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domingo, 29 de março de 2026

Arqueologia da Devastação - Livro

Archaeology of Devastation

Lekakis, S. et al. (eds.) (2026): Towards an Archaeology of Devastation: Breaking/Replacing the People-Place Connection in Landscape. HeiBOOKS. Heidelberg.  ISBN: 978-3-911056-43-4 DOI: 10.11588/heibooks.1613

Sinopse  
Este volume explora o conceito de devastação da paisagem através das lentes da arqueologia, da história e da teoria social, com foco na destruição deliberada das relações entre humanos e lugares.



Investiga como as sociedades, passadas e presentes, responderam a rupturas repentinas, muitas vezes violentas, que rompem as conexões entre identidade, memória e espaço. Recorrendo a diversos estudos de caso ao longo do tempo e da geografia, os capítulos examinam as consequências da guerra, do genocídio, do deslocamento forçado e do apagamento cultural, considerando como tais traumas catalisam a mudança social, moldam a resiliência e levam à reformulação -ou obliteração- das identidades da paisagem. 


Quatro focos de pesquisa são centrais para a análise: impactos nas paisagens mentais, empoderamento/desempoderamento através da devastação, estratégias de recuperação e as estruturas sociais que emergem após a ruptura. O livro oferece perspectivas oportunas sobre as reverberações culturais e sociais a longo prazo da perda da paisagem.

INDEX


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quarta-feira, 30 de julho de 2025

Ordem e Rebelião na África Tribal - Livro

Order and Rebellion in
 Tribal Africa

Gluckman, M. (1963): Order and Rebellion in Tribal Africa. Cohen & West. Londres. 

Sinopse  
Estes ensaios se concentram principalmente no desenvolvimento de algumas das ideias de Max Gluckman sobre a política africana. 


Ele considerava as frequentes rebeliões  para substituir os ocupantes de cargos políticos (em oposição a revoluções para alterar a própria estrutura dos cargos) como inerentes a essas políticas. Posteriormente o autor relacionou essa situação com modos de administração, problemas de devolução de poder, tipos de armas e à lei sob a traição. 




Ele avançou para uma teoria geral do ritual, bem como para proposições gerais sobre a posição de funcionários que representam interesses conflitantes dentro de uma hierarquia, tipificada pelo chefe africano sob o domínio colonial. 

INDEX

Preface

Introduction

I. An Advance in African Sociology

II. Succession and Civil War among the Bemba -
An Exercise in Anthropological Theory

III. Rituals of Rebellion in South-East Africa

IV. The Magic of Despair

V. The Village Headman in British Central Africa
(with J. C. Mitchell and J. A. Barnes)

VI. Chief and Native Commissioner in Modern Zululand

VII. The Reasonable Man in Barotse Law

VIII. Malinowski's ‘Functional’ Analysis of Social Change

IX. Malinowski’s Contribution to Social
Anthropology

X. Malinowski - Fieldworker and Theorist


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quinta-feira, 27 de março de 2025

Guerra e Paz no Mundo Antigo - Livro

War and Peace in Ancient World

Raaflaub, K. A. (ed.) (2007). War and Peace in Ancient World. War And Peace In The Ancient World. The Ancient World Comparative Histories. Wiley-Blackwell. Londres. ISBN: 9781405145251 DOI: 10.1002/9780470774083

Sinopse  
Este livro é o primeiro a focar a guerra e a paz no mundo antigo numa perspetiva global. 19 académicos de renome, todos especialistas nas suas áreas, discutem diferentes aspetos deste fascinante assunto em relação a um grande número de civilizações antigas, desde a China e a Índia, passando pela Ásia Ocidental (Mesopotâmia, Egito, os Hititas, Israel, Pérsia e o Islão primitivo) até ao Mediterrâneo (Grécia, Roma e o Cristianismo Primitivo) e às Américas (os Astecas e a Liga Iroquesa).


O livro demonstra que as sociedades antigas, não menos que as modernas, sofriam com as perdas e destruições causadas pela guerra e ansiavam pela paz e pela prosperidade. Oferece notáveis ​​aportes sobre as diferentes respostas que as sociedades antigas desenvolveram não só para defender o seu território, mas também para evitar a guerra e restaurar a paz. 


O volume revela como algumas sociedades antigas, revela o volume, desenvolveram mesmo um discurso público explícito sobre a guerra e a paz, e incorporaram a paz numa estrutura ideológica ou religiosa.

INDEX


terça-feira, 18 de março de 2025

Pespetivas Evolutivas sob Religião e Violência

Evolutionary Perspectives on Religion & Violence

Alcorta, C. & Sosis, R. (2022): Evolutionary Perspectives on Religion and Violence. Elements in Religion and Violence. Cambridge University Press. Cambridge. ISBN: 9781009238328  DOI: 10.1017/9781009238328

Sinopse  
Religião e violência compartilham uma história complexa e duradoura. Ver a violência e a religião de uma perspectiva evolucionária situa ambas dentro de uma estrutura mais ampla de comportamentos agressivos, afiliativos e de sinalização entre espécies. 


