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Descarregar a tese em: Role of public speaking
Arqueología, Etnohistoria e Etnología
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Deixamos aqui esta palestra proferida dentro do Radical Anthropology Group o 7 de novembro de 2017 pela antropologa Daša Bombjaková. A palestrante conduziu trabalho de campo entre os caçadores-coletores florestais Mbendjele-Bayaka da África Central.
O seu foco de interesse é o papel das instituições culturais Mbendjele de falar em público, ridicularizar e brincar na manutenção do igualitarismo de género e da reprodução cultural. Esta palestra centrou-se na prática do mòádʒò, uma forma de humor zombeteiro que regula as normas sociais, inibe conflitos e promove a solidariedade na vida Mbendjele-Bayaka.
John D. Speth, J.D. (2010): The Paleoanthropology and Archaeology of Big-Game Hunting: Protein, Fat, or Politics?. Springer. New York. ISBN: 978-1-4419-6732-9 DOI: 10.1007/978-1-4419-6733-6
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Faz dois dias saia publicado no jornal Plos One um artigo no um estudo sobre relação entre os distintos sexo e a caça baseado no analise de um total de 63 sociedades tradicionais, que constatava o papel das mulheres em 50 de elas, o que supõe uma estimável proporção de um 79 por cento.
Tradicionalmente considerou-se que as populações humanas com uma forma de subsistência baseado na forreagemento tinham uma divisão sexual de funções estrita na que os machos atuavam com caçadores e as fêmeas coletoras. As pesquisas arqueológicas recentes questionaram esse paradigma com evidências de que as fêmeas caçavam (e iam para a guerra) ao longo da história do Homo Sapiens. Embora muitos autores têm sustido que este role na caça das mulheres pode ter ocorrido em contextos concretos do passado e não
O estudo publicado reúne dados de toda a literatura etnográfica para investigar qual é o índice de prevalência das mulheres caçadoras nas sociedades caçadoras-coletoras em tempos mais recentes. Assim o estudo mostra como as evidências etnográficas dos últimos 100 anos junto com os achados arqueológicos do Holoceno mostram que as mulheres não eram apenas coletoras senão que também caçavam como forma de subsistência.
O artigo analisa também o tipo de caça praticada pelas mulheres e as suas variações de acordo com a sociedade. Das 50 sociedades de forrageamento que possuem documentação sobre mulheres caçando, 45 (90%) sociedades tinham dados sobre o tamanho da caça que as mulheres caçavam. Destas, 21 (46%) caçam caça miúda, 7 (15%) caçam caça média, 15 (33%) caçam caça grossa e 2 (4%) destas sociedades caçam caça de todos os portes.
Em sociedades onde as mulheres caçavam apenas de forma oportunista, a caça miúda era capturada o 100% do tempo dedicado. Em sociedades onde as mulheres caçavam intencionalmente, todos os tamanhos de caça eram caçados, sendo a caça maior a mais procurada.
Das 36 sociedades de forrageamento que tinham documentação de mulheres caçando propositadamente 5 (13%), as mulheres caçando com cães e 18 (50%) de estas incluíram dados sobre mulheres caçando mesmo com crianças. Também se regista o participação de cães e crianças em situações de caça oportunista.
Artigo:
Anderson, A., Chilczuk, S., Nelson, K., Ruther, R., Wall-Scheffler, C. (2023): "The Myth of Man the Hunter: Women’s contribution to the hunt across ethnographic contexts" PLoS ONE Nº 18(6): e0287101 DOI: 10.1371/journal. pone.0287101
Deixamos aqui esta extraordinária palestra do professor Ignacio Martínez Mendizaval (do qual já temos falado alguma vez aqui em este blogue), na que de uma forma amena e didática faz uma contundente critica aos fundamentos dos prejuízos que ainda previvem na interpretação arqueológica e popular do papel das mulheres na pré-história
O palestrante parte do caso de um artigo publicado faz uns anos que evidenciava a participação das mulheres na caça no sul do continente americano, e a partir da repercussão de este passa a revisar desde o ponto de vista da paleontologia e primatologia as bases de algumas ideias assumidas dentro de sentido comum sobre o papel do macho-fêmea na nossa espécie.
O autor mostra a necessidade de "desconstruir" as ideias assumidas sobre o passado para o pressente, em quanto essas ideias atuam muitas vezes mais como espelho etnocêntrico de nos próprios, mas que como uma descrição real das sociedades do passado
Babić, S. & Milosavljević, M. (2023): Archaeological Theory at the Edge(s). Faculty of Philosophy, University of Belgrade. Belgrade. ISBN: 978-86-6427-212-4
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Geneste, J-M, Grosos, Ph. & Valentin, B. (2023): Préhistoire, nouvelles frontières. Éditions de la Maison des sciences de l'homme, Paris ISBN: 2-7351-2904-7
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Deixamos aqui a esta interessante palestra organizada por Radical Anthropology Group e proferida pela antropóloga Camilla Power em março de 2018 baixo o título “O igualitarismo de gênero nos tornou humanos? ou, se David Graeber e David Wengrow não falam sobre sexo”. A palestra responde a um artigo de Graeber e Wengrow “How to change the course of human history (at least, the part that's already happened)” (Eurozine, 2018) e seu artigo anterior no JRAI “Farewell to the "childhood of man: ritual, seasonality, and the origins of inequality” (2015).
Guy, E. (ed.) (2021): Une aristocratie préhistorique ? L’égalitarisme des sociétés du Paléolithique récent en question. Actes de la table-ronde organisée au Musée National de Préhistoire, Les Eyzies, 9-11 octobre 2019. Paleo. Revue d´Archéologie Préhistorique (Anexos). Musée National de Préhistoire. Les Eyzies. ISBN: 978-2-911233-22-7 DOI: 10.4000/paleo.6452
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A palestra pode ser seguida também por videoconferência aqui Zoom
Esta reunião científica, da iniciativa do MAEDS-AMRS e da UNIARQ da Universidade de Lisboa, com a colaboração da Câmara Municipal de Setúbal, tem como objetivo discutir as problemáticas ambientais associadas às últimas sociedades de caçadores-pescadores-recolectores, as quais, no Distrito de Setúbal constituíram duas importantes áreas de povoamento mesolítico (Sado e Costa Sudoeste).
Os processos de mudança cultural que le- varam à emergência das sociedades camponesas serão outro relevante tópico de debate. O presente workshop integra-se nas Comemorações do Cinquentenário do MAEDS e nele será apresentado o volume 21 da Setúbal Arqueológica, dedicado à mesma temática.
Programa: