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sábado, 14 de março de 2026

"Rotas da Seda" Indo-Europeias - Livro

Early Indo-European Silk Roads

Kaliff, A. & Østigård, T. (2025): Early Indo-European Silk Roads: Ecology of Cattle, Waterways and Winter Migration. LAMP (Language and Myths of Prehistory). Uppsala University. Uppsala.  ISBN: 978-91-506-3137-1

Sinopse  
Uma perspectiva ecológica que considera as condições de inverno e os cursos d'água, sob a ótica do gado, pode oferecer novas perspectivas sobre as potenciais rotas migratórias pelas estepes da Eurásia. Hoje, quase metade da população mundial fala uma língua indo-europeia. 


A disseminação dessas línguas por meio de migrações pré-históricas tem sido tema de debate há mais de 200 anos. Avanços recentes em estudos de ADN antigo reacenderam essa discussão e suscitaram controvérsias acadêmicas. Esta análise destaca um aspecto fundamental, porém frequentemente negligenciado, das primeiras migrações pastoris em um contexto ecológico: o papel do gado. Ao focar no gado, certas rotas migratórias emergem como mais viáveis, enquanto outras se mostram inviáveis ​​diante de condições ecológicas específicas e obstáculos naturais. 


A estepe da Eurásia, caracterizada por invernos longos e rigorosos e cortada por grandes rios que fluem de norte a sul, apresenta barreiras ecológicas significativas para migrações de leste a oeste em direção à Europa e aos Montes Urais. Contudo, as primeiras grandes migrações ocorreram na direção leste-oeste. Mesmo no inverno, os vales e leitos dos rios, com seu suprimento geralmente confiável de água e vegetação, teriam sido de fundamental importância para a sobrevivência de grandes rebanhos. 




Além disso, quando os rios congelavam no inverno, os pastores podiam facilmente atravessar rios que corriam de norte a sul e usar as vias navegáveis ​​de leste a oeste como rodovias para deslocamento rápido por vastas distâncias. Sob essa perspectiva, argumentamos que, durante o inverno, os grandes rios da Eurásia foram elementos-chave para a migração e expansão dos primeiros indo-europeus.
  

INDEX

1. Introduction  p. 11

2. A short history of Indo-European 
research and migration  p. 16

3. A short history of pastoralism 
and Proto-Indo-Europeans  p. 27

4. The Silk Road and east-west 
connections  p. 36

5. The Scythians as nomads
 and warriors  p. 55

6. Ecology and cattle  p. 63

7. The Pripyat, the Volga and
 Eurasian Rivers p. 78

8. A model of Indo-European migrations 
and pastoral adaptations in 
cold climates p. 90

9. Conclusion – a critical view 
p. 104

Literature  p. 106


Descarregar o livro em:  Early Indo-European Silk Roads

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

A Rota Danubiana da Cultura Yamnaya

Danubian route of Yamnaya Culture 

Jarosz, P., Koledin, J. & Włodarczak, P. (2021): Danubian route of Yamnaya Culture. The barrows of Vojvodina. Archaeolingua. Budapest. ISBN: 978-615-5766-50-3

Sinopse  
Em 2016–2021, um projeto de pesquisa polonês-sérvio focou nos túmulos de Voivodina do 3º milênio a.C. Em seu centro estavam as escavações de dois túmulos da cultura Yamnaya, Šajkaš e Žabalj, conduzidos em 2016–2018 na área de Backa, na borda ocidental da estepe eurasiana. 


O material trazido à luz nesses locais é atualmente o conjunto mais importante de fontes sobre os túmulos de Voivodina, e é essencial também para o território mais amplo da Planície da Panônia. Este livro apresenta os resultados dos trabalhos de campo do projeto e as análises dos especialistas concluídas até agora.

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domingo, 26 de janeiro de 2025

Das Estepes aos Balcãs - Livro

From the steppes to 
the Balkans

Włodarczak, P. & Valchev, T. (eds.) (2022): From the steppes to the Balkans... . Excavation on burial mounds in yambol district. / Ze stepów na Bałkany... Badania kurhanów w obwodzie Jamboł/ От степей до Балкан ... Проучване на надгробни могили в област Ямбол. Regional Museum of History Yambol & Institute of Archaeology and Ethnology of the Polish Academy of Sciences. Yambol.  ISBN: 978-954-615-195-7

Sinopse 
O catálogo apresenta os resultados do projeto arqueológico internacional polaco-búlgaro "Das Estepes aos Balcãs". A cultura Yamnaya na Trácia”, financiado pelo Centro Nacional de Ciência (Cracóvia, Polónia). De 2018 a 2021, foram escavados 5 túmulos. 