Neste trabalho, os autores reveem fatores genéticos, epigenéticos e ambientais que influenciam a violência, distinguindo dois tipos de agressão que diferem na fisiologia e intenção subjacentes. É estudado uso de sinais comunicativos para delimitar a agressão entre espécies e propõe-se que o surgimento do ritual simbólico humano atua como um sistema de sinalização para criar alianças e promover a cooperação dentro do grupo é proposto. 


Usando a tipologia de religião de Wallace, este volume explora as diferenças entre os sistemas religiosos em relação à variação socioecológica e examina os mecanismos subjacentes pelos quais a religião "funciona". Discute-se como é usada a violência como um "sinal honesto" para inculcar a crença religiosa, e o igualmente como uso da religião incita, valida e justificar a violência.
 

INDEX

1. Introduction p.1

2. What Is Violence? p. 3

3. Social Groups, Signals, and Symbols p.15

4. What Is Religion? p. 21

5. Cooperation and Conflict p. 38

6. The Paradox of Violence and Religion p. 54

7. Religion and Human Evolution p. 70

8. Conclusion p. 74

References p. 78


+INFO sob o livro em: Evolut. Perspectives Religion & Violence

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Paisagens do Medo na Pré-história



Um artigo recente no Journal of Royal Society bem a debruçar-se sob o esquivo problema da paleo-demografia e os padrões que a determinariam, focando-se num aspeto que raramente tem sido considerado ao respeito como condicionante para as sociedades da pré-historia: A guerra. 

Os autores observam que esta elisão da guerra como fator que influi nas variações da demografia tem se baseado numa aproximação simplista a questão considerando unicamente os efeitos diretos do conflito. Esta aproximação parte de que a tanto a pesquisa etnográfica, arqueológica, como a analogia com períodos históricos, com um registo mais amplo de processos demográficos como a Idade Moderna, amostram uma incidência muito limitada da mortalidade bélica direta sob o conjunto da população. 


Apenas uma pequena parte de combatente e mais limitada de vítimas colaterais são resultado, e estas perdas populacionais têm escassa pervivència, pois ao igual que sucede após outros fenómenos catastróficos de maior incidência (epidemias, crises de subsistência) a população recupera rapidamente os seus níveis prévios de crescimento.

O ênfase nas vítimas diretas da contenda teria opacado outros efeitos indiretos sobre as populações, como os derivados do deslocamento da gente que foge de lugares afetados pelos combates. A fugida das zonas exposta leva aparelhado o seu despovoamento, mas também ao invés contribui a saturação demográfica sob as zonas de refúgio recetoras dos refugiados. Em sociedades pouco complexas e de baixo nível tecnológico, esse súbito aumento demográfico pode afetar a capacidade de sustentação agrícola das zonas refugio.

Os autores observam uma correlação, em casos históricos e etnográficos, entre deslocamentos por guerras e o aumento da mortalidade e degradação das condições de vida das populações deslocadas. Isto não afeta apenas a primeira geração que se deslocou senão que ´pode ser perdurável no tempo afetando a seus descendentes. 


Igualmente se a guerra é persistente numa área determinada isto da lugar a paisagens concreta, caraterizados pelos assentamentos em zonas pouco acessíveis e singelos de defender (como os povoados fortificados no topo de colinas por exemplo) no entanto aquelas zonas mais acessíveis e expostas aos ataques ficam permanentemente despovoadas, constituindo um "non-mans-land"





Este padrão dual é o que se tem denominado como "Paisagens do Medo", e pode ser correlacionado com padrões de assentamento localizáveis no registo arqueológico, tanto em época pré- como proto-histórica; sendo que os autores têm localizado este fenómeno em assentamentos do Holoceno-Meio, correspondendo com a chamada crise do Neolítico, durante a qual parece dar-se um aumento da violência em zonas da Centro-Europa, tal vez relacionado com algum evento climático ou com um colapso do sistema produtivo.  Os autores observam que este tipo de fenómeno de configuração de paisagens duais pode chegar a afetar a áreas muito amplas, de entorno a uns 500 km. 


Igualmente, os autores consideram no seu estudo outros efeitos além dos demográficos, sob o sistema de valores e a ideologia, da guerra continuada. Os povos expostos à ameaça de ataques desenrolam atitudes violentas, e uma inclinação a guerra, que pode favorecer uma deriva a valores fortemente patriarcais (mais não sempre, veja-se por contra os casos matrilocalidade e matrilinearidade entre povos "guerreiros" estudados por Divale) vinculados a figura do guerreiro varão. 


Isto se tem argumentado já para alguns povos ameríndios como os jibaros ou as yanomos, descritos como inatamente belicosos por autores como Chagnon, mas dos que a sua predisposição a guerra se tem explicado ultimamente não como um elemento autogéneo senão uma reação cultural a pressão constante que supuseram os ataques dos colonos brasileiros. 


Esse ethos guerreiro pode igualmente favorecer a escalada bélica, ou mesmo influir na hierarquização política e o expansionismo militar, convertendo-se assim o grupo agredido em agressor e o invadido em invasor. Neste sentido os autores recordam as teorias que enfatizam o papel da guerra na transição cara o Estado na linha da célebre "Teoria da Circunscrição" de Robert Carneiro. 


Outro possível efeito cultural que os autores destacam é a influência da instabilidade bélica na mudança da  cultura material. O deslocamento de grupos de população pode levar estilos e tipologias materiais a área distintas da sua origem, mas igualmente os períodos de crise e mobilidade extrema podem favorecer dentro do próprio grupo um câmbio de costumes, padrões e estilos, no entanto, os períodos de estabilidade favoreceriam um maior continuidade cultural em geral.
    

Artigo

Kondor, D., Bennett, J.S., Gronenborn, D. & Turchin, P. (2024): "Landscape of fear: indirect effects of conflict can account for large-scale population declines in non-state societies" Journal of Royal Society Nº   21/ 217  pp.   DOI: 10.1098/rsif.2024.0210

Bibliografia complementar

Divale, W. (1974): "Migration, External Warfare, and Matrilocal Residence" Cross-Cultural Research Nº 9/2 pp. 75-133  DOI: 10.1177/106939717400900201

Kondor, D., Bennett, J.S., Gronenborn, D. et al. (2023): "Explaining population booms and busts in Mid-Holocene Europe". Science Reports Nº 13, 9310   DOI: 10.1038/s41598-023-35920-z

Turchin P, Korotayev AV (20060: "Population dynamics and internal warfare: a reconsideration" Social Evolution History Nº 5 pp. 112–147 PDF


Postagem relacionada: Castros, Poleis e aldeias na Tessália

terça-feira, 7 de maio de 2024

Os Assassinatos do Homem-Leopardo

The Man-Leopard Murders

Pratten, D. (2007): The Man-Leopard Murders. History and Society in Colonial Nigeria. Edinburgh University Press. Edinburgo. ISBN: 978 0 7486 2553 6

Sinopse  
Este livro é um relato do assassinato e da política na África e uma etnografia histórica das comunidades do sul de Annang durante o período colonial. 


A narrativa leva a acontecimentos entre 1945 e 1948, quando o olhar imperial da polícia, da imprensa e dos políticos se concentrou numa série de mortes misteriosas no sudeste da Nigéria atribuídas à “sociedade do homem-leopardo”. 


Estes misteriosos assassinatos, relatados como a “maior e mais estranha caça ao assassino no mundo”, não eram apenas casos forenses, mas também relacionados com o amplo impacto histórico das relações comerciais, religiosas e colonial da sociedade de Annang com os colonizadores.

INDEX

1 - Introduction: The Man-Leopard Murder Mysteries 
pp. 1-25

2 - Of Leopards and Leaders: Annang Society to 1909  
pp. 26-81

3 - Resistance and Revival, 1910–1929  pp. 82-129

4 - Progressives and Power, 1930–1938  pp. 130-167

5 - War and Public, 1939–1945  pp. 168-207

6 - Inlaws and Outlaws, 1946  pp. 208-260

7 - Divinations and Delegations, 1947 pp. 261-310

8 - The Politics of ‘Improvement’, 1947–1960 
pp. 311-338

9 - Echoes of Ekpe Owo pp. 339-342

Notes pp. 343-395

References pp. 396-417

Index pp. 418-425



+INFO sobre o livro em:  The Man-Leopard Murders

Conflito, dos Neanderthais aos Samburu

Human Conflict from Neanderthals to the
 Samburu

Kiblinger, W. P. (2020): Human Conflict from Neanderthals to the Samburu: Structure and Agency in Webs of Violence. Springer.   ISBN: 978-3-030-46823-1  DOI: 10.1007/978-3-030-46824-8

     
Sinopse  
Este livro examina os conflitos humanos ao longo da história, as razões por trás das lutas e por que persistem. O volume investiga as causas dos conflitos humanos e o que pode ser feito a respeito. Com base em descrições detalhadas que apoiam as interpretações, o livro explora eventos históricos significativos no curso da história humana.


Ao prosseguir uma abordagem das “redes de violência”, levanta e responde a questões sobre as fontes do conflito e como este pode ou não ser resolvido através de investigações sobre a acção e a prática humanas. Avalia as lições aprendidas sobre conflitos humanos, violência e guerra. 


Para ilustrar estas lições, o livro apresenta um amplo conjunto de dados geográficos e temporais, incluindo pesquisas sobre a época dos Neandertais na Europa (20-30 mil anos atrás); a civilização do Neolítico Tardio no Mediterrâneo (6-8 mil anos atrás); Irlanda medieval; história contemporânea dos povos Dani Ocidentais da Papua Ocidental; e, finalmente, questões recentes no Brasil, Congo e Quénia.
     

INDEX

Introduction pp. 1-10
William P. Kiblinger

The Mammoth Steppe in Relation to the Fate of 
Modern Humans and Neanderthals  pp. 11-21
Valerius Geist

The Meaning of Projectile Points in the Late Neolithic of 
the Northern Levant: A Case Study from the Settlement 
of Shir, Syria  pp, 23-38
Laura Dietrich, Dörte Rokitta-Krumnow, 
Oliver Dietrich

Was There a Method to Their Madness?
 Warfare, Alliance Formation, and the Origins of 
the Irish Medieval State  pp. 39-55
D. Blair Gibson

Seeking Justice, Preserving Honor: 
War and Peace Among the Western Dani 
pp. 57-80
Douglas Hayward

Forced Labor and Disciplinary Control: 
A History of Indigenous Peoples’ Treatment and 
Agency in the City of Manaus, Brazil  pp. 81-104
Ana Luiza M. Soares

Culpability for Violence in the Congo: 
Lessons from the Crisis of 1960–1965 
pp. 105-174
A. C. Roosevelt

Killing, Mercy, and Empathic Emotions: 
The Emotional Lives of East African Warriors 
pp. 175-192
Bilinda Straight, Amy Naugle, Jen Farman, 
Cecilia Root, Stephen Lekalgitele, Charles Owuor Olungah

Conclusions and Commentary pp. 193-204
William P. Kiblinger
   
  

+INFO sobre o livro em: Human Conflict from Neanderthal

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Da Matrilinearidade a Patrialineidade - Palestra

Deixados o vídeo da palestra organizada por Radical Anthropology que foi proferida pelo professor Mark Jamieson (Univ. of East London) o passado mês de abril

Baseando-se em muitas décadas de trabalho de campo com comunidades Miskitu na Nicarágua, Mark analisa a mudança gradual da descendência matrilinear e a ênfase nas formas matrilaterais de relacionamento para formas patrilaterais em Kakabila, uma aldeia Miskiitu na costa caribenha da Nicarágua. 

Ele considera como esta mudança tem produzido formas de política de "homem forte" e envolvimentos na criminalidade, nomeadamente em relação ao comércio de narcóticos, bem como demonstrado afinidades eletivas com estratégias de migração para os Estados Unidos.


quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Sociedades sem Guerra e Origens da Guerra

Warless Societies and 
the Origin of War

Kelly, R.C. (2003):  Warless Societies and the Origin of War. University of Michigan Press. Ann Arbor.  ISBN: 0-472-09738-5  DOI: 10.3998/mpub.11589

  
Sinopse  
A obra emprega uma análise etnográfica comparativa de sociedades caçadoras e coletoras sem guerra e guerreiras para isolar características distintivas de povos pré-agrícolas pacíficos e para desenvolver um modelo teórico da origem da guerra e da coevolução inicial da guerra e da sociedade. 


Examinando as principais pinturas rupestres do Paleolítico Superior e sepulturas que documentam a violência letal, a iluminação de Raymond Kelly sobre a transição da ausência de guerra para a guerra em vários locais específicos da Europa e do Médio Oriente confunde a compreensão da origem da guerra predominante hoje.




Kelly aborda questões fundamentais relativas à trindade formada pela interação entre a natureza humana, a guerra e a constituição da sociedade: Será a guerra uma característica primordial e difundida da existência humana ou um conjunto de práticas que surgiram num determinado momento do nosso passado pré-histórico recente? Existem sociedades pacíficas nas quais a guerra está ausente e, em caso afirmativo, como são e como diferem das sociedades bélicas?




As características críticas de diferenciação dizem respeito às práticas de criação dos filhos, aos modos de resolução de conflitos, à desigualdade social e económica, à competição por recursos ou à constituição de grupos sociais?




Como as conclusões de tal investigação são centrais para as nossas concepções da natureza humana, o livro irá interessar a uma vasta gama de leitores, desde os curiosos sobre as origens da violência colectiva até aos que estudam os papéis que as instituições sociais desempenham na sociedade.

INDEX

Preface p. IX

Introduction p. 1

1. The Category of Peaceful Societies p. 11

2. Warless and Warlike Hunter-Gatherers: 
A Comparison  p. 41

3. The Origin of War: A Transitional Case  
p. 75

4. The Early Coevolution of War and Society  
p. 121

Notes  p. 163

Bibliography  p. 177

Index  p.  189


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