Wengrow How to change the course of human history (at least, the part that's already happened) (Eurozine, 2018) e seu artigo anterior no JRAI Farewell to the "childhood of man: ritual, seasonality, and the origins of inequality (2015). 

Camilla Power avalia o que considera umas serie de afirmações confusas sobre as 'origens' humanas (ou melhor: alguns exemplos de arqueologia do paleolítica superior na Europa e algumas suposições antigas sobre de onde viemos) e destaca a questão da igualdade como preliminar crucial para um exame da expansão da desigualdade social. 


Power mostra como, para a antropologia evolutiva neste século, o reconhecimento das estratégias e perspetivas femininas tornou-se central para a compreensão de como os humanos se tornaram o que são. Considera a palestrante que o equilíbrio de poder entre os sexos foi fundamental para a origem da cultura simbólica e do gênero quando nossa espécie apareceu na África.



Postagem relacionada: O "Extraordinario" caso da Mulher Caçadora

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Uma Aristocracia na Pré-história?

UNE ARISTOCRATIE PRÉHISTORIQUE

  

Guy, E. (ed.) (2021): Une aristocratie préhistorique ? L’égalitarisme des sociétés du Paléolithique récent en question. Actes de la table-ronde organisée au Musée National de Préhistoire, Les Eyzies, 9-11 octobre 2019. Paleo. Revue d´Archéologie Préhistorique (Anexos). Musée National de Préhistoire. Les Eyzies. ISBN: 978-2-911233-22-7 DOI: 10.4000/paleo.6452


Sinopse: 
Em um livro publicado há dez anos, Brian Hayden sugeriu a possibilidade de que todas ou parte das populações do Paleolítico Final da Eurásia viviam em sociedades marcadas por desigualdades de riqueza. 


Recentemente, foi pranteada uma hipótese convergente, segundo a qual o saber-fazer excecional dos pintores de Lascaux ou Chauvet só poderia ser explicado por um longo aprendizado já envolvendo uma forma de divisão social do trabalho desconhecida em sociedades economicamente igualitárias. 


Se há muito a etnologia constata a existência de sociedades caçadoras-coletoras com disparidades socioeconômicas significativas e que podem ser qualificadas como plutocracias, essa configuração, no entanto, se opõe ao modelo social tradicionalmente atribuído aos povos do Paleolítico recente. Para a arqueologia, de fato, as desigualdades de riqueza só apareceram na Europa como consequência progressiva e mais ou menos distante de inovações ligadas ao Neolítico.




Pareceu urgente fazer um inventário crítico dos dados arqueológicos (habitats, sepulturas, produções técnicas e simbólicas, etc.) susceptíveis de lançar luz sobre esta grande questão da evolução social. Este foi o sentido do simpósio realizado no Museu Nacional da Pré-História (Les Eyzies) entre o 9 a 11 de outubro de 2019, cujo objetivo era fazer um inventário do conhecimento, avaliar sua relevância e, na medida do possível, , para considerar novos caminhos de investigação.


INDEX


Descarregar o livro em:  Une Aristocratie Préhistorique

Políticas Paleolíticas - Palestra


Deixamos aqui embaixo esta palestra pelo arqueologo David Wengrow e o defunto antropólogo David Graeber, baixo o titulo de "A Política paleolítica e por que ainda é importante". A palestra foi proferida dentro de um ato organizado pelo Radical Anthropology Group em Londres em outubro do 2015


Na conferência Graeber e Wengrow examinam as apartações da etnografia das sociedades de caçadores- recolectores junto as descobertas da arqueologia paleolíticas, para desafiar pré-suposições sobre o desenvolvimento das estruturas políticas hierárquicas na sociedade humana. 




A palestra se baseou em parte no exposto em um artigo anterior dos autores intitulado "Farewell to the childhood of man: ritual, seasonality, and the origins of inequality" (acessível aqui) e adiantava também parte do que posteriormente foi exposta de forma mais acrescentada no livro The Dawn for Everithing, no que se questiona a assunção da simplicidade e incapacidade para alcançar a complexidade social e politica pelas sociedades pré-neolíticas.


quinta-feira, 23 de março de 2023

A Genética dos últimos Caçadores - Palestra

INVESTIGAR O PASSADO ATRAVÉS DO ADN ANTIGO

Quando: 31 de Março
Onde: Lisboa & on-line

A próxima semana o dia 31 de Março entre as 12:00-14:00 horas decorrera na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa dentro do Seminário Arqueologia da Morte a palestra "Investigar o passado através de ADN antigo: O destino genético dos últimos caçadores-recolectores da Europa Ocidental e do Norte de Africa" que sera proferida pela bióloga Luciana G. Simões (Universidade de Uppsala). 

A palestra pode ser seguida também por videoconferência aqui Zoom 

ID da reunião: 991 5021 6718
Senha de acesso: 348563


quarta-feira, 8 de março de 2023

Repensar o Mesolítico

   REPENSAR O MESOLÍTICO

Quando: 15 abril
Onde: Setubal

   

Esta reunião científica, da iniciativa do MAEDS-AMRS e da UNIARQ da Universidade de Lisboa, com a colaboração da Câmara Municipal de Setúbal, tem como objetivo discutir as problemáticas ambientais associadas às últimas sociedades de caçadores-pescadores-recolectores, as quais, no Distrito de Setúbal constituíram duas importantes áreas de povoamento mesolítico (Sado e Costa Sudoeste). 

Os processos de mudança cultural que le- varam à emergência das sociedades camponesas serão outro relevante tópico de debate. O presente workshop integra-se nas Comemorações do Cinquentenário do MAEDS e nele será apresentado o volume 21 da Setúbal Arqueológica, dedicado à mesma temática.

  

Programa: