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quinta-feira, 27 de março de 2025

Violência e Guerra no seu Contexto Social - Livro

Violence and Warfare
 in Social Context

Fabricius, R. (ed.) (2025): Violence and Warfare in Social Context: Archaeological and Historical Studies. Stockholm Studies in Archaeology, Stockholm University, Estocolmo  ISSN: 0349-4128

Sinopse  
A guerra é frequentemente vista através das lentes da estratégia, da arte de governar e do progresso tecnológico. No entanto, tanto a guerra quanto a violência em geral estão profundamente enraizadas em estruturas sociais e culturais.


Dos conflitos mesolíticos à guerra naval do início da era moderna, esta antologia interdisciplinar explora a prática e a perceção de várias formas de violência em sociedades passadas, revelando padrões que estimulam a reflexão sobre suposições modernas sobre a guerra. 


Misturando os aportes da Arqueologia do conflito e os Estudos da Guerra, o trabalho ressalta o valor crítico da cultura material na compreensão das complexidades da guerra, tanto teórica quanto metodologicamente.


Para a Arqueologia dos Conflitos e estudiosos da guerra, este trabalho avança uma perspetiva que situa a violência e a guerra em contextos sociais e culturais mais amplos, enfatizando que a guerra é mais do que apenas táticas e tecnologia é uma realidade social incorporada tanto na ação humana quanto na cultura material.

INDEX


Descarregar o livro: Violence & Warfare in Social Context

domingo, 8 de dezembro de 2024

Lutas Tradicionais na Península Ibérica


Dadas as temáticas de este blogue aproveitamos aqui este espaço para pedir-vos agora a vossa colaboração desinteressada na iniciaativa de um colega e bom amigo, o prof. Pedro-Reyes Moya Maleno (Universidade Complutense de Madrid) que tem iniciado há uns dias uma campanha de crowdfunding para poder desenvolver um projeto etnoarqueologico de registo da tradição oral sobre as lutas tradicionais da Península Ibérica. 





Dado o seu interesse -e urgência- não apenas antropológico senão também arqueológico como forma de conhecer as práticas de combate pré-romanas testemunhadas ocasionalmente por algum elemento do registo como os lutadores do conjunto de Cerrillo Blanco (Porcuna) que tende acima. Deixa-vos aqui abaixo a apresentação e mais dados sob o tema.


“Há quem lute ou calço minhas botas?” Assim J.A. Robles Tascón recolheu como os rapazes de Leão - e outros nem tão jovens - desafiavam os presentes para combater em uma luta de contato que consistia em derrubar o oponente. O terço noroeste da Espanha e Portugal abrigou na suas aldeias lutas “populares” nas quais participavam indivíduos de todac ondição, incluindo mulheres em algumas ocasiões.




A dispersão deste tipo de lutas ao longo da Eurásia, desde a Índia até a Escócia, assim como a sua presença constatada na Idade Média e Proto-história da Península Ibérica, apontam para a luta galhofa portuguesa, o baltu astur-leonês, os aluches cántabros e outras lutas como também herdeiras de lutas de raiz indo-europeia.





Assim, pretende-se viajar por diferentes lugares da Península Ibérica para registar e editar um documentário e dois livros com alguns dos últimos testemunhos etnográficos desta atividade, assim como reconhecer neles formas ancestrais de organizar o prestígio, a passagem para a juventude e a renovação cíclica das forças vivas das comunidades rurais. O encarregado de realizar o documentário será o documentarista italiano Simone Cannova.

Podeis contribuir com as vossas aportasão ao projeto "Lutas 'tradicionais' na Península Ibérica" na plataforma de crowdfundin goteo no seguiinte link 


+INFO sobre o projeto em: Lutas tradicionais

quinta-feira, 6 de junho de 2024

O Combate na Grecia Micénica


Um artigo recente publicado na revista Plos One vem de testar a funcionalidade no combate da célebre armadura micénica de Dendra. A couraça de placas de bronze é o elemento mais significativo de uma panóplia completa com grevas e um casco de dentes de javali, e braçais que foi topada em 1960 na tumba de Dendra, na Argólida datada no período Heládico Tardio. 





Para o estudo se reproduzia a panóplia de Dendra junto a outras armas (espada, lança e arco recurvo) para testar a utilidade no combate durante períodos prolongados baixo diversas condições. Para testar o armamento usou-se pessoal das forças armadas que executou um um protocolo de simulação de combate da Idade do Bronze, desenvolvido com base nas descrições de combates na Ilíada, durante um período total de 11 horas da Idade do Bronze Final.


O esperimento provou a idoneidade da panóplia de Dendra para um combate efetivo, solventando duvidas sobre o possível caráter não funcional e meramente simbólico de este armamento.
  

Artigo

Andreas D. Flouris et alii (2024): "Analysis of Greek prehistoric combat in full body armour based on physiological principles: A series of studies using thematic analysis, human experiments, and numerical simulations" Plos One Nº 19/5  DOI: 10.1371/journal.pone.0301494