Em Malomirovo, comuna de Elhovo, foi examinado o mais antigo túmulo. A maioria dos túmulos ali descobertos datam do 4º e 3º milénio a.C., com enterramentos ligados à cultura Yamnaya. Em Zimnitsa, comuna de Straldzha, foram realizadas escavações de um túmulo do período trácio inicial (do século V a.C.).


Em Drazhevo, comuna de Tundzha, foi investigada uma sepultura trácia do século III a.C. Entretanto, em Mogila, comuna de Tundzha, as escavações revelaram ser dois túmulos do século II d.C. — período em que esta zona da Trácia fazia parte do Império Romano. Escavações em cada um destes locais resultaram na descoberta de materiais espetaculares, que dão contributos significativos para o conhecimento da história da região.

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sábado, 28 de dezembro de 2024

Transmissões desde a Estepe - Livro

Steppe Transmissions

Preda-Bălănică, B. & Ahola, M. (eds) (2023): Steppe Transmissions. The Yamnaya Impact on Prehistoric Europe Vol. 4. Archaeolingua Series Maior 45. Archaeolingua. Budapeste. ISBN: 978 615 5766 62 6

Sinopse  
Este volume, o quarto da série Impacto Yamnaya na Europa Pré-histórica', representa as atas da sessão 196: "Nenhum homem viaja sozinho, ele se leva tudo consigo: a transmissão e/ou transformação Yamnaya durante o 3º milénio A.C." Europa realizada no Encontro Virtual da EAA de Budapeste em 2020. 


A sessão foi coorganizada pelos editores deste volume. junto com o Todor Valchev do Museu Histórico Regional de Yambol (Bulgária) e Piotr Włodarczak do Instituto de Arqueologia e Etnologia da filial de Cracóvia da Academia Polonesa de Ciências (Polónia). A sessão teve como objetivo focar em abordagens arqueológicas sob a cultura material e as práticas rituais, para explorar como as transmissões das estepes desenrolaram-se durante o 3º milénio A.C. 


O volume apresenta o trabalho de 25 pesquisadores de vários países europeus, Japão e Estados Unidos, reunidos em 11 artigos. Os temas discutidos cobrem uma grande parte do continente europeu, das estepes do Baixo Don no leste ao norte da Europa Central no oeste, e um tempo extensão de aproximadamente dois milénios. 


A pesquisa apresentada abre novas perspetivas sobre traços microrregionais, particularidades regionais e complexidades suprarregionais das transmissões desde estepe no 4º e 3º milénios A.C.

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sábado, 23 de novembro de 2024

Interações Yamnaya - Livro

Yamnaya Interactions

Heyd, V., Kulcsár, G., & Preda-Bălănică, B. (2021): Yamnaya Interactions:Proceedings of the International Workshop Held in Helsinki, 25-26 April 2019. Archaeolingua. Budapest. ISBN: 9786155766497

Sinopse 
O volume Yamnaya Interactions reúne 20 contribuições de 32 académicos, de 12 países diferentes do Worshop celebrado em Helsinque entre os dias 25-26 de abril de 2019. 


Recolhendo a pesquisa mais recente, estas atas do workshop de Helsinque documentam os caminhos seguidos pelos povos Yamnaya e da Cerâmica Cordada para o oeste, e os seus múltiplos contactos com sociedades locais ao norte e ao sul dos Cárpatos por volta e depois de 3000 A.C. 


O livro oferece a mais recente compreensão da extensão geográfica, cronologia e consequências do processo, enquanto, ao mesmo tempo, amostra as perspetivas internacionais e regionais dos costumes funerários e na cultura material associada a cultura de yamnaya.

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sábado, 22 de junho de 2024

Uma olhada a migração na Pré-história

Acabamos de ler recente artigo sobre um enterramento do Neolítico Final em Bréviandes les Pointes. na região de Paris, datado no 2500 A.C que vem a aportar uma interessante visão dos  encontro genético e cultural entre as populações de ascendência estépico-póntica e neolítica no Ocidente da Europa. 

O enterro de Bréviandes esta constituindo, seguindo a tradição neolíticauma, por uma sepultura coletiva de 7 indivíduos, e representa segundo os autores um caso inicial de mistura genética com indivíduos de origem estépica (procedentes da área da Cultura da Cerâmica Cordada). Junto a este enterramente se analisou como contraste também um enterramento individual campaniforme de Saint-Martin-la-Garenne (datado no 2300 A.C), vinculado a primeira pressença campaniforme na bacia parisina.

A Paisagem genético-cultural do 3 Milénio

O estudo principia fazendo uma revisão da estado da arte atual entorno, a expansão genética do componente estépico e das culturas arqueológicas da Cerâmica cordada e o Vaso Campaniforme. A primeira zona do Ocidente Europeu em receber influência genêtica estépica foi a Suíça, no periodo entre 2.860 e 2.460 A.C, 100 anos antes de qualquer evidência de isto na Centro-Europa. 


Durante o período inicial o componente estépico aumentou até um 60%, sofrendo depois um declínio nos 1000 anos seguintes até um 25 ou 35% frente ao componente neolítico. No entanto, os autores observam que a persistência residual da ADN estépico após 1000 anos indicaria um acasalamento limitado entre portadores desta ascendência e os agricultores locais de origem neolítica.



Em quanto a Centro e Norte de Europa se observa um gradiente de declinio leste-oeste na proporção de ancestralidade pontico-estépica, tipico da Cultura Cerâmica Cordada. O cenario genetico de esta região, reconstruido através do cromossoma Y, mostra a presença de diversas populações das estepes e uma diversificação dos haplotipos do cromosoma R1b. Entre eles a linhagem R1b-P312 parece ter-se originado no Vale do Reno expandindo-se posteriormente a outra zonas (como Bohémia ou as Ilhas Britânica) associado a difussão da Cultura Campaniforme 


Na Península Ibérica e as Ilhas Britânicas a ascendência estépica chega mais tardiamente do que a Centro-Europa, entorno ao 2.450 A.C para o contexto insular, 2400 para Norte Peninsular, e 2200 ao sul. Nas Ilhas Britânicas isto aparece associado, como já foi comentado, à Cultura Campaniforme e a difusão haplotipo R1b L21 do P312 proprio Baixo Reno. Na Península Ibérica isto semelha mais complexo, pois os indivíduos campaniformes parecem conviver juntos sem distinção com individuos de origem neolítica. A própria cultura Campaniforme tem seu origem ibérica centrado primariamente no Vale do Tejo, e os primeiros individuos campaniformes ibéricos eram descendentes de populações neoliticas, sem  qualquer resto de ancestralidade pontica

"... o Campaniforme Marítimo (MBB) marcam o início da sequência campaniforme. Estes Campaniformes Marítimos espalharam-se rapidamente a partir do estuário do Tejo ao longo da costa atlântica e ao longo do Reno ( 14 , 44 , 49 ), bem como ao longo da costa mediterrânica e subindo os vales do Ródano-Saône, sendo o Alto Reno a região com a maior recolha de Campaniforme Marítimo conhecido na Europa Central. As primeiras práticas campaniformes parecem ter se espalhado ao longo dos grandes rios europeus a partir de enclaves e depois se desenvolveram na civilização campaniforme em toda a Europa"

A zona do Reno converteria-se na zona de contacto inicial entre Cultura Cordada e Campaniforme, desde onde a cultura campaniforme se expandiria cara o leste coexistindo com o Cordado, do qual assimila praticas culturais como o enterramento individual ao mesmo tempo que provoca a mudança em outros aspeto como o passo desde uma economia pastoril para uma economia mais agrícola. Esta expansão de esta cultura campaniforme, culturalmente hibrida se caraterizaria geneticamente por uma mistura de ancestralidade neolítica e estépica com a pressença do haplotipo R1b M269 e do seu derivado P312

Bréviandes e o primeiro contacto

Dos 7 indivíduos enterrados em  Bréviandes, as 5 mulheres  agrupam-se com genomas neolíticos e calcolíticos da França e Espanha, e são desprovidos de ancestralidade estepe. Em contraste, os dois indivíduos masculinos (HI e FK), identificados respetivamente como filho e pai, tem proporções variáveis de ancestralidade da estepe, que contrastam com a ausência de ancestralidade estepica na mãe (A) de HI.  Isto mostra que os indivíduos FK e HI representariam a chegada precoce de essa ancestralidade estépica no contexto neolítico no norte da França. 

O pai (FK) presenta  uma proporção de ancestralidade estépica dum 35% o qual permite reconstrui o grau desta ancestralidade no seu pai (YY) num 70%,  próxima as proporções altas de outros indivíduos como o de de Ciry-Salsogne, um dos primeiros indivíduos associados à Vaso Campaniforme holandes. Isto  individuo YY teria um perfil enquadra a YY no aglomerado genómico típico do Norte de Europa, que cobre o Norte de França, Holanda, Ilhas Británica e Chequia. De entre esta área geográfica ampla os autores considerarm como mais pobable como lugar de origem de YY a localização holandesa.


Pela contra as mulheres enterrados em Bréviandes partilham mais alelos com indivíduos do sul de França do que do norte de França. Afinidade genetica comparável também com outros indivíduos de regiões do sudoeste da Europa como a Peninsula Ibérica. 

O Declínio da Ancestralidade estépica

Segundo os autores, por tanto, "a sepultura colectiva de Bréviandes fornece uma imagem em tempo real do processo de diluição da ancestralidade das estepes durante a migração para sul, capturando-a em acção no preciso momento em que ocorreu". O individuo reconstruido YY corresponderia com a primeira chegada da ancestralidade das estepes na França, entre 2.600 e 2.500 A.C, seguido pelo indivíduo quase contemporâneo de Ciry-Salsogne. Ascendência topada logo mais tarde em indivíduos campaniformes, enquanto indivíduos anteriores destas mesmas regiões não carregam essa ascendência, ainda que estejam associados ao campaniforme. 

Em geral na Europa Occidental se observa um processo similar de diminução da proporção de ADN estepico ao longo de um período de 1.000 anos, entre 3.000 e 2.000 A.C, cum topo inicial por acima do 75% em individuos da Chequia entre o 3.000 e 2.500 A.C, descendendo até o 50% em individuos da Ceramica Cordada e  Campaniforme. 



Nas Ilhas Britânica a ancestralidade estepica aumentou até o 50%, e permaneceu neste nivel durante 500 anos, do que se inferiria uma aussencia de mistura entre estas populações com os neoliticos locais. Na França o declinio se sucedeu em apenas umas centenas de anos, entre o 2500 e 2250, até chegar a um 40/30 %, proporção que se manteria pelo menos até o 1700 A.C. Isto se corresponderia com uma distribução norte-sul da ancestralidade estépica:

"A incorporação adicional da Neo-ancestralidade no contexto da ancestralidade das estepes ocorreu durante a migração para o sul dos portadores de ancestrais das estepes em direção à Península Ibérica, levando à diluição da ancestralidade das estepes de ~ 25% durante o Calcolítico para ~ 13% durante a Idade do Bronze [( 15 ) e Figura 4, B e C ]. Este gradiente norte-sul da ancestralidade das estepes persistiu na Europa até ao presente"

Contactos Norte-Sul e Sul-Norte

Frente a este processo de expansão da ancestralidade estépica cara o sul as mulheres de Bréviandes permite observar igualmente a existência de movimentos do o sul cara o norte. O contraste com o componente genetico usual no norte da França junto a alta afinidade meridional, indicam que os ancestrais do grupo familiar enterrado neste tumulo teriam-se deslocado em um data relativamente recente. Em concreto a mulher E, deslocou-se desde o sul para Bréviandes onde teve a FK como filho com o individuo YY, aussente do enterramento colectivo. 

Sobre este episodio de acasalamento os autores especulam: "YY pode ter sido membro dos “bandos de jovens guerreiros”, hipotetizados por Kristiansen e colegas que “sequestraram” mulheres de ascendência neo", mas outros modelos são possíveis, seguramente mais possiveis e coerentes com este caso, como puderam ser epissodios de sexo ocasional como os que aparecem refectidos no topos mítico, comum a todo o mundo Indo-Europeu, do Vater-Sohn Käpf (Luta do Pai-Filho). 



Em este tema épico um jovem heroi se desloca durante a sua juventude da sua pratria original cara um pais extrangeiro e tem furtivamente lá um filho com um mulher local. Será este filho desconhecido com o qual o heroi se enfrenta num duro combate, quando o moço já adolescente se desloque em busca do seu progenitor , desconhecendo ambos os dois a identidade do abversario que não se releva até o trágico final do enfrentamento. 

Igualmente outras circunstâncias, menos novelescas, podem ter sido possiveis obviamente: contactos ocasionais relacionados com o comercio a longa distância, a hospitalidade, relações matrimoniais, fosteragem, etc, etc. Diversas motivos de deslocamento podem de certo dar lugar a estas padrões de paternidade "extranha" e aussente da criança. Outra questão interessante e a aparente discordância que se da entre o individuos asociados ao Campaniforme e o componente estépico, já que se bem os item de origem ibérica topados junto individuos do campaniforme maritimo no Norte de França aparecem asociados frequentemente a uma ascendencia estepica, não ocorre o mesmo no Vale do Reno e no Sul de França. Este aparente paradoxo geográfico na distribução genética, se explicaria tendo em conta a possivel expansão do Campaniforme desde o sul, seguindo a ruta privilegiado do Rodano-Saona cara o Vale do Reno. 

Estas relações norte-sul se correlacionam paralelamente com grandes mudanças culturais e a extenssão de redes de troca a longa distancia de materias primas, aparelhadas possivelmente a movimentos, mais ou menos ocasionais ou permanente de pessoas, dando lugar a um processo de hibridação cultural do que surdiria uma nova sintese cultural que caraterizara a facies Campaniforme posterior: 

"A heterogeneidade genómica no horizonte do Campaniforme em França pode ser considerada como um instantâneo representativo da assimilação contínua do modelo sociocultural da BBC sem substituição abrupta da população por pessoas com ascendência estepe, contrastando a situação nas Ilhas Britânicas onde a população com Neo-ascendência parece ter sido substituído por portadores de ancestrais das estepes.

O processo de transformação no sul da França pode, portanto, ter integrado tendências regionalmente diversas, com rejeição e aculturação variadas, como observado no registro arqueológico e nas citações nele contidas. A difusão desta nova ideologia da BBC em França parece ter sido acompanhada por uma mistura local e intra-regional heterogénea, envolvendo apenas alguns indivíduos. Seus descendentes misturados foram absorvidos nas comunidades do Neolítico Superior, como em Bréviandes, e enterrados em sepulturas coletivas seguindo vários costumes de enterramento do Neolítico Médio e Superior que diferem daqueles da Ceramica Cordade e das tradições posteriores do Campaniforme"

Com posteoridade, após o 2500, o descendentes de esta mistura genetica e cultural se deslocariam a sua vez cara o sul possivelmente seguindo as rotas previas, sinaladamente a do comercio de jadeita desde a zona alpina, as as rotas maritimas atlânticas, cara o sul da França e a Peninsula Ibérica. 



Este cenario que concorda ponto por ponto com a velha teoria do "Refluxo" (Rückstrom) que Edward Sangmeister, planteara ja faz anos, para explicar as conexão entre o foco Campaniforme Ibérico e a facies Centro-Europea de esta cultura. Este modelo concorda igualmente com evidéncias paleo-genomicas recentes, como o analise individuo campaniforme "fundador"  do tumulo de Tablada de Rubron (Burgos) que apressenta ascendencia estepica mas joias de origem britãnica entre o seu enjoval

Artigo

Parasayan, O et al. (2024): "Late Neolithic collective burial reveals admixture dynamics during the third millennium BCE and the shaping of the European genome" Science Advanced  N´10, eadl2468  DOI:  10.1126/sciadv.adl2468

Bibliografia complementar

Caraglio, A. (2020): "How to redraw Bell Beaker networks in Southwestern Europe?"  Caraglio, A. &  Bailly, M.  (eds.): Identité? Prestige? Quoi d’autre?. Renverser les idées reçues sur la diffusion du Campaniforme en Europe à la fin du 3e millénaire av. n. è. Préhistoires méditerranéennes Nº 8. PDF
  
Delibes, G., E. Guerra, E.,Velasco, F. J., Olalde, I. et alii (2019): "¿Un Ulises campaniforme en el túmulo de Tablada del Rudrón (Burgos)? ADN estépico y pendientes de oro de tipo británico en el enterramiento del fundador" Delibes, G. & Guerra, E. (eds.): ¡Un brindis por el príncipe!. El vaso Campaniforme en el interior de la Península Ibérica (2500-2000 a. C). Museo Arqueológico Regional. Comunidad de Madrid. Madrid.  pp. 339-360  PDF
 
Miller, D. A. (1994): "Defining and Expanding the Indo-European Vater-Sohn-Kampf Theme" JIES Nº 21/3-4 pp. 307-329


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